quinta-feira, 23 de novembro de 2017

COMPOSIÇÃO 31

DIVAGANDO DEVAGAR


Caminhos trocados
Com trocadinhos esgotados
Trancafiados no porão
Nos mercados da solidão


Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)


Ah! O olhar

De emergentes imersos
De insurgentes diversos
De florestas diminuídas
De sestas perdidas

Ah! O olhar

De modestas grandezas
De honestas espertezas
De testas franzidas
De festas proibidas

Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)


Ah! Esquecido

Pelas rimas tortas
Pelas finas lorotas
De políticos influentes
De discursos reluzentes

Ah! Esquecido

Pelo Alzheimer vigoroso
Pelo passado vergonhoso
Pelas passagens secretas
Pelas viagens repletas

Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)

Ah! Impedido

Pelos átomos sem alma
Pelos atos sem calma
Pelas desculpas esfarrapadas
Pelos farrapos bordados
Pelos guardanapos borrados
Borrados! Borrados! É, borrados!

Ah! Impedido


Pelo total desinteresse
Pelo que esquecesse
Pelo desprezo da elite
Pelo manejo do palpite


Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)

Ah! Vivido

Pela insônia arrependida
Pela vergonha derretida
Pela Letônia envelhecida
Pela medonha despedida

Ah! Vivido

Pelos andares desprovidos
Pelos militares embravecidos
Pelo festival de rancor
Pelo abissal fervor

Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)


Ah! Atrevido


Pelas gorjetas tórridas
Pelas facetas mórbidas
Pelos versos controversos
Pelos versos reversos


Ah! Atrevido!

Pelas núpcias inerciais
Pelas astúcias geniais
Pelos veleiros à luz de velas
Pelos celeiros de berinjelas

Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)

Caminhos trocados
Com trocadinhos esgotados
Trancafiados no porão
Nos mercados da solidão

Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)


Ah! O olhar

De emergentes imersos
De insurgentes diversos
De florestas diminuídas
De sestas perdidas

Ah! O olhar

De modestas grandezas
De honestas espertezas
De testas franzidas
De festas proibidas

Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)


Ah! Esquecido

Pelas rimas tortas
Pelas finas lorotas
De políticos influentes
De discursos reluzentes

Ah! Esquecido

Pelo Alzheimer vigoroso
Pelo passado vergonhoso
Pelas passagens secretas
Pelas viagens repletas

Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)

Ah! Impedido

Pelos átomos sem alma
Pelos atos sem calma
Pelas desculpas esfarrapadas
Pelos farrapos bordados
Pelos guardanapos borrados
Borrados! Borrados! É, borrados!

Ah! Impedido

Pelo total desinteresse
Pelo que esquecesse
Pelo desprezo da elite
Pelo manejo do palpite

Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar desimpedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)

Ah! Vivido

Pela insônia arrependida
Pela vergonha derretida
Pela Letônia envelhecida
Pela medonha despedida

Ah! Vivido

Pelos andares desprovidos
Pelos militares embravecidos
Pelo festival de rancor
Pelo abissal fervor


Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
Mas também, vem
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)


Ah! Atrevido

Pelas gorjetas tórridas
Pelas facetas mórbidas
Pelos versos controversos
Pelos versos reversos

Ah! Atrevido!

Pelas núpcias inerciais
Pelas astúcias geniais
Pelos veleiros à luz de velas
Pelos celeiros de berinjelas


Divagando devagar
Sem vergonha de olhar
O cego olhar
O olhar atrevido
O olhar vivido
O olhar impedido
O olhar esquecido
Vamos lá!
Divagando devagar
(Refrão)


Divagando nas montanhas
Divagando nas entranhas
Divagando quase parando
Parando de divagar
Divagando sem parar
É isso, vamos divagar!
Vamos divagar! Lento e devagar!
Não pare, vamos divagar! Divagando sem parar!
(Refrão Final)

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