O meu blog é HOLÍSTICO, ou seja, está aberto a todo tipo de publicação (desde que seja interessante, útil para os leitores). Além disso, trata de divulgar meu trabalho como economista, escritor e compositor. Assim, tem postagens sobre saúde, religião, psicologia, ecologia, astronomia, filosofia, política, sexualidade, economia, música (tanto minhas composições quanto um player que toca músicas de primeira qualidade), comportamento, educação, nutrição, esportes: bom p/ redação Enem
Escassez
e alta de preços no mercado imobiliário alemão têm castigado
imigrantes. Recém-chegados ao país têm dificuldades para encontrar
moradia acessível, com consequências para integração, educação e
trabalho.
https://p.dw.com/p/5E0Tn
Nas grandes cidades alemãs, dezenas de pessoas aparecem nos dias de visitação aos imóveis mais visadosFoto: Friedrich Stark/IMAGO
Em maio de 2026, uma plataforma de aluguéis anunciava uma unidade de
pouco mais de 100 metros quadrados por pouco mais de 4 mil euros (R$ 23
mil) por mês, incluindo aquecimento e outras despesas adicionais. A
oferta mais baixa era de pouco menos de mil euros por 80 metros
quadrados – mas o imóvel precisava de reformas e estava
localizado distante do centro.
Atualmente, os inquilinos estão achando quase impossível encontrar um
apartamento atraente e acessível em uma boa localização em grande parte
da Alemanha. Isso é especialmente verdadeiro tanto nas áreas metropolitanas quanto nas regiões rurais economicamente prósperas.
Em todo o país, há uma escassez
de cerca de 1,4 milhão de apartamentos nas faixas de preço baixa e
média, e essa disponibilidade limitada, combinada com a alta demanda,
resulta em uma alta nos preços.
Alemanha, uma nação de inquilinos
Em 2025, a população da Alemanha era de cerca de 83,5 milhões. Desde
1990, cresceu em 3,7 milhões – um aumento impulsionado quase
inteiramente pela imigração. Ao mesmo tempo, o número de domicílios
unipessoais aumentou. A oferta de moradias, porém, não acompanhou essas
mudanças.
Mais da metade da população da Alemanha vive em imóveis alugados. As
leis de proteção ao inquilino protegem relativamente bem os contratos
existentes, mas a situação é diferente para novos aluguéis. De acordo
com o último relatório anual do Conselho de Especialistas em Integração e
Migração (SVR), imigrantes e pessoas com histórico de imigração são desproporcionalmente prejudicados.
O bairro alemão onde o aluguel custa só 88 centavos ao ano
Este ano, o conselho, composto por nove membros, dedica seu trabalho
ao tema "Espaço para desenvolvimento: moradia e participação em uma
sociedade de imigração". O presidente do SVR, Winfried Kluth,
pesquisador de migração e professor de direito público na Universidade
Halle Wittenberg, explicou, durante a apresentação do relatório em
Berlim, que os dados avaliados pelo Conselho de Especialistas revelaram
diferenças gritantes entre aqueles com e sem histórico de imigração.
Os recém-chegados geralmente vivem em apartamentos menores e
frequentemente superlotados, e têm muito menos probabilidade de serem
proprietários de imóveis. Mais de 50% das pessoas sem histórico de
migração vivem em imóveis próprios, em comparação com menos de 33% das
demais. Os recém-chegados à Alemanha também precisam destinar uma
parcela maior de sua renda ao aluguel.
Racismo e discriminação no mercado imobiliário
Esses entraves são agravados por desvantagens estruturais: rendas
mais baixas e famílias maiores são fatores-chave. Mas os obstáculos
específicos da imigração também desempenham um papel, já que a
insegurança no status de residência, redes sociais frágeis e barreiras
linguísticas tornam a busca por moradia ainda mais difícil. Os
refugiados, em particular, tendem a se mudar para bairros socialmente
desfavorecidos, onde os aluguéis costumam ser mais baixos ou onde já
podem existir redes de apoio.
Ao mesmo tempo, muitos requerentes de asilo
permanecem em alojamentos geridos pelo Estado por falta de
alternativas, embora tenham permissão legal para sair. A discriminação é
outra desvantagem que as pessoas com histórico de migração enfrentam no
mercado imobiliário, afirmou a vice-presidente do SVR, Birgit Glorius.
"Isso inclui a discriminação racial, como demonstraram os estudos."
No início de 2026, o Tribunal Federal de Justiça da Alemanha decidiu
que uma mulher que teve a sua visita a um apartamento negada devido ao
seu nome paquistanês tinha direito a 3 mil euros de indenização. Nascida
na Alemanha, ela tinha sido inicialmente rejeitada.
Corte alemã decidiu em favor de mulher que teve visita a apartamento negada em razão de seu nome de origem paquistanesaFoto: Philipp von Ditfurth/dpa/picture alliance
Para documentar a discriminação, ela contatou novamente a imobiliária
usando vários nomes com sonoridade alemã, e conseguiu imediatamente
marcar visitas. A mulher do estado de Hesse demonstrou, assim, que tinha
sido tratada de forma diferente unicamente com base no seu nome.
Imigrantes têm maior risco de ficar sem moradia
Para combater a discriminação na busca por moradia, o Conselho de
Especialistas propõe o anonimato na primeira etapa do processo de
inscrição, geralmente, a solicitação de agendamento de visita. Isso,
segundo os membros do conselho, impediria que os candidatos fossem
filtrados com base em seus nomes ou outros dados pessoais.
Nas condições atuais, um número crescente de pessoas não consegue
garantir sua própria moradia. De acordo com o Conselho de Especialistas,
isso afeta desproporcionalmente cidadãos não alemães. Em 2024, cerca de
532 mil pessoas estavam sem moradia, mais do que o dobro do total de
dois anos antes. Entre os que estão abrigados em centros de acolhimento,
86% não possuíam passaporte alemão.
Segundo o relatório, os imigrantes na Alemanha e seus descendentes
estão distribuídos de forma mais uniforme pelo país do que em muitos
outros países. "No entanto, a segregação social, ou seja, a concentração
de pessoas de faixas de renda específicas, aumentou", disse o
presidente do SVR, Kluth.
"Ricos e pobres tendem a viver entre si", afirmou. "Isso também está
ligado ao aumento da imigração para bairros e municípios mais pobres,
porque os imigrantes recém-chegados, em média, estão em pior situação
econômica, especialmente no período inicial após sua chegada." Dessa
forma, pobreza e imigração se tornam cada vez mais interligadas.
Isso tem consequências, tanto sociais quanto econômicas. Em regiões
economicamente fortes, há empregos disponíveis, mas moradias acessíveis
são escassas. Em regiões estruturalmente frágeis, por outro lado, a
moradia é mais barata, mas há falta de empregos e oportunidades de
treinamento.
Essa discrepância funciona como um bloqueio: as pessoas não podem se
mudar para onde há trabalho disponível e os empregadores não conseguem
encontrar trabalhadores qualificados porque esses indivíduos não
conseguem garantir moradia. "Especialistas internacionais agora dizem
que o apoio para garantir moradia é uma necessidade urgente", disse
Kluth.
Cidades como pontos focais
A imigração está fortemente concentrada nas cidades. Quase 60% das
pessoas com histórico de imigração vivem em áreas urbanas. Nas grandes
cidades, sua participação na população pode ultrapassar 40%. Quando a
pobreza e a imigração se sobrepõem em bairros desfavorecidos, podem
surgir tensões sociais.
A vida de quem pede dinheiro nas ruas da Alemanha
12:24
No
entanto, o Conselho de Especialistas ressaltou que isso não é
inevitável. Bairros com alta proporção de imigrantes não são
inerentemente prejudiciais à integração.
O que mais importa para uma integração bem-sucedida são fatores como
infraestrutura local, oportunidades educacionais e redes sociais. No
entanto, muitas vezes há falta desses recursos – com sérias
consequências, especialmente para os jovens.
O local onde vivem pode desempenhar um papel fundamental em seus
futuros, como é particularmente visível no sistema escolar: crianças e
adolescentes com histórico de imigração estudam com mais frequência em
escolas onde estão praticamente entre si, e essas escolas tendem a ser
menos bem equipadas. Isso limita ainda mais suas chances de ascensão.
Espaço para ação política
No relatório, os pesquisadores recomendam a expansão da oferta de
moradias, principalmente na área de habitação social. Bairros com
necessidades especiais de apoio devem ser fortalecidos de forma
direcionada. Por exemplo, através de melhor financiamento para creches,
escolas e instituições sociais.
Os empregadores também são chamados a assumir a responsabilidade, por
exemplo, ajudando ativamente os trabalhadores qualificados
internacionais a garantir moradia, ou por meio da cooperação com
empresas imobiliárias ou da participação em projetos habitacionais.
Reflexão atribuída ao fundador da Microsoft
reacendeu debates sobre eficiência, excesso de trabalho e a cultura da
produtividade extrema
Por:Isabella Bisordi / Bons Fluidos
20 mai2026
Em uma sociedade que associa sucesso à correria constante, a frase atribuída a Bill Gates continua provocando debates até hoje. "Eu escolho uma pessoa preguiçosa para fazer um trabalho difícil porque ela encontrará uma maneira fácil de fazê-lo."
A declaração, repetida há décadas em ambientes corporativos e nas redes
sociais, parece polêmica à primeira vista - mas carrega uma reflexão
muito maior sobre eficiência, criatividade e desgaste mental.
Frase
de Bill Gates sobre “preguiçosos” voltou a viralizar e levanta
reflexões sobre produtividade, inteligência e excesso de trabalho
Aos 70 anos, Gates segue sendo reconhecido não apenas como empresário e fundador da Microsoft,
mas também como alguém que frequentemente estimula discussões sobre
inovação, comportamento humano e formas mais inteligentes de trabalhar.
Embora
tenha ficado famosa na voz do bilionário, a ideia não nasceu exatamente
com ele. Muito antes da era dos computadores, o executivo americano Clarence Bleicher já defendia um pensamento parecido em 1947.
Segundo
ele, quando precisava resolver um problema complicado, preferia
entregar a tarefa a alguém considerado "preguiçoso", porque essa pessoa
provavelmente buscaria o caminho mais simples e eficiente para concluir o
trabalho.
A lógica pode soar contraditória, mas conversa diretamente com estudos antigos sobre produtividade humana e economia de esforço.
O que os estudos sobre eficiência descobriram
Ainda nos anos 1920, o pesquisador Frank B. Gilbreth Sr.,
pioneiro nos estudos sobre produtividade industrial, observou algo
curioso ao analisar o trabalho de operários da construção civil.
Ele
percebeu que trabalhadores vistos como menos esforçados frequentemente
criavam maneiras mais rápidas e inteligentes de executar tarefas.
Enquanto alguns repetiam movimentos excessivos e gastavam energia
desnecessária, outros buscavam atalhos naturais para evitar desgaste
físico.
Na prática, isso significava
produzir melhor usando menos esforço. Essa observação ajudou a
consolidar uma ideia que hoje parece cada vez mais atual: produtividade
não está necessariamente ligada à exaustão.
O mito da produtividade baseada no sofrimento
A
fala atribuída a Bill Gates também provoca uma reflexão importante
sobre a cultura contemporânea do desempenho. Em muitos ambientes, ainda
existe a crença de que trabalhar demais, dormir pouco e viver ocupado
são sinais automáticos de competência.
Mas
especialistas em saúde mental e produtividade vêm questionando
justamente essa lógica. O excesso de tarefas, a hiperconectividade e a
pressão por performance constante têm contribuído para o aumento de
quadros de ansiedade, burnout e esgotamento emocional. Nesse
cenário, simplificar processos deixou de ser visto como preguiça e
passou a representar inteligência estratégica.
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Trabalhar mais ou trabalhar melhor?
O
conceito por trás da frase não valoriza a falta de comprometimento, mas
a capacidade de encontrar soluções eficientes. Em vez de associar
mérito apenas ao esforço extremo, a reflexão propõe uma mudança de
perspectiva: talvez o diferencial esteja em quem consegue tornar
processos menos complicados.
Muitas
grandes inovações tecnológicas nasceram exatamente desse desejo humano
de economizar tempo, reduzir desgaste e facilitar tarefas repetitivas.
No fundo, o pensamento sugere algo simples: eficiência não significa
fazer mais a qualquer custo, mas entender como fazer melhor sem se
destruir no caminho.
A busca por equilíbrio em tempos de excesso
Em
uma época marcada pela sensação constante de urgência, frases como essa
acabam ganhando força porque tocam em um cansaço coletivo. Cada vez
mais pessoas têm questionado modelos de produtividade baseados apenas em
pressão, velocidade e excesso de trabalho.
Talvez
seja justamente por isso que a frase atribuída a Bill Gates continue
tão atual décadas depois: ela nos obriga a pensar se estamos realmente
sendo produtivos - ou apenas ocupados o tempo inteiro.
Bolo de aipim com coco O bolo de aipim com coco, sem dúvida alguma, é uma verdadeira joia da
confeitaria brasileira. É apreciado por muita gente, pela textura macia
e úmida e o sabor único do coco. Confira o passo a passo dessa receita
do
Como fazer bolo de aipim com coco
Para fazer bolo de aipim com coco iremos utilizar ovos, leite, coco
fresco ralado, aipim ralado, açúcar, leite de coco, fermento em pó e
margarina. Primeiramente vamos colocar numa tigela os ovos, o açúcar e a
margarina e bater bem com um fouet para homogeneizar. Em seguida iremos
adicionar os demais ingredientes da receita, seguindo as instruções de
preparo, misturar bem, despejar numa forma retangular untada e
enfarinhada e assar por 45 minutos a 200 graus. Vamos retirar do forno,
deixar amornar, desenformar e se deliciar!
Numa vasilha coloque o açúcar, a margarina em ponto de pomada, os
ovos e bata bem com um fouet para obter um creme homogêneo e bem
clarinho. Reserve.
Coloque uma porção de aipim ralado sobre um pano limpo e seco, feche
bem e aperte para remover o excesso de amido. Repita esse processo com o
restante do aipim. O resultado é um aipim ralado, sequinho e soltinho.
Despeje o aipim na tigela com os ovos batidos, o leite de coco, o leite, o coco fresco ralado, misture bem para incorporar.
Coloque o fermento em pó e mexa delicadamente para agregar. Despeje
essa mistura numa forma retangular ( 30 cm x 20 cm) untada e
enfarinhada.
Asse em forno pré-aquecido a 200 graus por cerca de 45 minutos. Retire do forno, deixe amornar e desenforme.
E o bolo de aipim com coco mais perfeito do mundo ficou pronto!
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Chef
formado pelo Senac São Paulo, com trajetória na gastronomia desde 2006.
Editor-chefe do Receita Toda Hora, vencedor do Brasil Publisher Awards
2024 (Melhor Site de Receitas). Teve receitas publicadas em Terra
(parceiro oficial), Metrópoles, R7 e NE10/UOL, e apresentou receitas no
Jornal da EPTV (Globo Interior) e no Jornal SBT Noticidade. Criador de
conteúdo digital com mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram
@receitatodahora.com.br. Saiba mais sobre o Receita Toda Hora.
Primeira versão do mapa das interações gene-gene em uma célula humana. [Imagem: Chad Myers/University of Minnesota]
Genes não funcionam sozinhos
Embora os cientistas sejam tipicamente taxativos ao falar da genética
(Coisas como "Está gravado nos seus genes"), o fato é que ainda sabemos
pouco sobre como nossos genes determinam o que ou como somos, da nossa
aparência à nossa suscetibilidade a doenças.
Esta é uma questão fundamental não apenas para a compreensão
científica, mas também para a pesquisa biomédica. Contudo, mesmo a
capacidade atual de sequenciar milhares de genomas humanos para
identificar a ação de cada gene, a resposta taxativa é difícil porque os
genes não são simples chaves liga-desliga - em vez disso, eles atuam em
redes complexas.
Para adentrar nesse emaranhado de interações, uma equipe
internacional de cientistas está se dedicando a construir um mapa das
interações genéticas de uma célula humana - sim, precisamos começar do
mais simples.
O consórcio acaba de publicar o primeiro rascunho desse trabalho,
cobrindo cerca de 2,5% de todos os possíveis pares de genes, contendo
aproximadamente 90 mil interações entre quatro milhões de pares
examinados - foram 10 anos de trabalho para chegar a esse primeiro
rascunho.
Embora inicial, o mapa já revelou relações gene-gene que ajudam a
explicar por que a maioria dos genes pode ser removida sem consequências
aparentes para a célula: Outro gene assume sua função, e os efeitos só
se tornam visíveis quando ambos são desativados simultaneamente.
O
trabalho começou por genes tipicamente associados a doenças, mas levou
uma década para mapear apenas 2,5% das interações de uma única célula. [Imagem: Maximilian Billmann et al. - 10.1016/j.cell.2026.03.044]
Mapa das interações genéticas
Esta versão inicial do mapa das interações genéticas inclui pares de
genes que ligam alvos de medicamentos e genes mutados em doenças
humanas.
"Isso nos mostrou que genes que parecem dispensáveis no genoma humano
são, na verdade, parte de um sistema regulatório mais complexo que a
evolução construiu para tornar a célula mais robusta," explicou
Maximilian Billmann, da Universidade de Bonn (Alemanha).
Os pesquisadores acreditam que o mapa já contém muitas outras
relações gene-gene que podem ser usadas para combater doenças humanas,
inclusive permitindo prever funções para genes até agora desconhecidos.
Apesar do avanço, o rascunho atual cobre apenas uma fração do genoma.
Muitos mais pares de genes precisam ser investigados para completar
nossa compreensão. Infelizmente, não é possível medir todos os pares
experimentalmente - será necessário aprender com os princípios do
primeiro rascunho e usar algoritmos, provavelmente baseados em
inteligência artificial, para prever as interações mais promissoras.
"A interpretação funcional do genoma humano tem sido limitada pela
falta de dados. Estamos ansiosos para ver como os dados que começamos a
coletar há quase uma década podem preencher essa lacuna," concluiu
Billmann.
Mais
de 150 milhões de hectares – pouco menos que a área do Amazonas –
queimaram em todo o globo nos primeiros meses de 2026. Com alta
probabilidade de um El Niño superintenso, 2º semestre pode ser ainda
pior.
https://p.dw.com/p/5DihG
Cientistas alertam para incêndios florestais particularmente graves em 2026.
"Este ano, a temporada global de incêndios começou muito rápido",
afirmou nesta terça-feira (13/05) Theodore Keeping, pesquisador de clima extremo do Imperial College London, que faz parte da rede de cientistas climáticos World Weather Attribution (WWA).
Os incêndios florestais causaram uma devastação 50% maior do que a
média para esta época do ano, e a área queimada por incêndios florestais
em todo o mundo é mais de 20% maior do que o recorde anterior
estabelecido desde o início do monitoramento em 2012, afirmou Keeping.
Áreas queimadas recordes foram observadas em quase todos os países da
África Ocidental e da região do Sahel, no norte do continente.
"No geral, 85 milhões de hectares foram queimados na África este ano,
em comparação com o recorde anterior de 69 milhões de hectares", disse o
cientista.
Fortes chuvas fornecem mais combustível para incêndios
Durante a última estação de crescimento, essas áreas receberam chuvas
sazonais excepcionalmente altas, alimentando o crescimento da grama
que, por sua vez, serviu como combustível para os incêndios.
"Além disso, as secas severas e as ondas de calor que vimos nos
últimos meses significam que os incêndios têm maior probabilidade de
ocorrer em áreas mais exuberantes e geralmente menos propensas a
incêndios", acrescentou Keeping.
Essa oscilação entre períodos úmidos e secos, chamada de efeito chicote hidroclimático, está aumentando na África Ocidental.
O outro grande contribuinte para a temporada global de incêndios tem
sido a Ásia, com grandes surtos de incêndios florestais na Índia, no
Sudeste Asiático e no nordeste da China. Os incêndios florestais
asiáticos queimaram até agora quase 40% mais do que no ano recorde
anterior.
Os Estados Unidos e a Austrália também registraram áreas queimadas excepcionalmente altas até agora em 2026.
Cientistas preveem "super El Niño" para 2026
Tudo isso acontece antes de um potencial "super El Niño" que deve
ocorrer ainda este ano. O fenômeno climático El Niño é a fase quente de
um padrão climático natural no Oceano Pacífico e nos ventos alísios que
afeta o clima global.
As previsões indicam que há 61% de chance de o El Niño surgir durante
o período de maio a julho e permanecer pelo menos até o final do ano,
ou até mais.
"A probabilidade de incêndios extremos prejudiciais pode ser a mais
alta que vimos na história recente se um El Niño forte se desenvolver",
disse Keeping.
Isso é realmente alarmante, principalmente do ponto de vista da
saúde, afirma Jemilah Mahmood, médica e diretora executiva do Centro
Sunway para Saúde Planetária da Universidade Sunway, na Malásia. "A
fumaça dos incêndios florestais não é uma poluição comum", disse a
especialista, acrescentando que as partículas finas (PM2,5) provenientes
da fumaça dos incêndios podem ser 10 vezes mais prejudiciais à saúde do
que as emissões do tráfego.
Um estudo de 2024 da revista médica britânica The Lancet descobriu que 1,5 milhão de mortes por ano estavam ligadas à poluição do ar.
O estudo afirmou que o número de mortes deve aumentar nos próximos
anos, à medida que as mudanças climáticas levam a incêndios florestais
mais frequentes e intensos.
O clima global está mais desequilibrado do que em qualquer outro
momento da história observada. As concentrações de gases de efeito
estufa, liberadas principalmente pela queima de petróleo, carvão e gás,
estão impulsionando o aquecimento da atmosfera e do oceano, e o
derretimento do gelo, alertou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em março.
"As mudanças climáticas não vão desaparecer a menos que façamos algo a respeito", disse Mahmood.
El Niño encontra linha de base climática mais quente
"Embora o El Niño possa levar a condições muito extremas ainda este
ano, não é motivo para pânico", disse a cofundadora da WWA, Friederike
Otto, professora de ciências climáticas do Imperial College London.
O El Niño vem e vai como parte de um ciclo natural, mas agora está
acontecendo em uma linha de base cada vez mais quente em um clima que
está mudando drasticamente, afirmou a pesquisadora.
Oscilação entre períodos úmidos e secos, chamada de efeito chicote hidroclimático, está aumentando na África Ocidental.Foto: Amilton Neves/REUTERS
As temperaturas da água no Oceano Pacífico equatorial central devem
atingir ou ultrapassar 3º C acima da média no segundo semestre deste
ano.
"Isso é o El Niño se somando a décadas de aquecimento acumulado. A intensificação é o ponto principal", disse Mahmood.
O último El Niño, em 2023-2024, atingiu seu pico como um dos cinco
mais fortes já registrados. O fenômeno atuou como um turbocompressor,
potencializando as mudanças climáticas induzidas pelo homem, tornando
2024 o ano mais quente já registrado e levando a ondas de calor e outros
eventos climáticos extremos devastadores.
Nos mais de 100 eventos climáticos extremos que os cientistas da WWA
estudaram até agora, Otto disse que as mudanças climáticas induzidas
pelo homem tiveram uma influência muito maior na probabilidade e
intensidade desses eventos.
Ela cita casos como os incêndios florestais extremos na Europa no ano
passado, eventos de chuva extrema em todo o mundo ou as secas extremas
em curso na Síria e no Irã, onde o El Niño não desempenhou nenhum papel.
Mas o aquecimento global vai piorar enquanto não pararmos de queimar combustíveis fósseis, disse a especialista.
Ondas de calor sem precedentes apesar do La Niña?
A Austrália também registrou ondas de calor recordes e sem
precedentes, mesmo com o La Niña, o fenômeno climático que, em teoria,
teria um pequeno efeito de resfriamento nos verões australianos. "A
mudança climática induzida pelo homem superou o sinal", disse Otto.
Isso ocorre enquanto governos têm recuado silenciosamente de seus
compromissos climáticos, alerta Mahmood, com alguns se comportando "como
se a crise climática fosse um capítulo isolado".
"A mudança climática é motivo para pânico", acrescentou a professora.
Para ela, o ideal seria agir mais rapidamente para reduzir as emissões
globais e se adaptar ao aquecimento que já ocorreu.
"Nós sabemos o que fazer a respeito. Temos o conhecimento e a tecnologia para nos afastarmos muito, muito do uso de combustíveis fósseis", disse Otto, se referindo às energias renováveis e às tecnologias de armazenamento. A
Torne as suas refeições mais nutritivas com opções saborosas e práticas
Por:Redação EdiCase / Portal EdiCase
12 mai2026
Se a ideia é deixar o lanche da tarde
mais nutritivo sem cair na mesmice, as tortas de vegetais proteicas são
uma excelente aposta. Cheias de sabor, elas combinam massas caseiras
macias com recheios coloridos, criando pratos equilibrados e com
texturas variadas. E o melhor: atendem a diferentes tipos de dieta,
incluindo a vegana, e facilitam o dia a dia, já que são fáceis de
preparar.
Torta de lentilha com tomate e repolho
Foto: Geshas | Shutterstock / Portal EdiCase
A seguir, confira algumas receitas de tortas de vegetais proteicas!
2 xícaras de chá de lentilha vermelha cozida e escorrida
1/2 xícara de chá de farinha de aveia
1/4 de xícara de chá de polvilho doce
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de cúrcuma
1/4 de xícara de chá de azeite de oliva
3/4 de xícara de chá de água
Azeite de oliva para untar
Recheio
2 cachos de tomate-cereja
2 xícaras de repolho fatiado fino
1 cebola descascada e picada
2 dentes de alho descascados e amassados
1 fio de azeite de oliva
Sal a gosto
Modo de preparo
Massa
Em
um liquidificador, bata a lentilha cozida com a água, o azeite de oliva
e o sal até formar um creme homogêneo. Transfira para um recipiente e
misture com a farinha de aveia, o polvilho doce e a cúrcuma até formar
uma massa cremosa e levemente espessa. Reserve.
Recheio
Em
uma panela, aqueça o azeite de oliva em fogo médio e refogue a cebola e
o alho até dourar. Acrescente o repolho e refogue até começar a
murchar. Tempere com sal e desligue o fogo. Em uma forma untada com
azeite de oliva, despeje metade da massa. Distribua o repolho por cima e
cubra com o restante da massa. Finalize decorando com os tomates-cereja
e leve ao forno preaquecido a 200 °C até a massa ficar firme e
levemente dourada. Sirva em seguida.
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2. Torta de soja com brócolis e milho-verde
Ingredientes
Massa
2 xícaras de chá de farinha de soja
2 xícaras de chá de leite de soja
1/2 xícara de chá de levedura nutricional
1/3 de xícara de chá de azeite de oliva
1 colher de sopa de chia hidratada em 2 colheres de sopa de água
Sal a gosto
Farinha de aveia para enfarinhar
Azeite de oliva para untar
Recheio
2 xícaras de chá de brócolis picado
1/2 xícara de chá de milho-verde
1 cebola descascada e picada
2 dentes de alho descascados e picados
Sal, azeite de oliva e pimenta-do-reino moída a gosto
Modo de preparo
Massa
Em
um liquidificador, coloque todos os ingredientes da massa, exceto o
fermento químico, e bata até obter uma consistência homogênea. Reserve.
Recheio
Em
uma panela, aqueça o azeite de oliva em fogo médio e refogue a cebola e
o alho até dourar. Acrescente o brócolis e o milho-verde. Tempere com
sal e pimenta-do-reino. Desligue o fogo e reserve.
Despeje
metade da massa em uma forma untada com azeite de oliva e enfarinhada
com farinha de aveia. Espalhe o recheio por cima e cubra com o restante
da massa. Leve ao forno preaquecido a 180 °C por 35 minutos. Sirva em
seguida.
Em
um recipiente, misture a farinha de grão-de-bico, a aveia e o sal.
Acrescente o azeite de oliva e, com as mãos limpas, mexa até formar uma
farofa úmida. Adicione a água gelada aos poucos até obter uma massa
firme e moldável. Embrulhe e leve à geladeira por 20 minutos.
Recheio
Em
uma panela, aqueça o azeite de oliva em fogo médio e refogue a cebola
até ficar transparente. Adicione o alho e mexa rapidamente. Acrescente a
acelga e refogue até murchar. Tempere com sal, pimenta-do-reino e
noz-moscada. Reserve.
Em uma superfície lisa e
enfarinhada com farinha de grão-de-bico, abra a massa com um rolo. Forre
o fundo e as laterais de uma forma com fundo removível untada com
azeite de oliva. Espalhe o recheio de acelga por cima e cubra com o
restante da massa. Leve ao forno preaquecido a 200 °C até a massa ficar
dourada e firme. Sirva em seguida.
O teste de sentar e levantar em 30 segundos mostrou que a baixa potência
muscular relativa é um importante fator preditivo de resultados
adversos à saúde. [Imagem: Mikel Garcia-Aguirre et al. - 10.1016/j.jshs.2025.101080]
Teste do senta-levanta
A potência muscular, a capacidade de produzir força rapidamente,
combinando força e velocidade, é um forte indicador do envelhecimento
saudável e da saúde em geral.
Usando um teste simples de levantar e sentar da cadeira por 30
segundos - a pessoa deve manter os braços cruzados e então sentar e
levantar o maior número de vezes nesse tempo - pesquisadores mediram a
potência muscular relativa de 1.876 idosos.
As medições mostraram uma associação direta entre valores baixos no
teste (em relação à média dos voluntários) com um maior risco de
fraturas, quedas, hospitalizações e mortalidade.
Mas o resultado mais contundente foi na mortalidade: Homens com baixa
potência muscular tiveram um aumento de 57% no risco de morrer por
qualquer causa durante o acompanhamento (seis anos para hospitalizações,
nove para mortalidade); surpreendentemente, as mulheres tiveram mais
que o dobro (104%) desse mesmo risco.
Mikel Garcia-Aguirre e colegas de várias universidades espanholas
concluem que medir a potência muscular é simples e suas implicações são
profundas. O teste pode se tornar uma ferramenta de rastreamento rápida e
acessível para identificar idosos vulneráveis antes que eventos graves
ocorram, permitindo intervenções precoces focadas em exercícios que
preservem ou recuperem a potência muscular, como treinos de força
explosiva e velocidade de movimento.
Avaliação da potência muscular
O sistema musculoesquelético é um dos mais afetados pelo
envelhecimento. A partir dos 60 anos, a perda de potência muscular
acelera significativamente - cerca de 2 a 3% ao ano -, superando a perda
de força (1 a 1,5% ao ano) e de massa muscular (0,5 a 1% ao ano).
As fibras musculares de contração rápida, responsáveis por movimentos
explosivos como andar rápido e subir escadas, diminuem em número e
tamanho. Simultaneamente, o sistema nervoso se torna menos eficiente em
ativar essas fibras, e a infiltração de gordura e tecido conjuntivo no
músculo aumenta. Essas mudanças reduzem a capacidade de gerar força e se
mover com eficiência, muitas vezes determinando se a pessoa permanecerá
independente ou desenvolverá limitações funcionais.
Tradicionalmente, medir a potência muscular exigia equipamentos caros
e sofisticados, limitando seu uso na prática clínica. A equipe, no
entanto, validou uma equação baseada em um teste funcional simples:
Levantar e sentar de uma cadeira o máximo de vezes possível em 30
segundos, com os braços cruzados sobre o peito.
Usando a fórmula (em um aplicativo), que leva em conta a massa
corporal, a altura e o número de repetições, é possível estimar a
potência muscular da pessoa. Na análise dos dados, os pesquisadores
identificaram pontos de corte para baixa potência relativa (2,53 W/kg em
homens e 2,01 W/kg em mulheres) e observaram que idosos com valores
abaixo desses limiares tinham maior probabilidade de ter sofrido
fraturas e quedas recentes. Durante o acompanhamento, mulheres com baixa
potência tiveram risco 29% maior de internação e tenderam a passar mais
dias no hospital.