quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Mousse de champanhe

 

31 dez 2020 
Guia da Cozinha - Mousse de champanhe festiva ideal para as celebrações de fim de ano
Guia da Cozinha - Mousse de champanhe festiva ideal para as celebrações de fim de ano
Foto: Guia da Cozinha

A mousse de champanhe festiva leva uvas verdes, chocolate branco e extremamente cremosa! Além de ficar uma delícia, essa sobremesa é perfeita para servir nas celebrações de final de ano e é uma opção leve e que agrada a todos. Confira a receita!

Tempo: 45min (+2h de geladeira)
Rendimento: 6 porções
Dificuldade: fácil

Ingredientes da Mousse de champanhe festiva

  • 400g de chocolate branco picado
  • 1 lata de creme de leite (300g)
  • 1/2 xícara (chá) de champanhe seco
  • 1 envelope de gelatina em pó sem sabor
  • 3 claras
  • 2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro
  • 2 xícaras (chá) de uvas-thompson picadas
  • Uvas-thompson para decorar

Calda

  • 1 xícara (chá) de champanhe seco
  • 1 colher (chá) de maisena
  • 1 xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo

Derreta o chocolate branco em banho-maria ou no micro-ondas, acrescente o creme de leite, misture até ficar uniforme e deixe amornar.

Adicione o champanhe, a gelatina preparada conforme as instruções da embalagem, mexa e reserve. Na batedeira, bata as claras em neve.

Coloque o açúcar de confeiteiro e bata até formar picos firmes. Desligue e acrescente ao creme de chocolate branco.

Junte as uvas e misture delicadamente com uma colher. Para a calda, em uma panela, em fogo médio, cozinhe o champanhe, a maisena e o açúcar, mexendo até formar uma calda rala.

Coloque a mousse em um refratário médio, decore com uvas e despeje a calda por cima.

Leve à geladeira por 2 horas antes de servir.

COLABORAÇÃO: Isa Maria Ubaldini


Fonte: Portal Terra

Bolo de MARACUJÁ criemoso

30 dez 2020 
Guia da Cozinha - Bolo de maracujá cremoso para o lanche da tarde
Guia da Cozinha - Bolo de maracujá cremoso para o lanche da tarde
Foto: Guia da Cozinha

O maracujá é conhecido pelo sabor marcante e por suas propriedades calmantes. E tem algo que acalma mais que uma sobremesa deliciosa? O Guia da Cozinha resolveu unir o útil ao agradável com esta receita de bolo de maracujá cremoso, que, por ser divino, vai deixar o seu dia ainda mais feliz e especial. Experimente o bolo de maracujá cremoso no lanche da tarde e aproveite!

Tempo: 1h
Rendimento: 8 porções
Dificuldade: fácil

Ingredientes do Bolo de maracujá cremoso

  • 3 ovos (claras e gemas separadas)
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 2/3 de xícara (chá) de manteiga
  • 1 xícara (chá) de suco de maracujá concentrado
  • 2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó químico
  • Margarina e farinha de trigo para untar

Calda

  • 1/2 lata de leite condensado
  • Polpa de 1 maracujá
  • 1/2 caixa de creme de leite

Modo de preparo

Na batedeira, bata as claras em neve e reserve. Em outra tigela, ainda na batedeira, misture as gemas, o açúcar, a manteiga e bata por 3 minutos. Adicione o suco de maracujá intercalado com a farinha e por último o fermento. Bata por mais 2 minutos, por último acrescente as claras em neve e misture delicadamente com uma colher. Despeje em uma fôrma de buraco no meio de 24cm de diâmetro untada e enfarinhada e leve ao forno médio, preaquecido, por 30 minutos ou até que ao enfiar um palito ele saia limpo. Desligue e deixe amornar.

Para a calda, em uma panela, leve o leite condensado e a polpa até engrossar levemente. Misture com o creme de leite e desligue o fogo. Espalhe sobre o bolo, deixe amornar e sirva.

COLABORAÇÃO: Ângela Cardoso e Fernando Santos

 

Fonte: Portal Terra

 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Tratamento com anticorpos pode conferir imunidade instantânea contra covid-19

  Getty Images


Investigadores britânicos estão a testar um novo medicamento que, a cumprir as expectativas, será capaz de impedir que uma pessoa exposta ao coronavírus desenvolva a Covid-19

Imagine-se o cenário: um elemento do agregado familiar fica infectado. Apesar dos numerosos casos destes que não resultam no contágio de todos os elementos da casa, este é, sem dúvida um contacto de alto risco. E se um medicamento puder garantir que não ficam infectados? E se puder ser aplicado para travar surtos em hospitais, lares, residências universitárias? É este o plano de um grupo de cientistas britânicos que está a testar tratamento que pode impedir alguém que esteve exposto ao SARS-CoV-2 de desenvolver a doença.

Trata-se de um cocktail de anticorpos monoclonais (não os produzidos pelo organismo de um infetado mas sim em laboratório) que, a resultar, conferirá uma espécie de imunidade instantânea para ser usada como tratamento de emergência (válido para uma exposição nos oito dias anteriores) e que poderá prolongar-se durante seis a 12 meses.

O medicamento foi desenvolvido pela University College London Hospitals NHS Foundation Trust (UCLH) e pela empresa AstraZeneca, a mesma farmacêutica responsável pela produção de uma das vacina contra a Covid-19, em parceria com a Universidade de Oxford.

Se pudermos provar que este tratamento funciona e impede pessoas expostas ao vírus de desenvolver a Covid-19 será um acréscimo entusiasmante ao arsenal de armas que está a ser desenvolvido para combater este vírus

Catherine Houlihan , virologista

A proteção imediata que os investigadores esperam obter com esta terapia teria um papel fundamental da redução do impacto do vírus até à imunização pela vacina em números suficientes para se garantir a imunidade de grupo. Se for aprovada, poderá estar disponível já em março ou abril.

“A vantagem deste medicamento é que confere anticorpos imediatos”, sublinha Catherina Houlihan, virologista da UCLH, que usa o exemplo dos participantes nos ensaios clínicos, que foram expostos ao vírus. “Podíamos dizer-lhes que sim, que podem levar a vacina. Mas não podíamos dizer-lhes que esta os protegeria da doença porque seria demasiado tarde”, explica.

A melhor perspectiva? Salvar vidas, claro. Muitas, espera Paul Hunter, infecctologista e professor de medicina da Universidade de East Anglia. “Se estivermos a lidar com surtos em locais como lares de idosos, ou se tivermos pacientes em risco de ter uma versão grave da Covid, como os mais idosos, isto pode muito bem salvar muitas vidas.”

E continua, citado pelo The Guardian: “Se tivermos um surto num lar, podemos usar esta espécie de cocktails de anticorpos para controlar o surto o mais rapidamente possível, administrando o medicamento a todos, residentes e funcionários, que não foram vacinados. Da mesma forma, quem viver com a avó e fica infectado, pode dar-lhe este medicamento para a proteger.”

O que se sabe até agora sobre a nova estirpe do coronavírus?

Getty Images
Pouco se conhece sobre a nova mutação, mas as preocupações são muitas, principalmente devido ao maior contágio

“Era previsível que o genoma do Sars-CoV-2 sofresse uma mutação”, começa por explicar ao The Guardian Sharon Peacock, professora de Saúde Pública e de Microbiologia na Universidade de Cambridge. Nas últimas semanas, a nova estirpe, que foi detetada pela primeira vez em setembro no Reino Unido, tem-se espalhado pelo mundo e já chegou, inclusive, à região autónoma da Madeira. Aqui está o que se sabe até ao momento.

A nova variante do coronavírus está a preocupar a comunidade científica, em primeiro lugar porque se acredita que pode ser 70% mais contagiosa. Tratando-se de uma nova estirpe, ela está a substituir outras versões anteriores do vírus, possui mutações que afetam partes importantes das células e acredita-se que se pode espalhar mais rapidamente, avança a BBC. “O genoma do Sars-CoV-2 acumula cerca de uma ou duas mutações todos os meses à medida que circula”, continua Peacock, para contextualizar que a nova versão não é um caso isolado e exclusivo. 

Apesar de ser difícil calcular a propagação da nova variante, sabe-se que o primeiro caso foi detetado em setembro no Reino Unido e que, em novembro, um quarto dos infectados na cidade de Londres já teriam a nova estirpe. Este mês, os números já ascenderam aos dois terços e passou a dominar as testagens positivas. Em dezembro, Erik Volz, do Imperial College London, falava numa mutação 70% mais contagiosa: “É realmente muito cedo para dizer, mas pelo que vimos até agora, está a crescer muito rapidamente, está a crescer mais rápido do que [uma variante anterior] já cresceu, mas é importante ficar de olho”.

“A maioria das mutações não são preocupantes porque não resultam numa mudança num dos aminoácidos que geram as proteínas das quais o vírus é feito”, diz a professora da Universidade de Cambridge. No entanto, “o que parece cada vez mais provável é que esta linhagem seja mais transmissível” e, por si só, já é motivo de preocupação. Nas últimas semanas, muitos países fecharam ligações aéreas com o Reino Unido ou impuseram diferentes medidas de segurança aos britânicos que viajaram para as férias natalícias.

A nova versão segue a tendência de “atualização” do coronavírus: desde o primeiro caso de infecção no mundo que ele já não é o mesmo. A mutação D614G surgiu na Europa em fevereiro, por exemplo, e a versão A222V, que também se espalhou pelo Velho Continente, estava relacionada com as férias de verão em Espanha, explica o jornal britânico. Nesta nova versão, existem cerca de 17 alterações importantes, incluindo a da proteína spike, que é a chave de entrada nas células humanas.

Apesar de mais contagiosa, não se pode afirmar que a nova estirpe seja mais mortal ou que as vacinas terão de retomar novos estudos especificamente para esta versão. “Atualmente não há evidências de que cause doenças mais graves. Também não há razão para pensar que as vacinas que estão a ser lançadas ou em desenvolvimento serão menos eficazes contra ele”, diz Peacock. O maior perigo de contágio, no entanto, tem preocupado os profissionais de saúde, uma vez que é expectável que mais pessoas venham a precisar de apoio hospitalar e teme-se uma ruptura dos serviços de saúde.

De destacar que, apesar da eficácia da vacina, os olhos têm de estar postos no futuro. David Robertson, professor da Universidade de Glasgow, afirma, citado pela BBC, que “o vírus provavelmente será capaz de gerar mutações para escapar à vacina”. Se isso se vier a confirmar, o coronavírus pode passar a ocupar uma posição semelhante à da gripe sazonal, que precisa de atualização todos os anos. 

Até agora sabe-se pouco e os estudos em laboratório continuam na esperança de perceber melhor a origem e as consequências da mutação. Enquanto a ciência procura respostas, os especialistas concordam que não se pode ficar de braços cruzados. “Experiências de laboratório são necessárias, mas queremos esperar semanas ou meses [para ver os resultados e tomar medidas para limitar a propagação]? Provavelmente não nestas circunstâncias”, atira o professor Nick Loman, do Consórcio de Covid-19 do Reino Unido.

A mutação do vírus não é uma tendência exclusiva do Reino Unido. A África do Sul e a Nigéria também já confirmaram novas versões da doença depois de um aumento substancial dos casos confirmados nos países.



 

Covid-19: Podemos continuar a ser portadores e infectar os outros, mesmo depois de vacinados?

Marcos Borga
Apesar de nos protegerem contra o novo coronavírus, não há ainda evidência que as vacinas impeçam a reinfecção assintomática. DGS e especialistas aconselham a não abandonar as medidas de proteção e contenção do vírus.

A vacina chegou e com ela a esperança de podermos voltar a viver dias mais ligeiros, abraçar as pessoas de quem mais gostamos e ganhar um pouco mais de liberdade. No entanto, e ainda que os especialistas considerem o início da vacinação um marco no historial da pandemia em território europeu, levará ainda algum tempo até deixarmos de usar máscara, manter a distância de segurança, desinfetar as mãos ou seguir outras medidas de proteção individual.

“Esses hábitos têm de nos acompanhar, porque as vacinas foram concebidas e testadas para nos protegerem contra a Covid-19, mas ainda não há garantia que não possamos ser reinfectados, sem manifestar doença, e transmitir o vírus a terceiros”, explica o epidemiologista da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Manuel Carmo Gomes, acrescentando, “além disso, as vacinas não têm 100% de eficácia e nunca sabemos se não fazemos parte daqueles 10% ou 15% que não ficaram protegidos”.

A informação disponibilizada no portal que a DGS criou, especialmente dedicado à vacina contra a Covid-19, confirma as palavras do especialista, incentivando a população a “continuar a observar todas as medidas preconizadas para a sua proteção e contenção da transmissão, incluindo o uso de máscara”, mesmo após ter sido vacinada.

Também o pneumologista Filipe Froes apela ao altruísmo dos portugueses e relembra que, “até haver imunidade de grupo é muito importante manter comportamentos de prevenção para proteger quem ainda não foi vacinado”.

Até haver imunidade de grupo é muito importante manter comportamentos de prevenção para proteger quem ainda não foi vacinado

filipe froes – pneumologista

Manuel Carmo Gomes assegura que o facto de não estarmos livres de ser reinfetados, ficando assintomáticos, mesmo tomando a vacina, “é algo comum em vírus respiratórios”. E explica, “ao contrário dos vírus do sarampo, da varicela ou da varíola, cuja capacidade de causar doença depende de uma multiplicação generalizada no sangue, os vírus respiratórios que, como o coronavírus, começam por infectar o trato respiratório superior, podem causar doença sem ter uma multiplicação no sangue”.

Ou seja, mesmo imunizados, nada nos garante que não possamos voltar a inalar o vírus, que ele infecte o trato respiratório superior e que, mesmo sem o ultrapassar nem causar doença, se mantenha lá e possa ser transmitido às outras pessoas.

Manuel Carmo Gomes revela ainda que a única farmacêutica a ter testado a possibilidade de a vacina evitar este processo de reinfecção assintomática foi a Astra Zeneca, chegando à conclusão que, usando o esquema de administração que tem mais eficácia (meia dose, uma dose), a vacina parece diminuir em 59% o risco de ser reinfectado e ser portador. “Mas isto são apenas resultados preliminares e eu não me admirava que estas vacinas não fossem muito eficazes a evitar que os vacinados possam ser portadores”, avisa o epidemiologista.

Não me admirava que estas vacinas não fossem muito eficazes a evitar que os vacinados possam ser portadores

manuel carmo gomes – epidemiologista

 

OMS: pandemias ainda piores podem vir no futuro

Covid-19: a advertência da OMS de que pandemias ainda piores podem vir no futuro

Mark Ryan, chefe do programa de emergências da Organização Mundial de Saúde, afirmou que devemos "nos preparar para algo que pode ser ainda mais grave"

Por BBC News Brasil |

BBC News Brasil

Mark Ryan
OMS/Twitter
Coronavírus se tornará "um vírus endêmico, que continuará a ser uma ameaça, mas uma ameaça de nível muito baixo", disse Ryan
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Em sua última entrevista coletiva do ano de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou os avanços obtidos no combate ao coronavírus . Mas também emitiu um alerta para a humanidade: esta pandemia, apesar da devastação que causou neste ano, pode não ser a pior que vamos enfrentar, por isso devemos estar preparados.

O médico Mark Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, reconheceu que a  pandemia de covid-19 "é muito grave, se espalhou com extrema rapidez e afetou todos os cantos do planeta". Mas advertiu que "esta não é necessariamente a maior" que podemos enfrentar.

"Este vírus é altamente transmissível, mata pessoas e priva muita gente de seus entes queridos, mas sua prevalência é comparativamente baixa em comparação com outras doenças emergentes", indicou na terça-feira.

"Este é um alerta. Estamos aprendendo agora como fazer as coisas melhor: ciência, logística, treinamento e governança, como nos comunicar melhor. Mas o planeta é frágil. Vivemos em uma sociedade global cada vez mais complexa. Essas ameaças continuarão."

"Se há algo que devemos tirar desta pandemia, com toda a tragédia e as perdas, é que devemos agir juntos. Precisamos nos preparar para algo que pode ser ainda mais grave no futuro. Devemos honrar aqueles que perdemos melhorando o que fazemos todos os dias", acrescentou.

'A erradicação é uma barreira muito alta'

Vacina
Getty Images/BBC
México, Chile e Costa Rica já estão aplicando a vacina contra covid-19 na América Latina

Nesta semana, faz um ano desde que a China reportou os primeiros casos de um novo tipo de pneumonia à OMS , que semanas depois seria chamada de covid-19.

Desde então, até esta quarta-feira (30/12/2020), foram registrados 82.036.653 casos da doença em todos os continentes do planeta, e 1.791.662 pessoas morreram em todo o mundo.

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Em dezembro, o Reino Unido se tornou o primeiro país a começar uma campanha de imunização em massa contra o vírus Sars-CoV-2 , aplicando a vacina desenvolvida pela Pfizer/BioNTech.

Os Estados Unidos e a União Europeia também deram início à vacinação, além de países como México, Chile e Costa Rica, na América Latina. Mas a imunização não marca o fim da pandemia .

Na entrevista coletiva de terça-feira, Ryan também se referiu ao futuro das vacinas.

O especialista observou que "resta ver quão bem serão aplicadas, o quão perto estaremos de um nível de cobertura que pode nos permitir a chance de atingir a eliminação, como vimos com a poliomielite e o sarampo".

Ele esclareceu, no entanto, que "a existência de uma vacina, mesmo com alta eficácia, não é garantia de eliminação ou erradicação de uma doença infecciosa" — e que esta "é uma barreira muito alta para ser superada".

Primeiramente, acrescentou, "devemos nos concentrar em salvar vidas, controlar bem essa epidemia para que as vidas possam voltar ao normal e, então, lidaremos com o objetivo de potencialmente sermos capazes de erradicar ou eliminar o vírus ".

Sobre o patógeno, Ryan prevê que "o cenário provável é que se torne outro vírus endêmico que continuará a ser uma ameaça, mas uma ameaça de nível muito baixo no contexto de um programa de vacinação global eficaz".

Moléculas de coronavírus
Getty Images
O coronavírus é altamente transmissível, mas podem surgir doenças piores
logo bbc

Fonte: undefined - iG @ https://saude.ig.com.br/coronavirus/2020-12-30/covid-19-a-advertencia-da-oms-de-que-pandemias-ainda-piores-podem-vir-no-futuro.html

 

Mark Ryan, chefe do programa de emergências da Organização Mundial de Saúde, afirmou que devemos "nos preparar para algo que pode ser ainda mais grave"

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Por BBC News Brasil | 30/12/2020 

OMS/Twitter

Coronavírus se tornará "um vírus endêmico, que continuará a ser uma ameaça, mas uma ameaça de nível muito baixo", disse Ryan

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Em sua última entrevista coletiva do ano de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou os avanços obtidos no combate ao coronavírus . Mas também emitiu um alerta para a humanidade: esta pandemia, apesar da devastação que causou neste ano, pode não ser a pior que vamos enfrentar, por isso devemos estar preparados.

O médico Mark Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, reconheceu que a  pandemia de covid-19 "é muito grave, se espalhou com extrema rapidez e afetou todos os cantos do planeta". Mas advertiu que "esta não é necessariamente a maior" que podemos enfrentar.

"Este vírus é altamente transmissível, mata pessoas e priva muita gente de seus entes queridos, mas sua prevalência é comparativamente baixa em comparação com outras doenças emergentes", indicou na terça-feira.

"Este é um alerta. Estamos aprendendo agora como fazer as coisas melhor: ciência, logística, treinamento e governança, como nos comunicar melhor. Mas o planeta é frágil. Vivemos em uma sociedade global cada vez mais complexa. Essas ameaças continuarão."

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"Se há algo que devemos tirar desta pandemia, com toda a tragédia e as perdas, é que devemos agir juntos. Precisamos nos preparar para algo que pode ser ainda mais grave no futuro. Devemos honrar aqueles que perdemos melhorando o que fazemos todos os dias", acrescentou.

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Nesta semana, faz um ano desde que a China reportou os primeiros casos de um novo tipo de pneumonia à OMS , que semanas depois seria chamada de covid-19.

Desde então, até esta quarta-feira (30/12/2020), foram registrados 82.036.653 casos da doença em todos os continentes do planeta, e 1.791.662 pessoas morreram em todo o mundo.

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Os Estados Unidos e a União Europeia também deram início à vacinação, além de países como México, Chile e Costa Rica, na América Latina. Mas a imunização não marca o fim da pandemia .

Na entrevista coletiva de terça-feira, Ryan também se referiu ao futuro das vacinas.

O especialista observou que "resta ver quão bem serão aplicadas, o quão perto estaremos de um nível de cobertura que pode nos permitir a chance de atingir a eliminação, como vimos com a poliomielite e o sarampo".

Ele esclareceu, no entanto, que "a existência de uma vacina, mesmo com alta eficácia, não é garantia de eliminação ou erradicação de uma doença infecciosa" — e que esta "é uma barreira muito alta para ser superada".

Primeiramente, acrescentou, "devemos nos concentrar em salvar vidas, controlar bem essa epidemia para que as vidas possam voltar ao normal e, então, lidaremos com o objetivo de potencialmente sermos capazes de erradicar ou eliminar o vírus ".

Sobre o patógeno, Ryan prevê que "o cenário provável é que se torne outro vírus endêmico que continuará a ser uma ameaça, mas uma ameaça de nível muito baixo no contexto de um programa de vacinação global eficaz".

O coronavírus é altamente transmissível, mas podem surgir doenças piores


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Coronavírus se tornará "um vírus endêmico, que continuará a ser uma ameaça, mas uma ameaça de nível muito baixo", disse Ryan
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O médico Mark Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, reconheceu que a  pandemia de covid-19 "é muito grave, se espalhou com extrema rapidez e afetou todos os cantos do planeta". Mas advertiu que "esta não é necessariamente a maior" que podemos enfrentar.

"Este vírus é altamente transmissível, mata pessoas e priva muita gente de seus entes queridos, mas sua prevalência é comparativamente baixa em comparação com outras doenças emergentes", indicou na terça-feira.

"Este é um alerta. Estamos aprendendo agora como fazer as coisas melhor: ciência, logística, treinamento e governança, como nos comunicar melhor. Mas o planeta é frágil. Vivemos em uma sociedade global cada vez mais complexa. Essas ameaças continuarão."

"Se há algo que devemos tirar desta pandemia, com toda a tragédia e as perdas, é que devemos agir juntos. Precisamos nos preparar para algo que pode ser ainda mais grave no futuro. Devemos honrar aqueles que perdemos melhorando o que fazemos todos os dias", acrescentou.

'A erradicação é uma barreira muito alta'

Vacina
Getty Images/BBC
México, Chile e Costa Rica já estão aplicando a vacina contra covid-19 na América Latina

Nesta semana, faz um ano desde que a China reportou os primeiros casos de um novo tipo de pneumonia à OMS , que semanas depois seria chamada de covid-19.

Desde então, até esta quarta-feira (30/12/2020), foram registrados 82.036.653 casos da doença em todos os continentes do planeta, e 1.791.662 pessoas morreram em todo o mundo.

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Na entrevista coletiva de terça-feira, Ryan também se referiu ao futuro das vacinas.

O especialista observou que "resta ver quão bem serão aplicadas, o quão perto estaremos de um nível de cobertura que pode nos permitir a chance de atingir a eliminação, como vimos com a poliomielite e o sarampo".

Ele esclareceu, no entanto, que "a existência de uma vacina, mesmo com alta eficácia, não é garantia de eliminação ou erradicação de uma doença infecciosa" — e que esta "é uma barreira muito alta para ser superada".

Primeiramente, acrescentou, "devemos nos concentrar em salvar vidas, controlar bem essa epidemia para que as vidas possam voltar ao normal e, então, lidaremos com o objetivo de potencialmente sermos capazes de erradicar ou eliminar o vírus ".

Sobre o patógeno, Ryan prevê que "o cenário provável é que se torne outro vírus endêmico que continuará a ser uma ameaça, mas uma ameaça de nível muito baixo no contexto de um programa de vacinação global eficaz".

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O médico Mark Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, reconheceu que a  pandemia de covid-19 "é muito grave, se espalhou com extrema rapidez e afetou todos os cantos do planeta". Mas advertiu que "esta não é necessariamente a maior" que podemos enfrentar.

"Este vírus é altamente transmissível, mata pessoas e priva muita gente de seus entes queridos, mas sua prevalência é comparativamente baixa em comparação com outras doenças emergentes", indicou na terça-feira.

"Este é um alerta. Estamos aprendendo agora como fazer as coisas melhor: ciência, logística, treinamento e governança, como nos comunicar melhor. Mas o planeta é frágil. Vivemos em uma sociedade global cada vez mais complexa. Essas ameaças continuarão."

"Se há algo que devemos tirar desta pandemia, com toda a tragédia e as perdas, é que devemos agir juntos. Precisamos nos preparar para algo que pode ser ainda mais grave no futuro. Devemos honrar aqueles que perdemos melhorando o que fazemos todos os dias", acrescentou.

'A erradicação é uma barreira muito alta'

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México, Chile e Costa Rica já estão aplicando a vacina contra covid-19 na América Latina

Nesta semana, faz um ano desde que a China reportou os primeiros casos de um novo tipo de pneumonia à OMS , que semanas depois seria chamada de covid-19.

Desde então, até esta quarta-feira (30/12/2020), foram registrados 82.036.653 casos da doença em todos os continentes do planeta, e 1.791.662 pessoas morreram em todo o mundo.

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Na entrevista coletiva de terça-feira, Ryan também se referiu ao futuro das vacinas.

O especialista observou que "resta ver quão bem serão aplicadas, o quão perto estaremos de um nível de cobertura que pode nos permitir a chance de atingir a eliminação, como vimos com a poliomielite e o sarampo".

Ele esclareceu, no entanto, que "a existência de uma vacina, mesmo com alta eficácia, não é garantia de eliminação ou erradicação de uma doença infecciosa" — e que esta "é uma barreira muito alta para ser superada".

Primeiramente, acrescentou, "devemos nos concentrar em salvar vidas, controlar bem essa epidemia para que as vidas possam voltar ao normal e, então, lidaremos com o objetivo de potencialmente sermos capazes de erradicar ou eliminar o vírus ".

Sobre o patógeno, Ryan prevê que "o cenário provável é que se torne outro vírus endêmico que continuará a ser uma ameaça, mas uma ameaça de nível muito baixo no contexto de um programa de vacinação global eficaz".

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