sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O país cuja população deve triplicar até 2050 - e por que isso é um problema

Média de filhos para cada mulher no Níger é de 7,6; apesar de campanhas para estimular planejamento familiar, será difícil mudar cultura em país onde ter filhos é sinal de riqueza e poder.

22 set 2017

A expectativa é que a população da África duplique até 2050, mas, no país com a maior taxa de natalidade do mundo, a população deve triplicar.


Mãe e filho no Níger
Mãe e filho no Níger
Foto: BBCBrasil.com
No Níger, as mulheres têm, em média, 7,6 filhos cada - e, na zona rural de Zinder, a taxa é ainda maior. Não é à toa que é possível ver crianças por toda parte em qualquer vilarejo que se visite. E as próprias crianças têm filhos - mais da metade das mulheres se casa antes de completar 15 anos de idade.
À medida que as economias crescem, tanto os países quanto suas populações se enriquecem e as taxas de natalidade se reduzem gradativamente. Mas o Níger é um dos países mais pobres do mundo.
"No Níger, nós temos uma característica nacional de ser pró-reprodução. Ter filhos é considerado, tradicionalmente, sinal de riqueza e poder", explica o Dr. Hassane Atamo, responsável pelo Departamento de Planejamento Familiar do governo.
A taxa acelerada de natalidade provoca graves problemas, tanto de curto quanto de longo prazo.
"A consequência imediata de uma taxa de natalidade tão alta é que é impossível alimentar, educar e cuidar de todas essas crianças no curto prazo. No longo prazo, a própria sobrevivência do país é ameaçada, a não ser que usemos essa janela de oportunidade para aproveitar ao máximo esse dividendo jovem", afirma Atamo.
O vilarejo de Angoual Gao recebe ajuda externa para encorajar sua população a melhorar o planejamento familiar. Protegidas atrás das grossas paredes de um complexo de prédios de barro, um grupo de mulheres se reúne para uma conversa franca sobre métodos contraceptivos, casamento forçado e problemas relacionados a casar jovem e ter filhos cedo.
É o que agentes humanitários chamam de "espaços seguros" para mulheres - algumas com apenas 10 anos de idade.
Saratou Kanana, de 27 anos, é uma das três jovens mais velhas treinadas para liderar a conversa. Kanana tem quatro filhos e, apesar de todo o aconselhamento sobre intervalos entre gestações, ela se nega a dizer quantos bebês mais pretende ter.
"Tudo depende de Alá", diz.
Mas a situação é mais complicada que isso. Depois de Kanana se esquivar de responder à mesma pergunta formulada de maneiras diferentes, o tradutor finalmente explicou. Por ser mulher, ela não detém a palavra final no assunto.
Tudo depende do marido dela. Se o marido decidir não ter mais filhos, aí sim Kanana poderá ir a um centro de saúde e providenciar a contracepção. "Aqui tudo depende do marido. A última palavra é do marido", esclareceu o tradutor.


Zinder, na Nigéria (Agosto de 2017)
Zinder, na Nigéria (Agosto de 2017)
Foto: BBCBrasil.com
Famílias menores
Por isso, os homens também são encorajados a participar de programas de conscientização sobre planejamento familiar.
Do outro lado da cidade, eles se sentam de pernas cruzadas debaixo de uma árvore e batem papo sobre saúde, educação, aleitamento materno e controle de natalidade - encontros chamados de "escola de marido".
Apesar de Musa Malamharu, 47, liderar a conversa, ele tem duas mulheres, 15 filhos e pretende ter outros dois ou três .


Família em Zinder
Família em Zinder
Foto: BBCBrasil.com
Mudaha Musa, 27, parece ter se convencido de que cinco ou seis crianças - dois ou três a mais do que ele tem hoje- são suficientes. "Realmente aqui existe um problema de ter muitos filhos", admite.
"Mas, com a escola para maridos, estamos começando a ver progressos", diz.
Educação parece mesmo ser a chave para a redução da taxa de natalidade. As rodas de bate-papo para homens fazem parte do mesmo projeto direcionado a mulheres - Projeto Sawki- , cujo objetivo é reduzir o número de mulheres mortas no parto e o número de crianças mortas antes de completar cinco anos de idade, além de estimular famílias menores.


Crianças no Níger
Crianças no Níger
Foto: BBCBrasil.com
Em uma clínica móvel distante da estrada principal, um quarto pequeno está lotado de mulheres e crianças pequenas.
As enfermeiras distribuem diferentes contraceptivos. Há camisinhas masculinas e femininas, pílulas anticoncepcionais, dispositivos intrauterinos e até um debate sobre contraceptivos por implantes.
É então que Nana Aisha, 28, se levanta e diz que concorda - apesar do receio de sentir dor - em ter um implante com duração de três anos injetado na frente de todos.
"Eu quero mostrar para as outras mulheres, porque existe um falso rumor de que o implante possa se prender dentro dos músculos", disse.
O procedimento em Aisha foi feito em instantes. Algumas das mulheres se reuniram para observar o braço dela, com o implante bem visível dentro da pele.


Homens no Zinder
Homens no Zinder
Foto: BBCBrasil.com
Aisha tem três filhos e quer evitar engravidar por pelo menos três anos. "Meu marido é uma pessoa esclarecida. Na verdade, é ele quem está me encorajando a ir ao centro de saúde para garantir planejamento familiar", disse.
No entanto, ainda que muitas pessoas sejam convencidas a ter menos filhos levará tempo para reverter o aumento dramático da população do Níger.
A expectativa é que a atual população de 21 milhões de pessoas exceda 68 milhões nos próximos 30 anos.
"A cultura está mudando, porque as próprias mulheres percebem que ter muitos filhos é um problema para elas", diz a parteira Furera Umarou.
Ela acredita que os casais que optarem por fazer planejamento familiar passarão a ter quatro ou cinco filhos, em vez de oito ou nove. É um começo.
Muito se fala sobre um "dividendo demográfico" - a habilidade de uma nova e ativa força de trabalho em catapultar economias para fora da pobreza, mas isso exige investimentos e vagas de trabalho.
"Se não capturarmos os benefícios do dividendo demográfico, vamos ser jogados num estado de total desequilíbrio", diz o Dr. Hassane Atamo, chefe da divisão de planejamento familiar do governo.
"Isso pode ameaçar a sobrevivência do país e encorajar problemas diversos, como terrorismo e emigração."
Uma grande quantidade de jovens pobres e desempregados pode iniciar uma jornada migratória para a Europa ou a parar nas mãos de grupos islâmicos extremistas, como o Boko Haram. Crescimento populacional massivo é um problema de todos.

Defensora da alimentação saudável foca no futuro

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Alice Waters, do Chez Panisse in Berkeley, Califórnia, jamais expandiu seu restaurante para outras cidades (Jason Henry para The New York Times)  

POR Kim Severson

BERKELEY, Califórnia – Alice Waters experimentou LSD uma única vez, e passou a maior parte da noite flutuando, chegando quase no teto, ignorando as moléculas se movendo no piso de madeira.
A droga foi trazida por um visitante francês que a adquiriu de Owsley Stanley, de Grateful Dead, que produzia LSD em grande quantidade, antes de se tornar um comércio ilegal.
“Seu produto era o que Ken Kesey, os Neatles e Timothy Leary usavam”, escreve Alice Waters em seu livro de memórias “Coming to My Senses: The Making of a Counterculture Cook”. (Caindo na realidade - O processo de criação de uma chefe de cozinha da contracultura)
Naturalmente tinha de ser o melhor. Afinal, trata-se de Alice Waters, para quem a origem de tudo que se coloca na boca é da máxima importância.
O livro, seu primeiro relato bastante pessoal dos primórdios da sua vida, tem início em um bairro de classe média baixa em Nova Jersey, ao lado da mãe que inseriu nela o hábito de ingerir vitaminas diariamente, e o pai conservador e muito esforçado. Ambos ajudaram Alice a financiar e organizar o Chez Panisse, restaurante em Berkely inaugurado em 1971, que lançou o movimento chamado “da fazenda para a mesa”.
Alice relutou em escrever o livro. Este é o último dos três que ela se comprometeu a produzir por contrato há mais de dez anos. Salpicado de fotos, o livro traça os anos em que ela viveu com mochila nas costas na Europa, apaixonada pela França, e depois como a jovem radical cozinhando para a inteligência antiguerra na Bay Area em San Francisco. E termina quando a empolgada chefe, defensora radical da cozinha orgânica, abriu seu pequeno restaurante francês com refeições a preço fixo.
“Estava tranquila quanto ao conteúdo porque foi o que vivenciei”, diz Alice Waters, 73 anos, que ainda perambula pela cozinha do Chez Panisse, provando lascas de presunto cru. “Não conseguiria não ser honesta”, diz ela.
Pelos padrões dos chefes famosos, Alice não é rica. Os bens mais valiosos que acrescentou ao seu bangalô estilo Craftsman, de 1908, onde vive há 34 anos, são uma lareira na cozinha e prateleiras de livros com coleções notáveis sobre comida, natureza, arte e cinema.
“Nunca pensei em ganhar dinheiro. Jamais foi meu objetivo”.
Alice não coloca o pé num mercado convencional há 25 anos. Continua devotada à ideia de que todo alimento tem de ser orgânico, bonito e desfrutado comunitariamente. Esse enfoque, que antes parecia estridente e economicamente espantoso, penetrou na cultura alimentar cotidiana.
“Ela é uma gigante entre os chefes míticos deste país”, disse Diego Galicia, proprietário do Mixtle, restaurante progressivo mexicano de San Antonio, Texas. “Todos os caminhos levam a Alice Waters. Você puxa o fio e tudo se desenrola”.
Alice é a razão pela qual os restaurantes começaram a nomear as fazendas de cultivo nos cardápios e a servir saladas de folhas verdes misturadas, ou queijo de cabra de produção americana.
Mas ela continua firme em suas convicções que, no decorrer dos anos, se mostraram convincentes. Jamais expandiu o Chez Panisse para outras cidades, nem procurou se tornar uma celebridade para promover seu trabalho. Por outro lado, tenta persuadir todo político que encontra.
Em 1995 escreveu uma carta ao presidente Bill Clinton e ao vice-presidente Al Gore propondo uma horta orgânica na Casa Branca e um currículo escolar nacional baseado na agricultura sustentável. A equipe encarregada na Casa Branca criou uma pequena horta e passou a comprar mais produtos locais e orgânicos para a cozinha.
Michelle Obama fez do aprimoramento da refeição escolar e da nutrição infantil o emblema da sua passagem por Washington, influenciada pelo Edible Schoolyard na Martin Luther King Jr. Middle School em Berkeley. O projeto se propagou chegando a mais de 5,5 mil programas de hortas escolares desde que Alice Waters e o diretor da escola o lançaram em 1995.
Alice continua excepcionalmente focada na questão de se oferecer uma alimentação orgânica nas escolas. “Alimentar as crianças é uma questão ética”, disse. Segundo ela, as pessoas têm de parar de esperar que o governo federal faça as coisas acontecerem: a política pública está muito comprometida com os interesses dos grandes conglomerados do setor alimentício.
“Qualquer coisa que fizermos tem de ser feito fora do governo e da pirâmide. Temos de atravessar as portas que estão abertas, não as fechadas”.
Com este objetivo, ela vem analisando novas maneiras de arrecadar dinheiro por meio de impostos ou junto a investidores como Jeff Bezos. “Estamos escrevendo uma carta para ele”, disse ela.
Alice vê paralelos entre a situação da política atual e as batalhas ocorridas há 50 anos, mas sua estratégia não é o combate direto.
“Não é o momento. Passamos informações uns para os outros. Mas logo haverá alguma coisa, um evento e então nos reuniremos todos e aparecemos. Ninguém sabe como somos poderosos. Estamos vigilantes”.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

China está quebrando


Grande bolha e explosões brutais... Trazendo Falências, Bond Busts...

O chefe do fundo soberano da China observou em 2009: "China e América estão guardando bolhas, criando mais bolhas". 

Ele está certo ... 

Excesso de crédito global é pior do que antes do acidente de 2008. 

Os EUA e o Japão foram aliviando como um louco, mas - como hedge Zero nota - A China tem sido muito pior: 
 


Aqui está apenas a mudança no trans-correr de 5 anos: 
 

Você leu certo : nos últimos cinco anos, o total de ativos em livros bancários nos EUA subiram em um reles de 2100000000000 dólares americanos , enquanto , no mesmo período , os ativos dos bancos chineses têm explodido por uma inédita 15400000000000 dólares bater um gigantesco CNY147 trilhões ou um épico 24000000000000 dólar - cerca de duas vezes e meia o PIB da China!

Colocando a taxa de mudança de perspectiva , enquanto que o Fed estava ativamente a bombear 85.000 milhões dólares por mês em bancos norte-americanos para um total de $ 1 trilhão por ano , apenas nos últimos 12 meses encerrados em 30 de setembro de ativos dos bancos chineses cresceu um alucinante $ 3,6 trilhão !

Aqui está como o Diapason Sean Corrigan observou este desequilíbrio épico na criação de liquidez :

Total de ativos bancários chineses atualmente estão em algum CNY147 trilhão, cerca de 2 ½ vezes o PIB . Como tal, eles dobraram nos últimos quatro anos de investimento cada vez mais deslocada e frenética especulação imobiliária , somando o equivalente a 140% da média do PIB - ou , em dólares, 12500000000000 dólares - para os livros. Para efeito de comparação , no mesmo período , os bancos norte-americanos acrescentaram pouco menos de US $ 700 bilhões, 4,4% do PIB da média, 18 vezes menos do que os seus homólogos chineses - e isto num período em que a tendência predominante tem sido para que este faça o que for preciso para manter compromissos fora dos seus balanços e à espreita nas sombras ' "!

De fato, o aumento dos ativos bancários chineses durante esse quadriênio vertiginoso é igual a nada menos do que sete oitavos de total de ativos em circulação de todas as instituições seguradas pela FDIC ! Ele também compara a 30% dos ativos dos bancos da zona do euro .

Números de fluxo verdadeiramente épico , e como insustentável a longo prazo. e aqui:

Então qual é o problema?

Bem , a agência financeira de maior prestígio do mundo - banco central dos bancos centrais , o chamado Bank of International Settlements ou " BIS " - há muito tem criticado o Fed e outros bancos centrais para soprar bolhas. O Banco Mundial e os principais economistas concordam . Assim como muitos outros.

Como tal , foi fácil para nós prever um acidente na China, quando a bolha entra em colapso.

Discutimos em 2009 esse período de crédito fácil da China foi análoga à flexibilização da política monetária dos Estados Unidos a partir de 2001 ... e Roma está em 11 aC

Notamos em 2009 e em 2011 contra o que a China está sofrendo de um monte dos mesmos mal-estares como a economia norte-americana , incluindo a corrupção, o capitalismo de compadrio , e falta de divulgação e inadimplência.

Em 2010 , pedimos "Quando a bolha da China vai estourar? "
Da China US $ 23 trilhões Dólares de bolha de crédito está estourando

International Business Times observou o ano passado que a indústria de aço da China endividada está à beira da falência.

Quartz informou em dezembro que uma empresa enorme de carvão chamada Liansheng Resources Group declarou falência com 30 bilhões de yuans (US $ 5 bilhões) em dívidas.

Sabedoria chinesa para Negócios argumenta (via China Gaze ) que ondas de falências são marcantes em 10 indústrias chinesas : (1) a construção naval , (2) de ferro e aço (3 ) Iluminação de LED; (4) Mobiliário ; (5) desenvolvimento imobiliário ; (6) de transporte de carga ; ( 7 ) as instituições de confiança e financeiros; (8) gestão financeira; (9) private equity , e ( 10) a compra do grupo .

AP observa hoje:

As autoridades chinesas permitiram o primeiro default de obrigações de empresas do país , infligindo perdas com os pequenos investidores em uma etapa dolorosa para tornar seu sistema financeiro mais orientada para o mercado.

Um fabricante de Shanghai de painéis solares pagos apenas parte de 90 milhões de yuans (US $ 15 milhões) em juros [ que devia ] ...

Até agora , Pequim tem socorrido empresas em dificuldades para preservar a confiança nos mercados de crédito. Mas o Partido Comunista assumiu o compromisso de tornar a economia mais produtiva , permitindo as forças de mercado um papel maior.

Time pergunta se a China chegou ao seu "momento Bear Stearns " :

A perigosa acumulação de dívida e uma explosão arriscada e pouco regulamentado setor bancário sombra levantaram sérias preocupações sobre a saúde da economia da China . É por isso que o colapso Chaori - o primeiro em território nacional mercado de títulos corporativos da China - provocou temores de que o país poderá ser dirigido para uma crise econômica em pleno desenvolvimento como aquela que bateu Wall Street em 2008. "Acreditamos que o mercado será atingido ao estágio Bear Stearns ", alertou o estrategista David Cui e sua equipe no Bank of America -Merrill Lynch em um relatório para investidores.

A preocupação de Cui e outros é que o colapso Chaori será o ponto de dica para um desmoronamento do sistema financeiro da China. O colapso poderia acordar investidores e banqueiros para a percepção de que as empresas que achava que eram apostas seguras não são potencialmente , e eles poderiam começar a reavaliar outros empréstimos e investimentos para outras empresas. Em outras palavras , eles podem começar a redefinir o que é eo que não é arriscado. Isso poderia, então, levar a uma crise de crédito, quando os banqueiros nervosos tornam-se cautelosos em emprestar dinheiro , ou de empréstimos a taxas de juros acessíveis. Mais falências poderão resultar. Que, eventualmente, faz com que os mercados financeiros venha a travar - e acabamos fazendo a transição de um momento Bear Stearns para um momento Lehman Brothers , quando o setor financeiro derrete . "Achamos que a reação em cadeia irá provavelmente começar ", escreveu Cui . " Nos EUA, que levou cerca de um ano para chegar à fase Lehman quando o mercado entrou em pânico ... Avaliamos que pode demorar menos tempo na China. "

O Financial Post relatou em janeiro:

Os EUA e a Europa aprenderam da maneira mais difícil sobre os perigos de bancos-sombra da crise financeira , mas, cinco anos depois , a China parece pronta para começar a sua própria lição dolorosa sobre o que pode acontecer quando grandes fluxos de capital são desviados para os cantos não regulamentados do sistema financeiro .

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"Estimamos que 88% das receitas de empresas de confiança chinesas estão em risco , a longo prazo", disse McKinsey e Ping An .

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O investidor bilionário George Soros escreveu recentemente em um site de notícias populares que o default iminente eo medo crescente que se reflete no mercado chinês tem " semelhanças sinistras " para com a crise mundial de 2008 .

A grande figura : o $ 23000000000000 dólares da bolha de crédito chinesa está começando a entrar em colapso.

Como Michael Snyder escreveu em janeiro:

Poderia ser um "momento Lehman Brothers " para a Ásia . E uma vez que o sistema financeiro global está mais interligado do que nunca , isso seria uma péssima notícia para os Estados Unidos também. Desde o Lehman Brothers entrou em colapso em 2008, o nível de crédito doméstico privado na China aumentou de US $ 9 trilhões para um espantoso 23 trilhões de dolares . Isso representa um aumento de US $ 14 trilhões em apenas um pouco mais de 5 anos . Muito do que o "dinheiro quente " fluiu para ações, títulos e imobiliário nos Estados Unidos . Então, o que você acha que vai acontecer quando essa bolha colapsar ?

A bolha da dívida privada que vimos inflar na China desde a crise de Lehman é diferente de tudo que o mundo já viu. Nunca antes tanta dívida privada foi acumulada em um curto período de tempo. [ Nota: A dívida privada é muito mais perigosa do que a dívida pública. ] Tudo isso ajudou a dívida combustível enorme do crescimento econômico na China , mas agora um monte de empresas chinesas estão percebendo que elas têm criado dívidas em muito, muito acima de suas cabeças . Na verdade, ela está sendo projetada que as empresas chinesas irão pagar o equivalente a cerca de um trilhão de dólares em pagamentos de juros só este ano. Isso é mais que o dobro do montante que o governo dos EUA vai pagar em juros em 2014.

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Como o Telegraph apontou um tempo atrás, os chineses têm essencialmente " replicado todo o sistema bancário comercial dos EUA" em apenas cinco anos ...

Crédito total saltou de US $ 9 trilhões para 23000000000000 dólares desde a crise do Lehman. "Eles têm replicado todo o sistema bancário comercial dos EUA em cinco anos", disse ela.

O rácio de crédito em relação ao PIB subiu em 75 pontos percentuais para 200pc do PIB , em comparação com cerca de 40 pontos em os EUA ao longo de cinco anos que antecederam a bolha do subprime , ou no Japão, antes da bolha Nikkei estourar em 1990. "Isso está além de qualquer coisa que já vimos antes em uma grande economia. Nós não sabemos como isso vai se passar. Os próximos seis meses serão cruciais ", disse ela .

Tal como acontece com todas as outras coisas no mundo financeiro , o que sobe tem , eventualmente, vindo para baixo.

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O grande problema subjacente é o fato de que a dívida privada e a oferta de moeda ambos foram crescendo muito rapidamente na China . De acordo com a Forbes, M2 na China aumentou 13,6 por cento no ano passado ...

E, ao mesmo tempo da China oferta de moeda e de crédito ainda estão se expandindo . No ano passado, o M2 observado de perto aumentou apenas 13,6% , abaixo dos 13,8 % de crescimento , 2012 . Os otimistas dizem que a China está começando a sua dependência de crédito sob controle, mas isso não é correto. Na verdade , o crédito expandiu-se pelo menos 20 % no ano passado como o dinheiro derramado em novos canais não mensurados por estatísticas tradicionais.

No geral, M2 na China é de cerca de 1.000 por cento desde 1999. Isso é absolutamente insano .

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Mas eu não sou o único a falar sobre isso.

Na verdade, o Fórum Econômico Mundial adverte sobre exatamente a mesma coisa ...

Crises fiscais desencadeadas por níveis de dívida balonismo em economias avançadas representam a maior ameaça para a economia global em 2014, um relatório do Fórum Econômico Mundial , alertou .

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O que vem acontecendo no sistema financeiro global é completamente e totalmente insustentável , e é inevitável que tudo está caminhando horrivelmente para desabar em algum momento durante os próximos anos .

É apenas uma questão de tempo.

Fonte:  http://www.washingtonsblog.com/author/washingtonsblog e UND

O mais saudável é consumir gorduras moderadamente, mostra estudo mundial

Estudo mundial mostra que o mais saudável é consumir gorduras moderadamente
Os resultados são consistentes com estudos anteriores, como aquele em que médicos gêmeos compararam dietas ricas em carboidratos e em gorduras.
Gordura não mata
Uma pesquisa com mais de 135 mil pessoas em cinco continentes mostrou que uma alimentação que inclui uma "ingestão moderada" de gordura e frutas e vegetais, e evita altos níveis de carboidratos, está associada a um menor risco de morte.
Para ser específico sobre "moderado", o menor risco de morte foi identificado entre as pessoas que consomem três a quatro porções (ou um total de 375 a 500 gramas) de frutas, vegetais e leguminosas por dia, com pouco benefício adicional de mais do que isso.
Mas a grande novidade é que, ao contrário do que médicos e cientistas vêm apregoando há décadas, o consumo de uma maior quantidade de gordura - cerca de 35% da energia ingerida - está igualmente associado a um menor risco de morte em comparação com uma menor ingestão de gordura.
Por outro lado, uma alimentação rica em carboidratos - mais de 60% da energia ingerida - está relacionada a uma maior mortalidade, embora não esteja associada com maior risco de doença cardiovascular.
Estas são as principais mensagens de dois relatórios publicados pela revista médica The Lancet, ambos produzidos a partir de um grande estudo global liderado por pesquisadores do Instituto de Pesquisas sobre a Saúde da População, da Universidade McMaster (Canadá).
Gorduras moderadas, menos carboidratos
A investigação sobre as gorduras alimentares constatou que seu consumo moderado não está associado a doenças cardiovasculares graves e, na verdade, um maior consumo de gordura mostrou-se associado a uma menor mortalidade. Isso foi observado para todos os principais tipos de gorduras - saturadas, poli-insaturadas e monoinsaturadas -, com as gorduras saturadas associadas a menor risco de acidente vascular cerebral.
Nem a ingestão total de gordura e nem a ingestão dos tipos individuais de gordura mostraram-se associadas com risco de ataques cardíacos ou morte por doenças cardiovasculares.
Os pesquisadores ressaltam que, embora isso possa parecer surpreendente para alguns, esses novos resultados são consistentes com vários estudos observacionais e ensaios clínicos randomizados conduzidos nos países ocidentais nas últimas duas décadas.
Estudo mundial mostra que o mais saudável é consumir gorduras moderadamente
A gordura marrom é tão importante no metabolismo que está sendo considerada um órgão de pleno direito.
[Imagem: Francesc Villarroya et al. (2016)]
Segundo eles, quando visto no contexto da maioria dos estudos anteriores, o trabalho reforça o questionamento sobre as "crenças convencionais" sobre a gordura na alimentação.
"Uma diminuição na ingestão de gordura leva automaticamente a um aumento no consumo de carboidratos e nossos resultados podem explicar por que certas populações, como os sul-asiáticos, que não consomem muita gordura, mas que consomem muitos carboidratos, têm maiores taxas de mortalidade," disse a professora Mahshid Dehghan, principal autora do estudo.
Pelo que a gordura é substituída
A professora Dehghan ressalta que as recomendações sobre uma dieta saudável têm-se concentrado por décadas na redução da gordura total para abaixo de 30% da ingestão calórica diária, e das gorduras saturadas para abaixo de 10% da ingestão calórica.
Mas isto se baseia, diz ela, "na ideia de que reduzir a gordura saturada deve reduzir o risco de doença cardiovascular, mas não leva em conta a forma como a gordura saturada é substituída na dieta."
A pesquisadora acrescenta que as diretrizes atuais foram desenvolvidas há mais de 40 anos usando dados de alguns países ocidentais onde a gordura representava de 40% a 45% da ingestão calórica e o consumo de gorduras saturadas acima de 20%. O consumo de ambas agora é muito mais baixo na América do Norte e na Europa (31% e 11%, respectivamente).

Pela autodeterminação e pela autonomia das pessoas trans

Hoje serão discutidas no Parlamento as iniciativas legislativas do governo, do BE e do PAN que visam garantir a autodeterminação e a autonomia das pessoas trans nos processos de reconhecimento legal da identidade. De uma forma geral, as três propostas visam dar um passo para o futuro, acompanhando aquilo que já se faz em países como Malta, Argentina, Dinamarca, Noruega e Irlanda: possibilitar que qualquer pessoa possa autodeterminar o seu género sem necessidade de aprovação de uma entidade externa - separando por completo a esfera legal da esfera clínica.
A atual Lei da Identidade de Género foi aprovada a 15 de março de 2011. Na época, foi um enorme avanço em relação ao procedimento existente anteriormente: antes da Lei n.º 7/2011, o reconhecimento legal do género era obtido através de um processo que se interpunha contra o Estado após vários anos de acompanhamento, provas de vida, tratamento hormonal e cirurgias - e ainda existia um processo de esterilização obrigatório. O Instituto de Medicina Legal teria de avaliar o resultado final das cirurgias e com isso dar o seu parecer para ser apresentado em tribunal. Este processo podia durar até 12 anos e era um verdadeiro atentado à privacidade, à dignidade e aos direitos humanos.
De facto, a Lei da Identidade de Género portuguesa foi uma das primeiras leis a remover qualquer necessidade de tratamento, alterações físicas ou provas de vida para a mudança de nome próprio e sexo legal no registo civil. Porém, definiu como necessário um relatório clínico com um diagnóstico de "Perturbação de identidade de género". Pouco tempo depois, e contra o próprio sentido da lei, foi criada uma lista de médicos habilitados a assinar estes relatórios. O resultado foi a junção da esfera clínica à legal. Com isto, profissionais de saúde começaram a fazer depender este reconhecimento legal de género de critérios que vão muito para lá do diagnóstico e que, indevidamente, jogam com os seus próprios preconceitos: duas avaliações independentes, tratamentos médicos, ideias puramente individuais sobre masculinidade ou feminilidade, entre tantos outros. No fundo, critérios que nada contribuem para a avaliação do estado das pessoas e que estabelecem demasiadas barreiras burocráticas e discriminatórias para uma simples mudança legal.
Passados cinco anos, um estudo realizado pelo ISCTE em parceria com a ILGA Portugal para avaliar a aplicação desta lei mostrou que, apesar do impacto marcadamente positivo no bem-estar e integração das pessoas trans, a grande maioria das pessoas deparam-se, de facto, com estas barreiras para conseguir aceder à lei - ou seja, ver a sua identidade reconhecida pelo Estado.
Estas novas propostas vão ao encontro das necessidades de muitas pessoas. Ao deixar de ser necessário qualquer diagnóstico para uma pessoa ver a sua identidade reconhecida - e sim, as pessoas sabem quem são -, basta ir ao registo civil e pedir a alteração do nome próprio e sexo legal. As propostas do Bloco de Esquerda e do governo também pretendem fazer descer a idade mínima de acesso à lei para os 16 anos, o que permitirá a muitas pessoas jovens, atualmente já a viver de acordo com o género com que se identificam, verem-se reconhecidas legalmente. Sendo a escola um meio importante para o crescimento de menores, a proposta do governo também introduz a possibilidade de existir um nome social na escola. É também do governo a proposta de introduzir a proibição de cirurgias a bebés intersexo exceto em casos de condição clínica relevante.
Porém, apesar do avanço enorme que estas iniciativas legislativas trazem e do benefício claro para as pessoas trans, não é de mais dizer que existe ainda uma necessidade crescente de melhorar acessos aos cuidados de saúde gerais e específicos. Estamos a falar de uma população extremamente fragilizada pelo estigma e pressão social e, como consequência, potencialmente mais sujeita a implicações na sua saúde mental. É também urgente continuar a apostar na formação de profissionais dos mais variados meios, como a segurança, a educação ou o trabalho. Precisamos por isso que estas propostas sejam aprovadas, para que se dê continuidade a todo um trabalho em prol dos direitos humanos das pessoas trans.

Obsolescência humana programada

Existem dois filmes de ficção científica que eu gosto muito: Matrix e Ela. Ambos, imagem de um futuro paradoxal da relação humana com a tecnologia. O primeiro mostra o terror, o segundo o amor. Enquanto um aborda as necessidades humanas violadas pelo domínio das máquinas, o outro, o afloramento emocional do ser humano por um sistema com inteligência artificial. Qual será o nosso futuro realmente?
Para Ginni Rometty, presidente e CEO da IBM, em apenas poucos anos cada decisão importante, seja na vida pessoal ou nos negócios, será realizada com a ajuda de AI e tecnologias cognitivas. A promessa é que a computação cognitiva vai melhorar o mundo, cumprindo o propósito de não substituir a inteligência humana, mas aumentar a sua capacidade. Mas, isso não quer dizer que seres humanos não serão substituídos… Na verdade, essa é uma realidade consequente da automação de processos desde a revolução industrial. A grande diferença é que agora as máquinas podem aprender.
Um muito citado estudo, da Ball State University, sugere que a automação já provou ser o maior motor de perda de emprego este milênio. O documento observa que a década entre 2000 e 2010 marcou o maior declínio de empregos de manufatura no Estados Unidos. Na China a fábrica Dongguan demitiu 650 funcionários, ficando com apenas 60 e alcançando um aumento de 250% na produtividade. Com os avanços da tecnologia, brevemente grande parte das profissões deixarão de existir e os profissionais impactados por esta revolução, também não terão vagas suficientes devido a escassez de oportunidades. Não se engane, isso também inclui as profissões tradicionais, como medicina, direito e contabilidade.
Colin Parris, vice-presidente de Pesquisa de Software da GE, para o site TechCrunch, comenta de forma mais otimista: “A única maneira de combater perdas de emprego é treinar o talento que temos. Porque no futuro temos que abraçar a robótica. Permite reduzir custos. Se eu reduzir o custo, eu tenho mais dinheiro que eu posso usar para a inovação. Quanto mais dinheiro tiver, mais novos produtos posso criar. Quanto mais produtos eu criar, mais força de trabalho posso contratar.”
O que você pensa sobre? O paradoxo da questão é que a mesma tecnologia que provocará desemprego, também é a que nos ajudará. Considere que a computação de dados, a informatização pela internet, tudo isso mudou radicalmente, para melhor, a vida do ser humano. Nos reinventamos. Vamos evitar os avanços tecnológicos, se cada vez nos tornamos mais dependentes deles? WhatsApp, Uber, Airbnb, Conta Azul, Contabilizei…, você não gosta da conveniência dessas soluções? Kevin Surace, pioneiro em inteligência artificial no Vale do Silício, afirma, toda empresa será, eventualmente, uma empresa de software e automação.
Em todos os sentidos, seja para saúde, diversão, comunicação, custos operacionais…, queremos tudo cada vez mais fácil, rápido, e, barato. Para a nossa própria conveniência, e preguiça, nós desenvolvemos tecnologias facilitadoras. Então, o que você pensa sobre? Para mim, as novas oportunidades são destinadas ao indivíduo com capacidade de autodesenvolvimento contínuo e educação empreendedora, atentando especialmente ao desenvolvimento de soluções com foco à sustentabilidade deste novo paradigma social, político e econômico.
É prudente investir adequadamente na educação e formação das crianças. Em fato, na verdade é um alerta para você também. De acordo com o relatório The New Work Order, 60% dos jovens estão aprendendo profissões que vão deixar de existir entre 10 a 15 anos. Num futuro breve, creio que aquele que não souber programar poderá ser considerado um analfabeto. Aliás, parabéns ao prefeito Dória, São Paulo, pela inciativa de implementar programação na grade curricular do ensino fundamental. “O mundo é digital, precisamos preparar as nossas crianças para esta nova realidade”, diz o prefeito em seu perfil do Facebook.
Estamos falando de adaptação. E isso nos tira da zona de conforto. Como qualquer processo disruptivo, há perdas, ocorre o balanço e consolidação da nova realidade. Segundo Bill Gates, os robôs que roubarem empregos dos humanos devem pagar impostos, disse na sua conta do Twitter. Sensacional ideia. O filantropo sugere que o dinheiro arrecadado com impostos poderia ser usado para financiar serviços para a sociedade, como programas de assistência e realocação às pessoas que perderam empregos para os robôs. Falou o mesmo homem que um dia acreditou a internet ser modismo. Tudo é transitório.
Então, como você pretende lidar com esse futuro factual? Eu não acredito na rebelião das máquinas, eventualmente, alguém venha a se apaixonar por um robô. Mas, o fato é: os computadores estão aprendendo, e enquanto as máquinas não forem contribuintes do governo, é mais inteligente estar atento e antecipar ações orientadas àquilo que o mercado demandar num futuro “não tão distante”, do que simplesmente reagir às mudanças. Eu creio na teoria de Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados. Você está preparado para reprogramar a sua vida? Os robôs estão. Isso não é mais ficção.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Comentários sobre livro do economista Stiglitz

"Em O Grande Abismo, Joseph E. Stiglitz expande o diagnóstico por ele oferecido em O Preço da Desigualdade, e sugere maneiras de conter o crescente problema norte-americano. Com sua característica combinação de claridade e paixão, Stiglitz argumenta que a desigualdade é uma escolha — o resultado acumulado de políticas injustas e prioridades equivocadas.
Com insights formidáveis e, ao mesmo tempo, acessíveis ele encoraja acolher soluções reais: aumentar as taxas para corporações e os mais ricos; oferecer mais assistência para as crianças pobres; investir em educação, ciência e infraestrutura; ajudar os donos das residências, em vez de bancos; e, mais importante, fazer mais para restaurar a economia de pleno emprego. Stiglitz também traz lições da Escadinávia, Cingapura e Japão, e argumenta contra a maré de austeridade desnecessária e destrutiva que está varrendo a Europa.
Finalmente, Stiglitz acredita que a escolha a ser feita naõ é entre crescimento ou igualdade; com as políticas certas, ambos podem ser escolhidos. Ele não se queixa do capitalismo em si, mas de como o capitalismo do século XXI foi corrompido."
Este é o resumo do mais novo livro do economista Stiglitz. Ainda não o li, mas gostaria de fazer alguns comentários acerca do resumo supra (supondo-se que o mesmo seja fidedigno ao conteúdo do livro). Pois bem, concordo com ele quando critica políticas injustas e prioridades equivocadas tomadas por autoridades públicas de relevantes sociedades do mundo. Concordo também que crescimento e distribuição justa da renda não são incompatíveis (como tem demonstrado a profícua economia australiana). Só acho que ele, quando se refere a crescimento e igualdade (relativa) de renda, está se restringindo apenas a uma parcela dos países e não a sua totalidade - dado que se o mundo inteiro crescesse e consumisse a níveis de primeiro mundo seriam necessários vários outros planetas terra para prover tais recursos, de modo que um pressuposto essencial dessa engrenagem possível é a diminuição da população mundial via adoção de um rigoroso programa de controle da natalidade dos países de elevada ou considerável fecundidade das mulheres (o que pega de países emergentes, islâmicos, africanos,  latino-americanos a asiáticos - no todo ou em parte). Quanto à questão do pleno emprego, se ele não for feito com sustentabilidade e controle da natalidade, certamente redundará em agravamento das mudanças climáticas e da degradação do planeta. Quanto à crítica de Stiglitz aos programas de austeridade implementados na Europa, ele deveria, sim, reconhecer que não se pode tratar um câncer com, digamos, choques orgásmicos - ou seja, que o tratamento dos males que afligem a humanidade são dolorosos mesmo e também criticar ferrenhamente os governos que implementaram políticas keynesianas equivocadas as quais não resolveram o problema da concentração da renda (o centro do furacão ou do problema econômico mundial) de forma natural, não-forçado, artificial. Em suma: até agora os principais economistas do mundo ainda não associaram os problemas do capitalismo à sua ética intrínseca majoritária: o lucro a qualquer preço ou condição (social, mercantil, ambiental, moral), que já nasceu corrompido e só deixará de sê-lo quando morrer e se transformar no socialismo de mercado (VIA CONTROLE DA NATALIDADE DOS POBRES). (Um exemplo de como o capitalismo é corruptor ou baixo é o de certas empresas, como a Ford, usarem propagandas de carro que traziam, recentemente, no Brasil, junto um apelo disfarçado para que as mulheres brasileiras aumentassem a sua fecundidade: Lei da Oferta e da procura... quanto mais trabalhadores ofertados, menores os salários dos mesmos... coisa nojenta, vil, degradante, desonesta... e burra, a longuíssimo prazo.. por parte de capitalistas gângsters, não?).

Na Suécia até os líderes da Igreja são escolhidos por voto direto

Mais de 900 mil pessoas foram às urnas no domingo para eleger Parlamento da Igreja Sueca, a maior instituição religiosa do país; resultados preliminares indicam avanço de partido anti-imigração em órgão decisório de instituição.

18 set 2017 06h01
atualizado às 07h46
Na Suécia, a cúpula da Igreja também tem seu dia de eleições gerais. No domingo, 900 mil suecos foram às urnas para escolher os representantes da maior organização religiosa do país, a Igreja da Suécia, instituição protestante de confissão luterana. Foi o maior comparecimento na história das eleições da instituição desde 1950.
Na Suécia, mais de 900 mil pessoas votaram para escolher a cúpula da Igreja (Foto: Magnus Aronson/Svenska kyrkan)
Na Suécia, mais de 900 mil pessoas votaram para escolher a cúpula da Igreja (Foto: Magnus Aronson/Svenska kyrkan)
Foto: BBCBrasil.com
O sistema eleitoral dessa instituição cristã é único no mundo. A cada quatro anos, os cidadãos filiados à igreja elegem uma espécie de Parlamento da Igreja Sueca (Svenska kyrkan), a que é a maior organização religiosa do país.
Esse Parlamento é composto tanto por representantes do clero como por leigos e tem o poder de decidir não só questões mundanas, como a reforma das paróquias e o valor de doações a países pobres, mas também assuntos de ordem teológica - a exemplo do casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovado pela Igreja Sueca em 2009.
"A Constituição sueca é clara: a Igreja deve ser democrática e aberta", diz à BBC Brasil a pastora sueca Jenny Sjögren, chefe do Departamento de Teologia e Ecumenismo da Igreja da Suécia.
As eleições, contudo, estão atreladas à política tradicional. Representantes de três dos oito partidos políticos tradicionais do país disputaram o pleito, ao lado de grupos independentes. Os resultados preliminares indicam que o Partido Social-Democrata, nacionalista e anti-imigração, conquistou a maior parcela dos votos e aumentou sua participação na Igreja.
"Pode-se dizer que a Igreja da Suécia tem um sistema eleitoral único no mundo, no sentido de que todas as instâncias do poder decisório da instituição são eleitas de forma direta. Embora as igrejas protestantes de países como a Noruega realizem algum tipo de eleições, em geral os pleitos ocorrem apenas a nível paroquial. Já na Suécia, desde a virada do milênio o próprio Sínodo Geral, que pode ser definido como o Parlamento da Igreja Sueca, é eleito nas urnas", acrescentou Sjögren, que se tornou padre há 17 anos: desde 1958, a Igreja da Suécia aceita a ordenação feminina.

Regras

Para participar das eleições - seja como eleitor, ou como candidato -, o cidadão deve ser membro da Igreja da Suécia. A idade mínima para votar é de 16 anos, e a partir de 18 anos é possível se candidatar ao pleito.
No total, 5,2 milhões de suecos têm direito a votar no país de cerca de 10 milhões de habitantes.
A eleição de bispos e arcebispos na Suécia também costuma ser realizada com a participação popular: 50 por cento do eleitorado deve ser composto por leigos.
"Em várias partes do mundo protestante, as eleições de bispos e arcebispos se dão através do voto tanto de clérigos como de leigos. Isto se dá por razões históricas: ao contrário do que ocorre no catolicismo, a participação de leigos nos processos decisórios representa um papel importante nas igrejas luteranas, e nas congregações protestantes em geral", diz Jenny Sjögren.
Em 2013, a Suécia elegeu pela primeira vez uma mulher como arcebispa - a até então bispa da cidade de Lund, Antje Jackelén.

Campanha Eleitoral

Na mídia sueca, a cobertura da campanha para as eleições gerais da Igreja segue, ainda que em menor dimensão, o figurino dos pleitos políticos. Nesta reta final da corrida eleitoral, candidatos leigos e religiosos duelam na TV e no rádio, jornais debatem as diferentes propostas, e os "partidos" - chamados de "grupos" - apresentam filmes de campanha publicitária. Nas ruas, cartazes e panfletos reforçam o clima de eleição.
"Todo o processo das eleições eclesiásticas é muito semelhante ao processo eleitoral para o Parlamento, assim como as regras democráticas que regem o funcionamento das assembleias eleitas pelos membros da Igreja", diz à BBC Brasil o membro da Igreja David Axelson Fisk, que participou do comitê organizador das primeiras eleições gerais, na virada do milênio.
"Até o ano 2000, a Igreja da Suécia realizava apenas eleições a nível paroquial, como ocorre em outros países protestantes. Mas quando a separação entre Igreja e Estado entrou em vigor, naquele ano, entendeu-se que a forma mais democrática de gerir a instituição deveria ser através de eleições gerais e diretas para todas as instâncias do poder eclesiástico", observa Fisk.
Bispos eleitos na última eleição, em 2013, incluindo uma mulher, podem deixar o posto no próximo domingo (Foto: Magnus Aronson/IKON)
Bispos eleitos na última eleição, em 2013, incluindo uma mulher, podem deixar o posto no próximo domingo (Foto: Magnus Aronson/IKON)
Foto: BBCBrasil.com
As eleições da Igreja da Suécia são organizadas em três níveis, num único dia de votação: a nível local, os membros de cada uma das 2.225 paróquias do país elegem uma Assembléia da Paróquia (Kyrkofullmäktige). A nível regional, os eleitores das 13 dioceses escolhem a Assembléia da Diocese (Stiftsfullmäktige), com 81 representantes. E a nível nacional, é eleito o Sínodo Geral da Igreja da Suécia (Kyrkomötet) - a mais alta instância da instituição, composta por 251 integrantes.
A arcebispa sueca é a representante da Igreja para eventos ecumênicos e conferências internacionais, mas a autoridade máxima de poder decisório da instituição é o Sínodo Geral. E pelas regras suecas, os bispos não fazem parte do Sínodo, embora devam estar presentes nas sessões do órgão.
"Os 13 bispos do país podem se pronunciar ou apresentar propostas nas sessões do Sínodo, mas não estão autorizados a votar", esclarece Ewa Almqvist, do departamento de Comunicação da Igreja da Suécia. Por outro lado, segundo Jenny Sjögren, os bispos detêm influência no poderoso Comitê Doutrinário do Sínodo.
Em sua composição atual, 187 dos 251 assentos do Sínodo Geral são ocupados por representantes leigos. Entre os 64 clérigos da assembleia, estão 61 pastora e três diáconos. Os valores suecos da igualdade de gênero também se refletem na formação da assembleia nacional eleita no último pleito: são 124 mulheres e 127 homens, segundo dados fornecidos à BBC Brasil pela Igreja da Suécia.
Os representantes eleitos não ganham salário: recebem apenas compensação pelas horas que deixam de trabalhar em seus empregos regulares, a fim de exercer suas atividades do Sínodo. E em cumprimento às práticas suecas de transparência, as atividades e finanças da Igreja da Suécia também são disponibilizadas para a fiscalização pública.

Críticas

Um dos principais temas do debate da campanha eleitoral deste ano foi o questionamento sobre a participação política nas eleições da Igreja.
Embora as agremiações que concorrem ao voto não tenham a denominação de "partido", o fato é que três dos oito partidos políticos tradicionais do país disputam o pleito com suas próprias legendas, ao lado de grupos independentes - o Partido Social-Democrata, o Partido do Centro e o Democratas da Suécia, de extrema-direita.
Arcebispa da Suécia, Antje Jackelén, foi a primeira mulher a ocupar o cargo, em 2013 (Foto: Magnus Aronson/Svenska kyrkan)
Arcebispa da Suécia, Antje Jackelén, foi a primeira mulher a ocupar o cargo, em 2013 (Foto: Magnus Aronson/Svenska kyrkan)
Foto: BBCBrasil.com
"Há diferentes pontos de vista, e o tema é complexo", diz a padre sueca Jenny Sjögren.
"Um eleitor pouco familiarizado com as questões da Igreja, por exemplo, pode sentir-se mais seguro ao votar no candidato de um partido político com o qual ele tem afinidade. Este seria um lado positivo de se ter representantes de partidos políticos tradicionais na disputa. Por outro lado, muitos começam a questionar esse envolvimento político na igreja. Mas cada vez mais, surgem novos grupos independentes que não possuem conexão com partidos. Portanto, este é um processo em evolução", ela ressalta.

Êxodo

Apesar do caro e complexo aparato democrático para a realização de eleções diretas nos três níveis decisórios da Igreja, o comparecimento às urnas tem sido relativamente baixo. Especialmente nestes novos tempos, em que a Igreja da Suécia enfrenta uma perda considerável de seu rebanho.
Nas últimas eleições gerais da Igreja, em 2013, apenas 700 mil pessoas votaram. O índice de comparecimento às urnas não costuma ultrapassar 15% do eleitorado - em claro contraste com o percentual registrado nas eleições políticas para o Parlamento sueco, que costuma girar em torno de 86%.
O êxodo têm preocupado as autoridades eclesiásticas. Em 2016, mais de 90 mil pessoas deixaram de ser membros da Igreja - praticamente o dobro do índice registrado no ano anterior. Segundo pesquisa conduzida pelo instituto sueco Norstat, o principal argumento dos fiéis que decidiram abandonar a instituição é franco: eles não acreditam em Deus.
A Igreja da Suécia abandonou a Igreja Católica Romana no século 16, quando aderiu à Reforma Protestante.
Na virada do milênio, quando a Suécia se tornou oficialmente um Estado laico, 82% dos suecos eram membros da Igreja da Suécia - mais por tradição, segundo muitos comentam, do que por uma real afirmação de fé. Atualmente, segundo os números oficiais, a instituição possui 6,1 milhões de membros (cerca de 62% da população). Mas cada vez mais, a tradição religiosa perde força neste país de descrentes.
Até meados da década de 90, os filhos de membros da Igreja da Suécia se tornavam automaticamente, ao nascer, também membros da instituição. Na era do Estado laico, a nova geração tende a desfazer esses tênues laços religiosos: hoje, pelos cálculos da agência central de estatísticas da Suécia (Statistiska centralbyrån), somente cinco por cento dos suecos costumam frequentar algum tipo de igreja.
Apenas 29% da população afirma ter alguma crença religiosa. E na hora de casar, um em cada três casais optam por uma cerimônia civil.

Chance de limitar aquecimento global em 1,5°C é maior do que se imaginava

Novo estudo mostra que humanidade ainda tem 20 anos de emissões para ter chance de estabilizar o aquecimento global segundo a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris

19 set 2017
Quais são as nossas chances de não ultrapassarmos o limite de temperatura mais ambicioso estabelecido pelo Acordo de Paris e segurarmos o aquecimento global abaixo do limite de 1,5 grau Celsius ? Um estudo publicado nesta segunda-feira (18) sugere que o "centro da meta" climática não é fisicamente impossível de atingir, como muita gente supunha, nem demandará necessariamente intervenções em grande escala de engenharia planetária. Antes que você respire aliviado, porém, os autores da pesquisa advertem: limitar a temperatura da Terra em níveis seguros exigirá cortes de emissão anuais sistemáticos "sem precedentes na história".
A conclusão é de uma nova análise dos modelos climáticos globais feita por um grupo internacional de cientistas liderado por Richard Millar, da Universidade de Exeter, no Reino Unido. O artigo científico descrevendo o trabalho foi publicado nesta segunda-feira no site do periódico Nature Geoscience .
Millar e seus colegas fazem uma revisão no chamado orçamento de carbono, ou o quanto a humanidade ainda pode emitir até o final do século para ficar no limite de temperatura.

Efeitos do aquecimento global

Foto: Climatempo
Foto: Shutterstock
É amplamente aceito que, acima de 2°C, limite formal do acordo do clima (ou "teto da meta"), o mundo entra em território climático desconhecido e perigoso, com risco de degelo em massa dos polos e a virtual extinção dos pequenos países insulares , entre outras catástrofes.
Agora mesmo, com 0,93°C de aquecimento médio desde a era pré-industrial até a década atual (em 2015 e 2016 o El Niño subiu a média global para 1°C), o mundo está experimentando chacoalhões violentos , como a tragédia recente das monções na Ásia, que deixaram mais de 1.200 mortos, e quatro furacões no Atlântico no espaço de duas semanas: o Harvey, maior tempestade que já se abateu sobre os EUA, o Irma, que entrou para história como o furacão mais forte já registrado, o José, que perdeu força, e o Maria, que nesta segunda-feira foi elevado à categoria máxima e ameaça a mesma região já devastada pelo Irma.
Para evitar esse cenário, os países-ilhas conseguiram fazer com que Paris se comprometesse a "envidar esforços" para manter o aquecimento máximo em 1,5°C.
Só que as contas do orçamento de carbono até aqui têm sido pouco encorajadoras para quem sonha com 1,5°C : segundo os modelos do IPCC, o painel do clima da ONU, por mais que a humanidade faça hoje, ela tem no máximo 50% de chance de atingir esse objetivo - e, mesmo assim, fazendo coisas consideradas ficção científica, como espalhar aerossóis pela estratosfera para reduzir a quantidade de radiação solar que atinge o planeta.
Um exemplo foi dado na semana passada, num estudo publicado no periódico PNAS , da Acadamia Nacional de Ciências dos EUA. Segundo seus autores, para termos uma chance razoável (50%) de limitar o aumento da temperatura do planeta a 1,5° C, teremos de realizar algo quase impossível: neutralizar o carbono da atmosfera até 2020 e remover ativamente 1 trilhão de toneladas de CO 2 atmosférico até 2100.
Hoje nós já estamos a meio caminho de dobrar a quantidade de gases-estufa no ar, algo que levaria o aquecimento global a 3°C ou mais neste século, segundo um outro artigo publicado nesta segunda-feira na mesma edição da Nature Geoscience por um grupo de cientistas que inclui o britânico Piers Forster, coautor do estudo de Millar.
Calculando o futuro com base nos modelos do IPCC, o orçamento de carbono da humanidade que daria ao menos 66% de chance estabilizar em 1,5°C de é de 2,2 trilhões de toneladas de CO 2 (dióxido de carbono) desde a Revolução Industrial até o fim do século. Desse total, já emitimos 1,9 trilhão até 2014 - o que nos daria pouco mais de seis anos, a taxas de emissão atuais (cerca de 50 bilhões de toneladas), para emitir os 300 milhões que faltam e estourar o "centro da meta".
Mas Millar e colegas encontraram falhas nesse raciocínio . "Nós notamos discrepâncias entre os modelos do sistema terrestre e as observações da mudança climática podem levar a estimativas muito pequenas do orçamento de carbono remanescente", disse Millar em uma entrevista coletiva. Dado o aquecimento médio de 0,93°C até aqui (excluindo flutuações naturais como o El Niño) e contando que outras estratégias de redução de emissões serão adotadas, como cortar os supergases de efeito estufa HFCs (usados em refrigeração), eles calcularam quanto podemos queimar de carbono para atingir os 0,6°C de aquecimento que restam até atingir 1,5°C. A conta chegou a 860 bilhões de toneladas de CO 2 , o que esticaria de seis para 20 anos o prazo que temos para amortizar a dívida da humanidade com a atmosfera e parar de emitir.

Boa notícia?

Boa notícia? Sim, mas calma . "O que esse trabalho indica é que limitar o aquecimento a 1,5° C ainda é uma possibilidade geofísica", disse Millar. No entanto, "isso significa que as emissões teriam de ser reduzidas em linha reta durante 40 anos até chegar a zero".
Quedas tão abruptas nas emissões ocorreram apenas em três breves períodos da história da civilização industrial: durante a Grande Depressão, nos anos 1930, a 2 a Guerra Mundial, logo depois, e regionalmente no Leste Europeu após o colapso da União Soviética. Nenhum dos episódios parece muito inspirador.
"Virtualmente nenhum dos cenários existentes é capaz de chegar a reduções tão rápidas", prossegue Millar.
A fórmula para ficar no limite já é conhecida, mas precisa ser implementada: começar imediatamente a reduzir muito as emissões, e não esperar até o início da implementação das metas de Paris, em 2020; e ampliar em pelo menos 10% a ambição do conjunto das NDCs, as metas nacionais.
Neste momento, porém, a geopolítica global parece ter voltado algumas casas: a Assembleia Geral das Nações Unidas, que começa nesta terça-feira (19), será dominada pelas discussões sobre a possibilidade de guerra nuclear entre EUA e Coreia do Norte e hospedada por Donald Trump, um negacionista do clima.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

10 perguntas mais frequentes em entrevista de emprego

A conversa durante a entrevista é o momento crucial para se apresentar, demonstrar interesse no trabalho e deixar claro que você é uma das engrenagens que faltavam para a empresa. Para isso, é necessário sempre encontrar soluções para as questões feitas pelo entrevistador. O tempo de resposta, o raciocínio e seus objetivos, são algumas informações que podem ser questionadas para avaliar se você será o próximo estagiário ou trainee da empresa contratante.
  1. Poderia falar um pouco sobre si?
Geralmente a primeira pergunta, o primeiro contato para você mostrar a que veio. Primeiramente se atenha ao aspecto profissional e vá para o âmbito pessoal apenas se o entrevistador fizer algum questionamento relevante. Dê preferência para falar de sua formação, das suas capacidades e competências, sempre de forma sincera e sem exageros.
  1. Quais os seus objetivos?
Fale sobre as ocupações que gostaria de exercer, relacionadas à vaga para a qual está sendo entrevistado. Pode começar pela própria função e explorar para onde quer evoluir a partir dali. Agora não é o momento de falar sobre pagamento ou assuntos que fujam do questionamento em questão.
  1. Quais seus pontos fortes?
Procure fugir do óbvio e fale sobre capacidades com as quais possui alguma familiaridade. Aborde exemplos práticos onde seus pontos fortes ajudaram, seja durante a formação ou em alguma experiência anterior. Coloque aspectos positivos da sua personalidade, como facilidade de trabalhar em grupo ou de concentração, sempre relacionados com a vaga requerida.
  1. Quais seus pontos fracos?
É uma questão que precisa ser respondida com cuidado. O entrevistador não está buscando um sobre-humano que não possua falhas, então aquelas famosas respostas “sou muito perfeccionista” ou “sou muito exigente comigo mesmo” só mostram que você está tentando fugir da pergunta. Fale sinceramente e complete com algo que você já esteja fazendo para melhorar. Exemplo: tenho dificuldade de falar em público, mas estou fazendo um curso para melhorar minha desenvoltura.
  1. Porque devemos contratá-lo?
Neste momento é importante fazer seu marketing pessoal. Valorize seu perfil profissional, aborde aspectos da empresa nos quais você pode ajudar a melhorar. Para iniciantes uma boa dica é colocar aquilo que se tem maior facilidade de aprendizado e abordar aspectos positivos de sua formação relacionados à empresa.
  1. Por que quer trabalhar aqui?
Este é o momento de mostrar que você pesquisou sobre a empresa. Fale sobre as atividades e sobre seus projetos preferidos, relacionando-os à vaga para a qual você está sendo entrevistado. Sempre que for chamado para uma entrevista, a pesquisa sobre a empresa e suas atividades é a primeira coisa a ser feita: utilize diversas estratégias como ver o site, pesquisar sobre informações publicadas sobre a empresa e, se possível, conversar com quem trabalha ou já trabalhou lá.
  1. Por que deixou a empresa anterior?
Essa pergunta é para aqueles que já tiveram alguma experiência prévia, seja em estágio, trainee ou outro emprego. Seja honesto, sem se deter em pormenores do porquê, no caso de ter sido despedido. Porém, o mais importante nesse momento é não criticar demais a empresa anterior, nem seus colegas. Isso pode demonstrar ingratidão, mesmo que seus motivos sejam bons, este é o momento de demonstrar temperança.
  1. Como você se imagina daqui a 5 ou 10 anos?
O objetivo dessa pergunta é descobrir o planejamento de carreira do candidato. É uma análise de acordo com as suas pretensões, se você deseja seguir carreira. Você pode combinar esta pergunta com os objetivos, colocando quais você gostaria de conquistar no tempo estipulado.
  1. Qual a sua pretensão salarial?
Uma questão delicada, principalmente em tempos econômicos conturbados. O ideal é ou mencionar uma faixa salarial, com um máximo e um mínimo ou pedir uma proposta do entrevistador e perguntar sobre os direitos e obrigações da vaga, caso eles ainda não tenham sido explicados.
  1. Qual seu nível de inglês?
Essa pergunta irá aparecer dependendo da vaga, principalmente se nela você precisar lidar com público ou com documentos na língua estrangeira. Se ela foi feita, pode ser que o entrevistador queira continuar a conversa em inglês para observar se o seu nível é compatível com o colocado no currículo. Seja sincero: não invente que sabe falar, pois isso pode te colocar numa saia juta. É bom praticar antes para que este seja seu diferencial, não seu empecilho.
Essas são algumas das soluções para as perguntas que você mais vai encontrar em entrevistas. Cadastre-se no site da Companhia de Estágios e fique atento as nossas redes sociais para mais informações sobre entrevistas e carreira.

sábado, 16 de setembro de 2017

COMPOSIÇÃO 27

O SEGREDO DO FEITIÇO

Cedinho, procurei você no travesseiro
E não encontrei nada
No meio da madrugada
Nosso último salseiro

Foi-se embora?
O passado corrobora
Sonho interrompido
Não por falta de libido

Mas só libido não basta
É cortina de fumaça
Não são muitos pontos em comum
Não basta todos saberem preparar um atum
Vai mais além disso
É o segredo do feitiço
         (Refrão)

Relacionamento insensível
Constatação terrível
Amigos-inimigos
Prosseguimento em perigo

Castigo: tarde demais
Diferenças abismais
Não apenas pontuais
É o que está por trás

Mas só libido não basta
É cortina de fumaça
Não são muitos pontos em comum
Não basta todos saberem preparar um atum
Vai mais além disso
É o segredo do feitiço
         (Refrão)

Onde estará?
Com outro?
A errar ou acertar?
Ou agora absorto?

Sei, já partiu
E não está nas estrelas
Está nas querelas
Foram nossas mazelas
Erros de quem não ouviu

 Relacionamento não é bicho de sete cabeças
Mas para que não pereça
Tem que ter competência ou preparo
Escapar dessa sentença é raro

Mas só libido não basta
É cortina de fumaça
Não são muitos pontos em comum
Não basta todos saberem preparar um atum
Vai mais além disso
É o segredo do feitiço
         (Refrão)

Cedinho, procurei você no travesseiro
E não encontrei nada
No meio da madrugada
Nosso último salseiro

Foi-se embora?
O passado corrobora
Sonho interrompido
Não por falta de libido

 Mas só libido não basta
É cortina de fumaça
Não são muitos pontos em comum
Não basta todos saberem preparar um atum
Vai mais além disso
É o segredo do feitiço
         (Refrão)

Relacionamento insensível
Constatação terrível
Amigos-inimigos
Prosseguimento em perigo

Castigo: tarde demais
Diferenças abismais
Não apenas pontuais
É o que está por trás

Mas só libido não basta
É cortina de fumaça
Não são muitos pontos em comum
Não basta todos saberem preparar um atum
Vai mais além disso
É o segredo do feitiço
         (Refrão)

Onde estará?
Com outro?
A errar ou acertar?
Ou agora absorto?

Sei, já partiu
E não está nas estrelas
Está nas querelas
Foram nossas mazelas
Erros de quem não ouviu

Relacionamento não é bicho de sete cabeças
Mas para que não pereça
Tem que ter competência ou preparo
Escapar dessa sentença é raro

Mas só libido não basta
É cortina de fumaça
Não são muitos pontos em comum
Não basta todos saberem preparar um atum
Vai mais além disso
É o segredo do feitiço
         (Refrão)


(Só libido não basta para levar a taça)
(Mas tem que haver um todo, uma couraça)
                (Refrão final)