quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

CHARGE

 

Charge


LEGUMES sem graça nunca mais: como realçar o sabor sem fritura

 

24 fev 2026  

Muita gente diz que não gosta de legumes porque eles "não têm gosto". Mas, na maioria das vezes, o problema não está neles. Está no preparo.

Foto: Guia da Cozinha

Legumes cozidos demais, sem tempero ou feitos sempre do mesmo jeito acabam ficando sem graça mesmo. A boa notícia é que dá para mudar isso sem fritura e sem complicação.

Com alguns ajustes simples, os legumes ganham sabor, aroma e até textura diferente.

O segredo está no tempero

Legumes precisam de tempero, assim como qualquer outro alimento.

Alho e cebola fazem toda a diferença. Refogar esses dois antes de adicionar os legumes já muda o resultado final.

Ervas secas como orégano e chimichurri também ajudam. Especiarias como páprica e cúrcuma trazem cor e sabor marcante.

Pequenas pitadas transformam o prato.

A forma de preparo muda tudo

Nem todo legume precisa ser cozido na água.

Assar é uma das melhores formas de realçar o sabor. No forno, os legumes ficam levemente dourados e mais intensos.

Grelhar também funciona muito bem. Uma frigideira quente com um fio de azeite já cria outra textura.

Até o refogado simples, quando feito no tempo certo, deixa os legumes mais saborosos.

Combinações simples que funcionam

Algumas misturas são fáceis e sempre dão certo:

  • Azeite + alho.
  • Limão + ervas secas.
  • Páprica + sal.
  • Manteiga + cheiro-verde.
  • Cúrcuma + pimenta-do-reino.

Essas combinações realçam o sabor sem pesar.

Como variar o preparo dos legumes no dia a dia

Mudar o jeito de fazer já evita a sensação de comida repetida.

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Abobrinha

Pode ser grelhada em rodelas com azeite e alho.

Também fica ótima assada com páprica e ervas.

Cenoura

Assada em palitos fica levemente adocicada.

Ralada e refogada com cebola vira acompanhamento rápido.

Brócolis

Refogado rapidamente mantém textura e cor.

Assado com azeite e alho ganha sabor mais intenso.

Couve-flor

Assada até dourar fica crocante por fora e macia por dentro.

Pode receber cúrcuma ou páprica para variar.

O segredo é não cozinhar demais. Legumes muito moles perdem sabor e textura.

Pequenos detalhes fazem diferença

Algumas atitudes simples ajudam bastante:

  • Não cozinhar além do ponto.
  • Usar sal na medida certa.
  • Finalizar com azeite ou limão.
  • Testar temperos diferentes.

Não é preciso fritar para deixar gostoso.

Legumes podem, sim, ser protagonistas

Com o preparo certo, os legumes deixam de ser apenas acompanhamento e passam a brilhar no prato.

Eles são versáteis, econômicos e combinam com tudo. Basta mudar a forma de preparo e usar temperos com mais intenção.

Com criatividade, comer legumes pode ser prático, saboroso e nada sem graça.

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JILÓ não é vilão: 5 jeitos de preparar sem amargar a refeição

 

24 fev 2026  

Aprender como preparar o jiló corretamente transforma o fruto em um acompanhamento delicioso. Muitas pessoas evitam o ingrediente devido ao seu sabor amargo característico.

Foto: Guia da Cozinha

Porém, provaremos que o jiló não é vilão quando usamos os truques certos. Com essas dicas, você elimina o amargor e ganha um aliado na cozinha.

Por que o jiló faz bem para a saúde?

O jiló é excelente para a digestão e ajuda a controlar o colesterol. Ele possui poucas calorias e é ideal para dietas de emagrecimento.

Além disso, é uma ótima fonte de vitamina C e flavonoides. Incluir o alimento na rotina traz benefícios reais para o seu organismo.

Como tirar o amargor do jiló?

O maior segredo para o jiló não ser vilão é o remolho. Corte o fruto em fatias e deixe em água salgada por 15 minutos.

Este processo extrai o "suco" amargo antes do cozimento final. Depois, basta secar bem as fatias e preparar sua receita favorita.

1. Jiló frito e sequinho

Este preparo de jiló frito é um clássico de botecos tradicionais. Empane as fatias em farinha de trigo ou de milho temperada.

Frite em óleo bem quente até ficarem douradas e bem crocantes. O resultado é um petisco delicioso que agrada a todos.

2. Jiló refogado com cebola

Corte o fruto em quatro partes e refogue com cebola e alho. O segredo é usar um fio de azeite e manter o fogo médio.

A doçura da cebola caramelizada equilibra o sabor natural do jiló. É o acompanhamento perfeito para o arroz e feijão diário.

3. Jiló assado com ervas

Se busca uma opção leve, o jiló assado é a escolha certa. Tempere com alecrim, tomilho e uma pitada de açúcar mascavo.

O açúcar ajuda a neutralizar o amargor durante o tempo de forno. As fatias ficam macias e com um aroma irresistível.

4. Chips de jiló na Airfryer

Corte o jiló em rodelas bem finas para garantir máxima crocância. Tempere com sal, pimenta e um toque de páprica defumada.

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Asse a 180°C por 15 minutos e mexa o cesto na metade. Essa versão saudável de chips vai surpreender o seu paladar.

5. Salada de jiló com tomate

Cozinhe o jiló rapidamente no vapor antes de montar sua salada. Misture com tomates cereja, cebola roxa e bastante suco de limão.

A acidez do limão suaviza o sabor e traz muito frescor. É uma opção nutritiva para variar o cardápio da semana.

Dica para escolher o jiló perfeito

Na hora da compra, prefira os frutos menores e bem verdes.

Os jilós amarelados são mais velhos e possuem sabor muito amargo. Frutos firmes e com casca brilhante indicam que estão bem frescos.

Mude sua opinião sobre o jiló

Agora você já sabe que o jiló não é vilão na cozinha.

Aplique essas técnicas simples e experimente novos sabores em casa. Cozinhar com inteligência permite aproveitar o melhor de cada ingrediente saudável.

Confira mais dicas de cozinha

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Torta gelada de LEITE NINHO COM MORANGO na travessa, uma sobremesa fácil e rápida

 

Venha conhecer a receita de uma torta gelada de leite ninho que é saborosíssima, desmancha na boca, é divina, cada colherada é uma explosão de sabores e é de dar água na boca

 Torta gelada de leite ninho
Torta gelada de leite ninho

Ninguém irá resistir a essa torta gelada de leite ninho incrível e imperdível. Que receita é essa, gente? É uma loucura, uma mistura de sabores que deixará todos apaixonados. Então, está esperando o que para conferir o passo a passo dessa torta ensinada pelo canal Receitas da Cris que é uma perdição!?

Como fazer torta gelada de leite ninho

Preparar a torta gelada de leite ninho é simples. O modo de preparo da torta gelada de leite ninho é fácil, em uma batedeira, vamos colocar o bate chantilly bem gelado, o leite condensado, o leite em pó e bater na velocidade média até ficar bem cremoso. Em seguida, iremos despejar os morangos cortados ao meio e sem o talo e misturar delicadamente com uma espátula. E vamos dar continuidade na receita conferindo o passo a passo do modo de preparo corretamente para obtermos sucesso no resultado. E então, iremos nos surpreender com tanta gostosura e praticidade dessa torta gelada de leite ninho que é top demais!

Ingredientes da receita de torta gelada de leite ninho

Para a torta

  • 1 caixinha de leite condensado
  • 2 caixinhas de bate chantilly bem gelado
  • 2 caixinhas de morangos
  • 2 bolos prontos (300g cada)
  • 2 xícaras (chá) de leite em pó

Para a calda

  • Leite em pó e morangos (para decorar)
  • 1 e ½ xícara (chá) de leite
  • 1 e ½ colher (sopa) de açúcar

Modo de preparo

  1. Em uma batedeira, coloque o bate chantilly bem gelado, o leite condensado, o leite em pó e bata na velocidade média até ficar bem cremoso.
  2. Despeje os morangos cortados ao meio e sem o talo e misture delicadamente com uma espátula. Reserve uns morangos para decorar.
  3. Em uma travessa, forre o fundo com as fatias de bolo pronto da espessura de 1 dedo, regue as fatias de bolo com a mistura de leite com açúcar, despeje todo o creme com o morango por cima espalhando bem, peneire leite em pó por cima e decore com morangos inteiros e com talos.
  4. Leve à geladeira por no mínimo 30 minutos e então chame todos para se deliciarem com essa torta gelada de leite ninho que é prática e deliciosa!

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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Pobreza ameaça quase 2 milhões de alemães com nível superior

 

20 de fevereiro de 2026

Números sugerem que avanços gerais na educação da população não garantiram empregos bem remunerados a todos.


Na Alemanha, taxa de desemprego entre pessoas com nível superior aumentou em 2025, chegando a 3,3%Foto: Oliver Berg/dpa/picture-alliance

Cerca de 1,9 milhão de pessoas na Alemanha com educação de nível superior ou equivalente corriam o risco de cair na pobreza em 2025, revelam estatísticas do governo – um aumento de 350 mil pessoas em relação a 2022.

Isso ocorre num momento em que o número de pessoas com diploma de nível superior ou equivalente também aumentou, chegando a 21 milhões.

Neste grupo, a taxa de desemprego, que era de 2,2% em 2022, passou a 3,3% em 2025 –  e isso apesar de mais pessoas terem buscado educação de alto nível no mesmo período.

Um em cada dez sob risco de pobreza

Ainda assim, o risco de pessoas com altas qualificações terem baixa renda é proporcionalmente menor que entre pessoas sem altas qualificações (9% contra 28,9%, respectivamente).

Em números aproximados, isso quer dizer que se a pobreza ameaça uma entre cada dez pessoas com nível superior ou equivalente na Alemanha, na faixa com menor nível educacional essa incidência sobe para três em cada dez.

O governo alemão considera pobre aquele que tem renda inferior a 60% da renda média da população nacional.

Esse valor varia de acordo com a situação familiar de cada um. No caso dos solteiros, é considerado vulnerável à pobreza quem tem renda líquida de até 1.446 euros por mês (R$ 8.920). Para famílias compostas por dois adultos e dois menores com até 14 anos, esse limiar é de 3.036 euros (R$ 18.729).

Alemanha: o que é ser pobre num país tão rico?


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Livros revisados para VISUALIZAÇÃO (endereço da PASTA)

https://www.dropbox.com/scl/fo/g8x0bebuj679rntfvukn5/ALnoI5xBbIGGdo2psbPxCx4?rlkey=nvbv45rh7rlmnvqk08swwgs2p&st=oo130oow&dl=0 

 

Clique no link acima para ler os 9 livros (formato pdf) que estão contidos na pasta.

Novo GENOMA do câncer felino pode beneficiar humanos

      Vídeos


Pesquisadores acham mutações genéticas que causam câncer raro e agressivo tanto em gatos quanto em humanos. Descoberta pode abrir caminho para tratamentos para ambas as espécies.      

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Mutações que causam câncer e são comuns em gatos e humanos foram identificadas como parte de um "oncogenoma" felinoFoto: Elena Nazarova/Zoonar/picture alliance

Amantes de gatos têm mais em comum com seus felinos de estimação do que imaginam. Uma nova pesquisa publicada na revista científica Science sugere que gatos e humanos desenvolvem tipos de câncer semelhantes, provocados por mutações genéticas que coincidem.

Ao pesquisar amostras de quase 500 gatos domésticos sem pedigree, os pesquisadores criaram um perfil das mutações genéticas que podem causar tumores malígnos nestes animais, o chamado "oncogenoma felino".

O conjunto geneticamente diverso foi obtido de animais do Canadá, Reino Unido, Alemanha, Áustria e Nova Zelândia. Os pesquisadores acreditam que isso pode abrir caminho para novos tratamentos contra o câncer, tanto para pets quanto para pessoas.

Treze tipos diferentes de câncer encontrados em gatos foram analisados em busca de mil genes já conhecidos por causar tumores malignos em humanos.

Os pesquisadores identificaram que metade das amostras tumorais em gatos apresentava mutação no gene FBXW7, associado a formas agressivas de câncer de mama em humanos. Outra mutação, no gene PIK3CA, também ligada ao câncer de mama humano, estava presente em quase metade dos casos analisados.

Já a proteína tumoral conhecida como TP53 ou p53 foi a mutação mais comum em gatos. Ela é frequentemente apontada também como responsável por diversos tipos de neoplasias em humanos.

Um modelo melhor para tratar o câncer?

Embora roedores de laboratório sejam usados há décadas para estudar câncer e testar medicamentos, gatos podem oferecer um modelo mais adequado para a pesquisa científica.

"Aqui você tem um modelo de tumores que se desenvolvem espontaneamente, exatamente como ocorre em humanos", disse Louise van der Weyden, pesquisadora sênior do estudo, do Wellcome Sanger Institute, no Reino Unido.

"Esses animais, gatos e cães, vivem no mesmo ambiente que nós, expostos à mesma poluição […] algo que você não consegue reproduzir em laboratório."

Van der Weyden afirmou que o conjunto analisado pode ser ampliado com gatos de outros países, permitindo uma compreensão ainda mais ampla das causas do câncer compartilhadas entre felinos e humanos.

Um dos pontos mais promissores é o potencial deste "oncogenoma felino" para identificar riscos ambientais dentro de casa. Se, por exemplo, uma determinada mutação genética desencadear câncer mamário no gato da família, isso pode indicar riscos semelhantes para os humanos que vivem no mesmo ambiente.

"Há muitos estudos começando a considerar gatos e cães como sentinelas ambientais, porque eles vivem exatamente no mesmo ambiente que nós", disse a pesquisadora. "Vimos mutações de radiação UV [em gatos] idênticas às encontradas em humanos, por exemplo."        

Suíça debate controle da população de felinos

05:26

O que vem a seguir para o oncogenoma?

Testes de terapias anticâncer em gatos com possíveis benefícios para humanos já foram demonstrados em 2025, nos EUA, por um grupo da Universidade da Califórnia.

A equipe liderada por Daniel Johnson e Jennifer Grandis testou um medicamento usado para tratar carcinomas de células escamosas em humanos em um grupo de gatos com a forma oral da doença. Cerca de um terço dos gatos tratados viveu, em média, mais seis meses.

Embora não tenham participado da nova pesquisa do oncogenoma, os pesquisadores da UC elogiaram os resultados. "Este é realmente um artigo empolgante que reforça a relevância, para humanos e também para pets, de estudos como o nosso", escreveram Johnson e Grandis em e‑mail à DW.

"É notável que alterações em genes como p53 apareçam com alta prevalência tanto em humanos quanto em gatos. Agora podemos começar a usar estudos como este para desenvolver terapias personalizadas contra o câncer para gatos e humanos."

Van der Weyden destacou que o modelo é vantajoso por reduzir danos em comparação com o uso de animais de laboratório e por contar com o consentimento dos tutores. "A maioria dos [tutores] assina um termo autorizando o uso das [amostras de biópsia] para fins de pesquisa, o que considero extremamente generoso e admirável", afirmou. "Seria maravilhoso se algo concreto pudesse surgir disso."       

Câncer: fatores de risco e como se preverir

02:21

O colapso da "ordem mundial baseada em regras"

20 de fevereiro de 2026

Líderes mundiais alertam para ruína de estruturas que há décadas sustentam a cooperação global. Mas é possível salvar a ordem internacional baseada em regras – e como seria o futuro sem ela?

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Marco Rubio e Friedrich Merz expressaram recentemente suas visões sobre o status da ordem baseada em regras Foto: Liesa Johannssen/Reuters/dpa/picture alliance

Marco Rubio considera o termo "usado em excesso", enquanto Friedrich Merz acredita que ele "não existe mais". Mas, embora o Secretário de Estado dos EUA e o chanceler federal alemão possam não acreditar na relevância da ordem internacional baseada em regras, o conceito – e seu potencial colapso – tem permanecido na vanguarda da geopolítica global.

Essa expressão ganhou atenção global em janeiro, após um raro discurso do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, no qual um líder mundial abordou de frente o conceito, sobre o qual muitas vezes não se fala.

"Sabíamos que a história da ordem internacional baseada em regras era parcialmente falsa, que os mais fortes se isentariam quando lhes conviesse, que as regras comerciais eram aplicadas de forma assimétrica e que o direito internacional se aplicava com rigor variável, dependendo da identidade do acusado ou da vítima", disse Carney. "Parem de invocar a ordem internacional baseada em regras como se ela ainda funcionasse conforme o anunciado."

O que é a ordem internacional baseada em regras?

De forma geral, a expressão se refere a um sistema de leis, acordos, princípios e instituições multilaterais concebido para gerir as relações entre os Estados segundo princípios liberais.

"O termo substitui o que antes era chamado de ordem internacional liberal", afirmou o professor Stefan Wolff, pesquisador sênior do think tank Foreign Policy Centre, à DW. "Ambos descreviam o sistema desenvolvido sob a liderança americana após o fim da Segunda Guerra Mundial, com a ONU e as instituições de Bretton Woods como seus pilares fundamentais."

O sistema de Bretton Woods é um conjunto de regras financeiras acordadas entre os países, que garantem a conversibilidade das moedas de cada nação em dólares americanos e asseguram que o dólar seja conversível em ouro para instituições financeiras internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI).      A China vai liderar a nova ordem global?

  
06:17

Mas, com as recentes guerras tarifárias travadas em todo o mundo e a relevância da ONU sendo questionada, os fundamentos do conceito de regras internacionais acordadas vem sofrendo abalos sem precedentes em sua história.

Embora Rubio, em seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, na semana passada, tenha dito que a ONU tem "um tremendo potencial para ser uma ferramenta para o bem no mundo", ele imediatamente acrescentou que "sobre as questões mais prementes que enfrentamos, ela não tem respostas e praticamente não desempenhou nenhum papel". Os EUA também buscaram estabelecer estruturas globais alternativas, como o Conselho de Paz, liderado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Esse conceito funcionou para o mundo todo?

Por ter sido direcionada pelos EUA, a ordem internacional baseada em regras nunca foi totalmente aceita por países como o Irã ou a Rússia, que seguem um conjunto de convenções muito diferente. "Governar a América – essa é a essência da notória ordem baseada em regras", disse o ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov, no ano passado.

Mas, de resto, disse Wolff, "partes essenciais dela são amplamente aceitas como parâmetros úteis dentro dos quais os Estados devem conduzir seus assuntos externos".

O cientista político acrescentou que, embora o mundo ocidental seja visto como seu arquiteto, o sistema não beneficiou apenas as nações do Ocidente. "O princípio da autodeterminação dos povos, consagrado na Carta da ONU, foi fundamental para a descolonização", explicou. "Os princípios da soberania e da integridade territorial garantiram a igualdade de estatuto – embora não a igualdade de capacidades – dos novos Estados criados após 1945, incluindo muitos no Sul Global."

A era da ordem baseada em regras chegou ao fim?

Se seus defensores naturais, como Merz e Carney, estão dispostos a escrever seu obituário publicamente, parece que ela está, na melhor das hipóteses, em seus últimos suspiros. O segundo mandato de Trump viu Washington se retirar de um grande número de organizações internacionais, tanto dentro quanto fora da ONU. Isso inclui acordos sobre clima, saúde, comércio e energia.

Com a política externa dos EUA rejeitando cada vez mais a antiga ordem e a tensão atual nas relações EUA-Europa, Wolff disse que é difícil considerar que a ordem internacional baseada em regras esteja saudável. "Sem dúvida, ela foi profundamente prejudicada, embora isso tenha sido uma escolha, notadamente da Rússia sob [o presidente Vladimir] Putin e dos EUA sob Trump", disse o especialista.

Ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov, ao lado do presidente russo, Vladimir Putin, em reunião com premiê indiano, Narendra Modi, de costas na imagem
Maior perdedor com o fim da ordem baseada em regras poderá ser justamente quem desencadeou esse colapso: a RússiaFoto: Alexander Kazakov/Sputnik/REUTERS

Mas o que substituirá a ordem internacional baseada em regras? Essa questão está sendo debatida no cenário mundial, com Putin e Trump como os principais atores. Wolff disse que levará tempo para que uma nova estrutura se consolide e que as regras atuais, ainda que diferentes, continuarão sendo necessárias.

"Se as tendências atuais continuarem, teremos uma ordem muito menos liberal, menos atenta às necessidades de grupos marginalizados e vulneráveis, e mais propensa a conflitos, incluindo conflitos violentos dentro e entre os Estados. Já observamos isso há vários anos, o que também é uma característica da transição entre a velha ordem e a nova ordem que ainda está por vir", disse ele.

O que um novo sistema significaria para o mundo?

Wolff acredita que estamos atualmente em um período de transição em termos de estrutura geopolítica, mas é difícil imaginar que o ponto final seja uma melhoria em relação ao momento atual.

"Em última análise, o fim da ordem existente, e especialmente a forma como isso ocorreu, será lamentado, mesmo por aqueles que agora a defendem com mais veemência. Levará muito tempo e será muito custoso estabelecer algo que, em última análise, é inferior ao que existia antes.

"O que existia antes deveria ter sido reformado gradualmente, em vez de destruído. O maior perdedor nisso provavelmente será aquele que desencadeou o colapso acelerado da velha ordem: a Rússia. Tudo o que o Kremlin terá conseguido, a um custo enorme para a Rússia e a Ucrânia, será uma Europa mais assertiva e capaz a oeste e uma China mais dominante e predatória a leste."       Como a captura de Maduro pelos EUA pode mudar o mundo?

 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Uma forma diferente de interpretar o RACISMO

que você diria do negro que não namora negras, mas, sim, brancas?    

Almoço sem carne: 5 receitas práticas para a Quaresma

 

Veja como tornar as suas refeições mais saborosas e variadas para este período

19 fev 2026  

Durante a Quaresma, muitas pessoas optam por reduzir o consumo de carne, buscando refeições mais simples e conscientes. Com combinações equilibradas de legumes, verduras, grãos e proteínas vegetais, é possível preparar um almoço saboroso, nutritivo e prático, valorizando ingredientes acessíveis e trazendo mais leveza ao dia a dia.

Lasanha de tofu com cogumelo
Lasanha de tofu com cogumelo
Foto: rom my point of view | Shutterstock / Portal EdiCase

A seguir, veja 5 receitas práticas sem carne para o almoço na Quaresma!

1. Lasanha de tofu com cogumelo

Ingredientes

  • 500 g de massa para lasanha
  • 400 g de tofu firme amassado
  • 2 xícaras de chá de cogumelo paris picado
  • 3 xícaras de chá de molho de tomate
  • 1 xícara de chá de tomate picado
  • 1 xícara de chá de cebola picada
  • 3 dentes de alho picados
  • 1 xícara de chá de leite
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de queijo parmesão ralado
  • 1 colher de chá de orégano
  • 1/2 xícara de chá de manjericão fresco
  • Azeite, sal e pimenta-do-reino moída a gosto

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça um fio de azeite em fogo médio e refogue a cebola até ficar transparente. Acrescente o alho e refogue rapidamente. Adicione o cogumelo e cozinhe até que esteja macio e levemente dourado. Junte o tofu e misture bem. Tempere com sal, pimenta-do-reino e orégano. Acrescente o tomate e cozinhe por alguns minutos até incorporar. Reserve.

Em outra panela, aqueça um fio de azeite em fogo médio, adicione a farinha de trigo e mexa por cerca de 1 minuto. Acrescente o leite aos poucos, mexendo sempre para não empelotar, e cozinhe em fogo médio até engrossar. Tempere com sal e pimenta-do-reino e misture o queijo ralado. Reserve.

Em um refratário, espalhe uma camada de molho de tomate no fundo. Cubra com uma camada de massa para lasanha, distribua parte do refogado de tofu com cogumelo e espalhe um pouco do creme. Repita as camadas até finalizar os ingredientes, terminando com molho de tomate por cima. Leve ao forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 35 a 40 minutos, até a massa ficar macia e a superfície levemente dourada. Finalize com manjericão fresco e deixe descansar por 10 minutos. Sirva em seguida. 

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2. Escondidinho de lentilha

Ingredientes

Recheio

  • 2 xícaras de chá de lentilha
  • 4 xícaras de chá de água
  • 1 xícara de chá de cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 xícara de chá de tomate picado
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de páprica
  • Sal e pimenta-do-reino moída a gosto

Purê

  • 1 kg de mandioca descascada e cortada em pedaços
  • 1 xícara de chá de leite
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • Sal e pimenta-do-reino moída a gosto
  • Água para cozinhar

Modo de preparo

Recheio

Em uma panela, cozinhe a lentilha com a água em fogo médio até ficar macia e a maior parte do líquido evaporar. Escorra, se necessário, e reserve. Em uma panela, aqueça o azeite em fogo médio e refogue a cebola até ficar transparente. Acrescente o alho e refogue rapidamente. Junte a lentilha cozida, o tomate e a páprica. Misture bem e cozinhe até formar um refogado úmido e bem incorporado. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Reserve.

Purê

Em uma panela, cozinhe a mandioca em água em fogo médio até ficar bem macia. Escorra e amasse ainda quente. Em uma panela, leve a mandioca amassada ao fogo baixo, acrescente o leite e a manteiga, mexendo até obter um purê cremoso. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Em um refratário, espalhe o refogado de lentilha e cubra com o purê de mandioca, alisando a superfície. Leve ao forno preaquecido a 180 °C por cerca de 20 a 25 minutos, até aquecer bem e dourar levemente por cima. Sirva em seguida.

3. Quinoa com legumes assados

Ingredientes

  • 1 xícara de chá de quinoa
  • 2 xícaras de chá de água
  • 1 xícara de chá de cenoura cortada em cubos
  • 1 xícara de chá de abobrinha cortada em cubos
  • 1 xícara de chá de berinjela cortada em cubos
  • 1 xícara de chá de pimentão cortado em tiras
  • 1 xícara de chá de cebola cortada em tiras
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de páprica 
  • 1 colher de chá de orégano
  • 1/4 de xícara de chá de salsinha picada
  • Sal e pimenta-do-reino moída a gosto
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Modo de preparo

Em uma panela, coloque a quinoa e a água e leve ao fogo médio até ferver. Reduza para fogo baixo, tampe parcialmente a panela e cozinhe até a água secar e a quinoa ficar macia. Desligue o fogo, deixe descansar por 5 minutos e solte os grãos com um garfo. Reserve.

Em uma assadeira, distribua a cenoura, a abobrinha, a berinjela, o pimentão e a cebola. Regue com 2 colheres de sopa de azeite e tempere com a páprica, o orégano, o sal e a pimenta-do-reino. Misture bem para envolver todos os legumes.

Leve ao forno preaquecido a 200 °C por cerca de 25 a 30 minutos, até os legumes ficarem macios e levemente dourados. Em uma tigela grande, misture a quinoa cozida com os legumes assados. Regue com 1 colher de sopa de azeite, acrescente a salsinha e sirva em seguida. 

Risoto de abóbora com cogumelo
Risoto de abóbora com cogumelo
Foto: NatalyaBond | Shutterstock / Portal EdiCase

4. Risoto de abóbora com cogumelo

Ingredientes

  • 1 xícara de chá de arroz arbóreo
  • 1 xícara de chá de abóbora-moranga descascada e cortada em cubos pequenos
  • 1 xícara de chá de cogumelo paris fatiado
  • 1 xícara de chá de cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 4 xícaras de chá de caldo de legumes quente
  • 1/2 xícara de chá de vinho branco seco
  • 2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de tomilho fresco
  • Sal e pimenta-do-reino moída a gosto

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça 1 colher de sopa de azeite em fogo médio e refogue a cebola até ficar transparente. Acrescente o alho e refogue rapidamente. Adicione o arroz arbóreo e mexa por cerca de 1 minuto para envolver bem nos temperos. Acrescente o vinho branco seco e cozinhe em fogo médio até evaporar. Adicione o caldo de legumes quente aos poucos, cerca de 1 concha por vez, mexendo sempre e deixando absorver antes de acrescentar mais. Mantenha o cozimento em fogo médio.

Em outra panela, aqueça 1 colher de sopa de azeite em fogo médio e refogue a abóbora-moranga até ficar macia e levemente dourada. Acrescente o cogumelo e cozinhe até ficar macio. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Quando o arroz arbóreo estiver cremoso e al dente, incorpore a abóbora-moranga com cogumelo ao risoto e misture bem. Acrescente o queijo e ajuste o tempero se necessário. Finalize com o tomilho e sirva em seguida.

5. Curry de legumes com leite de coco

Ingredientes

  • 1 xícara de chá de cenoura cortada em cubos
  • 1 xícara de chá de batata cortada em cubos
  • 1 xícara de chá de abobrinha cortada em cubos
  • 1 xícara de chá de brócolis cortado em floretes
  • 1 xícara de chá de cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 colher de sopa de gengibre ralado
  • 1 colher de sopa de curry em pó
  • 1 xícara de chá de tomate picado
  • 1 xícara de chá de leite de coco
  • 1 xícara de chá de água
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1/4 de xícara de chá de coentro picado
  • Sal e pimenta-do-reino moída a gosto
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Modo de preparo

Em uma panela grande, aqueça o azeite em fogo médio e refogue a cebola até ficar macia. Acrescente o alho e o gengibre e refogue rapidamente para liberar o aroma. Adicione o curry em pó e misture. Junte a cenoura e a batata e misture bem. Acrescente o tomate, o leite de coco e a água. Tampe parcialmente a panela e cozinhe em fogo médio até que a cenoura e a batata estejam quase macias. Adicione a abobrinha e o brócolis e cozinhe em fogo médio até todos os legumes ficarem macios, mas ainda firmes. Tempere com sal e pimenta-do-reino, misture bem e finalize com coentro. Sirva em seguida.

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