domingo, 7 de junho de 2026

Bolo cocada sem farinha de trigo, que fica fofinho e úmico, para servir como sobremesa e arrasar

 

Aprenda com essa receita simples, prática e livre de glúten, como preparar o mais delicioso bolo cocada sem farinha de trigo do mundo!

Bolo cocada sem farinha de trigo     
O bolo de cocada sem farinha de trigo é uma sobremesa que surpreende pela leveza e sabor irresistíveis, Além disso é a opção ideal para servir num café ou chá da tarde. Siga o passo a passo dessa versão do

Como fazer bolo cocada sem farinha de trigo

Para fazer bolo cocada sem farinha de trigo iremos precisar de maisena, coco ralado, leite condensado, leite de coco, fermento em pó, essência de baunilha, ovos e sal. Vamos colocar numa tigela nos ingredientes da receita, seguindo a sequência de adição e preparo. Em seguida iremos despejar essa mistura numa forma retangular untada e polvilhada com maisena, assar por 35 minutos a 180 graus, retirar do forno e se deliciar com cada fatia!

Ingredientes da receita de bolo cocada sem farinha de trigo

  • 1 xícara(chá) de maisena
  • 150 gramas de coco ralado em flocos
  • 1 caixinha de leite condensado
  • 1 vidro de leite de coco
  • 1 colher(sopa) de fermento em pó
  • Essência de baunilha a gosto
  • 3 ovos
  • 1 pitada de sal

Modo de preparo

  1. Numa tigela coloque os ovos, o leite condensado, o sal, bata bem com um fouet para homogeneizar.
  2. Adicione o coco em flocos, o leite de coco, a  maisena, a essência de baunilha, misture bem para incorporar, coloque o fermento em pó e mexa para agregar.
  3. Despeje essa mistura numa forma retangular ( 28 cm x 18 cm) untada e polvilhada com maisena, e asse em forno pré-aquecido a 180 graus por 35 minutos.
  4. Retire do forno e sirva esse maravilhoso bolo cocada sem farinha de trigo!

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Os benefícios da CORRIDA para o corpo e a mente

 

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Médico do esporte também oferece dicas de como começar

7 jun 2026  

No Dia Mundial do Running, celebrado em 7 de junho, médico do esporte reforça como a corrida pode apoiar a saúde e o que considerar antes de começar

A corrida ganhou espaço na rotina de quem busca mais saúde, disposição e qualidade de vida. E não é por acaso. Além de ser uma atividade acessível e prática, ela está associada a benefícios que vão do condicionamento cardiovascular ao bem-estar mental.

Foto: Revista Malu

Pesquisa publicada no Journal of the American College of Cardiology observou que correr, mesmo por apenas 5 a 10 minutos por dia e em baixa velocidade, esteve associado à redução do risco de morte por todas as causas e por doenças cardiovasculares.

De acordo com o médico do esporte Carlos Ulloa, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife, a corrida também pode trazer ganhos para a mente. "Além de ajudar a melhorar a capacidade cardiorrespiratória, fortalecer músculos e articulações, a corrida também está associada à liberação de substâncias relacionadas à sensação de bem-estar e prazer, contribuindo para um sono melhor", explica.

Além disso, trabalhos científicos, como a revisão de estudos publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health, reforçam que a corrida está associada a efeitos positivos, especialmente na redução de sintomas relacionados à depressão e à ansiedade.

Como começar na corrida?

Mas, para aproveitar esses benefícios, não basta achar que é preciso começar correndo longas distâncias. Segundo o médico do esporte, é preciso que se faça uma adaptação gradual para evitar desconfortos e reduzir o risco de lesões. Confira algumas dicas do especialista para iniciar na corrida de forma mais confortável e segura:

1 - Comece alternando caminhada e corrida

Para iniciantes, uma das estratégias mais indicadas é alternar pequenos períodos de corrida com caminhada. Isso ajuda o corpo a ganhar resistência progressivamente e reduz a sobrecarga muscular.  

"Não existe necessidade de começar correndo rápido ou longas distâncias. O mais importante no início é criar consistência e respeitar os limites do corpo", orienta Ulloa.

Uma forma prática de começar é fazer treinos de 20 a 30 minutos alternando 1 minuto de corrida leve com 2 minutos de caminhada em ritmo acelerado. A recomendação é repetir esse ciclo ao longo do treino, sem preocupação com velocidade ou distância.

Depois de algumas semanas, conforme o corpo se adapta, é possível evoluir gradualmente para 2 minutos correndo e 2 caminhando, depois 3 minutos correndo e 1 caminhando, até conseguir correr continuamente de maneira confortável.

Outro ponto importante é manter um ritmo em que ainda seja possível conversar durante a corrida, sem sensação intensa de falta de ar. Isso ajuda a evitar exageros no começo e torna a adaptação mais confortável e sustentável.

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2 - Respeite o tempo de recuperação

O descanso faz parte da adaptação física. Especialmente no começo, dias de pausa entre os treinos ajudam músculos e articulações a se recuperarem adequadamente.

3 - Alimente-se e hidrate-se de forma equilibrada

A hidratação adequada é importante antes, durante e depois da corrida, principalmente em dias mais quentes. Além disso, carboidratos ajudam a fornecer energia para o exercício, enquanto proteínas contribuem para a recuperação muscular após a atividade.

4 - Não compare seu ritmo com o de outras pessoas

Cada pessoa tem um condicionamento físico, histórico esportivo e ritmo de evolução diferente. Comparações podem gerar frustração e até excesso de esforço.

5 - Fortaleça os músculos

O treino de musculação precisa estar na rotina de quem corre, pois são os músculos que absorvem o impacto das passadas evitando danos articulares. "Hoje sabe-se que pessoas com o 'core' fortalecido - região central do corpo, que envolve coxas, glúteos e abdômen — têm menos chances de lesão", entrega Ulloa.

6 - Valorize a regularidade

Mais importante do que intensidade no começo é manter frequência. Corridas leves e consistentes tendem a trazer melhores resultados no longo prazo do que treinos intensos esporádicos.

Revista Malu Revista Malu

sábado, 6 de junho de 2026

Como os países europeus lidam com MENORES INFRATORES

 

Andreas Noll

Suécia quer reduzir maioridade penal para 13 anos. Dinamarca diminuiu idade de responsabilização penal, mas voltou atrás. Outras nações priorizam educação e proteção.     

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São crianças que ainda deveriam estar na escola, com idades em torno de 13 ou 14 anos. Esses adolescentes, porém, estão sendo aliciados por redes criminosas na Suéciapara praticar crimes, incluindo assassinatos.

O crime organizado explora uma fragilidade do sistema sueco. De acordo com a lei, menores de 15 anos não podem ser responsabilizados criminalmente. Eles não podem ser julgados como criminosos, mas ficam sob a jurisdição dos serviços sociais e da assistência à juventude. Isso faz parte da estratégia dos aliciadores, que muitas vezes permanecem invisíveis.

Em resposta ao aumento da criminalidade, a Suécia vem adotando uma postura significativamente mais rigorosa. Recentemente, o Parlamento decidiu que jovens de 15 a 17 anos podem ser condenados a penas de prisão regulares em centros de detenção juvenil adaptados a crimes graves.

Além disso, o governo planeja reduzir maioridade penal para 13 anos, em caráter experimental, para delitos particularmente graves. Isso incluiria crimes como homicídio, atentados a bomba de grande porte ou outros crimes com penas mínimas muito elevadas. O Parlamento decidirá sobre essa reforma em meados de junho. A proposta de mudança prevê uma reavaliação após cinco anos.

Exemplo fracassado da Dinamarca

O debate sobre a redução da maioridade penal não se limita à Suécia. Em 2010, sob um governo conservador, a Dinamarca reduziu esse limite de 15 para 14 anos. Dois anos depois, a reforma foi revertida. Avaliações científicas subsequentes concluíram que a redução não teve efeito dissuasor. Pelo contrário, os jovens afetados reincidiram com mais frequência e apresentaram pior desempenho acadêmico.

Portanto, muitos especialistas agora consideram a Dinamarca um exemplo a ser evitado. Criminalizar crianças em idades tão baixas não resolve automaticamente o problema da violência juvenil. No pior cenário, o contato com o sistema penal pode até mesmo vincular ainda mais os jovens a um ambiente criminoso.

Maioridade penal de 12 anos

Em comparação com os demais países da União Europeia (UE), a Holanda e a Irlanda têm as idades de responsabilização penal mais baixas.

Na Holanda, crianças a partir dos 12 anos podem ser processadas. Na Irlanda também se aplica, em regra, um limite de 12 anos; porém, em casos de crimes gravíssimos, como homicídio, homicídio qualificado, estupro ou crimes sexuais graves, crianças de 10 e 11 anos também podem ser responsabilizadas.

Este limite baixo não significa automaticamente penas de prisão severas como as impostas pela legislação penal para adultos. Na Holanda, o período máximo de detenção para jovens de 12 a 15 anos é de um ano. Para jovens de 16 e 17 anos, o período máximo para crimes graves – com exceções específicas – é de dois anos. Além disso, a educação escolar, o apoio e as medidas educativas continuam sendo prioridade na detenção juvenil.

Prioridade para proteção e educação

Na Alemanha ou na Espanha, uma criança que comete um crime grave aos doze anos não é criminalmente responsável. No entanto, isso não significa que o Estado não possa fazer nada. Os serviços de apoio aos jovens, os tribunais ou medidas de proteção podem intervir. O internamento em instituições de detenção é possível sob certas condições, mas não como punição no sentido jurídico.

A criança não é tratada como criminosa, mas como um menor de idade em situação de risco. Essa abordagem é particularmente evidente na legislação espanhola. Crianças menores de 14 anos não estão sujeitas ao direito penal juvenil, mas sim às leis de proteção à infância e juventude.

Cada vez mais jovens detidos na Itália

A Itália, por sua vez, adotou uma abordagem mais voltada para o ambiente das crianças. Com o chamado Decreto Caivano sobre a detenção de menores – que leva o nome da cidade onde menores de idade cometeram atos graves de violência sexual que chocaram o país –, a Itália aumentou a pressão sobre os pais quando são violadas as obrigações de supervisão e de frequência escolar. Em casos de negligência grave da educação obrigatória, os pais também enfrentam acusações criminais.

No entanto, a Itália não é simplesmente a antítese da abordagem sueca. O decreto endureceu a punição para menores infratores em geral. Os críticos apontam que, desde a sua implementação, o número de jovens em centros de detenção juvenil aumentou significativamente.

Áustria exerce pressão sobre o ambiente

Para muitos Estados-membros da União Europeia (UE), a idade de 14 anos continua a ser o ponto de referência fundamental. NaÁustria , crianças com menos de 14 anos não são criminalmente responsáveis. No entanto, as infrações podem ter consequências, que podem incluir conversas com a polícia e os pais, advertências, envolvimento dos serviços de apoio à juventude ou medidas socioeducativas.

Os limites baixos de maioridade penal europeu não significam uma equiparação automática com o direito penal para adultos. Na maioria dos casos, o protagonismo fica com tribunais, instituições especializadas, medidas socioeducativas e programas de proteção.


O que diz a ciência?

A decisão de muitos países europeus de não equiparar a pena de menores infratores a de adultos está alinhada com as descobertas da psicologia do desenvolvimento. Crianças e pré-adolescentes reagem mais fortemente a recompensas imediatas, pressão dos pares e reconhecimento emocional. Habilidades como controle de impulsos, avaliação das consequências a longo prazo e planejamento desenvolvem-se com o passar dos anos.

Por isso, os métodos tradicionais de dissuasão funcionam apenas de forma limitada com jovens de 13 anos. A perspectiva de uma pena de prisão no futuro compete com uma recompensa imediata: dinheiro, reconhecimento, pertencimento, a sensação de finalmente ter um papel a desempenhar. Ou, ao contrário, com o medo da gangue.

Justamente por isso, especialistas alertam contra a ideia de combater a criminalidade juvenil apenas com a redução da idade penal e o endurecimento das penas.

Estratégias de evasão das gangues

Soma-se a isso um problema prático: organizações criminosas aprendem rápido. Se a Suécia reduzir a idade de responsabilização penal para 13 anos em crimes graves, gangues podem tentar recrutar crianças ainda mais novas. Nesse caso, o problema não seria resolvido; crianças mais jovens passariam a entrar na mira das gangues.

Por isso, a questão não é apenas a partir de que idade uma criança pode ser punida. O ponto decisivo é saber se o Estado consegue alcançar os adultos que dão as ordens.

Especialistas são céticos quanto à possibilidade de os planos do governo alcançarem o efeito desejado. A comissão jurídica do Parlamento sueco, a Ordem dos Advogados e várias organizações de ajuda humanitária fizeram duras críticas ao projeto. Caso ele seja aprovado pelo Parlamento, jovens de 13 anos poderão ser condenados a penas de prisão já no segundo semestre deste ano.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

COMPOSIÇÃO 39

 

COMPOSIÇÃO 39

 

Vi

 

Vi, vi o que não se vê

Vi, sim, vi você

Vi, sim, vi você (vi você)

            Refrão

 

Vi e não sou cego

Vi, sim, sem o meu ego

 

Vi Deus e me iluminei

Vi, sim, e me revelei

 

Vi além da curva

Vi, sim, sem me molhar na chuva

 

Vi, vi o que não se vê

Vi, sim, vi você

Vi, sim, vi você (vi você)

            Refrão

 

Vi sem enfurecer

Vi, sim, meu enternecer

 

 

 

Vi brotando, o amor

Vi, sim, a eliminação da dor

 

Vi o pôr-do-sol nascendo

Vi, sim, nascer a fé

 

Vi a paz prosperar

Vi, sim, o paraíso prometido

 

Vi, vi o que não se vê

Vi, sim, vi você

Vi, sim, vi você (vi você)

            Refrão

 

Vi, sim, a paz (pa... pa... pa... paz)

              Refrão final

quarta-feira, 3 de junho de 2026

MUSCULAÇÃO realmente pode ajudar a viver mais?

 

Os benefícios também incluem a redução do risco de morte por doenças neurológicas, segundo novos estudos.

3 jun 2026  
O treinamento baseado em musculação cresceu em popularidade nos últimos anos
O treinamento baseado em musculação cresceu em popularidade nos últimos anos
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Fazer entre 90 minutos e duas horas de musculação por semana pode reduzir significativamente o risco de morte precoce, de acordo com uma nova pesquisa.

Dados reunidos a partir de estudos de longa duração sugerem que a prática regular de treino de força no longo prazo pode reduzir de forma significativa a probabilidade de morte por doenças cardíacas e derrames.

Os benefícios também incluíram a redução do risco de morte por doenças neurológicas.

Especialistas afirmaram que isso constitui mais uma evidência de que o treino de força pode ajudar a prevenir ou adiar problemas de saúde e pode aliviar a pressão sobre serviços de saúde sobrecarregados.

Kate Hogarth tem apenas 28 anos, mas já pensa em como se manter saudável para desfrutar de seu futuro. Ela gosta de treinar com pesos e do aumento da autoestima que isso lhe proporciona no presente — mas também reconhece os benefícios de longo prazo para a saúde.

"Quero ser independente mais tarde na vida. Existem muitos estudos que mostram todos os benefícios do treino de força, para a saúde cardiovascular, músculos, ossos e saúde mental", diz ela.

"Quero poder viajar pelo mundo quando tiver 70, 80 e 90 anos e quero poder pegar meus netos no colo e brincar com eles, e ter esse nível de independência é muito importante."

Kate Hogarth se exercita regularmente de olho no futuro
Kate Hogarth se exercita regularmente de olho no futuro
Foto: BBC/Lesley Hitchen / BBC News Brasil

Os benefícios do exercício aeróbico — como corrida, ciclismo ou natação — são bem conhecidos.

O sistema britânico de saúde (NHS, na sigla em inglês) afirma que a atividade aeróbica regular pode reduzir o risco de doenças cardíacas, derrames e diabetes tipo 2, além de reduzir o estresse e aumentar a autoestima.

Mas o que tem sido menos claro é o papel que a musculação pode desempenhar na redução do risco de morte.

Isso está começando a mudar.

Pesquisadores que publicaram um artigo no British Journal of Sports Medicine analisaram dados de três estudos envolvendo 147.374 homens e mulheres com mais de 30 anos.

Eles constataram que aqueles que praticavam musculação consistentemente entre 90 minutos e duas horas por semana reduziram o risco de morte prematura por qualquer causa em 13%.

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O risco de morte por doença cardiovascular — como ataque cardíaco ou derrame, por exemplo — foi 19% menor.

Para morte causada por doença neurológica — como demência, por exemplo — a redução foi ainda maior, de 27%.

Os pesquisadores concluíram que os "menores riscos" foram observados entre aqueles que realizavam níveis elevados tanto de exercício aeróbico quanto de treino de força.

Entre essas pessoas mais ativas, que faziam muitas horas de exercícios aeróbicos por semana, o risco de morte precoce por qualquer causa caiu em até 58%.

No entanto, os pesquisadores também constataram que fazer mais de duas horas de treino de força por semana não trouxe benefícios adicionais significativos.

Bev Wilson é instrutora de musculação
Bev Wilson é instrutora de musculação
Foto: BBC/Lesley Hitchen / BBC News Brasil

Bev Wilson, da cidade inglesa de Harrogate, é personal trainer e vê os benefícios da musculação no seu cotidiano.

"Quando treino clientes, especialmente mulheres, percebo que, quando chegam até mim, estão com problemas de dor nas articulações, ou simplesmente falta de energia, ou metabolismo lento, estão ganhando peso", diz.

"E observo que o treino de força realmente ajuda a melhorar, a controlar os níveis de açúcar no sangue, e ajuda na dor nas articulações, ajuda a fortalecer os ossos."

E afirma que isso também ajuda na saúde cerebral das pessoas.

"Além de se sentirem muito mais energéticas e saudáveis, elas percebem melhorias na função cognitiva. Elas conseguem se concentrar mais no trabalho e a memória melhora."

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Cuidado: esquerdista picareta ou falso esquerdista

Um exemplo do falso esquerdista é o do deputado federal Paulinho da força sindical, que apresentou o Projeto de Lei da Dosimetria, reduzindo as penas dos baderneiros direitistas de 8 de janeiro de 2026, principalmente do Bolsonaro.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Como a CHINA encurralou a indústria alemã

 

Thomas Kohlmann
 

Empreas alemãs se veem cada vez mais dependentes do mercado chinês, ao mesmo tempo em que sofrem com concorrência asiática. Para economistas, complacência alemã das últimas décadas finalmente cobra preço.      https://p.dw.com/p/5EgJy


Em abril deste ano, a China forneceu à Alemanha menos de um quilo do valioso metal germânio. Do gálio, igualmente importante e de difícil extração, foram exportados apenas três quilos — e somente para a Malásia. Outros países ficaram completamente de mãos vazias, segundo dados alfandegários chineses. Os exemplos mostram como a China exerce seu poder em relação a elementos vitais para a produção de equipamentos tecnológicos de ponta.

Sem o germânio, não haveria transmissão rápida de dados em cabos de fibra ótica, e os aparelhos de visão noturna não funcionariam, assim como as células fotovoltaicas de alta eficiência das sondas espaciais e dos satélites.

E sem compostos de gálio, não haveria internet 5G de alta velocidade, os carregadores rápidos superaqueceriam e nem mesmo os leitores de código de barras nos supermercados funcionariam.

Christian Hell, gerente-executivo da Tradium, empresa alemã especializada na comercialização de minerais críticos, descreve esse quadro como preocupante: "Se até mesmo a Alemanha, que até agora era abastecida de forma relativamente confiável, fica de mãos vazias, isso é um sinal claro".

No final de maio, a ministra da Economia e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, defendeu verbalmente uma concorrência justa para as empresas alemãs na China e clamou por um abastecimento confiável de minerais críticos.

No entanto, o regime chinês parece ter todas as cartas na mão.

Mesmo dentro da UE, falta um esforço unificado em relação à China. E a própria Alemanha vem freando esforços de pressão mais duros — por receio de retaliação chinesa contra empresas alemãs.

Produção na China para a China

O exemplo da Basf mostra o quanto as empresas alemãs estão envolvidas na China. A gigante química alemã inaugurou no final de março uma nova grande fábrica em Zhanjiang, no sul da China ao custo de quase nove bilhões de euros (R$ 52 bilhões).

Na nova planta, a Basf produz produtos químicos para a indústria automotiva e de plásticos da China. Enquanto na fábrica na matriz da empresa, em Ludwigshafen, na Alemanha, o fim do fornecimento de energia da Rússia desde 2022 levou ao corte de postos de trabalho e à redução da produção, na China a Basf pode usar sem maiores problemas o petróleo e gás russos a preços favoráveis.

Com a nova unidade, porém, a Basf tem se tornado cada vez mais dependente da boa vontade dos líderes chineses.

É uma dependência que é duramente criticada pelos Estados Unidos, conforme apontado num documento divulgado em novembro, que delineou a nova Estratégia de Segurança Nacional americana. "A Guerra na Ucrânia teve o efeito perverso de aumentar a dependência externa da Europa — especialmente a da Alemanha. Hoje, empresas químicas alemãs estão construindo algumas das maiores plantas de processamento do mundo na China, utilizando gás russo que não conseguem obter em seu próprio país", diz o texto elaborado pelo governo Donald Trump.

Estação de carregamento rápido para veículos elétricos
Estações de carregamento rápido, energia fotovoltaica e mobilidade elétrica dependem de componentes e minerais críticos controlados pela ChinaFoto: Jochen Tack/picture alliance

Empresas alemãs ajudam a alimentar excesso de capacidade da China

Ao aumentar sua produção na China, empresas alemãs estão contribuindo para que o excesso de capacidade chinesa inunde o mercado mundial.

Enquanto a economia interna da Alemanha permanece estagnada, a capacidade de exportação chinesa funciona a todo vapor. A chamada política de "Dupla circulação", colocada em prática a partir de 2020 pelo líder chinês Xi Jinping, parece estar rendendo frutos para os chineses: tornar-se independente das importações, enquanto o mundo se torna cada vez mais dependente de bens e mercadorias "Made in China".

O fato de a China ter se tornado uma nação industrial em posição de liderança pegou muitos de surpresa na Alemanha — embora esse desenvolvimento tenha sido planejado com uma visão de longo prazo.

"Subestimamos a China, como sempre fizemos e ainda fazemos hoje em muitos setores", diz Manuel Vermeer, um consultor de negócios especializado em China. "Estamos aprendendo isso agora de forma muito dolorosa. E ainda reclamamos por não termos sabido disso antes", acrescenta ele, que há 40 anos assessora empresas alemãs a fazer negócios na China.

Visão de longo prazo dos chineses

Nos primeiros anos, empresas alemãs se beneficiaram com o estabelecimento de joint ventures com empresas chinesas e de um acesso ao mercado do país asiático. Mas, ao mesmo tempo, essas empresas transmitiram seu know-how, especialmente na indústria automotiva. Hoje, essa distribuição de papéis se inverteu na maioria dos casos.

"No início da década de 1980, levamos as primeiras empresas alemãs para a China. Tivemos que criar joint ventures, por exemplo, no setor automotivo. Os chineses observaram e ouviram com muita atenção e aprenderam. E, como todos sabemos, eles nos ultrapassaram amplamente, justamente nesse setor. Eles lançam carros fantásticos no mercado, que não só têm boa aparência e são econômicos, mas também são realmente muito, muito bons", afirma Vermeer.

Complacência alemã se volta contra país

"Naquela época, pensávamos: ‘Vamos lá, vamos mostrar aos chineses como se faz. Eles podem tentar imitar um pouco, se quiserem. Mas, com a habitual arrogância alemã, partimos do princípio de que eles nunca conseguiriam fazer isso direito, como os alemães com suas excelentes habilidades de engenharia", afirma Vermeer.

Mas os chineses não só ouviram e aprenderem, como se preparam para fazer tudo isso tão bem ou até melhor do que os alemães. "Ninguém [na Alemanha] nem considerava isso no setor automotivo”, disse Vermeer. No entanto, o aperfeiçoamento chinês jé se fez sentir cedo. Programas como o "Made in China 2025", lançado pelo regime chinês em 2015, ou análises de especialistas já serviam de alerta há anos sobre a crescente pressão competitiva representada pelos chineses – especialmente sobre a Alemanha, o Japão e a Coreia do Sul.

De pupilo a mestre

"Nós também lhes ensinamos isso nas joint ventures", afirma Manuel Vermeer. "Eles copiaram muito de nós, certamente às vezes por meios não totalmente legais."

No caso da montadora Brilliance, parceira chinesa da BMW, a estratégia nem tinha disfarces numa uma planta em Shenyang, no nordeste da China. "De um lado, montava-se o BMW; do outro, o Brilliance. Eles simplesmente copiavam. E com a Volkswagen não foi diferente."

Na semana passada, a ministra alemã Katherina Reiche ficou visivelmente impressionada em sua primeira viagem à China. Ela parecia não parar de se surpreender com o rápido desenvolvimento da República Popular para o papel de potência industrial global de ponta. No entanto, tudo isso era previsível, conforme se pode ler nos documentos de planejamento de política industrial publicados pela liderança comunista do país asiático.

"Há 20 anos, planos quinquenais chineses já mostravam uma aposta na mobilidade elétrica. Mas, na época, os alemães não levaram isso a sério ou simplesmente não leram”, diz Manuel Vermeer.

A ministra alemã de Economia e Energia, Katherina Reiche, com o ministro do Comércio chinês Wang Wentao
Visita à China sem resultados concretos: a ministra alemã Katherina Reiche com o ministro do Comércio chinês Wang WentaoFoto: Johannes Neudecker/dpa/picture alliance

Chineses se preparam para "jantar" indústria alemã

Em um estudo divulgado na semana passada intitulado O choque chinês 2.0: o custo da complacência alemã, os economistas Sander Tordoir e Brad Setser apontaram que em nenhum lugar o novo avanço chinês na indústria de ponta tem sido tão consequencial quanto na Alemanha. Segundo os economistas, nos anos 2000, um "primeiro choque chinês" na indústria havia castigado especialmente os EUA, mas foi por um tempo benéfico para a Alemanha.

"Por muito tempo, Berlim teve dificuldade em enxergar o problema com clareza. Como a economia superavitária por excelência do mundo, a Alemanha se via como parte de uma coalizão de nações exportadoras e resistia ao escrutínio das políticas que sustentavam os grandes superávits comerciais."

Agora, os pesquisadores do think tank Centre for European Reform apontam que chegou a vez de a Alemanha sentir a pressão. "O superávit da China agora ofusca em muito o da Alemanha. [...] A Alemanha continua hesitante, mesmo com a China já tendo devorado grande parte do almoço da indústria alemã e se preparando para comer o jantar."

Uma olhada no atual plano quinquenal chinês de 2026-2030 também indica para onde o vento chinês está soprando, com o país asiático apostando na computação quântica, inteligência artificial, robótica humanoide e interfaces cérebro-máquina. O rumo é claro: menos dependência do Ocidente e mais controle sobre as cadeias de abastecimento globais.

"Uma China que está a caminho de representar 40% da produção industrial global até 2030, ao mesmo tempo em que aumenta as exportações e reduz as importações, criará inevitavelmente mais gargalos, como o controle de terras raras e ingredientes farmacêuticos e produção de chips. A dependência alemã das cadeias de abastecimento chinesas afetará a capacidade da Europa de se rearmar, apoiar a Ucrânia e reduzir suas próprias vulnerabilidades econômicas. Quanto mais a Alemanha esperar, maior e mais disruptiva a resposta eventual terá que ser", conclui o estudo dos economistas Sander Tordoir e Brad Setser.