O meu blog é HOLÍSTICO, ou seja, está aberto a todo tipo de publicação (desde que seja interessante, útil para os leitores). Além disso, trata de divulgar meu trabalho como economista, escritor e compositor. Assim, tem postagens sobre saúde, religião, psicologia, ecologia, astronomia, filosofia, política, sexualidade, economia, música (tanto minhas composições quanto um player que toca músicas de primeira qualidade), comportamento, educação, nutrição, esportes: bom p/ redação Enem
Para onde vai o dinheiro dos jovens que não bebem e como as empresas disputam esses consumidores
Em
busca de disciplina, performance e cuidado com a saúde mental, jovens
adultos brasileiros substituem o álcool por hábitos mais saudáveis e
novas formas de consumo
Movimento zero álcool é realidade? Bartender Rachel Louise fala sobre a onda dos mocktails
Papo com Rachel Louise no SPIW 2026 e Danielle Nagase, editora-assistente do Paladar. Crédito: TV Estadão
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você
Há
três anos, a produtora audiovisual Anna Gouveia, de 37 anos, decidiu
lançar um desafio que mudaria radicalmente o seu estilo de vida: zerar o
consumo de álcool
por um ano. Antes, ela se autointitulava como “inimiga do fim”. No
entanto, depois de diversas noites de bebedeira, resolveu experimentar
uma rotina sem gorós aos finais de semana. O ano de abstinência acabou
virando três e hoje ela comanda uma comunidade com mais de 100 mil
seguidores chamada “Tem gente que não bebe”.
Ela
não é a única a mudar a relação com a bebida. Outros adultos jovens
brasileiros também deixaram de beber nos últimos anos. De acordo com
dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), a
abstinência entre pessoas de 25 a 34 anos aumentou de 46% para 61% em
2025. Já aqueles que estão na faixa dos 18 aos 24 anos esse número sobe
para 64%.
O
fenômeno atinge todas as regiões do País e está diretamente ligado ao
fator geracional, afirma Mariana Thibes, doutora em sociologia e
coordenadora do Cisa. “Classificamos como um movimento cultural que
tende a aparecer primeiro nas grandes metrópoles, mas é amplo e se
estende para outros lugares.”
‘Queríamos uma forma de brindar e acordar bem no dia seguinte’, diz criadora de bebida zero álcool'
Com meta de faturar R$ 10 milhões em dois anos, Victoria Linhares e Bertha Jucá lançam marca Lucia em 20 de agosto. Crédito: Estadão
A
razão para o abandono do álcool está longe de ser econômica. Pelo
contrário, a maioria que opta por uma vida sóbria migra para hábitos que
exigem mais recursos financeiros, é o exemplo de quem embarca em busca
de performance. “Quem parou de beber não necessariamente está gastando
menos”, reforça Thibes.
Segundo o Relatório de Tendências Esportivas de 2025 do Strava, o porcentual de jovens dageração Z
que registrou provas oficiais na plataforma cresceu 123% nas maratonas e
77% nas meias maratonas. “Os mais jovens usam o esporte como ferramenta
de socialização e expressão estética”, ressalta Rosana Fortes, country
lead do Strava no Brasil.
Não
há um consenso de que os jovens que largaram a bebida fizeram a mudança
pelos mesmos motivos. Porém, a busca por um estilo de vida mais
saudável é uma das hipóteses para a decisão, confirma Thibes, do Cisa.
Neste caso, há um demarcador social de classe. “A cultura do wellness
tem um preço, custa caro. Precisa de tempo. Fazer esporte hoje não é
barato, não é de graça”, afirma.
Economia & Negócios
O cenário econômico do Brasil e do mundo e as implicações para o seu bolso, de segunda a sexta.
Porta de entrada para uma vida mais saudável
Diante
deste contexto, estar inserido em um esporte se tornou símbolo de
disciplina e status para os novos sóbrios, além de ser uma porta de
entrada para um estilo de vida mais saudável e ganho de performance. É o
que buscava o publicitário Duda Bueno, de 33 anos, que assim como Anna
Gouveia deixou de beber há três anos. “Desde a adolescência eu bebia
muito, foi uma decisão difícil, era muita pressão. Mas fui entrando no
mundo do esporte e sai”, relata.
Hoje, o ciclo de amizade do gaúcho não é mais o mesmo, mais de 60% dos atuais amigos vieram por meio da corrida
e do crossfit. “É uma galera que tem o mesmo lifestyle que o nosso”,
diz. Os consumos também mudaram. Antes só bebia destilados e vinhos,
agora virou adepto da cerveja
zero. Os custos que iam para drinks e baladas agora são aproveitados em
suplementação, acessórios de maratona, como tênis de corrida, que
investe em torno de R$ 1,5 mil, e roupas específicas para as provas.
Na
esteira dos hábitos mais saudáveis, surgem também empresas que nascem
com a proposta de conversar com esse público. O Grupo Caffeine Army,
dona do SuperCoffee, foi fundado em 2019 quando o setor wellness
escalava no País. A partir da influência das redes sociais, a marca
começou a atrair pessoas que buscavam performance para diferentes áreas
da vida.
Publicidade
O SuperCoffe, que é um dos carros-chefes da marca, chegou no mercado como o substituto do café tradicional. No TikTok,
por exemplo, o produto ficou popular entre jovens influenciadoras que
postavam vídeos da rotina matinal incluindo a bebida. O produto é
vendido por valores que variam entre R$ 130 e R$ 220, dependendo do
tamanho da embalagem.
“Existe
uma parcela de consumidores que deseja participar de ocasiões sociais
sem abrir mão da disposição, da produtividade ou da rotina do dia
seguinte. Nesse contexto, produtos funcionais ganham espaço em
diferentes ocasiões de consumo e ajudam a construir novos hábitos”,
afirmou Taís Silveira, COO da Caffeine Army.
Duda Bueno decidiu largar o álcool por questões de saúde e para aumentar a performance esportiva Foto: Arquivo pessoal
Mariana
Thibes avalia que, para quem flerta com atividades que visa
performance, “o álcool começa a ser visto como um inimigo nesse cenário.
Temos de ter cuidado porque tudo pode gerar uma relação compulsiva”
avalia.
Mas
não são apenas as práticas físicas que incentivam a abstinência. A
segunda hipótese para o abandono da bebida está associada à saúde mental.
Com o recuo da sociabilidade em um contexto pós pandemia, além do
aumento da ansiedade entre os mais jovens, o álcool perdeu o
protagonismo de agir como agente de sociabilização.
Foi o que
aconteceu com Anna Gouveia, a decisão veio em meio à episódios de
ansiedade pós bebedeira. “No dia seguinte ficava baixo astral”,
relembra. A necessidade de beber para conseguir se entrosar com outras
pessoas também virou um problema. Ela compartilha que bebia para aliviar
a ansiedade e facilitar as relações. “Mas não quero ter um discurso
moralista nem levantar bandeira para ficar sem beber porque sei que não é
fácil”, diz.
Após
passar um ano sem consumir bebida alcoólica, Anna Gouveia criou a
comunidade "Tem gente que não bebe", que hoje reúne mais de 100 mil
seguidores Foto: Werther Santana/Estadão
Com
os novos hábitos incorporados na rotina, ela diz ter conseguido mudar a
forma como se relaciona com o corpo, com as próprias emoções, a
produtividade e a maneira como lida com o dinheiro. Na comunidade virtual “Tem gente que não bebe”, Gouveia fez uma simulação de quanto custa beber.
Ainda
que não tenha sido o principal estímulo, a questão financeira teve um
peso enquanto fazia o experimento de um ano de abstinência. Os gastos
com cervejas e festas foram substituídos por cafés, eventos de corrida,
bares que oferecem drinks sem álcool, festivais de música e rolês
culturais. “Eu não tinha tanto controle do meu cartão de crédito antes,
era muito gasto em estabelecimentos. Agora consumo outras coisas”,
relata.
Desde
o boom da comunidade, a produtora passou a ser convidada para bares que
oferecem cartas sem álcool, além de receber cervejas zero para
experimentar. Gouveia diz que isso é uma “resposta à demanda” do
crescente número de pessoas que não consomem mais bebida alcoólica. Para
atender aos novos hábitos do público, as gigantes do mercado estão
expandindo o portfólio de cervejas zero álcool e criando ações para
aproximar o consumidor que deixou de frequentar assiduamente bares e
festas noturnas.
Globalmente, o segmento sem álcool crescerá mais
de US$ 4 bilhões até 2028, conforme estimativas da IWSR. No mercado
brasileiro, a instituição projeta que o Brasil tenha uma taxa de
crescimento anual de 10% entre 2024 e 2028. Hoje, as cervejas sem álcool
e de baixo teor representam 5% da produção nacional.
No portfólio de bebidas da Heineken,
a opção zero foi lançada em 2020. Os produtos definidos como
“equilibrados”, de baixo teor calórico e sem glúten, surgiram depois. A
lista inclui Amstel Ultra, Sol e Praya Lager (ambas sem glúten), Baer
Mate, Mamba Water e Mamba Water Protein. Em maio deste ano, lançou a
Ultimate, com 97 calorias e sem glúten. A empresa afirma estar
investindo em ações de sociabilização por meio de corridas de rua e
participação em festivais.
Em parceria com o Strava, a companhia
desenvolveu tecnologia de geolocalização do aplicativo para enviar
notificações a corredores que estiverem em rotas selecionadas. Os
usuários são convidados a estender o trajeto até cafés e bares
parceiros.
“Os
jovens não deixaram de socializar ou sair para viver algo diferente.
Mas agora se preocupam em como se apresentam, não querem mais ter a
ressaca moral. A moderação entra nesse lugar”, diz Cecilia Bottai
Mondino, diretora de operações do Grupo Heineken.
Já na Ambev,
em 2025, as bebidas zero álcool (Brahma 0,0%, Bud Zero e Corona Cero)
cresceram 30% no Brasil em comparação ao ano anterior. Considerando todo
o portfólio de “escolhas equilibradas”, a alta foi de 67%, de acordo
com a companhia. No primeiro trimestre de 2026, a categoria sem álcool
registrou alta de 10%, com destaque para Corona Cero.
Embora
a queda no consumo de álcool seja protagonizada pelos consumidores mais
jovens, conformem apontam especialistas, a empresa aponta que a mudança
alcança mais de um grupo. “Não enxergamos esse movimento como algo
restrito a uma geração específica. A busca por mais equilíbrio e
flexibilidade aparece entre consumidores de diferentes perfis, o que
reforça a importância de atender necessidades variadas”, disse a Ambev
em nota.
Fora
do eixo Rio/SP, a Lambe Lambe, marca mineira fundada em 2019, aposta no
crescimento do mercado sem álcool com o lançamento do Zen, um drink
frisante de 24 calorias à base de frutas, especiarias, flores e
ingredientes fermentados. A decisão de criar o Zen surgiu após a empresa
identificar uma demanda por bebidas que pudessem ser consumidas em
momentos de socialização sem abrir mão da complexidade sensorial.
“Não
se trata de excluir o álcool, mas de ampliar possibilidades. A
estratégia é ocupar novos espaços de consumo onde o álcool não entrava: a
pausa no meio da tarde, a reunião de trabalho, o pós-treino ou o brinde
de quem quer acordar cedo e focado no dia seguinte”, afirma Kalinka
Campos, sócia executiva e diretora de Comunicação e Estratégia da Lambe
Lambe.
A
expectativa da empresa é que a nova linha represente entre 10% e 15% do
faturamento da marca no primeiro ano. “Projetamos que a linha se pague
no primeiro ciclo de distribuição offline”, estima.
Enquanto
o mercado dedica investimentos para seduzir o consumidor que vem
repensando a relação com o álcool, seja por causa da preocupação com a
reputação, performance ou saúde, ainda não há precisão se o hype
continua no longo prazo. “Não sabemos se a moda veio para ficar. Ainda
não temos certeza”, resume Mariana Thibes, do Cisa.
Descubra como o consumo de leguminosas, sementes e oleaginosas ajuda a controlar a hipertensão de forma natural
Por:Redação / Saúde em Dia
25 jun2026
Resumo
Substituir carne por proteínas vegetais pode
trazer grandes benefícios para a saúde do coração. Alimentos como
lentilhas, feijões, soja, sementes e oleaginosas ajudam a controlar a
hipertensão, graças ao alto teor de potássio, magnésio e fibras. Esses
nutrientes melhoram a elasticidade das artérias e diminuem o risco de
problemas cardiovasculares. 🌱❤️
Trocar a carne por opções naturais protege o seu coração. As proteínas vegetais para a pressão são ótimas aliadas.
Entenda como as proteínas vegetais ajudam a controlar a pressão
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia
Elas ajudam a controlar a hipertensão de forma simples. Alimentos como feijões e sementes relaxam os vasos sanguíneos.
Por que as proteínas vegetais ajudam a controlar a pressão?
Esses alimentos são muito ricos em potássio e magnésio. Eles também possuem muitas fibras solúveis na composição.
Esses nutrientes facilitam a eliminação do excesso de sódio. Assim, a elasticidade das suas artérias melhora bastante.
Além disso, essas opções possuem pouca gordura saturada. Elas não têm o alto teor de sódio dos embutidos.
O consumo regular ajuda a manter a pressão sob controle. Isso gera resultados muito positivos e duradouros na saúde.
Quais são as 4 melhores opções para o coração?
Algumas
fontes vegetais são perfeitas para o sistema cardiovascular. Os médicos
recomendam alimentos com alto valor nutricional. Conheça as quatro
melhores escolhas para adotar na sua rotina.
Lentilhas, feijões e a família da soja
As lentilhas e os feijões reduzem a pressão sistólica. Eles concentram muito magnésio e fibras de excelente qualidade.
Já a soja e o tofu possuem um forte efeito vasodilatador. O edamame também é uma fonte de proteína completa.
O poder das oleaginosas e sementes
Nozes, amêndoas e castanhas oferecem gorduras muito boas. Elas entregam bastante arginina e magnésio ao seu corpo.
As sementes de chia e linhaça também são excelentes. Elas são ricas em ômega 3 e protegem as artérias.
O que a ciência diz sobre o tema?
Estudos recentes confirmam o poder dessas fontes proteicas. A origem do nutriente faz muita diferença na saúde humana.
Uma dieta variada e minimamente processada é o cenário ideal. Isso diminui muito as chances de desenvolver hipertensão.
Uma grande pesquisa de 2025 avaliou mais de duas mil pessoas. O estudo acompanhou esses adultos por cerca de nove anos.
A variedade de proteínas naturais reduziu os riscos cardíacos. Diversificar as fontes no prato é sempre o melhor caminho.
Como incluir esses alimentos no dia a dia?
Pequenas trocas já geram ótimos resultados na sua saúde. Alterne diferentes opções naturais ao longo da semana inteira.
Misture sementes e leguminosas nas suas refeições principais. Os seus lanches também podem ficar muito mais saudáveis.
Dicas práticas para a sua rotina
Troque a carne vermelha por uma bela porção de lentilha. Salpique algumas sementes de abóbora nas suas saladas.
Um pequeno punhado de castanhas é um ótimo petisco. Reduzir o sal também potencializa esses efeitos no coração.
Quem deve ter atenção redobrada ao consumir?
Algumas pessoas precisam de cuidados extras com a dieta. Pacientes com doença renal devem limitar o potássio das leguminosas.
Quem usa anticoagulantes precisa evitar o excesso de vitamina K. Sementes podem interferir na ação desses remédios contínuos.
Alergias e problemas na digestão
Pessoas alérgicas a amendoim ou soja precisam de muito cuidado. Elas devem buscar outras fontes alternativas totalmente seguras.
Quem tem intestino irritável pode sofrer um pouco com feijões. Deixar os grãos de molho antes de cozinhar melhora a digestão.