O meu blog é HOLÍSTICO, ou seja, está aberto a todo tipo de publicação (desde que seja interessante, útil para os leitores). Além disso, trata de divulgar meu trabalho como economista, escritor e compositor. Assim, tem postagens sobre saúde, religião, psicologia, ecologia, astronomia, filosofia, política, sexualidade, economia, música (tanto minhas composições quanto um player que toca músicas de primeira qualidade), comportamento, educação, nutrição, esportes: bom p/ redação Enem
prioriza
o consumo de alimentos naturais e ricos em antioxidantes para reduzir a
produção de substâncias que estimulam a inflamação no organismo. Esse padrão alimentar, muitas vezes associado à Dieta Mediterrânea, ajuda a prevenir doenças crônicas e fortalecer o sistema imunológico.
O que incluir no prato
Peixes de águas frias: Ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, atum e cavala.
Frutas e Vegetais Coloridos:
Frutas vermelhas: Mirtilo, morango, cereja e amora (antocianinas).
Folhas verdes: Espinafre, couve e acelga (vitamina K e E).
Tomates: Fonte de licopeno.
Gorduras Saudáveis: Azeite de oliva extravirgem, abacate e oleaginosas (nozes, amêndoas e castanhas).
Grãos Integrais: Aveia, arroz integral e quinoa (ricos em fibras).
Especiarias e Ervas: Cúrcuma (açafrão), gengibre, alho e alecrim.
Sementes: Chia e linhaça.
O que evitar ou reduzir
Para desinflamar o corpo, é essencial reduzir o consumo de alimentos que estimulam marcadores inflamatórios, como:
Ultraprocessados: Comidas congeladas, macarrão instantâneo e salgadinhos.
Açúcares refinados: Doces, refrigerantes e sucos de caixinha.
Gorduras Trans e Saturadas em excesso: Margarina e carnes processadas (salsicha, bacon).
Farinhas brancas: Pão branco, massas e bolachas.
Benefícios Práticos
Além de auxiliar no controle de doenças como artrite e psoríase, essa dieta melhora a saúde cardiovascular e ajuda na recuperação de tecidos.
Você gostaria de uma sugestão de cardápio para um dia inteiro baseado nesses princípios?
Esse
texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico
médico, consulte um profissional. As respostas da IA podem conter erros.
Saiba mais
É possível que dentro de 50 anos
a quantidade de habitantes volte ao 1 bilhão que havia em 1981, o que
significará 400 milhões a menos do que hoje
Milton Pomar
Será necessária uma verdadeira revolução na China, a partir de
agora, para que o país consiga reduzir a velocidade com que caminha para
o colapso populacional, e até mesmo tentar reverter o fenômeno
Dez
anos antes da definição da "política do filho único" na China (1979), o
economista e professor brasileiro Paul Singer, em seu livro "Dinâmica
Populacional e Desenvolvimento" afirmava que "a oportunidade de
crescimento natural acelerado da população aparentemente não se oferece
mais que uma vez em cada país, que é quando o decréscimo da mortalidade
não é acompanhado de uma redução da fertilidade." Na sequência,
alertava: "A transformação cultural da qual resulta a queda da
fertilidade tende a ser irreversível, em certa medida, e por isso é
aconselhável que a racionalidade econômica de qualquer política
populacional seja cuidadosamente verificada antes que se tente sua
aplicação." (Introdução – População e Desenvolvimento Econômico, pág.
20)
Reli esse trecho do livro de Paul Singer na terça-feira
(19) após saber, por vários sites de notícias, que o Escritório
Nacional de Estatísticas da China informou ter havido 7,9 milhões de
nascimentos no país em 2025 – a quarta queda sucessiva da quantidade de
nascimentos, desde 2022. Essa nova queda, agora de 1,6 milhão em relação
a 2024, comprova que não deram certo as iniciativas do governo para
animar jovens a terem filhos(as): um valor anual de 3.500 Renminbi (RMB)
por criança, para ajudar nas despesas; tributação de anticoncepcionais
para ficarem mais caros; eliminar taxas de creches públicas; e,
obviamente, propaganda. Tratamos da crise populacional na China aqui em
"Conexão Ásia" três vezes nos últimos anos – em outubro de 2023, novembro de 2022 e em junho de 2021 – no qual ousadamente asseguramos que "a situação demográfica da China não tem volta".
Agora,
com a diminuição de 3,4 milhões de habitantes ocorrida em 2025,
resultante da diferença entre as 11,3 milhões de mortes e os 7,9 milhões
de nascimentos, a população da China teria voltado a 1,4 bilhão,
quantidade existente em 2018. Lembrando que a "virada" ocorreu em 2022,
quando o saldo populacional foi negativo pela primeira vez em 60 anos.
Tantos nascimentos a menos e tantas mortes a mais, de 2022 a 2025,
parecem confirmar as previsões mais drásticas para a população chinesa, primeiro da revista The Lancet, publicada em julho de 2020, e agora (2025) da Divisão de População das Nações Unidas, em sua publicação "World Population Prospects 2024 – Summary of Results" (pág. 53): sair dos atuais 1,4 bilhão de habitantes para 1,22 bilhão, em 2054, e inacreditáveis 638,7 milhões em 2100.
Nessa
perspectiva, faz sentido que a tendência, daqui pra frente, seja de
aumento constante da diferença entre mortes e nascimentos, conforme
avance o envelhecimento e aumentem as quantidades de jovens que não
querem ter filho(a); ou aceitem ter, mas apenas um(a) – quantidade que
não altera em nada a situação atual. Após 45 anos do início da "política
do filho único", a China encontra-se no dilema oposto ao de 1980 – como
continuar desenvolvendo o país com a população diminuindo? Nesse ritmo,
é possível que dentro de 50 anos a quantidade de habitantes volte ao 1
bilhão que havia em 1981, o que significará 400 milhões a menos do que
hoje. Com tanta gente a menos, como ficará a ocupação dos imóveis no
país e quais os impactos nos mercados imobiliário, da construção civil e
de móveis? Como lidar com 30% de ociosidade nos espaços de todas as
estruturas, inclusive universidades? Talvez ainda não haja respostas
para essas questões.
O que já existe, desde quando ficou evidente
(em 2015) o "dano colateral" da redução populacional, causada pela
política do filho único, é um enorme esforço tecnológico para substituir
humanos em atividades produtivas em todos os setores da economia. Por
isso, a China é a campeã de robôs no mundo, com dois milhões industriais
em fábricas, dos quais 295 mil incorporados em 2024 – de um total
mundial de 542 mil naquele ano. Japão e Coreia do Sul, também em marcha
acelerada para colapso populacional, instalaram 44,5 mil e 30,6 mil,
respectivamente; os Estados Unidos 34,2 mil; e a Índia apenas 9,1 mil
robôs. Essas e outras informações sobre o avanço da robótica no mundo
estão disponíveis no relatório "World Robotics 2025", da Federação Internacional de Robótica (IFR), de setembro de 2025.
Evidentemente,
a possibilidade concreta de colapso populacional na China até 2100
requer ações objetivas urgentes, de caráter estrutural e em grande
escala, dos governos e do conjunto da sociedade chinesa, que vão muito
além das iniciativas já tomadas e do aumento da automação e da robótica
no país. E com certeza, uma campanha por mais crianças é
incomparavelmente melhor de se fazer do que a anterior, para ter apenas
uma.
Revolução para evitar o colapso Será
necessária uma verdadeira revolução na China, a partir de agora, para
que o país consiga reduzir a velocidade com que caminha para o colapso
populacional, e até mesmo tentar reverter o fenômeno, com políticas
efetivas, para: 1) reduzir muito os preços dos aluguéis e de venda de
apartamentos; 2) apoiar financeiramente jovens famílias, com os gastos
adicionais da gestação até a universidade; 3) acesso a creches públicas;
e 4) um conjunto de outras ações facilitadoras, a serem identificadas
rapidamente com pesquisas de opinião.
Esse é o desafio,
impensável há dez anos: três filhos(as) por casal de 20 anos de idade
(adiar para 30-35 anos de idade a primeira criança significa adiar por
10-15 anos o início da possível solução). Desafio também porque esse
universo, de eventuais futuros pais e mães, é constituído, em grande
parte, por jovens que são filhos(as) únicos(as) e, portanto, não têm o
hábito de cuidar de crianças, de conviver em casa com bebês a
adolescentes. Será um choque cultural de grandes proporções, sem dúvida.
Outro aspecto importante é que na China boa parte das crianças pequenas
são cuidadas por avós e avôs. E cuidar de uma criança pequena é uma
coisa; outra coisa, bem diferente (quase impossível), é cuidar ao mesmo
tempo de três, com idades e ritmos diferentes.
Uma coisa é certa:
sem alterar radicalmente as questões objetivas que impedem ou
dificultam muito ter filho(a) na China, o país continuará na direção do
colapso populacional previsto para 2100. Ainda que mais de 600 milhões
de habitantes continue sendo uma população enorme, é importante ter
presente que a proporção de pessoas idosas na época deverá ser superior a
50%. E nenhum país no mundo tem a experiência de lidar – e sustentar –
tanta gente idosa (e tão idosa: haverá milhões na faixa de 90 anos de
idade e com 100 anos e mais).
Conhecendo-se a capacidade da China
em resolver problemas de grandes proporções, a exemplo da redução da
pobreza, que beneficiou 800 milhões de pessoas, é possível que o país
consiga realizar as alterações necessárias, e, dentro de dez anos,
retome os nascimentos no patamar de 16 milhões a 18 milhões anuais, para
obter um saldo positivo de dois a quatro milhões, que lhes permita, até
2054, reduzir a queda e estabilizar em 1,2 bilhão, chegando em 2100 com
800 a 900 milhões. Quaisquer que sejam os efeitos das políticas,
recursos (financeiros e humanos) e propaganda para enfrentar esse
gigantesco desafio populacional da China, uma coisa é certa: impactarão o
Brasil, a curto prazo, por redução das demandas alimentares e de
recursos naturais. E, hipótese que não deve ser descartada, também por
eventual atração de jovens descendentes de chineses, para mudarem e
viverem no país de seus ancestrais.
O implante dentário é um dos tratamentos
mais utilizados para substituir dentes perdidos, pois oferece uma
solução fixa e de longa duração. Contudo, o procedimento envolve riscos e
nem sempre representa a melhor alternativa para todos os pacientes. Por
isso, o paciente precisa entender em quais situações o implante se
mostra indicado, quais problemas podem surgir e em quais casos deve
evitar essa opção. Dessa forma, a tomada de decisão se torna mais segura
e consciente.
A palavra-chave "riscos do implante dentário"
aparece com frequência nas pesquisas de pacientes. Essas pessoas
desejam saber o que pode acontecer antes, durante e depois da cirurgia.
De maneira geral, o procedimento apresenta boa previsibilidade quando o
profissional realiza um planejamento adequado. Ainda assim, fatores como
saúde geral, hábitos de vida e condições da boca interferem diretamente
no resultado. Além disso, alguns casos específicos não permitem o uso
de implantes dentários. Nessas situações, o profissional pode indicar
alternativas, como próteses removíveis ou próteses fixas apoiadas em
dentes naturais.
Quais são os principais riscos do implante dentário?
Os
riscos do implante dentário se dividem em complicações cirúrgicas,
problemas pós-operatórios imediatos e falhas tardias. Na fase da
cirurgia, o paciente pode apresentar sangramentos mais intensos. Além
disso, o dentista pode lesar estruturas anatômicas próximas ou enfrentar
dificuldades para fixar o implante em ossos muito finos ou frágeis.
Embora essas situações apareçam com menor frequência, elas fazem parte
dos cuidados que o cirurgião-dentista precisa antecipar no planejamento.
Após
a colocação do implante, os riscos mais comuns incluem dor persistente,
inchaço prolongado e infecção na região. Os profissionais chamam essa
infecção de perimplantite. Essa inflamação ao redor do
implante provoca perda óssea e, em casos mais graves, obriga o dentista a
remover a peça. A falta de higiene adequada, o tabagismo e doenças sem
controle aumentam muito a chance de complicações. Por isso, o paciente
precisa manter o acompanhamento profissional e seguir rigorosamente as
orientações de limpeza.
Sorriso -depositphotos.com / arribalko
Foto: Giro 10
Quando o implante dentário não é indicado?
Algumas
situações clínicas impedem a indicação imediata do implante dentário ou
exigem adiamento do procedimento. Pacientes com doenças sistêmicas
descompensadas, como diabetes sem controle ou hipertensão não tratada,
apresentam maior risco de infecção. Além disso, essas pessoas cicatrizam
lentamente e podem sofrer falhas na osseointegração. Nessas condições, o
dentista e o médico priorizam a estabilização da saúde geral antes de
considerar o implante.
Algumas condições de saúde
oral também limitam a indicação. Perda óssea avançada, infecções ativas
na boca, periodontite sem tratamento e higiene bucal deficiente reduzem
muito as chances de sucesso. Em pacientes muito jovens, o crescimento
ósseo ainda não terminou. Nesses casos, o profissional geralmente adia o
implante, pois o desenvolvimento facial continua e a peça de titânio
não acompanha esse crescimento. Da mesma forma, pessoas que fazem uso
intenso de tabaco ou álcool apresentam maior probabilidade de falhas e
complicações.
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Doenças sistêmicas sem controle adequado;
Infecções bucais ativas ou gengivites severas;
Perda óssea significativa sem possibilidade de enxerto;
Higiene oral insuficiente ou falta de adesão a cuidados diários;
Pacientes em fase de crescimento ósseo;
Uso crônico e intenso de tabaco.
Quais complicações podem surgir a longo prazo no implante dentário?
Mesmo
após um pós-operatório tranquilo, alguns problemas podem surgir meses
ou anos depois da instalação do implante dentário. Um dos mais
conhecidos é a reabsorção óssea ao redor da área, que reduz o suporte e
provoca mobilidade do implante. A perimplantite crônica,
associada ao acúmulo de placa bacteriana, causa com frequência essa
perda óssea. Esse quadro aparece principalmente em pacientes que não
mantêm consultas periódicas de manutenção.
Outras
complicações tardias incluem afrouxamento ou fratura de parafusos, além
de desgaste ou quebra da coroa protética. Também podem surgir
alterações estéticas, como retração da gengiva ao redor do implante. Em
alguns casos, o paciente relata desconforto ao mastigar ou sensação de
pressão na região. Nessa situação, o dentista precisa avaliar se ocorreu
alguma alteração na mordida. Esses riscos do implante dentário, mesmo
quando aparecem tardiamente, geralmente permitem manejo com ajustes ou
troca de componentes. Em última instância, o profissional pode optar
pela remoção do implante comprometido.
Reabsorção óssea ao redor do implante;
Perimplantite e inflamação crônica;
Afrouxamento de parafusos ou componentes;
Fratura da coroa ou do próprio implante;
Alterações estéticas na gengiva e no sorriso.
Como reduzir os riscos do implante dentário?
A
redução dos riscos do implante dentário começa antes da cirurgia, com
uma avaliação completa da saúde geral e bucal do paciente. O dentista
realiza exames clínicos e radiográficos, analisa a qualidade óssea e
investiga o histórico médico. Esses passos ajudam a definir se o
implante representa a melhor opção de tratamento. Em alguns casos, o
profissional precisa realizar enxertos ósseos ou tratamento periodontal
antes da cirurgia. Além disso, o dentista pode solicitar ajustes em
medicações de uso contínuo, sempre em integração com o médico
responsável.
Depois da colocação do implante, os
cuidados diários assumem papel central na durabilidade do tratamento. O
paciente deve realizar escovação adequada, usar fio dental e, quando
necessário, recursos específicos para implantes. Além disso, consultas
regulares de manutenção ajudam a controlar a placa bacteriana e a
identificar sinais iniciais de inflamação. Os profissionais reforçam
constantemente que a disciplina com a higiene e o abandono de hábitos
como fumar influenciam diretamente a estabilidade do implante a longo
prazo.
Assim, quando o paciente entende em quais
situações o implante dentário se mostra indicado, ele faz escolhas mais
seguras. Além disso, reconhecer quando deve evitar o procedimento e
conhecer os possíveis riscos permite um planejamento mais cuidadoso. A
combinação de avaliação criteriosa, execução técnica adequada e cuidados
diários consistentes aumenta significativamente a taxa de sucesso desse
tratamento. Desse modo, o implante oferece reposição dentária estável,
funcional e esteticamente satisfatória para diferentes perfis de
pacientes.
Guardar tudo na geladeira parece a solução mais
segura, mas nem sempre é. Alguns alimentos perdem sabor, textura e
qualidade quando refrigerados. Outros estragam mais rápido no frio.
Foto: Guia da Cozinha
Conhecer esses vilões ajuda a conservar melhor os ingredientes e evitar desperdício na cozinha.
O frio interrompe o amadurecimento natural do tomate e compromete o sabor.
Na geladeira, ele:
Fica farinhento.
Perde doçura.
Dura menos após sair do frio.
Como evitar:
Guarde tomates em temperatura ambiente, longe da luz direta, com o cabinho para baixo.
2. Pão
Colocar pão na geladeira resseca o miolo e deixa a casca borrachuda.
O frio acelera:
A perda de maciez.
A alteração da textura.
Como evitar:
Consuma em até dois dias fora da geladeira ou congele em fatias, bem embaladas.
3. Batata
A geladeira transforma o amido da batata em açúcar, alterando sabor e preparo.
Isso pode causar:
Gosto adocicado.
Escurecimento ao cozinhar.
Como evitar:
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Armazene em local fresco, seco e escuro, longe de cebola.
4. Cebola
A umidade da geladeira amolece a cebola e favorece mofo.
Além disso:
O cheiro se espalha.
A textura se perde rapidamente.
Como evitar:
Guarde em local arejado, seco e separado de outros vegetais.
5. Alho
O alho não gosta de frio. Na geladeira, ele brota e perde potência.
Os efeitos mais comuns:
Sabor mais fraco.
Textura emborrachada.
Como evitar:
Mantenha em recipiente ventilado, longe de umidade e luz.
6. Café
O café absorve odores e a geladeira acelera a oxidação.
Isso resulta em:
Aroma comprometido.
Sabor apagado.
Como evitar:
Guarde em pote hermético, longe de calor e luz, fora da geladeira.
Por que a geladeira nem sempre ajuda?
A
geladeira é ótima para alimentos perecíveis, mas o frio excessivo e a
umidade alteram reações naturais de muitos ingredientes. Entender o
armazenamento correto preserva sabor e aumenta a durabilidade.
Resumo rápido: onde guardar cada um
Tomate: fora da geladeira.
Pão: fora ou no freezer.
Batata: local seco e escuro.
Cebola: ambiente ventilado.
Alho: recipiente arejado.
Café: pote fechado, fora do frio.
Cozinha organizada começa no armazenamento
Guardar melhor é cozinhar melhor. Pequenas mudanças evitam desperdício, melhoram o sabor das receitas e facilitam o dia a dia.
Antes de colocar tudo na geladeira, vale pensar: esse alimento realmente precisa de frio?
A manga é uma fruta muito querida devido
ao sabor doce, à textura macia e à facilidade de uso em várias
receitas. Ela combina bem com preparos simples e com versões mais
caprichadas, sendo uma ótima escolha para quem busca algo gostoso sem
pesar na rotina alimentar, principalmente durante o verão. Isso porque,
com ela, é possível preparar sobremesas leves e refrescantes. Confira!
Picolé de manga
Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase
1. Picolé de manga
Ingredientes
2 mangas maduras descascadas e picadas
200 ml de água gelada
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa de mel
Folhas de hortelã a gosto
Modo de preparo
No liquidificador, coloque
as mangas, a água, o suco de limão, o mel e as folhas de hortelã. Bata
até obter uma mistura lisa e homogênea. Distribua o preparo em formas
próprias para picolé, encaixe os palitos e leve ao congelador por
aproximadamente 6 horas ou até ficarem firmes. Retire das formas e sirva
em seguida.
No
liquidificador, bata as mangas com o suco de limão até obter um purê
liso e espesso. Distribua esse creme no fundo de copos ou taças
individuais. Leve à geladeira. No liquidificador, coloque o iogurte
natural, o leite de coco e o açúcar demerara. Bata até formar um creme
claro e homogêneo. Com cuidado, despeje essa mistura sobre a camada de
manga já gelada, usando uma colher para não misturar as cores. Leve à
geladeira por aproximadamente 2 horas. Antes de servir, finalize com
cubos de manga fresca e folhas de hortelã.
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3. Manga assada com especiarias e creme gelado de iogurte
Ingredientes
2 mangas firmes descascadas e cortadas em fatias grossas
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de mel
200 g de iogurte natural gelado
1 colher de sopa de suco de limão
Modo de preparo
Disponha as fatias de manga
em uma assadeira, polvilhe a canela e o mel e leve ao forno preaquecido
a 200 °C por cerca de 15 minutos, até ficarem macias e levemente
douradas. Retire do forno e deixe esfriar. Em um recipiente, misture o
iogurte com o suco de limão até ficar cremoso. Sirva a manga assada fria
acompanhada do creme gelado de iogurte.
Conheça os riscos de beijar na boca de desconhecidos no Carnaval
Foto: Freepilk
Por
entre blocos lotados, confete no ar e hits que grudam na cabeça, o
Carnaval brasileiro também é a temporada oficial do beijo entre os
solteiros. A pergunta que volta todo ano é simples: beijar na boca faz
mal? Quais são os riscos?
"Como infectologista, com
base na prática clínica e nas diretrizes brasileiras em infectologia, é
importante esclarecer que o beijo na boca pode, sim, ser uma via de
transmissão de algumas doenças, especialmente quando há presença de
feridas na cavidade oral", diz Dr. Guenael Freire.
O
médico infectologista conta que entre as infecções mais conhecidas está
a mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr,
popularmente chamada de “doença do beijo”. "Que se transmite facilmente
pela saliva e pode provocar sintomas como febre, dor de garganta e
cansaço prolongado".
O herpes simples, tipos 1 e 2,
responsável pelas lesões conhecidas como herpes labial, também pode ser
transmitido pelo beijo, inclusive quando não há feridas visíveis, já que
pode ocorrer eliminação viral mesmo sem lesões aparentes.
"Além
disso, vírus respiratórios, como os da gripe, do resfriado comum e da
Covid-19, podem ser transmitidos pelo beijo, devido ao contato direto
com secreções respiratórias. Outros agentes, como o citomegalovírus,
também podem ser transmitidos pela saliva, e algumas bactérias da
cavidade oral podem causar infecções de garganta e, em casos mais raros,
até meningite", alerta.
Em situações mais
específicas, doenças como a sífilis e o condiloma causado pelo HPV podem
ser transmitidas pelo beijo, embora essa forma de transmissão seja
menos comum.
Durante o Carnaval, período marcado por
maior contato físico e beijos frequentes, alguns cuidados ajudam a
reduzir o risco de infecções. "O principal deles é evitar beijar muitas
pessoas. Mesmo sem sinais claros de infecção, ainda há chance de
transmissão. Manter uma boa higiene oral, com escovação regular e uso de
fio dental, contribui para a saúde da mucosa e reduz a quantidade de
microrganismos na boca", recomenda.
Além disso, o
médico alerta para nunca compartilhar copos, garrafas, canudos ou outros
objetos que tenham contato com a boca de outras pessoas como medida
simples e eficaz. "Caso, após o Carnaval, surjam sintomas como febre
persistente, dor intensa na garganta ou lesões na boca, a orientação é
procurar avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequados",
conclui.
Segundo especialistas suecos, a descoberta
permite ajustar práticas do dia a dia para reduzir os impactos no
cérebro e a probabilidade de desenvolver demências
Por:Maria Clara Pinheiro / Bons Fluidos
5 fev2026
A idade e a predisposição genética são
os principais elementos citados quando se trata do diagnóstico de
Alzheimer e outras demências. Um novo estudo publicado no The Journal of Prevention of Alzheimer's Disease, contudo,
aponta que a condição pode estar associada a seis fatores do estilo de
vida que, a longo prazo, afetam o cérebro e provocam o declínio
cognitivo.
Segundo
especialistas suecos, a descoberta permite modificar práticas do dia a
dia para reduzir a probabilidade de desenvolver Alzheimer
Os
pesquisadores analisaram 17 práticas, como tabagismo, consumo de álcool
e uso de medicamentos para o coração, a fim de identificar elementos
responsáveis por aumentar o risco da doença. Para isso, eles contaram
com o auxílio de 494 residentes na Suécia, com idade média de 65 anos. Os participantes responderam a questionários sobre seus hábitos e realizaram exames genéticos.
Além
disso, passaram por testes específicos capazes de medir, por exemplo, o
colesterol, a pressão arterial e o IMC. Com foco nas questões do
sistema nervoso, também foram coletadas amostras do líquido
cefalorraquidiano, substância que circula entre cérebro e a medula
espinhal. A análise desse componente possibilita detectar biomarcadores
da doença de Alzheimer.
Dessa forma, os resultados,
reunidos durante quatro anos, mostraram que 45% dos casos de demência
estão relacionados a elementos do estilo de vida. Entre os principais
fatores estão o consumo excessivo de álcool, a falta de exercícios
físicos, o tabagismo, o colesterol alto, a pressão elevada e as doenças
cardiovasculares.
De acordo com o estudo da
Universidade de Lund, isso ocorre porque práticas e condições médicas
danificam os vasos sanguíneos do cérebro, impedindo a chegada adequada
de sangue e oxigênio. Como consequência, afetam áreas do cérebro
responsáveis pela cognição. Ademais, alguns desses elementos favorecem o
acúmulo da proteína beta-amiloide na região, o que pode desencadear o
Alzheimer.
Na avaliação dos pesquisadores, as
conclusões são positivas, pois permitem a adoção de mudanças no estilo
de vida para reduzir o risco de demência. "No entanto, essas descobertas precisam ser investigadas mais a fundo e validadas em estudos futuros", afirmou o autor do estudo, Sebastian Palmqvist, em comunicado.
Asteroides,
supernovas e guerras nucleares estão entre os piores cenários
imagináveis para o fim da vida no planeta. Mas pesquisadores creem
haver um animal capaz de sobreviver ao que dizimaria todos os outros.
https://p.dw.com/p/57m6Q
Impacto de asteroide acabaria com muitas formas de vida. Mas microanimal de 1,2 milímetro sobreviveriaFoto: Science Photo Library/IMAGO
A
vida na Terra se caracteriza não tanto por sua fragilidade, mas por sua
capacidade de persistir. Ao longo de bilhões de anos, ela sobreviveu a
eventos aparentemente definitivos – de erupções vulcânicas em grande
escala a impactos de asteroides e extinções em massa – e, ainda assim,
conseguiu continuar. Os registros mais antigos datam sua origem há pelo
menos 3,7 bilhões de anos, um período durante o qual sobreviveu a crises
que dizimaram mais de três quartos de todas as espécies existentes.
A maior dessas crises ocorreu há cerca de 250 milhões de anos,
durante a extinção do Permiano, quando aproximadamente 90% das espécies
desapareceram. Contudo, após apenas alguns milhões de anos, a vida se
reorganizou e continuou. Essa resiliência surpreendente levou muitos
cientistas a uma conclusão incômoda para nossa espécie: mesmo que os
humanos desapareçam, a vida provavelmente não desaparecerá. Isso levanta
a questão: qual criatura seria a última a sobreviver?
Enquanto a humanidade enfrenta ameaças que vão desde as mudanças climáticas
a um potencial conflito nuclear, existe um pequeno animal que
provavelmente sobreviverá a todos nós. E não, não são baratas nem
escorpiões. Trata-se de um organismo humilde, com oito patas, que se
destaca dos demais quando se trata de extrema resiliência: o tardígrado.
Resiliência que desafia a lógica
Esses microanimais, também conhecidos como ursos-d'água, mal chegam a
1,2 milímetro de comprimento, mas demonstraram uma resiliência que
desafia toda a lógica biológica. Conforme relatado pela publicação
especializada IFL Science
, eles podem sobreviver sem comida ou água por períodos extremamente
longos – até 30 anos em condições experimentais – suportar temperaturas
extremas – de condições criogênicas próximas do zero absoluto até cerca
de 150 °C em laboratório – resistir a pressões esmagadoras e doses
letais de radiação, e até mesmo permanecer expostos ao vácuo do espaço
sem se abalarem.
Tardígrados podem sobreviver 30 años sem água, suportam o vácuo espacial e radiação letalFoto: rukanoga/Depositphotos/IMAGO
O segredo dessa sobrevivência extrema reside em um processo conhecido
como criptobiose. De acordo com a publicação científica, quando as
condições se tornam hostis, os tardígrados expelem mais de 95% da água
de seus corpos e se contraem em uma espécie de cápsula desidratada.
Nesse estado de animação suspensa, eles podem permanecer por décadas,
até que o ambiente se torne favorável novamente.
Ameaças cósmicas
Mas, além de seus aparentes superpoderes biológicos, o que é
realmente interessante é o que eles representam: a prova tangível de que
a vida, uma vez estabelecida, pode ser extraordinariamente difícil de
erradicar. Um estudo de 2017 realizado por físicos das universidades de
Oxford e Harvard, divulgado por veículos como IFL Science e Vice,
analisou três dos piores cenários astrofísicos imagináveis: impactos de
asteroides gigantes, explosões de supernovas próximas e explosões de
raios gama. Todos esses eventos seriam devastadores para a humanidade e
para a maioria das espécies do planeta. Os tardígrados, no entanto,
provavelmente sobreviveriam.
Para que um impacto de asteroide os exterminasse, explicam os
pesquisadores, o evento teria que ser capaz de alterar drasticamente o
equilíbrio térmico do planeta, elevando as temperaturas globais a níveis
incompatíveis com a existência de oceanos líquidos. Dos corpos
conhecidos no sistema solar, apenas uma dúzia de asteroides e planetas
anões atingem esse limite de massa – incluindo Plutão –, e não é
esperado que nenhum deles intercepte a órbita da Terra.
No caso de uma supernova, a explosão teria que ocorrer a menos de
0,14 anos-luz de distância para evaporar os oceanos do planeta. O
problema é óbvio: a estrela mais próxima do Sol está a mais de quatro
anos-luz de distância.
A guerra nuclear representa uma ameaça imediata à vida complexa na TerraFoto: Ales Utouka/CHROMORANGE/IMAGO
Algo semelhante acontece com as explosões de raios gama, os eventos
mais energéticos do universo. Para causar um aquecimento global capaz de
ferver os mares, elas teriam que se originar a menos de 40 anos-luz da
Terra, uma possibilidade considerada mínima antes que o próprio Sol
chegue ao fim de sua vida.
Nesse sentido, os pesquisadores concluem que, a menos que ocorra um
evento capaz de literalmente ferver todos os oceanos do planeta, os
tardígrados ainda estarão aqui, indiferentes ao nosso fim.
"Os tardígrados são os seres mais próximos da indestrutibilidade que
existem na Terra", afirma o físico brasileiro Rafael Alves Batista, em
um texto divulgado pela Universidade de Oxford
, no Reino Unido. "Sem nossa tecnologia para nos proteger, os seres
humanos são uma espécie extremamente sensível. Mudanças sutis em nosso
ambiente podem nos afetar drasticamente."
Guerra nuclear
Paradoxalmente, além dos cenários extremos delineados pelos
cientistas, uma das ameaças mais imediatas à vida complexa pode não vir
do espaço, mas de nós mesmos. As armas nucleares representam um risco
real e iminente, cujos efeitos se estenderiam muito além da destruição
imediata da Terra.
No caso de uma supernova, a explosão teria que ocorrer a menos de
0,14 anos-luz de distância para evaporar os oceanos do planeta. O
problema é óbvio: a estrela mais próxima do Sol está a mais de quatro
anos-luz de distância.
Um estudo publicado na AGU Advances e citado em maio de 2023 pela Universidade do Colorado em Boulder
, nos EUA, modelou vários cenários de guerra nuclear e concluiu que a
fuligem gerada pelas explosões bloquearia a luz solar por
aproximadamente uma década, causando um resfriamento global abrupto.
Em um conflito em larga escala entre os Estados Unidos e a Rússia,
por exemplo, as temperaturas médias globais poderiam cair cerca de 10 °C
nos três anos seguintes.
Os oceanos, que cobrem mais de 70% do planeta, esfriariam rapidamente
e desenvolveriam extensas camadas de gelo marinho. A fotossíntese do
fitoplâncton – a base da cadeia alimentar marinha seria severamente
afetada, desencadeando uma grave reação em cadeia nos ecossistemas
oceânicos.
"Se as algas desaparecerem, tudo o mais desaparece também", alertou
Nicole Lovenduski, coautora do estudo, em um comunicado da Universidade
do Colorado em Boulder.
Os ursos d'água usam criptobiose para expelir 95% da água de seus corpos e ficam em estado de animação suspensa por décadasFoto: SuperStock/Imago Images
Mesmo conflitos nucleares regionais mais limitados produziriam
efeitos globais duradouros, de acordo com as simulações. E,
diferentemente dos tardígrados, os humanos dependem de sistemas
agrícolas, cadeias de suprimentos e condições climáticas extremamente
sensíveis.
Mesmo assim, nem a guerra nuclear nem os asteroides marcarão o fim
definitivo da vida na Terra. Esse destino está reservado para o Sol.
Daqui a cerca de 5 bilhões de anos, quando o Sol esgotar seu
hidrogênio e se transformar em uma gigante vermelha, ele se expandirá a
ponto de engolfar Mercúrio e Vênus e, provavelmente, a Terra também.
Muito antes de o Sol atingir esse estágio final, o aumento progressivo
de sua luminosidade transformará irreversivelmente o ambiente da Terra.
A intensificação da radiação alterará a estabilidade climática do
planeta, causará a perda gradual de sua atmosfera e, eventualmente,
eliminará a água superficial que torna a vida possível hoje. O resultado
será uma Terra transformada em um mundo seco e inóspito, incapaz de
sustentar até mesmo os organismos mais resistentes.
Esse será o ponto final até mesmo para os tardígrados, pelo menos em
escala planetária. Algumas bactérias extremófilas podem sobreviver por
um tempo, mas a vida como a conhecemos chegará ao fim.
Até lá, a lição é clara: a Terra não precisa dos humanos para
sobreviver. Nós, por outro lado, precisamos de um planeta estável para
sobreviver. E nesse delicado equilíbrio, os tardígrados têm uma vantagem
de milhões de anos.