sábado, 29 de junho de 2019

Como pesquisar no Google de maneira exata e eficiente


Redação,Canaltech 
O Google é, de fato, a ferramenta de pesquisa mais utilizada por qualquer pessoa no dia a dia. Isso porque ela permite resultados em variados que são exibidos em uma fração de segundos, tornando possível encontrar praticamente qualquer coisa na internet. O que muitas pessoas não sabem, no entanto, é que é possível otimizar ainda mais o processo de busca no site, o que é ideal para quando o assunto a ser pesquisado é mais complexo ou os resultados precisam ser mais refinados.
Confira abaixo dicas de como pesquisar no Google de maneira eficiente, anote-as e torne sua vida ainda mais fácil na Internet!

Para pesquisar conteúdos de determinado site

Às vezes até conhecemos um site no qual sabemos que o conteúdo que procuramos poderá ser encontrado. Por exemplo, quando o assunto é tecnologia, provavelmente o Canaltech terá exatamente o que você procura. No Google, é possível realizar uma busca dentro de um site. Para isso, você precisa:
1. Usar a palavra “site” seguida de dois pontos (lembrando que estes dois pontos nunca podem estar separados com espaço). Ex.: site:canaltech.com.br
2. Adicionar o termo que você procura. Ex.: site:canaltech.com.br processadores.
 

Pesquisar em sites correlatos ou consultar informações sobre um site

Você também pode pesquisar em vários sites que tenham a mesma pauta ou buscar por mais informações sobre determinado site. Para isso:
1. Ao invés de “site”, coloque a palavra “related”. Ex.: related:canaltech.com.br.
Para ter mais infos sobre um site, basta colocar a palavra “info”. Ex.: info:canaltech.com.br.
Lembre-se de jamais separar os dois pontos com espaço.

Pesquisa em redes sociais

Quando quiser encontrar a rede social de determinada empresa ou pessoa, basta adicionar uma @ antes de seu nome. Ex.: @canaltech no instagram.
Também é possível buscar por hashtags, que são muito utilizadas tanto no Instagram quanto no Twitter. Basta adicioná-las antes do termo buscado.
Foto: Divulgação

Preços

É possível também realizar uma busca refinada sobre preços e suas variações simplesmente ao digitar. Basta adicionar o símbolo $ antes de determinado número e depois do nome do produto pesquisado. Ex.: celular $1500.
Já, para consultar variações de preço, basta colocar reticências (...) entre dois números, ambos acompanhados do cifrão. Ex.: celular $1000…$2000.

Pesquisar uma frase exata

Para encontrar a frase que corresponde exatamente a que você está procurando, basta colocá-la entre aspas. É um recurso muito útil para frases contidas em livros.

Combinar resultados de uma pesquisa

Para inserir resultados semelhantes em uma pesquisa, basta colocar os dois ou mais termos buscados separados pela palavra “ou”. Ex.: livro OU caderno.

Outras utilidades

- Encontrar a definição de uma palavra no dicionário
Para saber como uma palavra ficaria no dicionário, basta inseri-la na barra de pesquisas acompanhada de “significado”. Ex.: taxonomia significado.
- Calculadora
Também é possível usar o Google como calculadora. Basta adicionar os números a serem calculados e os símbolos referentes às operações matemáticas na barra de pesquisa. Ex.: 1440/17 (a barra significa divisão). Há também o asterisco (*) para multiplicação, e os símbolos convencionais de mais (+) e menos (-).
- Conversor de moedas
O Google também pode ser um ótimo conversos de moedas. Basta colocar “5 reais em dólares” ou “5 reais em euros” e ele lhe apresentará a resposta.
- Resultados de jogos
Também é possível acompanhar uma partida em tempo real, com vários detalhes. Basta colocar, por exemplo, “Palmeiras x Corinthians” e o Google irá lhe mostrar o resultado da partida que está acontecendo.
- Informações sobre celebridades
Também é possível saber a idade ou informações de personalidades ao colocar o nome delas seguido da palavra “idade”. A altura também pode ser descoberta do mesmo jeito.

Fonte: Canaltech

Não adianta ter acordo comercial se não tivermos competitividade, diz ex-embaixador do Brasil sobre acordo com União Européia

Para o diplomata Rubens Barbosa, o Itamaraty teve papel secundário no acordo comercial anunciado entre o Mercosul e a União Europeia.

28 jun 2019 
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), anunciado na tarde da sexta-feira (28/06), não servirá de muita coisa se o Brasil e a região não conseguirem melhorar sua competitividade.
Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro em reunião do G20
Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro em reunião do G20
Foto: AFP / BBC News Brasil
A opinião é do diplomata Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Londres e Washington, para quem o Itamaraty teve papel secundário na negociação do acordo.
"Acho que o principal ator nesse acordo foi o Ministério da Economia, a negociação é econômica, comercial. O Itamaraty é parte desse processo, é um negociador, mas as decisões vieram do Ministério da Economia", afirma.
Em entrevista por telefone à BBC News Brasil, Barbosa diz que o governo de Michel Temer foi responsável por resgatar as negociações com a UE, após anos de "paralisação" nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
"Foi um governo de transição e em algumas coisas não puderam avançar", diz.
Barbosa classifica o acordo como um "marco histórico" após 20 anos de negociações - que começaram oficialmente em 1999, por iniciativa dos então presidentes francês, Jacques Chirac, e brasileiro, Fernando Henrique Cardoso.
No entanto, ele ressalta que a assinatura não é suficiente para garantir bons números à economia brasileira.

Leia abaixo a entrevista na íntegra:

Para Barbosa, acordo é 'um tijolinho' no processo de robustecer a posição comercial do Brasil no mundo
Para Barbosa, acordo é 'um tijolinho' no processo de robustecer a posição comercial do Brasil no mundo
Foto: Mauro Bellesa/IEA / BBC News Brasil
BBC News Brasil - Como vê a assinatura do acordo depois de 20 anos?
Rubens Barbosa - Acho que é um acordo histórico, um marco nas relações externas do Mercosul. É importante porque põe um fim a um longo período de isolamento do Mercosul e do Brasil nas relações comerciais. Brasil e Mercosul por 20 anos assinaram três acordos comerciais de relevância pequena, com Egito, Israel e Autoridade Palestina. Não fizemos nenhum outro acordo.
O mundo inteiro negociou 250 acordos, o Mercosul negociou esses três. Agora, esse acordo que tem mais de 20 anos de negociação foi reativado no governo Temer. Porque com Lula e Dilma, por desorganização interna, protecionismo, Argentina com Cristina Kirchner e tal, as negociações com a União Europeia ficaram paralisadas.
Com Temer, começou a haver de novo um processo de negociação. Com Temer ele não foi concluído porque era um governo de transição e em algumas coisas não puderam avançar. Com o novo governo e a nova política de abertura da economia, negociação de acordos externos, mudou o quadro. Agora esse governo finaliza as negociações superando os pontos de conflito que existiam e estavam pendentes nos últimos anos.
Não se sabe ainda as concessões feitas de lado a lado: a parte agrícola, do lado da UE, e a industrial, do lado do Brasil. Mas é um acordo muito relevante e importante e vai ter um impacto grande tanto no comércio exterior quanto nos investimentos aqui no Brasil.
BBC News Brasil - A assinatura surge em um momento de retomada do protecionismo - algo puxado principalmente pela retórica do governo Trump. Qual é o recado que estamos dando ao mundo?
Barbosa - Esse clima que existe hoje no mundo de guerra comercial pode ter até ajudado a conclusão desse acordo. A UE concluiu recentemente o acordo mais importante deles, que foi com o Japão. Agora, o segundo acordo mais importante da UE é com o Mercosul.
O clima de conflito comercial ajudou e a mensagem que os dois lados dão ao mundo é que o livre comércio, a redução do protecionismo são o mais importante. Não interessa a ninguém ampliar o protecionismo e as restrições.
BBC News Brasil - Interessa ao presidente americano, não? Esse é um recado a ele especificamente?
Barbosa - É um recado a todos que estão nessa linha. Quem lidera este processo é Trump, nessa linha de "América Primeiro", "Tornar os EUA Grandes de Novo". Sobretudo com essa percepção americana de que a grande ameaça à hegemonia americana é a China.
Acho que o que estamos vendo é o começo de um atrito entre EUA e China, que vai se prolongar por muitos anos na área comercial e tecnológica. A questão EUA-China é estrutural, vai vir para ficar, não vai ser superada. Agora, o resto do mundo tem que tomar providências para ampliar fatia de mercado, investimentos, independentemente do conflito entre EUA e China. Não temos que tomar partido nenhum, temos que defender os interesses do Brasil.
O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e a Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini
O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e a Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini
Foto: EPA/OLIVIER HOSLET / BBC News Brasil
BBC News Brasil - Informações preliminares indicam que o Mercosul pode ter cedido bastante em pontos-chave. No inicio dos anos 2000 o Mercosul exigia cota minima de 300 mil toneladas de carne bovina para entrada no mercado europeu. Hoje, indica-se que o valor acordado não passe de um terço disso. Qual é a importância de cotas altas ou confortáveis para setores estratégicos como o agronegócio no Brasil?
Barbosa - O Brasil conseguiu uma concessão nos produtos agrícolas de haver tarifas dentro das cotas. As cotas são uma decisão política tomada. Eu não sei que cotas foram fixadas, mas de qualquer forma, um acordo dessa magnitude não poderia ficar sujeito a cotas de carne ou suco de laranja.
O que se conseguiu foi o que foi possível hoje, dentro de uma visão maior de conseguir um acordo com o segundo parceiro econômico do Brasil. As coisas mais importantes vêm primeiro, os detalhes vêm depois. Acho que se teve cota que não atingiu o que a gente queria, a gente conseguiu outras coisas e eles também não conseguiram várias coisas que queriam do Brasil.
BBC News Brasil - E a abertura para a vinda de produtos da indústria pesada, automotiva, etc. antes gerava preocupação forte no empresariado brasileiro. Essa preocupação deve se manter agora ou o cenário mudou?
Barbosa - Não temos informação sobre a parte comercial, não vou especular. O que sei de concreto é que em um acordo de livre comércio as tarifas industriais na Europa vão ser zeradas. É uma vantagem para o Brasil.
Esse acordo comercial e outros que vierem a ser feitos vão depender muito de conseguirmos colocar a casa aqui em ordem, com as reformas, desburocratização, reforma tributária, para diminuir o custo-Brasil e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros. Não adianta nada ter esse acordo se não tivermos competitividade para competir com os outros parceiros globais.
Isso tem que ser visto como um tijolinho dentro da perspectiva de aumento do comércio exterior, retomada da economia, redução do desemprego. É um tijolinho nessa direção, mas não vai resolver o problema da economia brasileira nem do comércio exterior brasileiro. Vai depender de nós mesmos com essas reformas.
BBC News Brasil - O senhor teve participação nas negociações?
Barbosa - Em 1992, eu era subsecretário no Itamaraty e negociei um acordo de cooperação econômica e política com a UE. Era um acordo macro, genérico, não previa especificidades, mas foi o que propiciou anos depois, em 1995, 1996, o começo da negociação deste acordo comercial. Eu estava no começo do processo todo.
BBC News Brasil - O ex-chanceler Aloysio Nunes, do governo Michel Temer, falou com a BBC News Brasil enquanto estava na pasta sobre seus esforços para fechar o acordo, como o senhor mencionou. O senhor menciona que foi um governo de transição, mas uma pedras no sapato desse governo foram os escândalos. Foi um governo marcado por sucessivos escândalos de corrupção em meio à Lava Jato, envolvendo inclusive o próprio presidente da República. Isso atrapalhou?
Barbosa - Acho que não atrapalhou nada. Não quero comentar isso. Porque a mesma coisa está acontecendo agora. Com todos, isso aconteceu com Lula, com Temer, está acontecendo agora. Tivemos ontem o negócio do avião. Mas não quero comentar isso.
BBC News Brasil - O Itamaraty no governo Bolsonaro tem recebido críticas por eventuais mudanças bruscas em suas tradições. Lê-se na imprensa estrangeira análises críticas que mencionam um encolhimento ou enfraquecimento do Itamaraty. A assinatura muda esse cenário - o que ela significa nesse contexto?
Barbosa - Acho que o principal ator nesse acordo foi o Ministério da Economia, a negociação é econômica, comercial. O Itamaraty é parte desse processo, é um negociador, mas as decisões vieram do Ministério da Economia.
BBC News Brasil - E em relação a imagem do Itamaraty?
Barbosa - Não comento.
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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Tudo é transitório: o que era ontem, pode não ser hoje



Nada é fixo nem permanente… As coisas que nós adquirimos e perdemos, mudam… A vida é isso, essa transitoriedade. Tudo é transitório, o que era ontem pode não ser hoje. Como é que vai ser?

Nada se repete, tudo acontece uma única vez. Você pode repetir o momento de hoje, com a mesma roupa, do mesmo jeito, mas o momento é único, jamais se repetirá. Tudo na vida só acontece uma única vez, mas a gente não aprecia, a gente reclama…” – Monja Coen
Estava aqui sentindo uma saudade, daquelas doídas de sentir. Daquelas saudades que nos fazem repensar a vida, repensar as atitudes, ponderar se deveríamos mesmo ter ido por aqui ou por ali. Daquelas saudades que nos impulsionam a regressar.
Então, eu fui buscar uma distração que não fosse ouvir uma música que piorasse meu estado de espírito e deparei-me com as palavras acima, em um vídeo que resolvi ouvir… Essa pessoa iluminada que é a Monja Coen (recomendo que você a ouça), fez-me absorver essas palavras, no melhor estilo “era o que eu precisava ouvir”.

A gente sente saudades mesmo. Eu já divaguei sobre isso outra vez, falando que a saudade é sinal de um momento bem vivido. Mas puxa vida, não é que eu havia me esquecido das minhas próprias convicções?

A gente sente saudades… E talvez existam etapas de nossas vidas que devam ser isso… Saudade. Ainda que seja daquelas doídas de sentir.
Mas não é para escrever penalizada, sobre a saudade, que eu passei por aqui. Na verdade as palavras da Monja me fizeram perceber que muitas vezes perdemos tempo amargando a saudade, e deixamos de valorizar o momento. “A gente não aprecia, a gente reclama…”. E como a gente reclama! E o momento não volta. Mesmo que a gente possa reviver aquele momento bom que deixou saudade, aquele momento específico não volta.
Um dia minha mãe fez uma janta que nunca mais vou esquecer. Era uma comida simples, mas pelo contexto, teve um sabor especial. Ela ficou tão feliz com a minha gratidão por aquela refeição, que já tentou repetir o prato diversas vezes, mas nunca mais teve o mesmo sabor, embora tenha sido muito bom em todas as outras vezes. Naquele dia, jantei com gosto, apreciei o momento.

“Nada é fixo nem permanente… As coisas que nós adquirimos e perdemos, mudam… A vida é isso, essa transitoriedade. Tudo é transitório, o que era ontem pode não ser hoje”.

E a gente sente saudades. E por que não sentir essa saudade sem ferir o peito?                            


Por que a gente transforma o amor em dor? Por que colocamos rancor em sentimentos que de tão bons, deixaram essa saudade? Porque do contrário, se o momento passado fosse ruim, a gente sentiria raiva. Mas se sente saudades… Por que não recordar isso apreciando o momento vivido?
“Nada se repete, tudo acontece uma única vez”. Mesmo que a gente possa fazer aquilo de novo, e de novo, e de novo… Cada dia terá sido único.
Aí, então, eu me permiti sentir saudades… Revivi aqueles momentos bons, bonitos, ouvi uma voz ecoando aqui na minha mente me fazendo refletir  “está vendo como a vida é boa?”. Revi o pôr-do-sol, reafirmei umas certezas dentro do peito e criei incertezas danadas.
Se cada momento é único, se tudo na vida só acontece uma única vez e se foi bom, ao ponto de dar saudades em cada letra de música, nos detalhes da vida, no perfume, por que não sentir saudades? Por que não viver essa saudade?

Porque se ficou saudades… foi bom. Do contrário a gente sentiria raiva. Mas se a gente sente saudade, por que não sentir? E saber que a vida é como disse Monja Coen, essa transitoriedade. O que foi ontem já não é mais hoje.

Mas que bom ter vivido isso. Que bom poder lembrar, e sentir saudades.



Compartilhamentos

Luciana Marques

A verdade sobre o nióbio do Brasil

Nossas reservas do minério valem mais que o pré-sal. Mas isso não significa grande coisa. Entenda.


Parece mágica. Você joga um punhadinho de nióbio, apenas 100 gramas, no meio de uma tonelada de aço – e a liga se torna muito mais forte e maleável. Carros, pontes, turbinas de avião, aparelhos de ressonância magnética, mísseis, marcapassos, usinas nucleares, sensores de sondas espaciais… praticamente tudo o que é eletrônico, ou leva aço, fica melhor com um pouco de nióbio. Os foguetes da empresa americana SpaceX, os mais avançados do mundo, levam nióbio. O LHC, maior acelerador de partículas do planeta, e o D-Wave, primeiro computador quântico, também. Todo mundo quer nióbio – e quase todas as reservas mundiais desse metal, 98,2%, estão no Brasil. Nós temos o equivalente a 842 milhões de toneladas de nióbio, que valem inacreditáveis US$ 22 trilhões: o dobro do PIB da China, ou duas vezes todo o petróleo do pré-sal. Por isso, há quem diga que o nióbio pode ser a salvação do Brasil, a chave para o País se desenvolver e virar uma potência global. Mas de que forma o nióbio é explorado hoje em dia, e quem ganha com ele?
É verdade, como se ouve por aí, que estamos exportando nossas reservas a preço de banana? E, se esse metal vale tanto, por que há tão pouca informação sobre ele? Há muitas lendas a respeito do nióbio. A mais importante: ele é, de fato, um elemento estratégico e raro. Mas não se trata de uma fonte inesgotável de riqueza.

A filha de Tântalo

O nióbio foi descoberto em 1801 pelo cientista britânico Charles Hatchett, que o batizou de columbium, em referência ao local de onde a amostra tinha vindo – Connecticut, nos Estados Unidos, numa época em que os poetas ingleses se referiam ao país como Columbia. Anos depois, o nióbio foi confundido com o tantálio pelo químico inglês William Hyde: ele afirmou que os dois elementos eram idênticos. Foi só em 1846 que outro químico, o alemão Heinrich Rose, comprovou que eram coisas diferentes. Quando a confusão foi desfeita, os americanos continuaram chamando o elemento de columbium, mas os europeus adotaram o nome nióbio: referência a Níobe, figura da mitologia grega, filha de Tântalo (uma piadinha com o antigo debate nióbio versus tantálio).
No final do século 19, o nióbio começou a ser usado nos filamentos de lâmpadas, até descobrirem que o tungstênio é mais resistente. A partir dos anos 1930, começaram a surgir pesquisas indicando que misturar nióbio com ferro era uma boa ideia. Mas, para usá-lo em escala industrial, era preciso encontrar uma boa quantidade desse metal. Na década de 1960, foi descoberta a primeira grande reserva do planeta: em Araxá, a 360 km de Belo Horizonte. Em 1965, o almirante americano Arthur W. Radford, integrante do conselho da mineradora Molycorp, convidou o banqueiro brasileiro Walther Moreira Salles para montar uma empresa de extração e refino do nióbio. A Molycorp tinha acabado de comprar algumas minas em Araxá. O brasileiro topou, e nasceu a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).
 (Tomás Arthuzzi/Thales Molina/Superinteressante)
Como em 1965 o metal ainda não tinha utilidade comprovada, o governo militar deixou passar batido – e permitiu que a CBMM, junto com os americanos, explorasse o nióbio à vontade. Aos poucos, Salles foi comprando a parte dos americanos, o que os militares viram com bons olhos. Na década seguinte, a CBMM virou controladora mundial de um mercado que nem sequer existia. Não existia, mas passou a existir: nos anos 1970, a empresa descobriu dezenas de utilidades para o nióbio – que hoje é um dos principais negócios da família Moreira Salles (também dona do banco Itaú).
A CBMM não vende o minério bruto, e sim uma liga chamada ferronióbio, que contém 2/3 de nióbio e 1/3 de ferro.  Além desse produto, seu carro-chefe, ela também comercializa dez outras formulações à base de nióbio. A empresa tem 1.800 funcionários e lucra R$ 1,7 bilhão por ano. Em 2011, vendeu 30% de suas ações para um grupo de empresas asiáticas, mas com restrições: os brasileiros mantiveram o controle da empresa, e não cederam nenhuma informação técnica sobre o processamento do nióbio – um segredo industrial que tem 15 etapas e foi inventado pela empresa dos Moreira Salles. “Ele envolve mineração, homogeneização, concentração, remoção de enxofre, remoção de fósforo e chumbo, metalurgia, britagem e embalagem”, explica Eduardo Ribeiro, presidente da CBMM. “Para produzir o nióbio metálico, por exemplo, é necessário realizar uma última etapa em um forno de fusão por feixe de elétrons, que atinge temperaturas superiores a 2.500 oC”, diz.
Além da CBMM, há outra empresa explorando nióbio no País: a Anglo American Brazil, que opera em Catalão, Goiás. Também há nióbio na Amazônia, mas ele ainda não começou a ser minerado. Só o que temos em Minas Gerais e Goiás já é suficiente para abastecer toda a demanda mundial pelos próximos 200 anos. Os maiores compradores são China, EUA e Japão, que pagam em média US$ 26 mil pela tonelada de nióbio (esse valor é uma estimativa, pois o metal não é vendido em bolsas de commodities; o preço é negociado caso a caso, direto com cada comprador). Há quem diga que esse valor é muito baixo – o ouro, por exemplo, é comercializado a US$ 40 mil o quilo. Se o nióbio é tão útil, e o Brasil controla quase todas as reservas, não poderia cobrar mais caro? O governo brasileiro não deveria exigir royalties sobre a venda? E por que apenas  10% das tubulações de aço do planeta usam nosso produto? Há respostas para tudo isso.

Nada é perfeito

A primeira delas: o nióbio é substituível. Vanádio e titânio cumprem basicamente a mesma função. O vanádio é encontrado na África do Sul, na Rússia e na China. O titânio está presente na África do Sul, na Índia, no Canadá, na Nova Zelândia, na Austrália, na Ucrânia, no Japão e na China. Esses países preferem explorar suas próprias reservas a depender de um mineral que é praticamente exclusivo de uma nação só – o Brasil. Em alguns casos, também é possível trocar o nióbio por tungstênio, tântalo ou molibdênio. “Não há mercado para mais nióbio”, afirma o economista Rui Fernandes Pereira Júnior, especialista em recursos minerais.
Outra questão é que é preciso pouco nióbio para que ele faça sua mágica. “As reservas brasileiras são suficientes para abastecer o mundo por séculos. Mas aquelas existentes em outras regiões do planeta, como o Canadá [que, como a Austrália, também possui nióbio], também são”, diz Roberto Galery, professor do departamento de Engenharia de Minas da UFMG. Quer dizer: não adianta aumentar muito o preço do nióbio, pois os compradores tenderão a optar por outros metais, nem tentar acelerar demais a exportação (pois aí haverá excesso de oferta de nióbio, fazendo o valor desse metal despencar).
Há outra questão: o Brasil só exporta o nióbio em si. Não fabrica produtos derivados dele. “Ninguém está disposto a pagar uma fortuna pelo nióbio, porque nós não conseguimos dar valor agregado a ele”, diz o professor Leandro Tessler, do Instituto de Física da Unicamp. “Nós repetimos nosso velho ciclo: vendemos matéria-prima e compramos produtos prontos. Vendemos nióbio e compramos fios de tomógrafos, por exemplo.” É um caso parecido com o do silício. Nós temos as maiores reservas de areia do planeta (e é da areia que o silício é extraído), mas só exportamos silício com 99,5% de pureza, menos que os 99,99999% exigidos pela indústria eletrônica.
E os royalties? O Brasil cobra pouco, mas cobra. O Estado fica com 2% do valor das exportações de nióbio – bem menos do que a Austrália, que exige 10%. Nós poderíamos impor royalties mais altos (com o petróleo, por exemplo, eles ficam entre 5% e 10%). Mas não há sinais de que isso vá ser feito. O Marco Regulatório da Mineração, que está tramitando no Congresso desde junho, não traz nenhuma regra específica para o nióbio.
 (Tomás Arthuzzi/Thales Molina/Superinteressante)
Depois de crescer 10% ao ano na década passada, o mercado mundial de nióbio está estável. A demanda é de 100 mil toneladas anuais, 90% fornecidas pelo Brasil. De todos os 55 minérios que o Brasil exporta, o nióbio é o único em que somos líderes globais. Ele é o nosso terceiro metal mais exportado em valor financeiro (atrás do minério de ferro e do ouro, e empatado com o cobre na terceira posição).
“O surgimento de novas tecnologias pode levar ao aumento do mercado de nióbio”, diz Marcelo Ribeiro Tunes, diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Afinal, o consumo mundial cresceu cem vezes desde a década de 1960, e é provável que a tecnologia continue a dar saltos (e encontrar novos usos para o nióbio) no futuro. Mas, se quisermos explorar todo o valor dessa riqueza natural, precisamos aprender o que fazer com ela – e começar a fabricar produtos mais sofisticados. “O Brasil deveria  desenvolver a tecnologia desse material na medicina, nos transportes, na engenharia”, afirma Rui Fernandes Pereira Júnior. Do contrário, vamos continuar à mercê dos compradores estrangeiros. Como sempre estivemos desde que, no comecinho do século 16, navegadores portugueses descobriram a primeira de nossas commodities: uma madeira chamada pau-brasil.

Alta na dívida japonesa põe à prova o modelo econômico do país

A chamada Teoria Monetária Moderna, que rege a economia do Japão, afirma que um país que controla a própria moeda seria incapaz de quebrar; economistas classificam-na como um risco

Ben Dooley, The New York Times
28 de junho de 2019 
TÓQUIO - Gastar bastante sem se preocupar com o déficit. Esse é o caminho para a prosperidade proposto pelos defensores da Teoria Monetária Moderna, um nada ortodoxo conjunto de ideias econômicas. A prova do seu funcionamento seria o Japão. Apesar de ter a maior dívida do mundo desenvolvido, o Japão continua sendo uma potência econômica, com alto padrão de vida. Mas Shinzo Abe, primeiro-ministro japonês, descartou a teoria, descrevendo-a como "simplista". O ministro das Finanças, Taro Aso, descreveu-a como “muito perigosa". E Haruhiko Kuroda, diretor do banco central japonês, a chamou de “extrema".
Legisladores à esquerda de Abe estão citando a teoria - conhecida como MMT - para denunciar seu plano de aumentar os impostos para os consumidores do país. À direita, membros do seu próprio partido tentaram associar as políticas dele à teoria, acusando-o de acumular uma dívida imensa que o país jamais poderá quitar (no momento, o endividamento do Japão é quase 250% da sua produção econômica anual).
Japão é uma peça importante em um quebra-cabeça global que a Teoria Monetária Moderna pretende solucionar
Japão é uma peça importante em um quebra-cabeça global que a Teoria Monetária Moderna pretende solucionar Foto: Bethany Bickley
Quer Abe goste ou não, o Japão é uma peça importante em um quebra-cabeça global que a Teoria Monetária Moderna pretende solucionar. De acordo com os manuais de economia, quando os déficits aumentam, a inflação e os juros devem acompanhar esse crescimento. 
Não foi o que ocorreu em países como os Estados Unidos, que acumularam um imenso endividamento do governo após a crise financeira global de 2008. Em vez disso, os preços e o custo do crédito permaneceram baixos. Os defensores da Teoria Monetária Moderna dizem que os déficits são algo positivo, desde que o governo não gere inflação ao impulsionar a economia rápido demais.
A ideia atraiu críticas de economistas renomados como Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel e colunista do New York Times, bem como Lawrence Summers, ex-secretário do tesouro dos EUA. Para eles, os gastos do governo podem ser necessários em momentos de dificuldade. Mas, um dia, a conta chega. Enquanto isso, todos esses gastos podem sufocar o setor privado e dificultar a obtenção de empréstimos por parte do governo sob a forma de obrigações.
A teoria sustenta que um país capaz de controlar a própria moeda, como é o caso de EUA e Japão, seria incapaz de quebrar, independentemente do quanto se endivide. O gasto por parte do governo coloca dinheiro na mão das pessoas e das empresas. Em outras palavras, um déficit do governo é, na prática, um superávit para o setor privado. De acordo com a teoria, para estimular o crescimento, os governos devem acumular déficits para dar aos consumidores e empresas mais dinheiro para gastar. Se os líderes precisarem de mais dinheiro, basta imprimi-lo.
Foi basicamente isso que o Japão fez nos 20 anos mais recentes. Sua economia prosperou após a 2ª Guerra Mundial. Então, os empolgantes anos 1980 chegaram ao fim com uma quebra. A economia estagnou. A deflação derrubou os preços e os lucros corporativos. O Japão tomou empréstimos e gastou para fazer com que o crescimento voltasse. Ainda assim, a inflação não foi afetada. Os juros permaneceram baixos.
O Japão se aprofundou ainda mais em políticas como a MMT após a eleição de Abe como primeiro-ministro em 2012. O plano dele, apelidado de Abenomics, previa mais gastos em projetos públicos e uma política monetária relaxada. Mas, depois da eleição, Abe prometeu encontrar uma forma de quitar a dívida acumulada durante o seu governo.
Abe disse que vai elevar o imposto sobre bens de consumo no Japão de 8% para 10% já em outubro. A promessa enfrenta oposição de legisladores da esquerda e da direita. Um aumento semelhante nos impostos em 2014 pode ter empurrado a economia japonesa, de crescimento já lento, para uma recessão. Dessa vez, a economia já foi enfraquecida pela desaceleração na demanda chinesa por seus produtos.
Muitos no partido de Abe também são contrários ao aumento nos impostos, dizendo que o governo deve lidar com o problema dos déficits depois que as condições econômicas do Japão tiverem melhorado e o país possa suportar melhor o choque. Enquanto isso, eles temem que, se o Japão seguir acumulando dívidas, será cada vez mais difícil sair do buraco cavado.
“Uma quebra deve ocorrer em algum momento", disse Kohei Otsuka, membro da oposição na câmara superior, “e então veremos que não havia nenhum mérito nas ideias da MMT". / Hisako Ueno contribuiu com a reportagem. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Vendedor de si mesmo


Vai mais longe quem domina a arte da persuasão e de influenciar – positivamente – as pessoas

Por Bernt Entschev

Vai mais longe quem domina a arte da persuasão e de influenciar – positivamente – as pessoas, ensina Bernt Entschev
Se você parar para pensar, todos os dias, a todo momento, estamos negociando algo com alguém. Não precisa ser vendedor para chegar a essa conclusão, visto que os relacionamentos humanos exigem trocas e negociações, seja na vida pessoal, familiar, em comunidade ou nas empresas.  
Quando analisamos pelo prisma do trabalho, percebemos nitidamente que as pessoas que têm o “poder da persuasão” conseguem melhores resultados em suas atividades e projetos. Um indivíduo que pratica a persuasão consegue agregar, trazer pares e seguidores para sua ideia de maneira espontânea, mostrando os ganhos que todos terão com aquela atitude ou projeto. A pessoa impactada tende a ajudá-la de maneira verdadeira, pois acredita naquilo. 
Para desenvolver o poder de persuasão, a primeira dica é tenha ‘”reciprocidade” com as pessoas. Busque sempre estar em crédito com os colegas de trabalho. Ajude sem pedir algo em troca. Quem é beneficiado ficará com uma espécie de “dívida” contigo e pronto para saná-la quando você precisar. A reciprocidade é um vetor que gera a persuasão. 
A segunda é a autoridade. Em que você é bom, especialista, faz algo com maestria? Sendo reconhecido por isso, você se torna uma autoridade para discorrer sobre este assunto, logo, terá o seu poder de persuasão melhor desenvolvido porque mostra conhecimento e passa segurança ao interlocutor. 
Por fim, cito a raridade. Tudo que é escasso é mais desejado. Então, como profissional, o que você oferta e se diferencia de outros colegas? Descobrindo esse seu talento, invista e explore o máximo que puder. Pessoas raras são bem vistas e chamam a atenção dos outros por si só

Fiesc e CNI debateram o futuro dos acordos comerciais brasileiros

Indústria avalia que redução de tarifa não é o bastante

redacao@amanha.com.br
Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc O futuro dos acordos comerciais do Brasil e os desafios a serem enfrentados no setor estiveram em debate nesta terça-feira (25), em seminário promovido pela Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, na sede da Federação, em Florianópolis. O gerente de negociações internacionais da CNI, Fabrizio Panzini, apresentou as negociações comerciais em andamento com a União Europeia, Coreia do Sul, Canadá, Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Chile. No encontro, CNI e Fiesc discutiram os impactos de medidas na área e avaliaram que a redução das tarifas de importação precisa ser vista com cautela.
O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar (foto), destacou que uma das prioridades da Federação é internacionalização. “A indústria de Santa Catarina é diferenciada. Somos o segundo estado do país com a maior participação da internacionalização no PIB, atrás apenas do Amazonas. O comércio internacional representa em torno de 25% do produto interno bruto catarinense. Somos um estado com uma corrente de comércio internacional muito intensa e temos que trabalhar para que se fortaleça ainda mais. Temos cinco bons portos que nos diferenciam e nos trazem vantagem competitiva e a isso se soma uma indústria protagonista, competitiva, inovadora e nascida no estado”, afirmou Aguiar, lembrando de grandes marcas catarinenses que vêm se destacando no mercado nacional e internacional. 
Nas exposições sobre as prioridades empresariais na Organização Mundial do Comércio, Panzini chamou atenção para o acordo do Mercosul com a União Europeia, que deve ser firmado ainda nesta semana, após uma série de negociações. “O setor têxtil e de vestuário, que é tão forte em Santa Catarina, deve estar entre os mais beneficiados com o acordo, pela redução das tarifas”, explicou. Panzini ainda disse que o acordo está entre as medidas que sinalizam uma maior abertura econômica do país. Outra medida prevista pelo governo federal é a redução das tarifas de importação, o que, para ele, precisa ser visto com cautela. “Temos no país, e em Santa Catarina, indústrias de bens de capital importantes, difusores de tecnologia e emprego, mas o crescimento dos investimentos depende também do fortalecimento da economia, não basta reduzir as tarifas”, argumentou. 
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamente, complementou que a diminuição da tarifa precisa ser planejada, para não prejudicar especialmente as micro e pequenas. “A redução tarifária é importante, mas não pode ser abrupta, tem de ser baseada em estudos e análises, considerando o que as empresas brasileiras precisam fazer para se preparar”, afirmou.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Não desista de SER QUEM VOCÊ É: um dia você será valorizado por ser exatamente assim

Fabiola Simoes


Você não pode condicionar seu jeito de ser à ameaça de ser criticado ou abandonado. Não fuja de você. Não abandone o seu jeito. Não sacrifique sua essência pelo medo de não ser aprovado.

 Muita gente não sabe, mas a top model Gisele Bündchen foi rejeitada como modelo 42 vezes no início da carreira. “Lembro que me diziam que meu nariz era muito grande ou que meus olhos eram muito pequenos, que eu nunca poderia aparecer na capa de uma revista”, contou a modelo à revista People. O desfecho dessa história, porém, todos conhecem: em 2015, ano em que se aposentou das passarelas, Gisele Bündchen ganhou 44 milhões de dólares (aproximadamente 152 milhões de reais) e continua brilhando, sem nunca ter precisado se submeter a uma cirurgia plástica do nariz ou desistir de seu sonho.
Muitas vezes condicionamos nossa autoestima e amor-próprio à opinião que os outros têm a nosso respeito e vamos do luxo ao lixo em segundos, confiando muito mais no olhar de reconhecimento ou reprovação que recebemos do lado de fora do que em nossa própria habilidade de nos apreciar e valorizar.

As pessoas continuarão criticando, dizendo que você não fica bem com essa roupa ou corte de cabelo, que você deveria agir assim ou assado, que seria de bom tom você escolher melhor o filtro das fotos no Instagram.

Do mesmo modo, algumas pessoas continuarão indo embora, independente do que você faz ou representa para elas. Então, aprenda uma coisa: o medo de ser abandonado ou criticado não pode ser o modulador de suas ações. Você não pode modificar sua essência movido pelo medo de perder alguém. Você não pode condicionar seu jeito de ser à ameaça de ser criticado ou abandonado.
Nem sempre é fácil bancar o desejo de ser quem a gente é. É preciso muita coragem, maturidade, autoconfiança e amor-próprio para nos assumirmos por completo, correndo o risco de quebrar algumas promessas e desagradar a alguns, mas certamente sustentando nosso desejo de autenticidade, coerência e autorrespeito.
O que é defeito para uns pode se tornar o atrativo principal para outros. O que alguns rejeitam pode ser a “Pedra Angular” para tantos.

Em um momento ou outro da vida teremos que lidar com o desprezo, a crítica e a rejeição, mas isso não anula nosso valor. Isso só nos lapida e ensina que ninguém é unanimidade ou cabe em todos os lugares.

Nem todo mundo vai lhe dar valor. Nem todo mundo vai ser recíproco com você. Nem todo mundo vai aprovar seu guarda-roupa sisudo ou muito extravagante. Nem todo mundo vai sorrir quando você chegar. Porém, nem por isso você deve desistir de ser quem é. Nem por isso você precisa abrir mão da sua espontaneidade e originalidade. Não fuja de você. Não abandone o seu jeito. Não sacrifique sua essência pelo medo de não ser aprovado.


Não se ofenda por tão pouco, nem se torture pela necessidade de reconhecimento e validação. Nem sempre a gente é aceito, e está tudo bem. Correr atrás de aprovação é um processo desgastante, desastroso e muito doloroso; e nos condena a viver sob o peso do julgamento alheio, sem leveza ou absolvição.
Um dia alguém vai querer ficar. Um dia alguém vai enxergar em você aquelas qualidades que nem todos enxergam de primeira, mas que, com o tempo e alguma habilidade, transbordam com gratuidade.

Mas antes disso você vai encontrar o seu lugar no mundo, e a sensação de pertencimento lhe dará a certeza de que valeu a travessia, pois a insistência na felicidade nada mais é que o encontro com a autenticidade.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.



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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Qual o ELEMENTO QUÍMICO mais "inútil" da tabela periódica?




Getty Images
Já ouviu falar dos elementos superpesados? Imagem: Getty Images  


Pergunta pro Jokura
24/06/2019 04h00
Pergunta enviada por Guilherme Taylor, em Campinas (SP)
"Inútil" é um pouco forte, né, Taylor? Como me disse Henrique Eisi Toma, do Instituto de Química da USP, "não existe elemento inútil, pois a limitação não está no elemento; está em nossa capacidade de entendê-lo para saber onde aplicar".
Que tal falarmos, então, de elementos "menos solicitados para finalidades práticas"? Assim conversamos num tom mais política e quimicamente correto.
Se você tiver uma tabela periódica aí pertinho, dê uma olhada em tudo que está depois do califórnio. Os elementos cujo número atômico (que indica a quantidade de prótons no núcleo de um átomo) é maior que 98 têm tantos prótons, que são conhecidos como elementos superpesados.
Eles praticamente não são encontrados na natureza. O mais comum é serem criados em aceleradores de partículas por meio da colisão de átomos de outros elementos. Essa não ocorrência na natureza se dá por serem muito instáveis, com meias-vidas que variam de alguns minutos a frações de segundos --a exceção é o dúbnio, que pode durar mais de um dia sem decair.
Ou seja, do einstênio ao oganessônio, são 20 elementos químicos artificiais, que só são observados em laboratório - produção em larga escala nem pensar. "Se formos pensar em preços, provavelmente estes seriam os elementos mais caros do planeta, pelo custo envolvido em sua produção", completa o professor Toma.
Todas essas dificuldades acabam fazendo dos elementos superpesados, por ora, um fim em si mesmo: são produzidos para serem estudados. Tanto eles bastam a si mesmos, que sugiro que o próximo elemento a ser criado, com número atômico 119, seja batizado de narcísio em vez de ununênio - nome que já está reservado para quando ele nascer.
Mas não há inutilidade nenhuma nisso, repito. Quem me ampara nesse pensamento é o professor Peter Tiedemann, do Instituto de Química da USP, ao afirmar que, "embora os superpesados sejam apenas curiosidades para químicos, são muito interessantes para físicos, pois permitem compreender aspectos importantes da estrutura da matéria". Elementar, meu caro Taylor.

Fonte: Site UOL

Qual é o elemento mais "inútil" da tabela periódica? Getty Images Já ouviu falar dos elementos superpesados? Imagem: Getty Images Pergunta pro Jokura 24/06/2019 04h00 Pergunta enviada por Guilherme Taylor, em Campinas (SP) "Inútil" é um pouco forte, né, Taylor? Como me disse Henrique Eisi Toma, do Instituto de Química da USP, "não existe elemento inútil, pois a limitação não está no elemento; está em nossa capacidade de entendê-lo para saber onde aplicar". Que tal falarmos, então, de elementos "menos solicitados para finalidades práticas"? Assim conversamos num tom mais política e quimicamente correto. Se você tiver uma tabela periódica aí pertinho, dê uma olhad... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/tecnologia/colunas/pergunta-pro-jokura/2019/06/24/qual-e-o-elemento-mais-inutil-da-tabela-periodica.htm?utm_campaign=resumo-do-dia-edicao-da-noite&utm_content=destaques&utm_medium=email&utm_source=newsletter&cmpid=copiaecola
Qual é o elemento mais "inútil" da tabela periódica? Getty Images Já ouviu falar dos elementos superpesados? Imagem: Getty Images Pergunta pro Jokura 24/06/2019 04h00 Pergunta enviada por Guilherme Taylor, em Campinas (SP) "Inútil" é um pouco forte, né, Taylor? Como me disse Henrique Eisi Toma, do Instituto de Química da USP, "não existe elemento inútil, pois a limitação não está no elemento; está em nossa capacidade de entendê-lo para saber onde aplicar". Que tal falarmos, então, de elementos "menos solicitados para finalidades práticas"? Assim conversamos num tom mais política e quimicamente correto. Se você tiver uma tabela periódica aí pertinho, dê uma olhad... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/tecnologia/colunas/pergunta-pro-jokura/2019/06/24/qual-e-o-elemento-mais-inutil-da-tabela-periodica.htm?utm_campaign=resumo-do-dia-edicao-da-noite&utm_content=destaques&utm_medium=email&utm_source=newsletter&cmpid=copiaecola

DIETA SIRT: conheça o plano alimentar que permite chocolate e vinho

Ludimila Honorato - O Estado de S.Paulo
Proposta é emagrecer de forma rápida sem aderir a radicalismos na alimentação
Chocolates com mais de 65% de cacau são ricos em polifenóis e ajudam na dieta sirt.
Chocolates com mais de 65% de cacau são ricos em polifenóis e ajudam na dieta sirt. Foto: amir_v_ali_/Unsplash
Em 2016, a dieta sirt ficou bastante conhecida pelo mundo com o lançamento do livro A Dieta Sirt, escrito pelos mestres em medicina nutricional Aidan Goggins e Glen Matten. O plano alimentar, que permite o consumo de vinho e chocolate, por exemplo (desde que contenha 65% de cacau ou mais), propõe emagrecer rapidamente, sem aderir ao radicalismo, por meio da ativação do 'gene magro'.
Porém, o emagrecimento foi um resultado secundário dentro dos estudos que deram início a essa onda de sucesso. Além disso, o 'segredo' da dieta sirt é semelhante a muitas dietas da moda: a baixa ingestão calórica. Esse fator, por si só, já possibilita a perda de peso.
O médico nutrólogo Durval Ribas Filho explica que, a princípio, os benefícios da dieta sirt foram relacionados à longevidade e à redução de atividades oxidativas no organismo. Pesquisadores descobriram que as sirtuínas, proteínas que se dividem em sete tipos no corpo humano, favorecem o envelhecimento saudável por meio da neuroproteção, redução da secreção insulínica, cardioproteção e diminuição da formação de gordura.
"A partir daí, percebeu-se que algumas substâncias estariam diretamente relacionadas a essa liberação de sirtuína. Uma delas, que ficou comprovada, foi os compostos polifenólicos, cuja estrutura química reflete na antioxidação celular", afirma Ribas Filho, que é presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).
Assim, alimentos ricos em polifenóis, como chá verde, cebola, couve e café, ativariam a liberação de sirtuínas. Estas, ao mesmo tempo que preservam as células, atuam na redução de peso. Ainda assim, o especialista reforça que é a baixa ingestão calórica, principalmente nas primeiras semanas de adesão à dieta, que permite emagrecer de forma rápida.
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A proposta da dieta sirt

Segundo a descrição no site oficial, a dieta sirt permite perder peso rapidamente "ativando as mesmas vias do 'gene magro', normalmente induzidas apenas por exercícios e jejum". A dieta ainda promoveria a perda de peso "sem sacrificar os músculos, mantendo a saúde ideal". Os polifenóis, como ativadores das sirtuínas, seriam a chave do sucesso, incluindo na prevenção de doenças crônicas.
Em 2017, Garry Williamson, professor da Escola de Ciências Alimentares e Nutrição da Universidade de Leeds, no Reino Unido, falou ao E+ sobre a ação dessas substâncias. "Polifenóis protegem do desenvolvimento de diabete tipo 2 e doenças cardiovasculares. Um dos problemas na diabete tipo 2 é o desequilíbrio no metabolismo do açúcar, e os polifenóis podem ajudar a manejar esse metabolismo", explicou. Quanto às doenças do coração, ele esclareceu que parte delas ocorre por questões inflamatórias, e os polifenóis agem com efeitos anti-inflamatórios.
Alguns alimentos que fazem parte da dieta sirt, ricos em polifenóis, são chá verde, chocolate amargo com 65% de cacau ou mais, cebola, frutas vermelhas, oleaginosas como avelã e nozes. O café também é um boa recomendação, além dos chamados sucos detox. No caso do vinho, Ribas Filho diz que, segundo estudos, 15 gramas de álcool por dia, cinco vezes por semana, são recomendados para a saúde cardiovascular.
Hortaliças como couve, repolho e cebola fazem parte da dieta sirt.
Hortaliças como couve, repolho e cebola fazem parte da dieta sirt. Foto: Mahda Ehler/Pexels

Fases da dieta sirt

Os autores do livro sobre a dieta sirt dividiram o plano alimentar em duas fases. Na primeira, que dura sete dias, a pessoa consome mil calorias diariamente nos três primeiros dias. Em cada um deles, ela deve tomar três sucos verdes e ingerir uma refeição rica em alimentos sirt. Do quarto ao sétimo dia, deve-se aumentar a ingestão calórica para 1,5 mil, com dois sucos verdes e duas refeições diárias.
Na segunda fase, que serve de manutenção e dura 14 dias, o objetivo é perder peso de forma constante. A pessoa pode comer três refeições balanceadas ricas em alimentos sirt todos os dias, além de um suco verde. "As duas fases podem ser repetidas sempre que desejar para aumentar a perda de gordura", indica o site.
O suco verde, bem como as variações de sucos detox, são aliados na dieta sirt.
O suco verde, bem como as variações de sucos detox, são aliados na dieta sirt. Foto: seouyll/Pixabay
Ribas Filho, da Abran, afirma que durante uma semana ou duas de restrição alimentar, mesmo que seja com ingestão de 500 ou 800 calorias, não há uma repercussão direta negativa no organismo. Isso ocorre porque nosso corpo tem uma reserva de energia (gordura) que será utilizada para suprir uma eventual necessidade.
"O problema ocorre em médio e longo prazos. Estudos mostram que uma dieta de 800 calorias requer suplementação e reposição de vitaminas e minerais", diz o médico. A princípio, qualquer pessoa poderia aderir à dieta sirt. A contraindicação, segundo o especialista em nutrologia, seria para quem tem insuficiência renal, hiperglicemia, bulimia ou distúrbios psiquiátricos.

Mais que dieta, um estilo de vida

Os criadores do plano alimentar afirmam que a dieta sirt não é para ser única, mas um modo de vida. Depois das três primeiras semanas, eles encorajam as pessoas a continuar tomando suco verde e comendo alimentos ricos em polifenóis, que ativam a liberação de sirtuínas. O médico nutrólogo afirma que a dieta pode ser um bom incentivo para a redução de peso, mas é difícil segui-la por muito tempo.
"Estudos em nutrologia mostram que dietas populares, depois de um certo tempo, são monótonas, então a taxa de abandono é alta", afirma. Mas ele reforça a indicação de que "todos nós, em tese, deveríamos fazer de tudo para ingerir alimentos que tenham antioxidantes, que tenham polifenóis".