O meu blog é HOLÍSTICO, ou seja, está aberto a todo tipo de publicação (desde que seja interessante, útil para os leitores). Além disso, trata de divulgar meu trabalho como economista, escritor e compositor. Assim, tem postagens sobre saúde, religião, psicologia, ecologia, astronomia, filosofia, política, sexualidade, economia, música (tanto minhas composições quanto um player que toca músicas de primeira qualidade), comportamento, educação, nutrição, esportes: bom p/ redação Enem
Bolo cocada sem farinha de trigo O bolo de cocada sem farinha de trigo é uma sobremesa que surpreende
pela leveza e sabor irresistíveis, Além disso é a opção ideal para
servir num café ou chá da tarde. Siga o passo a passo dessa versão do
Como fazer bolo cocada sem farinha de trigo
Para fazer bolo cocada sem farinha de trigo iremos precisar de
maisena, coco ralado, leite condensado, leite de coco, fermento em pó,
essência de baunilha, ovos e sal. Vamos colocar numa tigela nos
ingredientes da receita, seguindo a sequência de adição e preparo. Em
seguida iremos despejar essa mistura numa forma retangular untada e
polvilhada com maisena, assar por 35 minutos a 180 graus, retirar do
forno e se deliciar com cada fatia!
Ingredientes da receita de bolo cocada sem farinha de trigo
1 xícara(chá) de maisena
150 gramas de coco ralado em flocos
1 caixinha de leite condensado
1 vidro de leite de coco
1 colher(sopa) de fermento em pó
Essência de baunilha a gosto
3 ovos
1 pitada de sal
Modo de preparo
Numa tigela coloque os ovos, o leite condensado, o sal, bata bem com um fouet para homogeneizar.
Adicione o coco em flocos, o leite de coco, a maisena, a essência
de baunilha, misture bem para incorporar, coloque o fermento em pó e
mexa para agregar.
Despeje essa mistura numa forma retangular ( 28 cm x 18 cm) untada e
polvilhada com maisena, e asse em forno pré-aquecido a 180 graus por 35
minutos.
Retire do forno e sirva esse maravilhoso bolo cocada sem farinha de trigo!
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Chefe
de Cozinha, redator e blogueiro apaixonado por culinária. Aprendeu a
cozinhar quando foi morar sozinho e hoje compartilha suas experiências
gastronômicas. Tenho receitas publicadas nos portais Terra, R7 e algumas
dezenas de sites no Brasil e no mundo. Escrevo diariamente no Receita
Toda Hora e Pilotando Fogão. Veja mais
Médico do esporte também oferece dicas de como começar
Por:Gabrielle Aguiar / Revista Malu
7 jun2026
No Dia Mundial do Running, celebrado em 7 de
junho, médico do esporte reforça como a corrida pode apoiar a saúde e o
que considerar antes de começar
A corrida
ganhou espaço na rotina de quem busca mais saúde, disposição e qualidade
de vida. E não é por acaso. Além de ser uma atividade acessível e
prática, ela está associada a benefícios que vão do condicionamento
cardiovascular ao bem-estar mental.
Foto: Revista Malu
Pesquisa publicada no Journal of the American College of Cardiology
observou que correr, mesmo por apenas 5 a 10 minutos por dia e em baixa
velocidade, esteve associado à redução do risco de morte por todas as
causas e por doenças cardiovasculares.
De
acordo com o médico do esporte Carlos Ulloa, membro do Conselho
Consultivo de Nutrição da Herbalife, a corrida também pode trazer ganhos
para a mente. "Além de ajudar a melhorar a capacidade
cardiorrespiratória, fortalecer músculos e articulações, a corrida
também está associada à liberação de substâncias relacionadas à sensação
de bem-estar e prazer, contribuindo para um sono melhor", explica.
Além disso, trabalhos científicos, como a revisão de estudos publicada no International Journal of Environmental Research and Public Health,
reforçam que a corrida está associada a efeitos positivos,
especialmente na redução de sintomas relacionados à depressão e à
ansiedade.
Como começar na corrida?
Mas, para
aproveitar esses benefícios, não basta achar que é preciso começar
correndo longas distâncias. Segundo o médico do esporte, é preciso que
se faça uma adaptação gradual para evitar desconfortos e reduzir o risco
de lesões. Confira algumas dicas do especialista para iniciar na
corrida de forma mais confortável e segura:
1 - Comece alternando caminhada e corrida
Para
iniciantes, uma das estratégias mais indicadas é alternar pequenos
períodos de corrida com caminhada. Isso ajuda o corpo a ganhar
resistência progressivamente e reduz a sobrecarga muscular.
"Não
existe necessidade de começar correndo rápido ou longas distâncias. O
mais importante no início é criar consistência e respeitar os limites do
corpo", orienta Ulloa.
Uma forma prática de começar é
fazer treinos de 20 a 30 minutos alternando 1 minuto de corrida leve
com 2 minutos de caminhada em ritmo acelerado. A recomendação é repetir
esse ciclo ao longo do treino, sem preocupação com velocidade ou
distância.
Depois de algumas semanas, conforme o
corpo se adapta, é possível evoluir gradualmente para 2 minutos correndo
e 2 caminhando, depois 3 minutos correndo e 1 caminhando, até conseguir
correr continuamente de maneira confortável.
Outro
ponto importante é manter um ritmo em que ainda seja possível conversar
durante a corrida, sem sensação intensa de falta de ar. Isso ajuda a
evitar exageros no começo e torna a adaptação mais confortável e
sustentável.
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2 - Respeite o tempo de recuperação
O
descanso faz parte da adaptação física. Especialmente no começo, dias
de pausa entre os treinos ajudam músculos e articulações a se
recuperarem adequadamente.
3 - Alimente-se e hidrate-se de forma equilibrada
A
hidratação adequada é importante antes, durante e depois da corrida,
principalmente em dias mais quentes. Além disso, carboidratos ajudam a
fornecer energia para o exercício, enquanto proteínas contribuem para a
recuperação muscular após a atividade.
4 - Não compare seu ritmo com o de outras pessoas
Cada
pessoa tem um condicionamento físico, histórico esportivo e ritmo de
evolução diferente. Comparações podem gerar frustração e até excesso de
esforço.
5 - Fortaleça os músculos
O treino
de musculação precisa estar na rotina de quem corre, pois são os
músculos que absorvem o impacto das passadas evitando danos articulares.
"Hoje sabe-se que pessoas com o 'core' fortalecido - região central do
corpo, que envolve coxas, glúteos e abdômen — têm menos chances de
lesão", entrega Ulloa.
6 - Valorize a regularidade
Mais
importante do que intensidade no começo é manter frequência. Corridas
leves e consistentes tendem a trazer melhores resultados no longo prazo
do que treinos intensos esporádicos.
Suécia
quer reduzir maioridade penal para 13 anos. Dinamarca diminuiu idade de
responsabilização penal, mas voltou atrás. Outras nações priorizam
educação e proteção.
São
crianças que ainda deveriam estar na escola, com idades em torno de 13
ou 14 anos. Esses adolescentes, porém, estão sendo aliciados por redes criminosas na Suéciapara praticar crimes, incluindo assassinatos.
O crime organizado explora uma fragilidade do sistema sueco. De
acordo com a lei, menores de 15 anos não podem ser responsabilizados
criminalmente. Eles não podem ser julgados como criminosos, mas ficam
sob a jurisdição dos serviços sociais e da assistência à juventude. Isso
faz parte da estratégia dos aliciadores, que muitas vezes permanecem
invisíveis.
Em resposta ao aumento da criminalidade, a Suécia vem adotando uma
postura significativamente mais rigorosa. Recentemente, o Parlamento
decidiu que jovens de 15 a 17 anos podem ser condenados a penas de
prisão regulares em centros de detenção juvenil adaptados a crimes
graves.
Além disso, o governo planeja reduzir maioridade penal para 13 anos,
em caráter experimental, para delitos particularmente graves. Isso
incluiria crimes como homicídio, atentados a bomba de grande porte ou
outros crimes com penas mínimas muito elevadas. O Parlamento decidirá
sobre essa reforma em meados de junho. A proposta de mudança prevê uma
reavaliação após cinco anos.
Exemplo fracassado da Dinamarca
O debate sobre a redução da maioridade penal não se limita à Suécia. Em 2010, sob um governo conservador, a Dinamarca
reduziu esse limite de 15 para 14 anos. Dois anos depois, a reforma foi
revertida. Avaliações científicas subsequentes concluíram que a redução
não teve efeito dissuasor. Pelo contrário, os jovens afetados
reincidiram com mais frequência e apresentaram pior desempenho
acadêmico.
Portanto, muitos especialistas agora consideram a Dinamarca um
exemplo a ser evitado. Criminalizar crianças em idades tão baixas não
resolve automaticamente o problema da violência juvenil. No pior
cenário, o contato com o sistema penal pode até mesmo vincular ainda
mais os jovens a um ambiente criminoso.
Maioridade penal de 12 anos
Em comparação com os demais países da União Europeia (UE), a Holanda e a Irlanda têm as idades de responsabilização penal mais baixas.
Na Holanda, crianças a partir dos 12 anos podem ser processadas. Na
Irlanda também se aplica, em regra, um limite de 12 anos; porém, em
casos de crimes gravíssimos, como homicídio, homicídio qualificado,
estupro ou crimes sexuais graves, crianças de 10 e 11 anos também podem
ser responsabilizadas.
Este limite baixo não significa automaticamente penas de prisão
severas como as impostas pela legislação penal para adultos. Na Holanda,
o período máximo de detenção para jovens de 12 a 15 anos é de um ano.
Para jovens de 16 e 17 anos, o período máximo para crimes graves – com
exceções específicas – é de dois anos. Além disso, a educação escolar, o
apoio e as medidas educativas continuam sendo prioridade na detenção
juvenil.
Prioridade para proteção e educação
Na Alemanha ou na Espanha,
uma criança que comete um crime grave aos doze anos não é criminalmente
responsável. No entanto, isso não significa que o Estado não possa
fazer nada. Os serviços de apoio aos jovens, os tribunais ou medidas de
proteção podem intervir. O internamento em instituições de detenção é
possível sob certas condições, mas não como punição no sentido jurídico.
A criança não é tratada como criminosa, mas como um menor de idade em
situação de risco. Essa abordagem é particularmente evidente na
legislação espanhola. Crianças menores de 14 anos não estão sujeitas ao
direito penal juvenil, mas sim às leis de proteção à infância e
juventude.
Cada vez mais jovens detidos na Itália
A Itália,
por sua vez, adotou uma abordagem mais voltada para o ambiente das
crianças. Com o chamado Decreto Caivano sobre a detenção de menores –
que leva o nome da cidade onde menores de idade cometeram atos graves de
violência sexual que chocaram o país –, a Itália aumentou a pressão
sobre os pais quando são violadas as obrigações de supervisão e de
frequência escolar. Em casos de negligência grave da educação
obrigatória, os pais também enfrentam acusações criminais.
No entanto, a Itália não é simplesmente a antítese da abordagem
sueca. O decreto endureceu a punição para menores infratores em geral.
Os críticos apontam que, desde a sua implementação, o número de jovens
em centros de detenção juvenil aumentou significativamente.
Áustria exerce pressão sobre o ambiente
Para muitos Estados-membros da União Europeia (UE), a idade de 14 anos continua a ser o ponto de referência fundamental. NaÁustria ,
crianças com menos de 14 anos não são criminalmente responsáveis. No
entanto, as infrações podem ter consequências, que podem incluir
conversas com a polícia e os pais, advertências, envolvimento dos
serviços de apoio à juventude ou medidas socioeducativas.
Os limites baixos de maioridade penal europeu não significam uma
equiparação automática com o direito penal para adultos. Na maioria dos
casos, o protagonismo fica com tribunais, instituições especializadas,
medidas socioeducativas e programas de proteção.
O que diz a ciência?
A decisão de muitos países europeus de não equiparar a pena de
menores infratores a de adultos está alinhada com as descobertas da
psicologia do desenvolvimento. Crianças e pré-adolescentes reagem mais
fortemente a recompensas imediatas, pressão dos pares e reconhecimento
emocional. Habilidades como controle de impulsos, avaliação das
consequências a longo prazo e planejamento desenvolvem-se com o passar
dos anos.
Por isso, os métodos tradicionais de dissuasão funcionam apenas de
forma limitada com jovens de 13 anos. A perspectiva de uma pena de
prisão no futuro compete com uma recompensa imediata: dinheiro,
reconhecimento, pertencimento, a sensação de finalmente ter um papel a
desempenhar. Ou, ao contrário, com o medo da gangue.
Justamente por isso, especialistas alertam contra a ideia de combater
a criminalidade juvenil apenas com a redução da idade penal e o
endurecimento das penas.
Estratégias de evasão das gangues
Soma-se a isso um problema prático: organizações criminosas aprendem
rápido. Se a Suécia reduzir a idade de responsabilização penal para 13
anos em crimes graves, gangues podem tentar recrutar crianças ainda mais
novas. Nesse caso, o problema não seria resolvido; crianças mais jovens
passariam a entrar na mira das gangues.
Por isso, a questão não é apenas a partir de que idade uma criança
pode ser punida. O ponto decisivo é saber se o Estado consegue alcançar
os adultos que dão as ordens.
Especialistas são céticos quanto à possibilidade de os planos do
governo alcançarem o efeito desejado. A comissão jurídica do Parlamento
sueco, a Ordem dos Advogados e várias organizações de ajuda humanitária
fizeram duras críticas ao projeto. Caso ele seja aprovado pelo
Parlamento, jovens de 13 anos poderão ser condenados a penas de prisão
já no segundo semestre deste ano.
Os benefícios também incluem a redução do risco de morte por doenças neurológicas, segundo novos estudos.
Por:Dominic
Hughes - Repórter de Saúde da BBC News; Lesley Hitchen - Repórter de
Saúde da BBC News; James Govan - Repórter de Saúde da BBC News
3 jun2026
O treinamento baseado em musculação cresceu em popularidade nos últimos anos
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Fazer
entre 90 minutos e duas horas de musculação por semana pode reduzir
significativamente o risco de morte precoce, de acordo com uma nova
pesquisa.
Dados reunidos a partir de estudos de longa
duração sugerem que a prática regular de treino de força no longo prazo
pode reduzir de forma significativa a probabilidade de morte por
doenças cardíacas e derrames.
Os benefícios também incluíram a redução do risco de morte por doenças neurológicas.
Especialistas
afirmaram que isso constitui mais uma evidência de que o treino de
força pode ajudar a prevenir ou adiar problemas de saúde e pode aliviar a
pressão sobre serviços de saúde sobrecarregados.
Kate
Hogarth tem apenas 28 anos, mas já pensa em como se manter saudável
para desfrutar de seu futuro. Ela gosta de treinar com pesos e do
aumento da autoestima que isso lhe proporciona no presente — mas também
reconhece os benefícios de longo prazo para a saúde.
"Quero
ser independente mais tarde na vida. Existem muitos estudos que mostram
todos os benefícios do treino de força, para a saúde cardiovascular,
músculos, ossos e saúde mental", diz ela.
"Quero
poder viajar pelo mundo quando tiver 70, 80 e 90 anos e quero poder
pegar meus netos no colo e brincar com eles, e ter esse nível de
independência é muito importante."
Kate Hogarth se exercita regularmente de olho no futuro
Foto: BBC/Lesley Hitchen / BBC News Brasil
Os benefícios do exercício aeróbico — como corrida, ciclismo ou natação — são bem conhecidos.
O
sistema britânico de saúde (NHS, na sigla em inglês) afirma que a
atividade aeróbica regular pode reduzir o risco de doenças cardíacas,
derrames e diabetes tipo 2, além de reduzir o estresse e aumentar a
autoestima.
Mas o que tem sido menos claro é o papel que a musculação pode desempenhar na redução do risco de morte.
Isso está começando a mudar.
Pesquisadores
que publicaram um artigo no British Journal of Sports Medicine
analisaram dados de três estudos envolvendo 147.374 homens e mulheres
com mais de 30 anos.
Eles constataram que aqueles
que praticavam musculação consistentemente entre 90 minutos e duas horas
por semana reduziram o risco de morte prematura por qualquer causa em
13%.
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O risco de morte por doença cardiovascular — como ataque cardíaco ou derrame, por exemplo — foi 19% menor.
Para morte causada por doença neurológica — como demência, por exemplo — a redução foi ainda maior, de 27%.
Os
pesquisadores concluíram que os "menores riscos" foram observados entre
aqueles que realizavam níveis elevados tanto de exercício aeróbico
quanto de treino de força.
Entre essas pessoas mais
ativas, que faziam muitas horas de exercícios aeróbicos por semana, o
risco de morte precoce por qualquer causa caiu em até 58%.
No
entanto, os pesquisadores também constataram que fazer mais de duas
horas de treino de força por semana não trouxe benefícios adicionais
significativos.
Bev Wilson é instrutora de musculação
Foto: BBC/Lesley Hitchen / BBC News Brasil
Bev Wilson, da cidade inglesa de Harrogate, é personal trainer e vê os benefícios da musculação no seu cotidiano.
"Quando
treino clientes, especialmente mulheres, percebo que, quando chegam até
mim, estão com problemas de dor nas articulações, ou simplesmente falta
de energia, ou metabolismo lento, estão ganhando peso", diz.
"E
observo que o treino de força realmente ajuda a melhorar, a controlar
os níveis de açúcar no sangue, e ajuda na dor nas articulações, ajuda a
fortalecer os ossos."
E afirma que isso também ajuda na saúde cerebral das pessoas.
"Além
de se sentirem muito mais energéticas e saudáveis, elas percebem
melhorias na função cognitiva. Elas conseguem se concentrar mais no
trabalho e a memória melhora."
BBC News Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC News Brasil.
Um exemplo do falso esquerdista é o do deputado federal Paulinho da força sindical, que apresentou o Projeto de Lei da Dosimetria, reduzindo as penas dos baderneiros direitistas de 8 de janeiro de 2026, principalmente do Bolsonaro.
Empreas
alemãs se veem cada vez mais dependentes do mercado chinês, ao mesmo
tempo em que sofrem com concorrência asiática. Para economistas,
complacência alemã das últimas décadas finalmente cobra preço. https://p.dw.com/p/5EgJy
Em abril deste ano, a China forneceu à Alemanha
menos de um quilo do valioso metal germânio. Do gálio, igualmente
importante e de difícil extração, foram exportados apenas três quilos — e
somente para a Malásia. Outros países ficaram completamente de mãos
vazias, segundo dados alfandegários chineses. Os exemplos mostram como a
China exerce seu poder em relação a elementos vitais para a produção de equipamentos tecnológicos de ponta.
Sem o germânio, não haveria transmissão rápida de dados em cabos de
fibra ótica, e os aparelhos de visão noturna não funcionariam, assim
como as células fotovoltaicas de alta eficiência das sondas espaciais e
dos satélites.
E sem compostos de gálio, não haveria internet 5G de alta velocidade,
os carregadores rápidos superaqueceriam e nem mesmo os leitores de
código de barras nos supermercados funcionariam.
Christian Hell, gerente-executivo da Tradium, empresa alemã
especializada na comercialização de minerais críticos, descreve esse
quadro como preocupante: "Se até mesmo a Alemanha, que até agora era
abastecida de forma relativamente confiável, fica de mãos vazias, isso é
um sinal claro".
No final de maio, a ministra da Economia e Energia da Alemanha,
Katherina Reiche, defendeu verbalmente uma concorrência justa para as
empresas alemãs na China e clamou por um abastecimento confiável de
minerais críticos.
O exemplo da Basf
mostra o quanto as empresas alemãs estão envolvidas na China. A gigante
química alemã inaugurou no final de março uma nova grande fábrica em
Zhanjiang, no sul da China ao custo de quase nove bilhões de euros (R$
52 bilhões).
Na nova planta, a Basf produz produtos químicos para a indústria
automotiva e de plásticos da China. Enquanto na fábrica na matriz da
empresa, em Ludwigshafen, na Alemanha, o fim do fornecimento de energia
da Rússia desde 2022 levou ao corte de postos de trabalho e à redução da produção, na China a Basf pode usar sem maiores problemas o petróleo e gás russos a preços favoráveis.
Com a nova unidade, porém, a Basf tem se tornado cada vez mais dependente da boa vontade dos líderes chineses.
É uma dependência que é duramente criticada pelos Estados Unidos,
conforme apontado num documento divulgado em novembro, que delineou a
nova Estratégia de Segurança Nacional americana.
"A Guerra na Ucrânia teve o efeito perverso de aumentar a dependência
externa da Europa — especialmente a da Alemanha. Hoje, empresas químicas
alemãs estão construindo algumas das maiores plantas de processamento
do mundo na China, utilizando gás russo que não conseguem obter em seu
próprio país", diz o texto elaborado pelo governo Donald Trump.
Estações
de carregamento rápido, energia fotovoltaica e mobilidade elétrica
dependem de componentes e minerais críticos controlados pela ChinaFoto: Jochen Tack/picture alliance
Empresas alemãs ajudam a alimentar excesso de capacidade da China
Ao aumentar sua produção na China, empresas alemãs estão contribuindo
para que o excesso de capacidade chinesa inunde o mercado mundial.
Enquanto a economia interna da Alemanha permanece estagnada, a
capacidade de exportação chinesa funciona a todo vapor. A chamada
política de "Dupla circulação", colocada em prática a partir de 2020
pelo líder chinês Xi Jinping,
parece estar rendendo frutos para os chineses: tornar-se independente
das importações, enquanto o mundo se torna cada vez mais dependente de
bens e mercadorias "Made in China".
O fato de a China ter se tornado uma nação industrial em posição de
liderança pegou muitos de surpresa na Alemanha — embora esse
desenvolvimento tenha sido planejado com uma visão de longo prazo.
"Subestimamos a China, como sempre fizemos e ainda fazemos hoje em
muitos setores", diz Manuel Vermeer, um consultor de negócios
especializado em China. "Estamos aprendendo isso agora de forma muito
dolorosa. E ainda reclamamos por não termos sabido disso antes",
acrescenta ele, que há 40 anos assessora empresas alemãs a fazer
negócios na China.
Visão de longo prazo dos chineses
Nos primeiros anos, empresas alemãs se beneficiaram com o
estabelecimento de joint ventures com empresas chinesas e de um acesso
ao mercado do país asiático. Mas, ao mesmo tempo, essas empresas
transmitiram seu know-how, especialmente na indústria automotiva. Hoje,
essa distribuição de papéis se inverteu na maioria dos casos.
"No início da década de 1980, levamos as primeiras empresas alemãs
para a China. Tivemos que criar joint ventures, por exemplo, no setor
automotivo. Os chineses observaram e ouviram com muita atenção e
aprenderam. E, como todos sabemos, eles nos ultrapassaram amplamente,
justamente nesse setor. Eles lançam carros fantásticos no mercado, que
não só têm boa aparência e são econômicos, mas também são realmente
muito, muito bons", afirma Vermeer.
Complacência alemã se volta contra país
"Naquela época, pensávamos: ‘Vamos lá, vamos mostrar aos chineses
como se faz. Eles podem tentar imitar um pouco, se quiserem. Mas, com a
habitual arrogância alemã, partimos do princípio de que eles nunca
conseguiriam fazer isso direito, como os alemães com suas excelentes
habilidades de engenharia", afirma Vermeer.
Mas os chineses não só ouviram e aprenderem, como se preparam para
fazer tudo isso tão bem ou até melhor do que os alemães. "Ninguém [na
Alemanha] nem considerava isso no setor automotivo”, disse Vermeer. No
entanto, o aperfeiçoamento chinês jé se fez sentir cedo. Programas como o
"Made in China 2025", lançado pelo regime chinês em 2015, ou análises
de especialistas já serviam de alerta há anos sobre a crescente pressão
competitiva representada pelos chineses – especialmente sobre a
Alemanha, o Japão e a Coreia do Sul.
De pupilo a mestre
"Nós também lhes ensinamos isso nas joint ventures", afirma Manuel
Vermeer. "Eles copiaram muito de nós, certamente às vezes por meios não
totalmente legais."
No caso da montadora Brilliance, parceira chinesa da BMW, a
estratégia nem tinha disfarces numa uma planta em Shenyang, no nordeste
da China. "De um lado, montava-se o BMW; do outro, o Brilliance. Eles simplesmente copiavam. E com a Volkswagen não foi diferente."
Na semana passada, a ministra alemã Katherina Reiche ficou
visivelmente impressionada em sua primeira viagem à China. Ela parecia
não parar de se surpreender com o rápido desenvolvimento da República
Popular para o papel de potência industrial global de ponta. No entanto,
tudo isso era previsível, conforme se pode ler nos documentos de
planejamento de política industrial publicados pela liderança comunista
do país asiático.
"Há 20 anos, planos quinquenais chineses já mostravam uma aposta na
mobilidade elétrica. Mas, na época, os alemães não levaram isso a sério
ou simplesmente não leram”, diz Manuel Vermeer.
Visita à China sem resultados concretos: a ministra alemã Katherina Reiche com o ministro do Comércio chinês Wang WentaoFoto: Johannes Neudecker/dpa/picture alliance
Chineses se preparam para "jantar" indústria alemã
Em um estudo divulgado na semana passada intitulado O choque chinês 2.0: o custo da complacência alemã,
os economistas Sander Tordoir e Brad Setser apontaram que em nenhum
lugar o novo avanço chinês na indústria de ponta tem sido tão
consequencial quanto na Alemanha. Segundo os economistas, nos anos 2000,
um "primeiro choque chinês" na indústria havia castigado especialmente
os EUA, mas foi por um tempo benéfico para a Alemanha.
"Por muito tempo, Berlim teve dificuldade em enxergar o problema com
clareza. Como a economia superavitária por excelência do mundo, a
Alemanha se via como parte de uma coalizão de nações exportadoras e
resistia ao escrutínio das políticas que sustentavam os grandes
superávits comerciais."
Agora, os pesquisadores do think tank Centre for European
Reform apontam que chegou a vez de a Alemanha sentir a pressão. "O
superávit da China agora ofusca em muito o da Alemanha. [...] A Alemanha
continua hesitante, mesmo com a China já tendo devorado grande parte do
almoço da indústria alemã e se preparando para comer o jantar."
Uma olhada no atual plano quinquenal chinês de 2026-2030
também indica para onde o vento chinês está soprando, com o país
asiático apostando na computação quântica, inteligência artificial,
robótica humanoide e interfaces cérebro-máquina. O rumo é claro: menos
dependência do Ocidente e mais controle sobre as cadeias de
abastecimento globais.
"Uma China que está a caminho de representar 40% da produção
industrial global até 2030, ao mesmo tempo em que aumenta as exportações
e reduz as importações, criará inevitavelmente mais gargalos, como o
controle de terras raras e ingredientes farmacêuticos e produção de chips.
A dependência alemã das cadeias de abastecimento chinesas afetará a
capacidade da Europa de se rearmar, apoiar a Ucrânia e reduzir suas
próprias vulnerabilidades econômicas. Quanto mais a Alemanha esperar,
maior e mais disruptiva a resposta eventual terá que ser", conclui o
estudo dos economistas Sander Tordoir e Brad Setser.