sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Psicologia: Freudiana, junguiniana, comportamental... Saiba como escolher sua terapia


São várias as abordagens psicológicas e cada uma tem suas 

especificidades. Conheça as principais linhas e entenda qual 

é a melhor pra você!

Todo mundo sabe da importância de se fazer terapia. Muita gente procura esse tipo de ajuda principalmente em momentos difíceis, “como em doenças somáticas e sofrimento psíquico relacionado a conflitos, frustrações ou perdas”, como explica Rosane Granzotto, do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Mas esse recurso é ótimo também para o autoconhecimento, que evita problemas futuros.
E quando você decide partir para a terapia, vem a dúvida: qual vertente do tratamento terapêutico escolher? São muitas as linhas, cada uma é trabalhada de um jeito e tem uma finalidade. Já a duração depende muito da necessidade do paciente, podendo variar de semanas a anos.          
Para te ajudar nessa importante decisão, conversamos com especialistas que listam algumas das principais abordagens:

Psicanálise

Criada por Sigmund Freud (por isso também conhecida como freudiana), a psicanálise tem como proposta trazer à tona pensamentossentimentos e lembranças inconscientes. Seu objetivo é, por meio do autoconhecimento, resolver os problemas com raízes no passado.
Para ficar mais claro, a psicanalista Camila Morais cita como exemplo: “quando uma pessoa diz que está triste, mas não sabe o porquê; ou quando alguém refere que se sente angustiado ou tem uma crise de pânico e não consegue identificar o que pode ter sido desencadeante. O processo de análise entra justamente para ajudar aquela pessoa a trazer para a consciência o que é da ordem do inconsciente e, a partir disso, modificar o seu modo de lidar com determinadas situações que interferem em suas relações e em seu cotidiano”.
Um dos pontos mais importantes dessa forma de terapia é o fato do paciente ter total liberdade de fala, sem interrupções do terapeuta. A técnica do divã também é bastante utilizada, apesar de isso não ser regra para a psicanálise. Nela, o paciente permanece deitado durante a sessão e não mantém nenhum contato visual com o profissional, tendo mais liberdade para falar o que vier à cabeça e sem sofrer influências das reações do outro.
Quem deve fazer: a psicanálise é ideal para quem lida com situações crônicas ou busca se conhecer profundamente.

Lacaniana

Uma herdeira da psicanálise freudiana, a análise lacaniana tem como maior ferramenta a escuta. Nela, o terapeuta presta atenção em cada detalhe da linguagem do paciente, podendo fazer algumas poucas interrupções quando achar necessário. O maior diferencial desse tipo de terapia é o tempo das sessões: enquanto a psicanálise tem um horário fixo de duração, as sessões lacanianas são bastante flexíveis e podem ser até mesmo de dez minutos ou durar duas horas.
Quem deve fazer: o estilo pouco convencional se adapta melhor a pessoas que não necessitam de uma resposta urgente, podendo ser não ser muito adequada a quem sofre de distúrbios psicológicos de grau moderado a alto.    
Junguiana
A terapia analítica, também conhecida como junguiana, por se basear nas ideias de Carl Gustav Jung (discípulo de Freud), faz a compreensão do inconsciente por meio de trabalhos com sonhos, simbologia, imaginação ativa e expressões artísticas.
Quem deve fazer: assim como acontece com a psicanálise, apesar desta ser bem mais aprofundada, a pessoa que procura esse tipo de terapia está em busca do autoconhecimento.

Gestalt

Com o foco no presente, a gestalt-terapia tem como base a criação de uma boa relação entre o terapeuta e o paciente. Durante a sessão, o terapeuta gestaltiano ficará atento à postura, voz e expressões faciais do paciente, que será “analisado em relação ao meio que vive, a sua socialização e quais são as atitudes relacionado a isso”, explica a psicóloga Eliane Oliveira. Seu objetivo é, através da valorização do momento presente, entender  quais são os meios para mudar o que incomoda.
Quem deve fazer: pessoas que não estão satisfeitas com sua situação atual, seja porque se sentem estagnadas ou não conseguem resolver os dilemas de seu dia a dia.

Reichiana

Já essa é uma terapia corporal. Conforme aponta Eliane, especializada na vertente, a terapia reichiana busca obter a consciência do corpo e a percepção das sensações, principalmente por meio do trabalho com energias. “A pessoa traz para o espaço terapêutico as suas emoções, boas e ruins, que muitas vezes que são reprimidas.
O objetivo disso é mobilizar a energias corporais, desencadear o desbloqueio muscular e liberação de conteúdo emocional, proporcionando o alivio da angustia”, diz. 

Entre as técnicas mais comuns da terapia reichiana estão o uso de relaxamento, bloqueio energético, respiração e massagens estimulantes dos campos energéticos do corpo.
Quem deve fazer: pessoas que sofrem de irritabilidade, depressão, baixa autoestima ou que vivem se sentindo doentes e cansadas podem se beneficiar bastante desse tratamento terapêutico, uma vez que ele promove, além do autoconhecimento, melhora na qualidade de vida e transformações positivas no paciente.   

Sistêmica

O foco da análise sistêmica está na dinâmica e conflitos dos relacionamentos do paciente. O indivíduo é tratado como parte de sistemas de relações e os problemas são vistos por meio dessa perspectiva.
Quem deve fazer: a terapia sistêmica e comumente associada à terapia familiar ou de casal, mas também existem os atendimentos individuais, para pessoas que sentem dificuldades em se relacionar com outros ou até com si mesmo.

Psicodrama

A terapia psicodrama é normalmente executada em grupo. Ela tem como base a exposição dos problemas de maneira teatral, como uma encenação, seguida da análise do ocorrido pelo profissional e outros participantes.
Quem deve fazer: o psicodrama é ideal para aqueles que têm dificuldade de expressar seus sentimentos ou que sofrem de timidez, pois ajuda a explorar a criatividade, a espontaneidade e liberação de emoções. 
EMDR
A técnica consiste na estimulação das regiões cerebrais onde estão armazenadas as lembranças dolorosas. O nome EMDR é uma sigla vinda do inglês e pode ser traduzido como Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares.
Durante a sessão, quando o paciente relembra de algum evento traumático, o terapeuta ensina determinados movimentos dos olhos para provocar o reprocessamento da memória, que passa a ser menos dolorosa.
Quem deve fazer:  os pacientes que melhor se adaptam à terapia EMDR sofrem de transtorno de estresse pós-traumático, depressão, ansiedade, fobias, síndrome do pânico ou dependência química.

Analítico-comportamental

Também conhecida como behaviorismo, a abordagem já é definida pelo seu próprio nome. Tomando como base que o ambiente em que vivemos é o grande responsável pelo modo como nos comportamos, o terapeuta irá auxiliar o paciente a perceber quais aspectos de seu comportamento são prejudiciais e como alterá-los.
Quem deve fazer: a terapia analítico-comportamental é mais indicada para quem sofre de depressão, transtornos de ansiedade, fobia social e transtornos de humor.

Cognitivo-comportamental

Assim como no caso da behaviorista, a terapia cognitivo-comportamental busca alcançar mudanças no comportamento do paciente. Mas o método é diferente: em vez de modificar diretamente as ações, o foco está na alteração de pensamentos.
“É um treino de substituir o pensamento disfuncional, como aqueles de autocrítica, para um pensamento funcional. É treinar para não repetir mais, por exemplo: ‘Eu não faço nada direito’ e, em vez disso, falar: ‘Dessa vez eu não fiz direito, mas na outra vez eu acertei'”, explica a terapeuta Eliane Oliveira. 
Quem deve fazer: esse tipo de terapia é recomendado para o tratamento defobias, transtorno compulsivo possessivo, depressão, ansiedade e fobias.   

Aliada do tratamento psiquiátrico

Nem todo mundo que faz terapia precisa de remédios receitados por psiquiatra, algo que acontece apenas em casos mais graves dos distúrbios psicológicos. Mas todos que estão em tratamento psiquiátrico devem buscar a psicoterapia.
“A terapia é um importante instrumento para que o indivíduo compreenda de onde vêm suas angústias e descubra novas formas para lidar com aquilo que lhe faz sofrer. A medicação age sobre os sintomas, mas não modifica a psicodinâmica de uma pessoa – o modo como ela age e lida com aquilo que faz sofrer”, conta a psicóloga Camila Morais.

Vamos escolher?

Em primeiro lugar, você deve lembrar que todas as formas de terapia são efetivas. Apesar de existirem aquelas que têm mais afinidade com o tratamento de determinados transtornos, o que vai definir se a abordagem terapêutica é boa ou não para o seu caso é o que você sente.
“Todo trabalho psicoterápico é complexo e exige grande participação da pessoa que está sendo tratada. O que mais conta aqui é o vínculo que se estabelece entre a pessoa que busca atendimento e o terapeuta. O método, seja qual for, vai ter sua efetividade e seus limites também. O paciente deve se questionar se seu tratamento está trazendo novos questionamentos e caminhos de transformação”, orienta Rosane Granzotto psicóloga membro do CFP.
Não tenha medo de experimentar! Se você não gostar do terapeuta ou do método, troque e tente outro até chegar ao que te traga o que você procura.

domingo, 25 de agosto de 2019

Quatro principais erros que os homens cometem na cama

Home » Categorias » Comportamento » Sexo: quatro principais erros que os homens cometem na cama     FACEBOOK  TWITTER  PINTEREST  GOOGLE+  LINKEDIN  TUMBLR    Muitos homens acreditam que sexo é algo quase mecânico, ou, até mesmo, que se pratica muito é porque já sabe tudo sobre o assunto. Mas não é bem assim. Separamos abaixo quatro erros que os homens cometem na cama e que deixam as mulheres frustradas na hora do sexo. Confira:

PULAR AS PRELIMINARES

Geralmente, o homem fica excitado mais rápido do que a mulher, e acaba deixando de lado algumas preliminares essenciais que fazem a mulher sentir prazer durante a relação. A mulher precisa de mais tempo para ficar excitada, ou seja, use e abuse de toda a região erógena da mulher e curta o momento.
IMPORTANTE: mais da metade dos brasileiros estão infelizes com sua vida sexual.

IGNORAR AS REAÇÕES DA MULHER

Sabe aquela história de que os homens não escutam as mulheres como deveriam? Então, esse também pode ser um problema na hora do sexo. Na hora do sexo, deixe o ego masculino de lado, permita-se descobrir coisas novas e também aprender com sua parceira, preste atenção nas dicas e indícios que ela dá e deixe o sexo fluir de maneira mais gostosa, seja com pistas verbais ou físicas, se ela está tentando te mostrar como deseja ser tocada naquele momento, fique atento.

FICAR EM SILÊNCIO

Ficar o tempo todo mudo, sem exprimir um “a” sequer, faz com que a mulher nem se lembre que você está ali e pode tornar o sexo o maior tédio. Mas também não precisa improvisar várias falas mirabolantes e sensuais se não for da sua vontade, porque pode soar forçado e estranho. Apenas deixe fluir e não sinta vergonha de falar o que está sentindo naquele momento, o entrosamento do casal vale muito e aproveite para elogiar a sua parceira.

GOZAR ANTES E SIMPLESMENTE IR DORMIR

Um sexo bem feito é um sexo em que ambos os membros do casal sentem prazer. Por isso, pense na sua parceira antes de gozar, e tente satisfazê-la ao máximo para que os dois curtam o momento juntos. Vale conversar sobre o assunto e descobrir como cada um prefere na hora da ajaculação. Diálogo é fundamental e perguntar é importante. 

Quem vai atrás é mochila: Siga em frente e quem quiser que caminhe ao seu lado







No amor, ou você está 

ao lado de quem ama 

ou não está. Correr 

atrás de alguém não 

é coisa que se faça, não.

É péssimo para quem persegue e 
pior ainda para quem é perseguido. Destrói a autoestima de um e acaba com a 
paz do outro.    
Gente que aceita viver atrás de quem quer que seja, abriu mão de seu 
amor-próprio. E eu tenho a impressão de que só ama alguém de verdade 
aquele que se ama primeiro. Afinal, quem é que pode dar o que não tem?

Quem se ama mesmo não precisa ir atrás de 

ninguém. Quem se ama leva sua vida em frente 

e quem quiser que siga ao seu lado.

Se tudo der certo, se os caminhos coincidirem, se os santos baterem e 
as vontades se encontrarem, lá estarão duas pessoas caminhando juntas 
pela vida. Lado a lado, sempre. Nunca uma na frente e outra atrás.
Quem tanto vai atrás de uma pessoa é porque não pode estar ao lado dela. 
Se pudesse, já estaria. Se tivesse de ser, já teria sido. Aos muito afeitos a 
viver na esteira de outro alguém, feito viaturas policiais perseguindo um 
fugitivo, falta em geral amor-próprio e “semancol”.

Atrás a gente só corre dos nossos sonhos, nossas 

metas, nossos objetos de desejo. De pessoas, não. 

Pessoas se encontram, não se perseguem.

Seguir em busca do amor é diferente. A gente exercita um gosto sincero por 
nós mesmos, a gente se cuida e se põe no lugar certo. Em consequência, dá à 
pessoa certa os motivos para ela nos amar também. A gente se ama e assim se 
faz merecedor do amor de outro alguém. Bem diferente de correr atrás de 
quem quer que seja.


Vão me desculpar os que pensarem diferente de mim. Mas Deus me livre 
do delírio de um dia aceitar correr atrás de alguém e me proteja de quem, 
por algum engano, resolva me perseguir.

Pessoas afins caminham ao lado umas das outras. 

Quem vai atrás é mochila!

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Direitos autorais da imagem de capa: artoleshko / 123RF Imagens



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