quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Quais os riscos do IMPLANTE DENTÁRIO e quando ele não é indicado?

O implante dentário é um dos tratamentos mais utilizados para substituir dentes perdidos, pois oferece uma solução fixa e de longa duração.

10 fev 2026  
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O implante dentário é um dos tratamentos mais utilizados para substituir dentes perdidos, pois oferece uma solução fixa e de longa duração. Contudo, o procedimento envolve riscos e nem sempre representa a melhor alternativa para todos os pacientes. Por isso, o paciente precisa entender em quais situações o implante se mostra indicado, quais problemas podem surgir e em quais casos deve evitar essa opção. Dessa forma, a tomada de decisão se torna mais segura e consciente.

A palavra-chave "riscos do implante dentário" aparece com frequência nas pesquisas de pacientes. Essas pessoas desejam saber o que pode acontecer antes, durante e depois da cirurgia. De maneira geral, o procedimento apresenta boa previsibilidade quando o profissional realiza um planejamento adequado. Ainda assim, fatores como saúde geral, hábitos de vida e condições da boca interferem diretamente no resultado. Além disso, alguns casos específicos não permitem o uso de implantes dentários. Nessas situações, o profissional pode indicar alternativas, como próteses removíveis ou próteses fixas apoiadas em dentes naturais.

Quais são os principais riscos do implante dentário?

Os riscos do implante dentário se dividem em complicações cirúrgicas, problemas pós-operatórios imediatos e falhas tardias. Na fase da cirurgia, o paciente pode apresentar sangramentos mais intensos. Além disso, o dentista pode lesar estruturas anatômicas próximas ou enfrentar dificuldades para fixar o implante em ossos muito finos ou frágeis. Embora essas situações apareçam com menor frequência, elas fazem parte dos cuidados que o cirurgião-dentista precisa antecipar no planejamento.

Após a colocação do implante, os riscos mais comuns incluem dor persistente, inchaço prolongado e infecção na região. Os profissionais chamam essa infecção de perimplantite. Essa inflamação ao redor do implante provoca perda óssea e, em casos mais graves, obriga o dentista a remover a peça. A falta de higiene adequada, o tabagismo e doenças sem controle aumentam muito a chance de complicações. Por isso, o paciente precisa manter o acompanhamento profissional e seguir rigorosamente as orientações de limpeza.

Sorriso -depositphotos.com / arribalko
Sorriso -depositphotos.com / arribalko
Foto: Giro 10

Quando o implante dentário não é indicado?

Algumas situações clínicas impedem a indicação imediata do implante dentário ou exigem adiamento do procedimento. Pacientes com doenças sistêmicas descompensadas, como diabetes sem controle ou hipertensão não tratada, apresentam maior risco de infecção. Além disso, essas pessoas cicatrizam lentamente e podem sofrer falhas na osseointegração. Nessas condições, o dentista e o médico priorizam a estabilização da saúde geral antes de considerar o implante.

Algumas condições de saúde oral também limitam a indicação. Perda óssea avançada, infecções ativas na boca, periodontite sem tratamento e higiene bucal deficiente reduzem muito as chances de sucesso. Em pacientes muito jovens, o crescimento ósseo ainda não terminou. Nesses casos, o profissional geralmente adia o implante, pois o desenvolvimento facial continua e a peça de titânio não acompanha esse crescimento. Da mesma forma, pessoas que fazem uso intenso de tabaco ou álcool apresentam maior probabilidade de falhas e complicações.

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  • Doenças sistêmicas sem controle adequado;
  • Infecções bucais ativas ou gengivites severas;
  • Perda óssea significativa sem possibilidade de enxerto;
  • Higiene oral insuficiente ou falta de adesão a cuidados diários;
  • Pacientes em fase de crescimento ósseo;
  • Uso crônico e intenso de tabaco.

Quais complicações podem surgir a longo prazo no implante dentário?

Mesmo após um pós-operatório tranquilo, alguns problemas podem surgir meses ou anos depois da instalação do implante dentário. Um dos mais conhecidos é a reabsorção óssea ao redor da área, que reduz o suporte e provoca mobilidade do implante. A perimplantite crônica, associada ao acúmulo de placa bacteriana, causa com frequência essa perda óssea. Esse quadro aparece principalmente em pacientes que não mantêm consultas periódicas de manutenção.

Outras complicações tardias incluem afrouxamento ou fratura de parafusos, além de desgaste ou quebra da coroa protética. Também podem surgir alterações estéticas, como retração da gengiva ao redor do implante. Em alguns casos, o paciente relata desconforto ao mastigar ou sensação de pressão na região. Nessa situação, o dentista precisa avaliar se ocorreu alguma alteração na mordida. Esses riscos do implante dentário, mesmo quando aparecem tardiamente, geralmente permitem manejo com ajustes ou troca de componentes. Em última instância, o profissional pode optar pela remoção do implante comprometido.

  1. Reabsorção óssea ao redor do implante;
  2. Perimplantite e inflamação crônica;
  3. Afrouxamento de parafusos ou componentes;
  4. Fratura da coroa ou do próprio implante;
  5. Alterações estéticas na gengiva e no sorriso.

Como reduzir os riscos do implante dentário?

A redução dos riscos do implante dentário começa antes da cirurgia, com uma avaliação completa da saúde geral e bucal do paciente. O dentista realiza exames clínicos e radiográficos, analisa a qualidade óssea e investiga o histórico médico. Esses passos ajudam a definir se o implante representa a melhor opção de tratamento. Em alguns casos, o profissional precisa realizar enxertos ósseos ou tratamento periodontal antes da cirurgia. Além disso, o dentista pode solicitar ajustes em medicações de uso contínuo, sempre em integração com o médico responsável.

Depois da colocação do implante, os cuidados diários assumem papel central na durabilidade do tratamento. O paciente deve realizar escovação adequada, usar fio dental e, quando necessário, recursos específicos para implantes. Além disso, consultas regulares de manutenção ajudam a controlar a placa bacteriana e a identificar sinais iniciais de inflamação. Os profissionais reforçam constantemente que a disciplina com a higiene e o abandono de hábitos como fumar influenciam diretamente a estabilidade do implante a longo prazo.

Assim, quando o paciente entende em quais situações o implante dentário se mostra indicado, ele faz escolhas mais seguras. Além disso, reconhecer quando deve evitar o procedimento e conhecer os possíveis riscos permite um planejamento mais cuidadoso. A combinação de avaliação criteriosa, execução técnica adequada e cuidados diários consistentes aumenta significativamente a taxa de sucesso desse tratamento. Desse modo, o implante oferece reposição dentária estável, funcional e esteticamente satisfatória para diferentes perfis de pacientes.

Giro 10

 

6 vilões da cozinha: alimentos que não devem ir à geladeira

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Guardar tudo na geladeira parece a solução mais segura, mas nem sempre é. Alguns alimentos perdem sabor, textura e qualidade quando refrigerados. Outros estragam mais rápido no frio.

Foto: Guia da Cozinha

Conhecer esses vilões ajuda a conservar melhor os ingredientes e evitar desperdício na cozinha.

1. Tomate

O frio interrompe o amadurecimento natural do tomate e compromete o sabor.

Na geladeira, ele:

  • Fica farinhento.

  • Perde doçura.

  • Dura menos após sair do frio.

Como evitar:

Guarde tomates em temperatura ambiente, longe da luz direta, com o cabinho para baixo.

2. Pão

Colocar pão na geladeira resseca o miolo e deixa a casca borrachuda.

O frio acelera:

  • A perda de maciez.

  • A alteração da textura.

Como evitar:

Consuma em até dois dias fora da geladeira ou congele em fatias, bem embaladas.

3. Batata

A geladeira transforma o amido da batata em açúcar, alterando sabor e preparo.

Isso pode causar:

  • Gosto adocicado.

  • Escurecimento ao cozinhar.

Como evitar:

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Armazene em local fresco, seco e escuro, longe de cebola.

4. Cebola

A umidade da geladeira amolece a cebola e favorece mofo.

Além disso:

  • O cheiro se espalha.

  • A textura se perde rapidamente.

Como evitar:

Guarde em local arejado, seco e separado de outros vegetais.

5. Alho

O alho não gosta de frio. Na geladeira, ele brota e perde potência.

Os efeitos mais comuns:

  • Sabor mais fraco.

  • Textura emborrachada.

Como evitar:

Mantenha em recipiente ventilado, longe de umidade e luz.

6. Café

O café absorve odores e a geladeira acelera a oxidação.

Isso resulta em:

  • Aroma comprometido.

  • Sabor apagado.

Como evitar:

Guarde em pote hermético, longe de calor e luz, fora da geladeira.

Por que a geladeira nem sempre ajuda?

A geladeira é ótima para alimentos perecíveis, mas o frio excessivo e a umidade alteram reações naturais de muitos ingredientes. Entender o armazenamento correto preserva sabor e aumenta a durabilidade.

Resumo rápido: onde guardar cada um

  • Tomate: fora da geladeira.

  • Pão: fora ou no freezer.

  • Batata: local seco e escuro.

  • Cebola: ambiente ventilado.

  • Alho: recipiente arejado.

  • Café: pote fechado, fora do frio.

Cozinha organizada começa no armazenamento

Guardar melhor é cozinhar melhor. Pequenas mudanças evitam desperdício, melhoram o sabor das receitas e facilitam o dia a dia.

Antes de colocar tudo na geladeira, vale pensar: esse alimento realmente precisa de frio?

Guia da Cozinha

MANGA: 3 sobremesas leves e refrescantes para incluir na dieta

Confira receitas fáceis de preparar, ideais para aproveitar a fruta em dias de calor

10 fev 2026  
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A manga é uma fruta muito querida devido ao sabor doce, à textura macia e à facilidade de uso em várias receitas. Ela combina bem com preparos simples e com versões mais caprichadas, sendo uma ótima escolha para quem busca algo gostoso sem pesar na rotina alimentar, principalmente durante o verão. Isso porque, com ela, é possível preparar sobremesas leves e refrescantes. Confira!

Picolé de manga
Picolé de manga
Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase

1. Picolé de manga

Ingredientes

  • 2 mangas maduras descascadas e picadas
  • 200 ml de água gelada
  • 1 colher de sopa de suco de limão
  • 1 colher de sopa de mel
  • Folhas de hortelã a gosto

Modo de preparo

No liquidificador, coloque as mangas, a água, o suco de limão, o mel e as folhas de hortelã. Bata até obter uma mistura lisa e homogênea. Distribua o preparo em formas próprias para picolé, encaixe os palitos e leve ao congelador por aproximadamente 6 horas ou até ficarem firmes. Retire das formas e sirva em seguida.

Musse de manga 
Musse de manga
Foto: Romix Image | Shutterstock / Portal EdiCase

2. Musse de manga 

Ingredientes

  • 2 mangas maduras descascadas e picadas
  • 1 colher de sopa de suco de limão
  • 200 g de iogurte natural sem açúcar
  • 100 ml de leite de coco
  • Folhas de hortelã e cubos de manga a gosto
  • 1 colher de sopa de açúcar demerara

Modo de preparo

No liquidificador, bata as mangas com o suco de limão até obter um purê liso e espesso. Distribua esse creme no fundo de copos ou taças individuais. Leve à geladeira. No liquidificador, coloque o iogurte natural, o leite de coco e o açúcar demerara. Bata até formar um creme claro e homogêneo. Com cuidado, despeje essa mistura sobre a camada de manga já gelada, usando uma colher para não misturar as cores. Leve à geladeira por aproximadamente 2 horas. Antes de servir, finalize com cubos de manga fresca e folhas de hortelã.

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3. Manga assada com especiarias e creme gelado de iogurte

Ingredientes

  • 2 mangas firmes descascadas e cortadas em fatias grossas
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1 colher de chá de mel
  • 200 g de iogurte natural gelado
  • 1 colher de sopa de suco de limão

Modo de preparo

Disponha as fatias de manga em uma assadeira, polvilhe a canela e o mel e leve ao forno preaquecido a 200 °C por cerca de 15 minutos, até ficarem macias e levemente douradas. Retire do forno e deixe esfriar. Em um recipiente, misture o iogurte com o suco de limão até ficar cremoso. Sirva a manga assada fria acompanhada do creme gelado de iogurte.

Portal EdiCase

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Carnaval e BEIJO NA BOCA: o que você precisa saber sobre os riscos à saúde

 

9 fev 2026  
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Conheça os riscos de beijar na boca de desconhecidos no Carnaval
Conheça os riscos de beijar na boca de desconhecidos no Carnaval
Foto: Freepilk

Por entre blocos lotados, confete no ar e hits que grudam na cabeça, o Carnaval brasileiro também é a temporada oficial do beijo entre os solteiros. A pergunta que volta todo ano é simples: beijar na boca faz mal? Quais são os riscos?

"Como infectologista, com base na prática clínica e nas diretrizes brasileiras em infectologia, é importante esclarecer que o beijo na boca pode, sim, ser uma via de transmissão de algumas doenças, especialmente quando há presença de feridas na cavidade oral", diz Dr. Guenael Freire.

O médico infectologista conta que entre as infecções mais conhecidas está a mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr, popularmente chamada de “doença do beijo”. "Que se transmite facilmente pela saliva e pode provocar sintomas como febre, dor de garganta e cansaço prolongado".

O herpes simples, tipos 1 e 2, responsável pelas lesões conhecidas como herpes labial, também pode ser transmitido pelo beijo, inclusive quando não há feridas visíveis, já que pode ocorrer eliminação viral mesmo sem lesões aparentes.

"Além disso, vírus respiratórios, como os da gripe, do resfriado comum e da Covid-19, podem ser transmitidos pelo beijo, devido ao contato direto com secreções respiratórias. Outros agentes, como o citomegalovírus, também podem ser transmitidos pela saliva, e algumas bactérias da cavidade oral podem causar infecções de garganta e, em casos mais raros, até meningite", alerta.

Em situações mais específicas, doenças como a sífilis e o condiloma causado pelo HPV podem ser transmitidas pelo beijo, embora essa forma de transmissão seja menos comum.

Durante o Carnaval, período marcado por maior contato físico e beijos frequentes, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de infecções. "O principal deles é evitar beijar muitas pessoas. Mesmo sem sinais claros de infecção, ainda há chance de transmissão. Manter uma boa higiene oral, com escovação regular e uso de fio dental, contribui para a saúde da mucosa e reduz a quantidade de microrganismos na boca", recomenda.

Além disso, o médico alerta para nunca compartilhar copos, garrafas, canudos ou outros objetos que tenham contato com a boca de outras pessoas  como medida simples e eficaz. "Caso, após o Carnaval, surjam sintomas como febre persistente, dor intensa na garganta ou lesões na boca, a orientação é procurar avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequados", conclui.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Estudo revela que seis fatores do estilo de vida influenciam o risco de ALZHEIMER

 

Segundo especialistas suecos, a descoberta permite ajustar práticas do dia a dia para reduzir os impactos no cérebro e a probabilidade de desenvolver demências

5 fev 2026  

A idade e a predisposição genética são os principais elementos citados quando se trata do diagnóstico de Alzheimer e outras demências. Um novo estudo publicado no The Journal of Prevention of Alzheimer's Disease, contudo, aponta que a condição pode estar associada a seis fatores do estilo de vida que, a longo prazo, afetam o cérebro e provocam o declínio cognitivo.

Segundo especialistas suecos, a descoberta permite modificar práticas do dia a dia para reduzir a probabilidade de desenvolver Alzheimer
Segundo especialistas suecos, a descoberta permite modificar práticas do dia a dia para reduzir a probabilidade de desenvolver Alzheimer
Foto: Canva Equipes/sasirin pamai's Images / Bons Fluidos

Relação entre os hábitos e o Alzheimer

Os pesquisadores analisaram 17 práticas, como tabagismo, consumo de álcool e uso de medicamentos para o coração, a fim de identificar elementos responsáveis por aumentar o risco da doença. Para isso, eles contaram com o auxílio de 494 residentes na Suécia, com idade média de 65 anos. Os participantes responderam a questionários sobre seus hábitos e realizaram exames genéticos.

Além disso, passaram por testes específicos capazes de medir, por exemplo, o colesterol, a pressão arterial e o IMC. Com foco nas questões do sistema nervoso, também foram coletadas amostras do líquido cefalorraquidiano, substância que circula entre cérebro e a medula espinhal. A análise desse componente possibilita detectar biomarcadores da doença de Alzheimer.

Dessa forma, os resultados, reunidos durante quatro anos, mostraram que 45% dos casos de demência estão relacionados a elementos do estilo de vida. Entre os principais fatores estão o consumo excessivo de álcool, a falta de exercícios físicos, o tabagismo, o colesterol alto, a pressão elevada e as doenças cardiovasculares.

De acordo com o estudo da Universidade de Lund, isso ocorre porque práticas e condições médicas danificam os vasos sanguíneos do cérebro, impedindo a chegada adequada de sangue e oxigênio. Como consequência, afetam áreas do cérebro responsáveis pela cognição. Ademais, alguns desses elementos favorecem o acúmulo da proteína beta-amiloide na região, o que pode desencadear o Alzheimer.

Na avaliação dos pesquisadores, as conclusões são positivas, pois permitem a adoção de mudanças no estilo de vida para reduzir o risco de demência. "No entanto, essas descobertas precisam ser investigadas mais a fundo e validadas em estudos futuros", afirmou o autor do estudo, Sebastian Palmqvist, em comunicado.

Bons Fluidos
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sábado, 31 de janeiro de 2026

Ciência revela qual seria o último ser vivo na Terra

Ciência revela qual seria o último ser vivo na Terra

30 de janeiro de 2026

Asteroides, supernovas e guerras nucleares estão entre os piores cenários imagináveis ​​para o fim da vida no planeta. Mas pesquisadores creem haver um animal capaz de sobreviver ao que dizimaria todos os outros.

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Impacto de asteroide acabaria com muitas formas de vida. Mas microanimal de 1,2 milímetro sobreviveriaFoto: Science Photo Library/IMAGO

A vida na Terra se caracteriza não tanto por sua fragilidade, mas por sua capacidade de persistir. Ao longo de bilhões de anos, ela sobreviveu a eventos aparentemente definitivos – de erupções vulcânicas em grande escala a impactos de asteroides e extinções em massa – e, ainda assim, conseguiu continuar. Os registros mais antigos datam sua origem há pelo menos 3,7 bilhões de anos, um período durante o qual sobreviveu a crises que dizimaram mais de três quartos de todas as espécies existentes.

A maior dessas crises ocorreu há cerca de 250 milhões de anos, durante a extinção do Permiano, quando aproximadamente 90% das espécies desapareceram. Contudo, após apenas alguns milhões de anos, a vida se reorganizou e continuou. Essa resiliência surpreendente levou muitos cientistas a uma conclusão incômoda para nossa espécie: mesmo que os humanos desapareçam, a vida provavelmente não desaparecerá. Isso levanta a questão: qual criatura seria a última a sobreviver?

Enquanto a humanidade enfrenta ameaças que vão desde as mudanças climáticas a um potencial conflito nuclear, existe um pequeno animal que provavelmente sobreviverá a todos nós. E não, não são baratas nem escorpiões. Trata-se de um organismo humilde, com oito patas, que se destaca dos demais quando se trata de extrema resiliência: o tardígrado.

Resiliência que desafia a lógica

Esses microanimais, também conhecidos como ursos-d'água, mal chegam a 1,2 milímetro de comprimento, mas demonstraram uma resiliência que desafia toda a lógica biológica. Conforme relatado pela publicação especializada IFL Science , eles podem sobreviver sem comida ou água por períodos extremamente longos – até 30 anos em condições experimentais – suportar temperaturas extremas – de condições criogênicas próximas do zero absoluto até cerca de 150 °C em laboratório – resistir a pressões esmagadoras e doses letais de radiação, e até mesmo permanecer expostos ao vácuo do espaço sem se abalarem.

Ilustração de um tardígrado
Tardígrados podem sobreviver 30 años sem água, suportam o vácuo espacial e radiação letalFoto: rukanoga/Depositphotos/IMAGO

O segredo dessa sobrevivência extrema reside em um processo conhecido como criptobiose. De acordo com a publicação científica, quando as condições se tornam hostis, os tardígrados expelem mais de 95% da água de seus corpos e se contraem em uma espécie de cápsula desidratada. Nesse estado de animação suspensa, eles podem permanecer por décadas, até que o ambiente se torne favorável novamente.

Ameaças cósmicas

Mas, além de seus aparentes superpoderes biológicos, o que é realmente interessante é o que eles representam: a prova tangível de que a vida, uma vez estabelecida, pode ser extraordinariamente difícil de erradicar. Um estudo de 2017 realizado por físicos das universidades de Oxford e Harvard, divulgado por veículos como IFL Science e Vice, analisou três dos piores cenários astrofísicos imagináveis: impactos de asteroides gigantes, explosões de supernovas próximas e explosões de raios gama. Todos esses eventos seriam devastadores para a humanidade e para a maioria das espécies do planeta. Os tardígrados, no entanto, provavelmente sobreviveriam.

Para que um impacto de asteroide os exterminasse, explicam os pesquisadores, o evento teria que ser capaz de alterar drasticamente o equilíbrio térmico do planeta, elevando as temperaturas globais a níveis incompatíveis com a existência de oceanos líquidos. Dos corpos conhecidos no sistema solar, apenas uma dúzia de asteroides e planetas anões atingem esse limite de massa – incluindo Plutão –, e não é esperado que nenhum deles intercepte a órbita da Terra.

No caso de uma supernova, a explosão teria que ocorrer a menos de 0,14 anos-luz de distância para evaporar os oceanos do planeta. O problema é óbvio: a estrela mais próxima do Sol está a mais de quatro anos-luz de distância.

Cogumelo de uma explosão atômica
A guerra nuclear representa uma ameaça imediata à vida complexa na TerraFoto: Ales Utouka/CHROMORANGE/IMAGO

Algo semelhante acontece com as explosões de raios gama, os eventos mais energéticos do universo. Para causar um aquecimento global capaz de ferver os mares, elas teriam que se originar a menos de 40 anos-luz da Terra, uma possibilidade considerada mínima antes que o próprio Sol chegue ao fim de sua vida.

Nesse sentido, os pesquisadores concluem que, a menos que ocorra um evento capaz de literalmente ferver todos os oceanos do planeta, os tardígrados ainda estarão aqui, indiferentes ao nosso fim.

"Os tardígrados são os seres mais próximos da indestrutibilidade que existem na Terra", afirma o físico brasileiro Rafael Alves Batista, em um texto divulgado pela Universidade de Oxford , no Reino Unido. "Sem nossa tecnologia para nos proteger, os seres humanos são uma espécie extremamente sensível. Mudanças sutis em nosso ambiente podem nos afetar drasticamente."

Guerra nuclear

Paradoxalmente, além dos cenários extremos delineados pelos cientistas, uma das ameaças mais imediatas à vida complexa pode não vir do espaço, mas de nós mesmos. As armas nucleares representam um risco real e iminente, cujos efeitos se estenderiam muito além da destruição imediata da Terra.

No caso de uma supernova, a explosão teria que ocorrer a menos de 0,14 anos-luz de distância para evaporar os oceanos do planeta. O problema é óbvio: a estrela mais próxima do Sol está a mais de quatro anos-luz de distância.

Um estudo publicado na AGU Advances e citado em maio de 2023 pela Universidade do Colorado em Boulder , nos EUA, modelou vários cenários de guerra nuclear e concluiu que a fuligem gerada pelas explosões bloquearia a luz solar por aproximadamente uma década, causando um resfriamento global abrupto.

Em um conflito em larga escala entre os Estados Unidos e a Rússia, por exemplo, as temperaturas médias globais poderiam cair cerca de 10 °C nos três anos seguintes.

Os oceanos, que cobrem mais de 70% do planeta, esfriariam rapidamente e desenvolveriam extensas camadas de gelo marinho. A fotossíntese do fitoplâncton – a base da cadeia alimentar marinha seria severamente afetada, desencadeando uma grave reação em cadeia nos ecossistemas oceânicos.

"Se as algas desaparecerem, tudo o mais desaparece também", alertou Nicole Lovenduski, coautora do estudo, em um comunicado da Universidade do Colorado em Boulder.

Ilustração de um tardígrado
Os ursos d'água usam criptobiose para expelir 95% da água de seus corpos e ficam em estado de animação suspensa por décadasFoto: SuperStock/Imago Images

Mesmo conflitos nucleares regionais mais limitados produziriam efeitos globais duradouros, de acordo com as simulações. E, diferentemente dos tardígrados, os humanos dependem de sistemas agrícolas, cadeias de suprimentos e condições climáticas extremamente sensíveis.

Mesmo assim, nem a guerra nuclear nem os asteroides marcarão o fim definitivo da vida na Terra. Esse destino está reservado para o Sol.

Daqui a cerca de 5 bilhões de anos, quando o Sol esgotar seu hidrogênio e se transformar em uma gigante vermelha, ele se expandirá a ponto de engolfar Mercúrio e Vênus e, provavelmente, a Terra também. Muito antes de o Sol atingir esse estágio final, o aumento progressivo de sua luminosidade transformará irreversivelmente o ambiente da Terra.

A intensificação da radiação alterará a estabilidade climática do planeta, causará a perda gradual de sua atmosfera e, eventualmente, eliminará a água superficial que torna a vida possível hoje. O resultado será uma Terra transformada em um mundo seco e inóspito, incapaz de sustentar até mesmo os organismos mais resistentes.

Esse será o ponto final até mesmo para os tardígrados, pelo menos em escala planetária. Algumas bactérias extremófilas podem sobreviver por um tempo, mas a vida como a conhecemos chegará ao fim.

Até lá, a lição é clara: a Terra não precisa dos humanos para sobreviver. Nós, por outro lado, precisamos de um planeta estável para sobreviver. E nesse delicado equilíbrio, os tardígrados têm uma vantagem de milhões de anos.

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Receitas com ABACATE para o dia a dia

 

29 jan 2026  
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Nos últimos anos, o abacate conquistou o status de superalimento e invadiu todas as refeições do nosso dia a dia, do café da manhã ao jantar.

Foto: Guia da Cozinha

Rico em gorduras monoinsaturadas (aquelas que protegem o coração), fibras, potássio e vitaminas do complexo B, ele traz saciedade e uma textura cremosa inigualável para os pratos.

Mas, depois de comprar a fruta na feira, muita gente trava na hora de inovar. Se você cansou do guacamole e quer descobrir novas receitas com abacate, o Guia preparou um dossiê completo.

Por que incluir o abacate nas refeições principais?

Antes de irmos para o fogão, vale entender o trunfo nutricional e culinário dessa fruta.

Diferente da maioria das frutas, ricas em carboidratos (frutose), o abacate é rico em gordura. Isso faz dele um substituto natural para cremes pesados, como a maionese, o creme de leite e a manteiga.

Ao usar o abacate em receitas salgadas, você adiciona uma cremosidade aveludada, mas com zero colesterol e um perfil nutricional anti-inflamatório. É a troca inteligente perfeita para quem busca saúde sem abrir mão do sabor.

1. Molho Pesto Cremoso de Abacate

Sabe aquele macarrão rápido de semana que precisa de um "up"? O abacate substitui o excesso de óleo do pesto tradicional, criando um molho que abraça a massa de forma espetacular.

Ingredientes:

  • 1 abacate maduro pequeno (ou ½ grande)

  • 1 xícara de folhas de manjericão fresco

  • 1 dente de alho pequeno

  • Suco de 1 limão (essencial para não escurecer e dar acidez)

  • 3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado

  • Sal, pimenta-do-reino e um fio de azeite

  • Nozes ou castanhas (opcional)

Como fazer: Coloque todos os ingredientes no processador ou liquidificador e bata até virar um creme verde vivo e liso.

O segredo: Misture o molho com a massa (spaghetti, penne ou fuso) logo após escorrer, fora do fogo.

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O calor residual do macarrão vai aquecer o molho e liberar o aroma do manjericão, sem cozinhar o abacate (o que deixaria o gosto amargo).

2. Salada Tropical de Abacate com Manga

O abacate é uma fruta de sabor neutro que ama contrastes. A combinação da gordura dele com a doçura da manga e a acidez do limão cria uma salada refrescante, perfeita para acompanhar grelhados no verão.

Montagem:

  1. Corte o abacate (firme, não muito maduro) e a manga em cubos do mesmo tamanho.

  2. Adicione cebola roxa picadinha (para crocância) e tomates cereja cortados ao meio.

  3. Tempere com muito coentro ou salsinha picada.

  4. O molho: Aposte em uma vinagrete simples de limão, azeite, sal e uma pitada de pimenta calabresa.

3. Maionese Verde de Abacate

Essa é a receita campeã para substituir a maionese industrializada em lanches e hambúrgueres. Ela é vegana, segura (sem risco de ovo cru) e dura até 3 dias na geladeira.

Ingredientes:

  • Polpa de 1 abacate maduro

  • Suco de ½ limão

  • 2 colheres (sopa) de azeite

  • 1 dente de alho (se gostar mais forte, use meio)

  • Salsinha e cebolinha a gosto

  • Sal e mostarda (opcional)

Como fazer: Bata tudo no liquidificador ou com um mixer de mão até obter uma emulsão brilhante. A textura fica idêntica à da maionese tradicional.

Use para molhar batatas rústicas, passar no pão ou como molho de salada caesar.

4. Abacate Assado com Ovo 

Se você nunca comeu abacate quente, está perdendo uma experiência de sabor. Quando vai ao forno, ele ganha um sabor amendoado e defumado incrível. É um café da manhã ou jantar leve completo.

Passo a passo:

  1. Corte o abacate ao meio e retire o caroço. Se o buraco for pequeno, retire um pouco da polpa com uma colher para aumentá-lo.

  2. Quebre um ovo pequeno dentro de cada cavidade. Tente não deixar a clara transbordar muito.

  3. Tempere com sal, pimenta e bacon picadinho (opcional) por cima.

  4. Leve ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 15 a 20 minutos, ou até a clara firmar e a gema ficar no ponto desejado.

5. Smoothie Bowl Super Cremoso

Para o café da manhã, o abacate entra para dar corpo à vitamina, transformando-a em um creme de comer com colher.

Como fazer: Congele o abacate em cubos. No liquidificador, bata o abacate congelado com uma banana madura e um pouquinho de leite de coco ou iogurte. O resultado é um "sorvete" natural. Sirva em uma tigela e cubra com granola, frutas frescas e mel. É energia pura para começar o dia.

6. Mousse de Chocolate Fit 

Para fechar, a prova de que o abacate também brilha nos doces. Essa mousse é famosa por enganar o paladar: visualmente e na textura, é idêntica à versão gorda.

Ingredientes:

  • 1 abacate maduro

  • 3 a 4 colheres (sopa) de cacau em pó 100% (use um de boa qualidade)

  • Mel, melado ou adoçante a gosto para adoçar

  • 1 colher (chá) de essência de baunilha

Truque: Bata tudo no processador até sumir qualquer pedacinho verde. O cacau mascara a cor e o sabor da fruta, enquanto o abacate doa a gordura que o creme de leite daria.

Leve para gelar por 2 horas. Sirva com raspas de chocolate amargo ou morangos.

Guia de Compra e Conservação

Para que suas receitas deem certo, o primeiro passo acontece no mercado ou na feira. Confira como não errar:

Como escolher o abacate perfeito?

  • Cor: Se for o tipo Avocado (casca escura e rugosa), ele deve estar quase preto para consumo imediato. Se for o Abacate comum (casca verde e lisa), a cor deve ser um verde opaco, sem brilho excessivo.

  • Toque: Aperte suavemente a fruta na palma da mão (não use os dedos para não machucar). Ela deve ceder levemente à pressão, como se fosse a ponta do nariz. Se estiver dura como pedra, está verde. Se o dedo afundar e ficar marcado, passou do ponto.

  • O truque do "umbigo": Retire o cabinho (pedúnculo) da fruta. Se a cor embaixo for verde clara, está perfeito. Se estiver marrom, provavelmente está passado ou estragado por dentro.

Como amadurecer rápido?

Comprou verde e quer usar amanhã? Coloque o abacate dentro de um saco de papel pardo (saco de pão) junto com uma banana madura.

A banana libera etileno, um gás natural que acelera o amadurecimento das frutas vizinhas. Feche bem o saco e deixe em local quente (como dentro do forno desligado).

Como conservar depois de aberto?

O maior inimigo do abacate é o ar, que causa a oxidação (aquela cor marrom triste). Para guardar a metade que sobrou:

  1. Mantenha o caroço: Ele ajuda a reduzir a área de contato com o ar.

  2. Ácido e Gordura: Pincele suco de limão ou um fio de azeite em toda a superfície exposta da polpa.

  3. Vedações: Envolva em plástico filme, garantindo que o plástico esteja colado na polpa, sem bolhas de ar.

  4. Geladeira: Guarde na parte menos fria da geladeira e consuma em até 24 horas para garantir o sabor fresco.

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Agora que você domina as técnicas e receitas, o abacate vai deixar de ser coadjuvante e virar o protagonista da sua cozinha!

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Observação: o abacate deve ser ingerido com parcimônia, para que não gere gordura no fígado.