quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Carbonara sem bacon: tofu garante cremosidade e proteína na versão vegana

 

24 fev 2026  

Bateu vontade de comer carbonara, mas você não consome nada de origem animal? Calma, dá para matar o desejo sem bacon, sem ovo e com muita cremosidade!

Foto: Guia da Cozinha

Nesta versão vegana da Renata, o tofu entra como fonte de proteína e a castanha-de-caju traz o molho super cremoso. O resultado é um prato cheio de sabor, fácil de fazer e perfeito para o dia a dia.

A receita é ideal para quem já tem alguma prática na cozinha e quer variar o macarrão de sempre.

Em cerca de 40 minutos, você coloca uma carbonara vegana completa na mesa, com textura e sabor de conforto.

Tofu no lugar do bacon: textura e proteína

O tofu em cubinhos grelhados com shoyu lembra aqueles pedacinhos marcantes da carbonara tradicional. Ele ganha sabor, cor e uma leve crocância por fora, mantendo o interior macio.

Além disso, o tofu é rico em proteína vegetal, o que deixa a refeição mais completa. Combinado ao macarrão e ao molho de castanha, você tem um prato equilibrado e nutritivo.

Receita de carbonara vegana com tofu

Agora, vamos à parte prática: como preparar essa carbonara sem nada de origem animal. A receita rende cerca de 4 porções e leva em média 40 minutos.

Você pode usar um espaguete vegano com mais proteína, como as versões enriquecidas com vegetal. Mas qualquer massa seca sem ingredientes de origem animal funciona bem.

Ingredientes da carbonara vegana

Para o macarrão e o tofu

  • 500 g de espaguete vegano

  • 5 litros de água

  • Sal a gosto

  • 1 fio de azeite extra virgem

  • 1 xícara (chá) de tofu em cubos

  • 4 colheres (sopa) de shoyu

Para o molho cremoso

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  • 1 xícara (chá) de castanha-de-caju crua

  • 2 xícaras (chá) de água

  • 1 colher (café) de cúrcuma

  • Sal a gosto

  • 1 concha da água do cozimento do macarrão

  • 1/2 xícara (chá) de queijo vegano ralado

  • Pimenta-do-reino a gosto

Se quiser, separe mais queijo vegano para finalizar o prato na hora de servir.

Modo de preparo da carbonara vegana

Coloque a castanha-de-caju em uma panela com as 2 xícaras de água. Deixe ferver alguns minutos, até ficarem bem macias.

Transfira as castanhas e a água do cozimento para o liquidificador. Tempere com sal e a cúrcuma e bata até formar um creme liso.

Despeje esse creme em uma panela grande. Acrescente o queijo vegano ralado e mexa em fogo baixo, até dissolver. Desligue e reserve.

Em outra panela, ferva os 5 litros de água com sal. Cozinhe o espaguete conforme o tempo indicado na embalagem, até ficar al dente.

Antes de escorrer, retire uma concha da água do macarrão. Reserve. Depois, escorra a massa.

Junte o espaguete ainda quente ao molho de castanha na panela. Acrescente a concha da água do cozimento e mexa bem, até ficar bem cremoso.

Em uma frigideira, aqueça um fio de azeite. Coloque o tofu em cubos e o shoyu. Deixe dourar, mexendo de vez em quando, até ficar levemente crocante.

Sirva o macarrão com o molho cremoso em pratos fundos. Distribua o tofu dourado por cima. Finalize com pimenta-do-reino e, se quiser, mais queijo vegano ralado.

Dicas para acertar a textura da carbonara vegana

A água do cozimento do macarrão é rica em amido. Ela ajuda a deixar o molho de carbonara mais brilhante e aveludado.

Se o molho ficar espesso demais, adicione mais um pouco dessa água, sempre aos poucos. Se ficar muito ralo, deixe mais alguns minutos em fogo baixo, mexendo sempre.

Outra dica importante: sirva a carbonara logo depois de misturar o molho à massa. Assim, a textura fica cremosa e o macarrão não absorve líquido demais.

Uma carbonara vegana simples, rápida e cheia de sabor

Essa versão de carbonara prova que prato vegano não precisa ser sem graça. Com castanha-de-caju, tofu e um bom espaguete, você monta uma refeição completa, cremosa e cheia de proteína.

É uma receita perfeita para variar o cardápio, receber amigos ou simplesmente se presentear em um almoço especial. Com o passo a passo em mãos, você pode adaptar temperos, trocar o formato da massa e ajustar a pimenta ao seu gosto.

Que tal já separar os ingredientes e testar essa carbonara vegana no próximo fim de semana?

Depois, vale repetir a receita com outras combinações e transformar esse prato em queridinho da sua cozinha do dia a dia.

Guia da Cozinha

GRAVIOLA: a fruta subestimada é uma das mais poderosas

 

Degusta

Essa fruta tropical é rica em fibras, vitaminas e antioxidantes que ajudam o coração.

25 fev 2026  
@Shutterstock
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Foto: Minha Vida

Pouca gente dá atenção para ela na feira, mas a graviola é uma daquelas frutas que mereciam mais atenção. Com um sabor marcante, ela não só agrada ao paladar como entrega um grande pacote nutritivo.

Além de refrescante, a graviola concentra vitaminas, minerais e compostos antioxidantes que ajudam a proteger o corpo e até a retardar o envelhecimento. Veja só!

Leia mais: Diabéticos podem comer essa fruta sem medo: ela ajuda a controlar a glicose naturalmente

Rica em nutrientes e com poucas calorias

Segundo a nutricionista Patricia Carvalho de Jesus, em um artigo anterior ao MinhaVida, a graviola é uma fruta muito nutritiva. "É uma fruta de baixa caloria, contendo 62 calorias a cada 100 g, segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. Possui 0,8 g de proteína/100 g, sendo um bom aporte, comparado a outras frutas".

Ela também se destaca pelos minerais e vitaminas. "A graviola é fonte de cálcio, magnésio, manganês e potássio, além de possuir vitaminas B1, B2 e B6", explica a especialista. Outro ponto positivo é a presença de fibras, com cerca de 1,9 g por 100 g da fruta, o que ajuda no funcionamento do intestino e na sensação de saciedade.

Ajuda no controle do peso e no envelhecimento saudável

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Minha Vida
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

CHARGE

 

Charge


LEGUMES sem graça nunca mais: como realçar o sabor sem fritura

 

24 fev 2026  

Muita gente diz que não gosta de legumes porque eles "não têm gosto". Mas, na maioria das vezes, o problema não está neles. Está no preparo.

Foto: Guia da Cozinha

Legumes cozidos demais, sem tempero ou feitos sempre do mesmo jeito acabam ficando sem graça mesmo. A boa notícia é que dá para mudar isso sem fritura e sem complicação.

Com alguns ajustes simples, os legumes ganham sabor, aroma e até textura diferente.

O segredo está no tempero

Legumes precisam de tempero, assim como qualquer outro alimento.

Alho e cebola fazem toda a diferença. Refogar esses dois antes de adicionar os legumes já muda o resultado final.

Ervas secas como orégano e chimichurri também ajudam. Especiarias como páprica e cúrcuma trazem cor e sabor marcante.

Pequenas pitadas transformam o prato.

A forma de preparo muda tudo

Nem todo legume precisa ser cozido na água.

Assar é uma das melhores formas de realçar o sabor. No forno, os legumes ficam levemente dourados e mais intensos.

Grelhar também funciona muito bem. Uma frigideira quente com um fio de azeite já cria outra textura.

Até o refogado simples, quando feito no tempo certo, deixa os legumes mais saborosos.

Combinações simples que funcionam

Algumas misturas são fáceis e sempre dão certo:

  • Azeite + alho.
  • Limão + ervas secas.
  • Páprica + sal.
  • Manteiga + cheiro-verde.
  • Cúrcuma + pimenta-do-reino.

Essas combinações realçam o sabor sem pesar.

Como variar o preparo dos legumes no dia a dia

Mudar o jeito de fazer já evita a sensação de comida repetida.

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Abobrinha

Pode ser grelhada em rodelas com azeite e alho.

Também fica ótima assada com páprica e ervas.

Cenoura

Assada em palitos fica levemente adocicada.

Ralada e refogada com cebola vira acompanhamento rápido.

Brócolis

Refogado rapidamente mantém textura e cor.

Assado com azeite e alho ganha sabor mais intenso.

Couve-flor

Assada até dourar fica crocante por fora e macia por dentro.

Pode receber cúrcuma ou páprica para variar.

O segredo é não cozinhar demais. Legumes muito moles perdem sabor e textura.

Pequenos detalhes fazem diferença

Algumas atitudes simples ajudam bastante:

  • Não cozinhar além do ponto.
  • Usar sal na medida certa.
  • Finalizar com azeite ou limão.
  • Testar temperos diferentes.

Não é preciso fritar para deixar gostoso.

Legumes podem, sim, ser protagonistas

Com o preparo certo, os legumes deixam de ser apenas acompanhamento e passam a brilhar no prato.

Eles são versáteis, econômicos e combinam com tudo. Basta mudar a forma de preparo e usar temperos com mais intenção.

Com criatividade, comer legumes pode ser prático, saboroso e nada sem graça.

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JILÓ não é vilão: 5 jeitos de preparar sem amargar a refeição

 

24 fev 2026  

Aprender como preparar o jiló corretamente transforma o fruto em um acompanhamento delicioso. Muitas pessoas evitam o ingrediente devido ao seu sabor amargo característico.

Foto: Guia da Cozinha

Porém, provaremos que o jiló não é vilão quando usamos os truques certos. Com essas dicas, você elimina o amargor e ganha um aliado na cozinha.

Por que o jiló faz bem para a saúde?

O jiló é excelente para a digestão e ajuda a controlar o colesterol. Ele possui poucas calorias e é ideal para dietas de emagrecimento.

Além disso, é uma ótima fonte de vitamina C e flavonoides. Incluir o alimento na rotina traz benefícios reais para o seu organismo.

Como tirar o amargor do jiló?

O maior segredo para o jiló não ser vilão é o remolho. Corte o fruto em fatias e deixe em água salgada por 15 minutos.

Este processo extrai o "suco" amargo antes do cozimento final. Depois, basta secar bem as fatias e preparar sua receita favorita.

1. Jiló frito e sequinho

Este preparo de jiló frito é um clássico de botecos tradicionais. Empane as fatias em farinha de trigo ou de milho temperada.

Frite em óleo bem quente até ficarem douradas e bem crocantes. O resultado é um petisco delicioso que agrada a todos.

2. Jiló refogado com cebola

Corte o fruto em quatro partes e refogue com cebola e alho. O segredo é usar um fio de azeite e manter o fogo médio.

A doçura da cebola caramelizada equilibra o sabor natural do jiló. É o acompanhamento perfeito para o arroz e feijão diário.

3. Jiló assado com ervas

Se busca uma opção leve, o jiló assado é a escolha certa. Tempere com alecrim, tomilho e uma pitada de açúcar mascavo.

O açúcar ajuda a neutralizar o amargor durante o tempo de forno. As fatias ficam macias e com um aroma irresistível.

4. Chips de jiló na Airfryer

Corte o jiló em rodelas bem finas para garantir máxima crocância. Tempere com sal, pimenta e um toque de páprica defumada.

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Asse a 180°C por 15 minutos e mexa o cesto na metade. Essa versão saudável de chips vai surpreender o seu paladar.

5. Salada de jiló com tomate

Cozinhe o jiló rapidamente no vapor antes de montar sua salada. Misture com tomates cereja, cebola roxa e bastante suco de limão.

A acidez do limão suaviza o sabor e traz muito frescor. É uma opção nutritiva para variar o cardápio da semana.

Dica para escolher o jiló perfeito

Na hora da compra, prefira os frutos menores e bem verdes.

Os jilós amarelados são mais velhos e possuem sabor muito amargo. Frutos firmes e com casca brilhante indicam que estão bem frescos.

Mude sua opinião sobre o jiló

Agora você já sabe que o jiló não é vilão na cozinha.

Aplique essas técnicas simples e experimente novos sabores em casa. Cozinhar com inteligência permite aproveitar o melhor de cada ingrediente saudável.

Confira mais dicas de cozinha

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Torta gelada de LEITE NINHO COM MORANGO na travessa, uma sobremesa fácil e rápida

 

Venha conhecer a receita de uma torta gelada de leite ninho que é saborosíssima, desmancha na boca, é divina, cada colherada é uma explosão de sabores e é de dar água na boca

 Torta gelada de leite ninho
Torta gelada de leite ninho

Ninguém irá resistir a essa torta gelada de leite ninho incrível e imperdível. Que receita é essa, gente? É uma loucura, uma mistura de sabores que deixará todos apaixonados. Então, está esperando o que para conferir o passo a passo dessa torta ensinada pelo canal Receitas da Cris que é uma perdição!?

Como fazer torta gelada de leite ninho

Preparar a torta gelada de leite ninho é simples. O modo de preparo da torta gelada de leite ninho é fácil, em uma batedeira, vamos colocar o bate chantilly bem gelado, o leite condensado, o leite em pó e bater na velocidade média até ficar bem cremoso. Em seguida, iremos despejar os morangos cortados ao meio e sem o talo e misturar delicadamente com uma espátula. E vamos dar continuidade na receita conferindo o passo a passo do modo de preparo corretamente para obtermos sucesso no resultado. E então, iremos nos surpreender com tanta gostosura e praticidade dessa torta gelada de leite ninho que é top demais!

Ingredientes da receita de torta gelada de leite ninho

Para a torta

  • 1 caixinha de leite condensado
  • 2 caixinhas de bate chantilly bem gelado
  • 2 caixinhas de morangos
  • 2 bolos prontos (300g cada)
  • 2 xícaras (chá) de leite em pó

Para a calda

  • Leite em pó e morangos (para decorar)
  • 1 e ½ xícara (chá) de leite
  • 1 e ½ colher (sopa) de açúcar

Modo de preparo

  1. Em uma batedeira, coloque o bate chantilly bem gelado, o leite condensado, o leite em pó e bata na velocidade média até ficar bem cremoso.
  2. Despeje os morangos cortados ao meio e sem o talo e misture delicadamente com uma espátula. Reserve uns morangos para decorar.
  3. Em uma travessa, forre o fundo com as fatias de bolo pronto da espessura de 1 dedo, regue as fatias de bolo com a mistura de leite com açúcar, despeje todo o creme com o morango por cima espalhando bem, peneire leite em pó por cima e decore com morangos inteiros e com talos.
  4. Leve à geladeira por no mínimo 30 minutos e então chame todos para se deliciarem com essa torta gelada de leite ninho que é prática e deliciosa!

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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Pobreza ameaça quase 2 milhões de alemães com nível superior

 

20 de fevereiro de 2026

Números sugerem que avanços gerais na educação da população não garantiram empregos bem remunerados a todos.


Na Alemanha, taxa de desemprego entre pessoas com nível superior aumentou em 2025, chegando a 3,3%Foto: Oliver Berg/dpa/picture-alliance

Cerca de 1,9 milhão de pessoas na Alemanha com educação de nível superior ou equivalente corriam o risco de cair na pobreza em 2025, revelam estatísticas do governo – um aumento de 350 mil pessoas em relação a 2022.

Isso ocorre num momento em que o número de pessoas com diploma de nível superior ou equivalente também aumentou, chegando a 21 milhões.

Neste grupo, a taxa de desemprego, que era de 2,2% em 2022, passou a 3,3% em 2025 –  e isso apesar de mais pessoas terem buscado educação de alto nível no mesmo período.

Um em cada dez sob risco de pobreza

Ainda assim, o risco de pessoas com altas qualificações terem baixa renda é proporcionalmente menor que entre pessoas sem altas qualificações (9% contra 28,9%, respectivamente).

Em números aproximados, isso quer dizer que se a pobreza ameaça uma entre cada dez pessoas com nível superior ou equivalente na Alemanha, na faixa com menor nível educacional essa incidência sobe para três em cada dez.

O governo alemão considera pobre aquele que tem renda inferior a 60% da renda média da população nacional.

Esse valor varia de acordo com a situação familiar de cada um. No caso dos solteiros, é considerado vulnerável à pobreza quem tem renda líquida de até 1.446 euros por mês (R$ 8.920). Para famílias compostas por dois adultos e dois menores com até 14 anos, esse limiar é de 3.036 euros (R$ 18.729).

Alemanha: o que é ser pobre num país tão rico?


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Livros revisados para VISUALIZAÇÃO (endereço da PASTA)

https://www.dropbox.com/scl/fo/g8x0bebuj679rntfvukn5/ALnoI5xBbIGGdo2psbPxCx4?rlkey=nvbv45rh7rlmnvqk08swwgs2p&st=oo130oow&dl=0 

 

Clique no link acima para ler os 9 livros (formato pdf) que estão contidos na pasta.

Novo GENOMA do câncer felino pode beneficiar humanos

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Pesquisadores acham mutações genéticas que causam câncer raro e agressivo tanto em gatos quanto em humanos. Descoberta pode abrir caminho para tratamentos para ambas as espécies.      

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Mutações que causam câncer e são comuns em gatos e humanos foram identificadas como parte de um "oncogenoma" felinoFoto: Elena Nazarova/Zoonar/picture alliance

Amantes de gatos têm mais em comum com seus felinos de estimação do que imaginam. Uma nova pesquisa publicada na revista científica Science sugere que gatos e humanos desenvolvem tipos de câncer semelhantes, provocados por mutações genéticas que coincidem.

Ao pesquisar amostras de quase 500 gatos domésticos sem pedigree, os pesquisadores criaram um perfil das mutações genéticas que podem causar tumores malígnos nestes animais, o chamado "oncogenoma felino".

O conjunto geneticamente diverso foi obtido de animais do Canadá, Reino Unido, Alemanha, Áustria e Nova Zelândia. Os pesquisadores acreditam que isso pode abrir caminho para novos tratamentos contra o câncer, tanto para pets quanto para pessoas.

Treze tipos diferentes de câncer encontrados em gatos foram analisados em busca de mil genes já conhecidos por causar tumores malignos em humanos.

Os pesquisadores identificaram que metade das amostras tumorais em gatos apresentava mutação no gene FBXW7, associado a formas agressivas de câncer de mama em humanos. Outra mutação, no gene PIK3CA, também ligada ao câncer de mama humano, estava presente em quase metade dos casos analisados.

Já a proteína tumoral conhecida como TP53 ou p53 foi a mutação mais comum em gatos. Ela é frequentemente apontada também como responsável por diversos tipos de neoplasias em humanos.

Um modelo melhor para tratar o câncer?

Embora roedores de laboratório sejam usados há décadas para estudar câncer e testar medicamentos, gatos podem oferecer um modelo mais adequado para a pesquisa científica.

"Aqui você tem um modelo de tumores que se desenvolvem espontaneamente, exatamente como ocorre em humanos", disse Louise van der Weyden, pesquisadora sênior do estudo, do Wellcome Sanger Institute, no Reino Unido.

"Esses animais, gatos e cães, vivem no mesmo ambiente que nós, expostos à mesma poluição […] algo que você não consegue reproduzir em laboratório."

Van der Weyden afirmou que o conjunto analisado pode ser ampliado com gatos de outros países, permitindo uma compreensão ainda mais ampla das causas do câncer compartilhadas entre felinos e humanos.

Um dos pontos mais promissores é o potencial deste "oncogenoma felino" para identificar riscos ambientais dentro de casa. Se, por exemplo, uma determinada mutação genética desencadear câncer mamário no gato da família, isso pode indicar riscos semelhantes para os humanos que vivem no mesmo ambiente.

"Há muitos estudos começando a considerar gatos e cães como sentinelas ambientais, porque eles vivem exatamente no mesmo ambiente que nós", disse a pesquisadora. "Vimos mutações de radiação UV [em gatos] idênticas às encontradas em humanos, por exemplo."        

Suíça debate controle da população de felinos

05:26

O que vem a seguir para o oncogenoma?

Testes de terapias anticâncer em gatos com possíveis benefícios para humanos já foram demonstrados em 2025, nos EUA, por um grupo da Universidade da Califórnia.

A equipe liderada por Daniel Johnson e Jennifer Grandis testou um medicamento usado para tratar carcinomas de células escamosas em humanos em um grupo de gatos com a forma oral da doença. Cerca de um terço dos gatos tratados viveu, em média, mais seis meses.

Embora não tenham participado da nova pesquisa do oncogenoma, os pesquisadores da UC elogiaram os resultados. "Este é realmente um artigo empolgante que reforça a relevância, para humanos e também para pets, de estudos como o nosso", escreveram Johnson e Grandis em e‑mail à DW.

"É notável que alterações em genes como p53 apareçam com alta prevalência tanto em humanos quanto em gatos. Agora podemos começar a usar estudos como este para desenvolver terapias personalizadas contra o câncer para gatos e humanos."

Van der Weyden destacou que o modelo é vantajoso por reduzir danos em comparação com o uso de animais de laboratório e por contar com o consentimento dos tutores. "A maioria dos [tutores] assina um termo autorizando o uso das [amostras de biópsia] para fins de pesquisa, o que considero extremamente generoso e admirável", afirmou. "Seria maravilhoso se algo concreto pudesse surgir disso."       

Câncer: fatores de risco e como se preverir

02:21