
A intuição dos médicos desempenha um papel ainda mais importante nos momentos mais críticos, assim que o paciente é internado e não há muitos dados disponíveis.
[Imagem: Chelsea Turner/MIT]
[Imagem: Chelsea Turner/MIT]
Intuição médica
Pacientes com perfis médicos similares recebem tratamentos diferentes baseados na "intuição" dos médicos.
Este dado fundamental coloca em questão um grande esforço que tem sido feito por empresas de tecnologia e universidades para desenvolver sistemas de inteligência artificial que possam analisar dados médicos para ajudar a diagnosticar ou tratar problemas de saúde.
O que esses esforços parecem deixar de lado é o fato de que a Medicina, e sobretudo o exercício da Medicina, não são partes de uma ciência exata. Em outras palavras, esse tipo de tecnologia provavelmente não funcionará tão bem quanto um médico humano.
Um novo estudo feito por cientistas da computação do MIT (EUA) de fato sugere que os médicos fornecem uma dimensão que, até agora, a inteligência artificial não oferece.
Ao analisar os registros escritos pelos médicos sobre pacientes em unidades de terapia intensiva, os pesquisadores descobriram que a "intuição" dos médicos - eles chamam de "sentimentos instintivos" - sobre a condição de um paciente em particular tem um papel significativo na forma como o tratamento foi conduzido, incluindo os exames solicitados.
"Há algo sobre a experiência de um médico, e seus anos de treinamento e prática, que permite que ele saiba em um sentido mais abrangente, além da lista de sintomas, se você está indo bem ou não. Eles estão tocando em algo que a máquina não consegue ver," afirmam Tuka Alhanai e Mohammad Ghassemi, que lideraram a pesquisa.
Essa intuição dos médicos desempenha um papel ainda mais importante durante o primeiro ou segundo dia de internação de um paciente, quando a quantidade de dados que os médicos têm sobre os pacientes é menor do que nos dias subsequentes.
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