O meu blog é HOLÍSTICO, ou seja, está aberto a todo tipo de publicação (desde que seja interessante, útil para os leitores). Além disso, trata de divulgar meu trabalho como economista, escritor e compositor. Assim, tem postagens sobre saúde, religião, psicologia, ecologia, astronomia, filosofia, política, sexualidade, economia, música (tanto minhas composições quanto um player que toca músicas de primeira qualidade), comportamento, educação, nutrição, esportes: bom p/ redação Enem
Segundo especialistas suecos, a descoberta
permite ajustar práticas do dia a dia para reduzir os impactos no
cérebro e a probabilidade de desenvolver demências
Por:Maria Clara Pinheiro / Bons Fluidos
5 fev2026
A idade e a predisposição genética são
os principais elementos citados quando se trata do diagnóstico de
Alzheimer e outras demências. Um novo estudo publicado no The Journal of Prevention of Alzheimer's Disease, contudo,
aponta que a condição pode estar associada a seis fatores do estilo de
vida que, a longo prazo, afetam o cérebro e provocam o declínio
cognitivo.
Segundo
especialistas suecos, a descoberta permite modificar práticas do dia a
dia para reduzir a probabilidade de desenvolver Alzheimer
Os
pesquisadores analisaram 17 práticas, como tabagismo, consumo de álcool
e uso de medicamentos para o coração, a fim de identificar elementos
responsáveis por aumentar o risco da doença. Para isso, eles contaram
com o auxílio de 494 residentes na Suécia, com idade média de 65 anos. Os participantes responderam a questionários sobre seus hábitos e realizaram exames genéticos.
Além
disso, passaram por testes específicos capazes de medir, por exemplo, o
colesterol, a pressão arterial e o IMC. Com foco nas questões do
sistema nervoso, também foram coletadas amostras do líquido
cefalorraquidiano, substância que circula entre cérebro e a medula
espinhal. A análise desse componente possibilita detectar biomarcadores
da doença de Alzheimer.
Dessa forma, os resultados,
reunidos durante quatro anos, mostraram que 45% dos casos de demência
estão relacionados a elementos do estilo de vida. Entre os principais
fatores estão o consumo excessivo de álcool, a falta de exercícios
físicos, o tabagismo, o colesterol alto, a pressão elevada e as doenças
cardiovasculares.
De acordo com o estudo da
Universidade de Lund, isso ocorre porque práticas e condições médicas
danificam os vasos sanguíneos do cérebro, impedindo a chegada adequada
de sangue e oxigênio. Como consequência, afetam áreas do cérebro
responsáveis pela cognição. Ademais, alguns desses elementos favorecem o
acúmulo da proteína beta-amiloide na região, o que pode desencadear o
Alzheimer.
Na avaliação dos pesquisadores, as
conclusões são positivas, pois permitem a adoção de mudanças no estilo
de vida para reduzir o risco de demência. "No entanto, essas descobertas precisam ser investigadas mais a fundo e validadas em estudos futuros", afirmou o autor do estudo, Sebastian Palmqvist, em comunicado.
Asteroides,
supernovas e guerras nucleares estão entre os piores cenários
imagináveis para o fim da vida no planeta. Mas pesquisadores creem
haver um animal capaz de sobreviver ao que dizimaria todos os outros.
https://p.dw.com/p/57m6Q
Impacto de asteroide acabaria com muitas formas de vida. Mas microanimal de 1,2 milímetro sobreviveriaFoto: Science Photo Library/IMAGO
A
vida na Terra se caracteriza não tanto por sua fragilidade, mas por sua
capacidade de persistir. Ao longo de bilhões de anos, ela sobreviveu a
eventos aparentemente definitivos – de erupções vulcânicas em grande
escala a impactos de asteroides e extinções em massa – e, ainda assim,
conseguiu continuar. Os registros mais antigos datam sua origem há pelo
menos 3,7 bilhões de anos, um período durante o qual sobreviveu a crises
que dizimaram mais de três quartos de todas as espécies existentes.
A maior dessas crises ocorreu há cerca de 250 milhões de anos,
durante a extinção do Permiano, quando aproximadamente 90% das espécies
desapareceram. Contudo, após apenas alguns milhões de anos, a vida se
reorganizou e continuou. Essa resiliência surpreendente levou muitos
cientistas a uma conclusão incômoda para nossa espécie: mesmo que os
humanos desapareçam, a vida provavelmente não desaparecerá. Isso levanta
a questão: qual criatura seria a última a sobreviver?
Enquanto a humanidade enfrenta ameaças que vão desde as mudanças climáticas
a um potencial conflito nuclear, existe um pequeno animal que
provavelmente sobreviverá a todos nós. E não, não são baratas nem
escorpiões. Trata-se de um organismo humilde, com oito patas, que se
destaca dos demais quando se trata de extrema resiliência: o tardígrado.
Resiliência que desafia a lógica
Esses microanimais, também conhecidos como ursos-d'água, mal chegam a
1,2 milímetro de comprimento, mas demonstraram uma resiliência que
desafia toda a lógica biológica. Conforme relatado pela publicação
especializada IFL Science
, eles podem sobreviver sem comida ou água por períodos extremamente
longos – até 30 anos em condições experimentais – suportar temperaturas
extremas – de condições criogênicas próximas do zero absoluto até cerca
de 150 °C em laboratório – resistir a pressões esmagadoras e doses
letais de radiação, e até mesmo permanecer expostos ao vácuo do espaço
sem se abalarem.
Tardígrados podem sobreviver 30 años sem água, suportam o vácuo espacial e radiação letalFoto: rukanoga/Depositphotos/IMAGO
O segredo dessa sobrevivência extrema reside em um processo conhecido
como criptobiose. De acordo com a publicação científica, quando as
condições se tornam hostis, os tardígrados expelem mais de 95% da água
de seus corpos e se contraem em uma espécie de cápsula desidratada.
Nesse estado de animação suspensa, eles podem permanecer por décadas,
até que o ambiente se torne favorável novamente.
Ameaças cósmicas
Mas, além de seus aparentes superpoderes biológicos, o que é
realmente interessante é o que eles representam: a prova tangível de que
a vida, uma vez estabelecida, pode ser extraordinariamente difícil de
erradicar. Um estudo de 2017 realizado por físicos das universidades de
Oxford e Harvard, divulgado por veículos como IFL Science e Vice,
analisou três dos piores cenários astrofísicos imagináveis: impactos de
asteroides gigantes, explosões de supernovas próximas e explosões de
raios gama. Todos esses eventos seriam devastadores para a humanidade e
para a maioria das espécies do planeta. Os tardígrados, no entanto,
provavelmente sobreviveriam.
Para que um impacto de asteroide os exterminasse, explicam os
pesquisadores, o evento teria que ser capaz de alterar drasticamente o
equilíbrio térmico do planeta, elevando as temperaturas globais a níveis
incompatíveis com a existência de oceanos líquidos. Dos corpos
conhecidos no sistema solar, apenas uma dúzia de asteroides e planetas
anões atingem esse limite de massa – incluindo Plutão –, e não é
esperado que nenhum deles intercepte a órbita da Terra.
No caso de uma supernova, a explosão teria que ocorrer a menos de
0,14 anos-luz de distância para evaporar os oceanos do planeta. O
problema é óbvio: a estrela mais próxima do Sol está a mais de quatro
anos-luz de distância.
A guerra nuclear representa uma ameaça imediata à vida complexa na TerraFoto: Ales Utouka/CHROMORANGE/IMAGO
Algo semelhante acontece com as explosões de raios gama, os eventos
mais energéticos do universo. Para causar um aquecimento global capaz de
ferver os mares, elas teriam que se originar a menos de 40 anos-luz da
Terra, uma possibilidade considerada mínima antes que o próprio Sol
chegue ao fim de sua vida.
Nesse sentido, os pesquisadores concluem que, a menos que ocorra um
evento capaz de literalmente ferver todos os oceanos do planeta, os
tardígrados ainda estarão aqui, indiferentes ao nosso fim.
"Os tardígrados são os seres mais próximos da indestrutibilidade que
existem na Terra", afirma o físico brasileiro Rafael Alves Batista, em
um texto divulgado pela Universidade de Oxford
, no Reino Unido. "Sem nossa tecnologia para nos proteger, os seres
humanos são uma espécie extremamente sensível. Mudanças sutis em nosso
ambiente podem nos afetar drasticamente."
Guerra nuclear
Paradoxalmente, além dos cenários extremos delineados pelos
cientistas, uma das ameaças mais imediatas à vida complexa pode não vir
do espaço, mas de nós mesmos. As armas nucleares representam um risco
real e iminente, cujos efeitos se estenderiam muito além da destruição
imediata da Terra.
No caso de uma supernova, a explosão teria que ocorrer a menos de
0,14 anos-luz de distância para evaporar os oceanos do planeta. O
problema é óbvio: a estrela mais próxima do Sol está a mais de quatro
anos-luz de distância.
Um estudo publicado na AGU Advances e citado em maio de 2023 pela Universidade do Colorado em Boulder
, nos EUA, modelou vários cenários de guerra nuclear e concluiu que a
fuligem gerada pelas explosões bloquearia a luz solar por
aproximadamente uma década, causando um resfriamento global abrupto.
Em um conflito em larga escala entre os Estados Unidos e a Rússia,
por exemplo, as temperaturas médias globais poderiam cair cerca de 10 °C
nos três anos seguintes.
Os oceanos, que cobrem mais de 70% do planeta, esfriariam rapidamente
e desenvolveriam extensas camadas de gelo marinho. A fotossíntese do
fitoplâncton – a base da cadeia alimentar marinha seria severamente
afetada, desencadeando uma grave reação em cadeia nos ecossistemas
oceânicos.
"Se as algas desaparecerem, tudo o mais desaparece também", alertou
Nicole Lovenduski, coautora do estudo, em um comunicado da Universidade
do Colorado em Boulder.
Os ursos d'água usam criptobiose para expelir 95% da água de seus corpos e ficam em estado de animação suspensa por décadasFoto: SuperStock/Imago Images
Mesmo conflitos nucleares regionais mais limitados produziriam
efeitos globais duradouros, de acordo com as simulações. E,
diferentemente dos tardígrados, os humanos dependem de sistemas
agrícolas, cadeias de suprimentos e condições climáticas extremamente
sensíveis.
Mesmo assim, nem a guerra nuclear nem os asteroides marcarão o fim
definitivo da vida na Terra. Esse destino está reservado para o Sol.
Daqui a cerca de 5 bilhões de anos, quando o Sol esgotar seu
hidrogênio e se transformar em uma gigante vermelha, ele se expandirá a
ponto de engolfar Mercúrio e Vênus e, provavelmente, a Terra também.
Muito antes de o Sol atingir esse estágio final, o aumento progressivo
de sua luminosidade transformará irreversivelmente o ambiente da Terra.
A intensificação da radiação alterará a estabilidade climática do
planeta, causará a perda gradual de sua atmosfera e, eventualmente,
eliminará a água superficial que torna a vida possível hoje. O resultado
será uma Terra transformada em um mundo seco e inóspito, incapaz de
sustentar até mesmo os organismos mais resistentes.
Esse será o ponto final até mesmo para os tardígrados, pelo menos em
escala planetária. Algumas bactérias extremófilas podem sobreviver por
um tempo, mas a vida como a conhecemos chegará ao fim.
Até lá, a lição é clara: a Terra não precisa dos humanos para
sobreviver. Nós, por outro lado, precisamos de um planeta estável para
sobreviver. E nesse delicado equilíbrio, os tardígrados têm uma vantagem
de milhões de anos.
Nos últimos anos, o abacate conquistou o status de superalimento e invadiu todas as refeições do nosso dia a dia, do café da manhã ao jantar.
Foto: Guia da Cozinha
Rico
em gorduras monoinsaturadas (aquelas que protegem o coração), fibras,
potássio e vitaminas do complexo B, ele traz saciedade e uma textura
cremosa inigualável para os pratos.
Mas, depois de comprar a fruta na feira, muita gente trava na hora de inovar. Se você cansou do guacamole e quer descobrir novas receitas com abacate, o Guia preparou um dossiê completo.
Por que incluir o abacate nas refeições principais?
Antes de irmos para o fogão, vale entender o trunfo nutricional e culinário dessa fruta.
Diferente da maioria das frutas, ricas em carboidratos (frutose), o abacate é rico em gordura. Isso faz dele um substituto natural para cremes pesados, como a maionese, o creme de leite e a manteiga.
Ao
usar o abacate em receitas salgadas, você adiciona uma cremosidade
aveludada, mas com zero colesterol e um perfil nutricional
anti-inflamatório. É a troca inteligente perfeita para quem busca saúde
sem abrir mão do sabor.
1. Molho Pesto Cremoso de Abacate
Sabe
aquele macarrão rápido de semana que precisa de um "up"? O abacate
substitui o excesso de óleo do pesto tradicional, criando um molho que
abraça a massa de forma espetacular.
Ingredientes:
1 abacate maduro pequeno (ou ½ grande)
1 xícara de folhas de manjericão fresco
1 dente de alho pequeno
Suco de 1 limão (essencial para não escurecer e dar acidez)
3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
Sal, pimenta-do-reino e um fio de azeite
Nozes ou castanhas (opcional)
Como fazer: Coloque todos os ingredientes no processador ou liquidificador e bata até virar um creme verde vivo e liso.
O segredo: Misture o molho com a massa (spaghetti, penne ou fuso) logo após escorrer, fora do fogo.
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O
calor residual do macarrão vai aquecer o molho e liberar o aroma do
manjericão, sem cozinhar o abacate (o que deixaria o gosto amargo).
2. Salada Tropical de Abacate com Manga
O
abacate é uma fruta de sabor neutro que ama contrastes. A combinação da
gordura dele com a doçura da manga e a acidez do limão cria uma salada
refrescante, perfeita para acompanhar grelhados no verão.
Montagem:
Corte o abacate (firme, não muito maduro) e a manga em cubos do mesmo tamanho.
Adicione cebola roxa picadinha (para crocância) e tomates cereja cortados ao meio.
Tempere com muito coentro ou salsinha picada.
O molho: Aposte em uma vinagrete simples de limão, azeite, sal e uma pitada de pimenta calabresa.
3. Maionese Verde de Abacate
Essa é a receita campeã
para substituir a maionese industrializada em lanches e hambúrgueres.
Ela é vegana, segura (sem risco de ovo cru) e dura até 3 dias na
geladeira.
Ingredientes:
Polpa de 1 abacate maduro
Suco de ½ limão
2 colheres (sopa) de azeite
1 dente de alho (se gostar mais forte, use meio)
Salsinha e cebolinha a gosto
Sal e mostarda (opcional)
Como fazer: Bata tudo no liquidificador ou com
um mixer de mão até obter uma emulsão brilhante. A textura fica idêntica
à da maionese tradicional.
Use para molhar batatas rústicas, passar no pão ou como molho de salada caesar.
4. Abacate Assado com Ovo
Se
você nunca comeu abacate quente, está perdendo uma experiência de
sabor. Quando vai ao forno, ele ganha um sabor amendoado e defumado
incrível. É um café da manhã ou jantar leve completo.
Passo a passo:
Corte o abacate ao meio e retire o caroço. Se o buraco for pequeno, retire um pouco da polpa com uma colher para aumentá-lo.
Quebre um ovo pequeno dentro de cada cavidade. Tente não deixar a clara transbordar muito.
Tempere com sal, pimenta e bacon picadinho (opcional) por cima.
Leve ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 15 a 20 minutos, ou até a clara firmar e a gema ficar no ponto desejado.
5. Smoothie Bowl Super Cremoso
Para o café da manhã, o abacate entra para dar corpo à vitamina, transformando-a em um creme de comer com colher.
Como fazer:
Congele o abacate em cubos. No liquidificador, bata o abacate congelado
com uma banana madura e um pouquinho de leite de coco ou iogurte. O
resultado é um "sorvete" natural. Sirva em uma tigela e cubra com
granola, frutas frescas e mel. É energia pura para começar o dia.
6. Mousse de Chocolate Fit
Para
fechar, a prova de que o abacate também brilha nos doces. Essa mousse é
famosa por enganar o paladar: visualmente e na textura, é idêntica à
versão gorda.
Ingredientes:
1 abacate maduro
3 a 4 colheres (sopa) de cacau em pó 100% (use um de boa qualidade)
Mel, melado ou adoçante a gosto para adoçar
1 colher (chá) de essência de baunilha
Truque: Bata tudo no processador até sumir
qualquer pedacinho verde. O cacau mascara a cor e o sabor da fruta,
enquanto o abacate doa a gordura que o creme de leite daria.
Leve para gelar por 2 horas. Sirva com raspas de chocolate amargo ou morangos.
Guia de Compra e Conservação
Para que suas receitas deem certo, o primeiro passo acontece no mercado ou na feira. Confira como não errar:
Como escolher o abacate perfeito?
Cor: Se for o tipo Avocado (casca escura e
rugosa), ele deve estar quase preto para consumo imediato. Se for o
Abacate comum (casca verde e lisa), a cor deve ser um verde opaco, sem
brilho excessivo.
Toque: Aperte suavemente a fruta na palma da
mão (não use os dedos para não machucar). Ela deve ceder levemente à
pressão, como se fosse a ponta do nariz. Se estiver dura como pedra,
está verde. Se o dedo afundar e ficar marcado, passou do ponto.
O truque do "umbigo": Retire o cabinho
(pedúnculo) da fruta. Se a cor embaixo for verde clara, está perfeito.
Se estiver marrom, provavelmente está passado ou estragado por dentro.
Como amadurecer rápido?
Comprou verde e quer usar amanhã? Coloque o abacate dentro de um saco de papel pardo (saco de pão) junto com uma banana madura.
A
banana libera etileno, um gás natural que acelera o amadurecimento das
frutas vizinhas. Feche bem o saco e deixe em local quente (como dentro
do forno desligado).
Como conservar depois de aberto?
O maior inimigo do abacate é o ar, que causa a oxidação (aquela cor marrom triste). Para guardar a metade que sobrou:
Mantenha o caroço: Ele ajuda a reduzir a área de contato com o ar.
Ácido e Gordura: Pincele suco de limão ou um fio de azeite em toda a superfície exposta da polpa.
Vedações: Envolva em plástico filme, garantindo que o plástico esteja colado na polpa, sem bolhas de ar.
Geladeira: Guarde na parte menos fria da geladeira e consuma em até 24 horas para garantir o sabor fresco.
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Agora que você domina as técnicas e receitas, o abacate vai deixar de ser coadjuvante e virar o protagonista da sua cozinha!
Confira mais receitas com abacate
Observação: o abacate deve ser ingerido com parcimônia, para que não gere gordura no fígado.
Mapa revela o esqueleto oculto que mantém o cosmos unido
29 de janeiro de 2026
Matéria
escura é mostrada com precisão inédita em nova imagem de telescópio
espacial. Estudo indica que ela teria sido a principal "arquiteta" do
universo. https://p.dw.com/p/57dyN
Novo mapa mostra como a matéria escura (em azul) forma a estrutura invisível que sustenta as galáxias do universoFoto: Dr Gavin Leroy/COSMOS-Webb collaboration
Uma equipe internacional de pesquisadores publicou na segunda-feira (26/01), na revista Nature Astronomy, o mapa com a mais alta resolução até o momento da matéria escura, um dos grandes enigmas do universo.
Sua elaboração, a partir das observações do telescópio espacial James Webb
(das agências espaciais europeia e canadense e da Nasa), sugere que a
matéria escura foi o que determinou a distribuição em grande escala das
galáxias, reforçando a teoria de que ela teria sido a principal
"arquiteta" do universo.
A ciência considera que apenas 4% do universo é matéria comum (aquela
que vemos), e aproximadamente 26% seria composto por matéria escura,
até hoje impossível de ser observada ou detectada para além de seus
efeitos gravitacionais sobre a matéria comum.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade britânica de
Durham, da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça) e da Nasa.
Os cientistas acreditam que, na origem do universo, a matéria escura
se aglutinou primeiro e depois atraiu a matéria normal, criando as
regiões onde começaram a se formar estrelas e galáxias e, mais tarde, os
planetas.
Os pesquisadores sustentam que, sem ela, é possível que a Via Láctea
não tivesse os elementos que permitiram o surgimento da vida na Terra.
"Ao revelar a matéria escura com uma precisão sem precedentes, nosso
mapa mostra como um componente invisível do universo estruturou a
matéria visível a ponto de permitir o surgimento de galáxias, estrelas
e, em última instância, da própria vida", afirma um dos autores, Gavin
Leroy, da Universidade de Durham.
"Este mapa revela o papel invisível, mas essencial, da matéria
escura, a verdadeira arquiteta do universo, que organiza gradualmente as
estruturas que observamos através de nossos telescópios", acrescenta o
pesquisador, em comunicado.
Um componente invisível que atravessa a matéria
O trabalho também confirma que a matéria escura não emite, reflete,
absorve ou bloqueia a luz, e que "atravessa a matéria normal como um
fantasma".
O surpreendente é que, apesar desse caráter fantasmagórico, a
matéria escura interage com o resto do universo através da gravidade e
atraiu para si a matéria normal ao longo da história cósmica.
"Existem bilhões de partículas de matéria escura atravessando nosso
corpo a cada segundo. Elas não causam nenhum dano, não nos percebem e
simplesmente seguem seu caminho. Mas toda a nuvem de matéria escura que
gira em torno da Via Láctea tem gravidade suficiente para manter unida
toda a nossa galáxia. Sem a matéria escura, a Via Láctea se
desintegraria", observa Leroy.
O mapa mostra como a matéria escura atua como a estrutura oculta sobre a qual as galáxias visíveis são construídasFoto: Dr Gavin Leroy/Professor Richard Massey/COSMOS-Webb collaboration
255 horas de observação com telescópio James Webb
A área coberta pelo novo mapa está localizada na direção da constelação de Sextans. O telescópio James Webb
observou essa região durante 255 horas e identificou quase 800 mil
galáxias, muitas delas detectadas pela primeira vez. Em seguida, a
equipe científica procurou matéria escura observando como sua massa
curva o próprio espaço.
O novo mapa contém aproximadamente dez vezes mais galáxias do que os
mapas da área feitos por observatórios terrestres e o dobro do
telescópio espacial Hubble.
"Até agora, víamos uma imagem borrada da matéria escura. Agora,
graças à extraordinária resolução do telescópio James Webb, vemos a
estrutura invisível do universo com um detalhe surpreendente", conclui
outra autora do estudo, a pesquisadora da Nasa Diana Scognamiglio.
sf/cn (Com EFE, Universidade de Durham, Nature Astronomy)
Aorta de cobaia com marcação por imunofluorescência, enfatizando a
estreita conexão entre os vasos sanguíneos e o tecido adiposo. [Imagem: Weslie Janeway/William Janeway/Rockefeller University]
Gordura bege contra hipertensão
Pesquisadores descobriram que a gordura bege,
um tipo de tecido adiposo que queima energia em vez de apenas
armazená-la, desempenha um papel direto e ativo no controle da pressão
arterial.
Mandy Grootaert e Aernout Luttun, da Universidade Rockefeller (EUA),
demonstraram que a falta de gordura bege desencadeia uma cascata química
que endurece os vasos sanguíneos, explicando por que a obesidade, que
frequentemente degrada a qualidade da gordura corporal, é um gatilho tão
potente para doenças cardiovasculares.
Embora a conexão entre obesidade e hipertensão
seja conhecida há décadas, a biologia exata por trás dessa relação
permanece obscura. O que se sabe é que pessoas com maior quantidade de gordura marrom
ou bege (tecidos termogênicos) apresentam menores chances de serem
hipertensas, mas não se sabia se essa gordura seria apenas um marcador
de saúde ou se ela exerce um papel protetor direto sobre os vasos
sanguíneos.
O desafio era isolar o efeito da gordura sem as variáveis confusas da
obesidade, como a inflamação generalizada, e foi nisto que os dois
pesquisadores trabalharam.
Ao criar modelos animais que mantinham o peso normal, mas careciam
especificamente de gordura bege, os cientistas observaram uma
transformação drástica: A gordura que envolve os vasos sanguíneos passou
a se comportar como gordura branca comum.
Essa mudança ativou a produção da enzima QSOX1, e a presença
excessiva dessa enzima no tecido ao redor das artérias desencadeia um
processo de "remodelagem" que inclui a fibrose (tecido ao redor dos
vasos tornando-se rígido e fibroso), a hipersensibilidade (vasos
passando a reagir de forma exagerada à angiotensina II, um hormônio que
força a contração das artérias), e, finalmente, à pressão alta (vasos
menos flexíveis e mais contraídos), forçando o coração a bombear com
mais força, elevando a pressão arterial média.
A pesquisa confirmou que a gordura bege funciona como um freio
natural para a enzima QSOX1. Quando essa gordura é saudável, ela mantém a
enzima desligada e os vasos relaxados. Em humanos, dados clínicos
confirmaram que mutações no gene que controla a identidade da gordura
bege (PRDM16) estão diretamente ligadas a uma maior incidência de
pressão alta.
A descoberta de que a hipertensão pode ser causada por uma falha de
comunicação molecular entre a gordura e os vasos sanguíneos abre caminho
para tratamentos muito mais precisos, incluindo o desenvolvimento de
fármacos que bloqueiem a enzima QSOX1, para restaurar a flexibilidade
vascular, e estratégias para converter gordura branca em bege, não apenas para perda de peso, mas como tratamento direto para a saúde das artérias.
*Prática: Uma vez eu estava sentindo uma dor na cabeça e depois observei que algo parecia fazer uma cirurgia na mesma cabeça (o que os espíritas chamam de cirurgia espiritual). Questão encerrada? Não! A dor não sumiu mas voltou no futuro. É tudo enganação ou trapaça.
*Teoria: O espiritismo ensina que se você faz o bem, sobe na escala evolutiva e caminha para não reencarnar mais. E, contrariamente, se você faz o mal, decresce na escala evolutiva e tem que fazer caridade para reverter isso. Pensemos: quem sofre? Os espíritos superiores ou inferiores? Não são os inferiores (que tem que fazer caridade)? Não são os pobres? Concluindo: esta é a teoria entreguista ou desumana da elite. Enfim, não dizem que devemos respeitar as religiões dos outros? O problema é que tem religião que engana com sofisticação irrealista ou falsa. Em suma: quem tem pouco (os pobres) tem que fazer caridade e quem tem muito (os ricos) não precisam fazê-la. É mole ou quer mais?
Pensar no futuro é algo comum
e até saudável, mas o problema começa quando a mente parece travada
apenas no pior cenário possível, como se algo ruim estivesse sempre
prestes a acontecer. Esse tipo de pensamento costuma gerar angústia,
cansaço mental e a sensação constante de alerta, mesmo quando não há um
perigo real à vista.
Segundo a psicóloga Thais
Teixeira, esse padrão indica que o cérebro está funcionando em "modo de
estado de alerta". "A mente passa a interpretar o futuro como
imprevisível e potencialmente perigoso, ativando mecanismos de
antecipação negativa", explica. Na prática, a pessoa ensaia mentalmente
situações ruins como uma tentativa de se proteger emocionalmente — ainda
que isso quase nunca traga alívio.
De
acordo com a especialista, sim, mas é uma proteção que não funciona
bem. "A pessoa acredita que, ao prever o pior, estará mais preparada
para lidar com ele. No entanto, esse estilo de enfrentamento costuma ser
desadaptativo e não evita o sofrimento", afirma Thais.
Na
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esse padrão é chamado de
pensamento catastrófico, uma distorção cognitiva em que o futuro é
interpretado de forma exageradamente negativa, sem considerar
alternativas mais realistas.
Poucos sabores são tão afetivos quanto os das
receitas com goiabada. Ela está presente em bolos, biscoitos, tortas e
sobremesas que atravessam gerações.
Feita da fruta tropical que dá nome ao doce, as receitas com goiabada têm aquele gosto inconfundível que mistura a doçura da fruta com o aconchego da cozinha da vó.
Quando
o cheiro da goiabada quente invade a casa, é impossível não se lembrar
de tardes tranquilas, toalhas floridas e café passado na hora.
Essas receitas com goiabada carregam mais do que sabor: trazem memórias, histórias e o carinho de quem cozinha com o coração!
Se você quer reviver essa sensação, o Guia da Cozinha separou receitas simples, deliciosas e cheias de afeto, perfeitas para adoçar o dia e encher a casa de boas lembranças.
Bom-bocado com calda de goiabada
Foto: Guia da Cozinha
Foto: Guia da Cozinha
Tempo: 1h
Rendimento: 10 porções
Dificuldade: fácil
Ingredientes
3 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de leite
2 vidros de leite de coco (400ml)
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de fubá
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
4 ovos
1 colher (sopa) de fermento em pó
Margarina e farinha de trigo para untar
Calda
2/3 de xícara (chá) de goiabada em cubos
1/2 xícara (chá) de água
2 colheres (sopa) de cachaça
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Modo de preparo
Bata
todos os ingredientes do bom-bocado no liquidificador e coloque em uma
fôrma untada e enfarinhada. Leve ao forno por 30 minutos. Retire e
reserve.
Para a calda, em uma panela, leve ao fogo baixo a
goiabada, a água e a cachaça até derreter. Regue o bom-bocado e sirva em
seguida.
Essa é uma daquelas receitas com goiabada cremosas e saborosas, típicas das vovós!
Pudim de queijo com goiabada
Foto: Guia da Cozinha
Foto: Guia da Cozinha
Tempo: 1h10 (+4h de geladeira)
Rendimento: 8 porções
Dificuldade: fácil
Ingredientes
1 lata de leite condensado
1 e 1/2 xícara (chá) de leite
4 ovos
1 xícara (chá) de cream cheese
Manteiga e açúcar para untar
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
2 colheres (sopa) de maisena
Calda
200g de goiabada picada
1/2 xícara (chá) de água
Modo de preparo
No liquidificador, bata os ovos, o leite condensado, o leite, o cream cheese, o queijo parmesão e a maisena por 2 minutos.
Despeje
em uma fôrma de buraco no meio grande, untada com manteiga e polvilhada
com açúcar. Leve ao forno médio, preaquecido, em banho-maria, por 45
minutos ou até firmar e dourar.
Retire, deixe esfriar e leve à
geladeira por 4 horas. Para a calda, leve ao fogo médio a goiabada e a
água, mexendo até dissolver e formar uma mistura homogênea. Desligue e
deixe esfriar.
Desenforme o pudim, regue com a calda de goiabada e sirva em seguida.
Trança de goiabada
Trança de goiabada deliciosa | Foto: Guia da Cozinha
Foto: Guia da Cozinha
Tempo: 1h30 (+1h de descanso)
Rendimento: 16 porções
Dificuldade: média
Ingredientes
3 tabletes de fermento biológico fresco (45g)
6 colheres (sopa) de açúcar
2 xícaras (chá) de leite morno
1/2 xícara (chá) de manteiga amolecida
3 ovos
1 colher (chá) de sal
5 xícaras (chá) de farinha de trigo (aproximadamente)
2 e 1/2 xícaras (chá) de goiabada cremosa
Margarina e farinha de trigo para untar
1 gema para pincelar
Açúcar cristal para polvilhar
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Modo de preparo
Em
uma tigela, misture o fermento, o açúcar e o leite morno até dissolver.
Adicione a manteiga, os ovos, o sal e misture. Junte a farinha, aos
poucos, até formar uma massa homogênea que desgrude das mãos. Se
necessário, acrescente mais farinha.
Sove a massa por 5 minutos,
cubra e deixe descansar por 30 minutos. Divida a massa em 6 partes
iguais. Abra cada uma com a ajuda de um rolo, formando retângulos.
Divida a goiabada entre as massas e enrole como rocamboles. Trance cada 3 rolinhos, formando dois pães.
Coloque
em uma fôrma untada e enfarinhada, deixando espaço entre eles, cubra e
deixe descansar por mais 30 minutos. Pincele com a gema e leve ao forno
médio (180º C), preaquecido, por 40 minutos ou até dourar. Deixe
amornar, polvilhe com açúcar cristal e sirva.
Pão de fubá recheado com goiabada
Pão de fubá recheado com goiabada | Foto: Guia da Cozinha
Foto: Guia da Cozinha
Tempo: 1h (+1h30 de descanso)
Rendimento: 30 unidades
Dificuldade: fácil
Ingredientes
3 tabletes de fermento biológico fresco (45g)
1 xícara (chá) de leite morno
1/3 de xícara (chá) de manteiga
3 ovos
1/3 de xícara (chá) de açúcar
1 colher (chá) de sal
1 e 1/2 xícara (chá) de fubá
3 xícaras (chá) de farinha de trigo (aproximadamente)
Farinha de trigo para enfarinhar
1 xícara (chá) de goiabada cremosa
Margarina para untar
Açúcar cristal para polvilhar
Modo de preparo
Antes de mais nada, bata no
liquidificador o fermento, o leite, a manteiga, 2 ovos, o açúcar, o sal e
o fubá até ficar homogêneo. Despeje em uma tigela e junte a farinha,
aos poucos, mexendo com uma colher até desgrudar da lateral da tigela.
Em
seguida, transfira para uma superfície enfarinhada e sove por 5 minutos
ou até obter uma massa lisa e levemente pegajosa. Se necessário, junte
mais farinha. Em seguida, modele uma bola, cubra e deixe descansar por 1
hora ou até dobrar de volume.
Divida a massa em 30 porções, abra
na mão ou com um rolo e divida a goiabada entre elas. Feche, modelando
os pãezinhos. Coloque em uma forma untada, cubra e deixe descansar por
30 minutos.
Pincele com o ovo restante batido, polvilhe com açúcar
e leve ao forno médio, preaquecido, por 30 minutos ou até dourar. Por
fim, retire e sirva.
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EXTRA: Goiabada caseira
Ficou com água na boca com nossas receitas com goiabada e quer aprender
a fazer a legítima goiabada caseira? Veja a receita abaixo!
Tempo: 1h (+1h para esfriar)
Rendimento: 10 porções
Dificuldade: fácil
Ingredientes:
300ml de água
1kg de açúcar
Modo de preparo:
Retire a casca das goiabas e corte-as em pedaços menores.
No liquidificador, adicione os pedaços de goiaba, a água.
Bata até formar um líquido homogêneo.
Coe a mistura para remover as sementes e transfira o líquido para uma panela.
Adicione o açúcar e cozinhe em fogo baixo, mexendo ocasionalmente, até engrossar.