terça-feira, 31 de julho de 2018

20 afirmações positivas para atrair felicidade para nossa vida

Nossa mente é um imã poderoso, mas tem que ser usado constantemente.

31 jul 2018 
Um feliz 2018 a todos!
Calma. Você não leu nada errado. Estou desejando a todos um ótimo segundo semestre de 2018. Com o fim das férias de julho, o segundo semestre começa agora em agosto, com volta às aulas e retomada da produção e serviço em geral.

O pensamento positivo ajuda a atrair boas coisas para a sua vida
O pensamento positivo ajuda a atrair boas coisas para a sua vida
Foto: primipil / iStock
Sei que o ano não parou. Mas, sempre dá uma “paradinha leve”.
Logo, um excelente 2018, novamente! Que as boas vibrações, pensamentos positivos e boas energias que você desejou no inicio do ano se multipliquem e se concretizem durante este período que se inicia.
Mas, para que estas boas vibrações e pensamentos positivos predominem e estejam com você o ano todo,você terá que, todos os dias, repetir as vibrações positivas para atrair mais energia positiva e ser feliz.
Não adianta você pensar positivamente uma vez só ou vibrar um desejo uma vez de vez em quando. Dessa forma, você não terá o efeito para atrair o que deseja. Se você quer algo para sua vida, você precisa pôr mais energia no que deseja. Nossa mente é um imã poderoso, mas tem que ser usado constantemente.
Desejar algo é usar o poder da mente, o ímã, todos os dias para criar o caminho para chegar onde se deseja ou atrair seus sonhos e metas. Minha sugestão é criar o hábito todos os dias, e, num horário específico, meditar e vibrar positivamente para sua vida ser mais feliz, próspera e atrair seus sonhos. Você deve ler, pensar ou escrever o que deseja atrair ou ter na sua vida todos os dias. 
Você pode fazer decretos ou afirmações para atrair a felicidade. Quando você começa a incorporar estas afirmações e acreditar nelas, você vai começar a atrair o que você deseja. Para que as afirmações se realizem você deve acreditar nelas, por emoção, usá-las no tempo presente e usar EU SOU.
Eu sou (estou) é uma força criativa diferente de qualquer outra. Você está simplesmente decretando, através de uma afirmação, que você é feliz e sua vida será muito feliz em 2018. Quer experimentar? Faça as afirmações abaixo durante o ano de 2018 e me diga depois os resultados.
1. Eu estou recebendo agora abundância de formas esperadas e inesperadas.
2. Estou cada vez mais confiante na minha capacidade de criar a vida que desejo.
3. Estou agindo a partir da inspiração e de ideias e eu confio na minha orientação interior.
4. Eu estou dando e recebendo tudo que é bom e tudo o que eu desejo.
5. Estou recebendo abundância infinita, inesgotável e imediata.
6. Estou criando a minha vida de acordo com as minhas convicções dominantes, e estou melhorando a qualidade dessas crenças.
7. Estou constantemente esforçando-me para elevar a minha vibração através de bons pensamentos, palavras e ações.
8. Estou fazendo uma contribuição significativa para o mundo e eu sou maravilhosamente compensado pela minha contribuição.
E é muito importante plantar a semente da possibilidade em sua mente – o que irá elevar a sua vibração porque o otimismo e positividade ajudam a remover a resistência (medo, dúvida, etc).
9. Estou disposto a acreditar que eu sou o criador da minha experiência de vida.
10. Estou disposto a acreditar que, ao elevar a minha vibração, vou atrair mais do que eu desejo.
11. Estou disposto a acreditar que, ao focar em se sentir bem, eu farei melhores escolhas que levam a resultados desejados.
12. Eu sou digno de amor, abundância, sucesso, felicidade e realização.
13. Eu sou prestável.
14. Eu sou capaz.
15. Eu gosto de mim.
16. Eu sou merecedor de confiança.
17. Eu gosto da maneira como eu sou e das minhas atitudes.
18. Eu tenho méritos.
19. Eu sou uma pessoa flexível e equilibrada.
20. Eu sou feliz.
Ficou com dúvida? Quer saber mais sobre o trabalho de Franco Guizzetti? Orientação Pessoal, tarô, feng shui, hipnoterapia e coaching holístico? Para os valores dos trabalhos, entre em contato através do e-mail franco.guizzetti@terra.com.br. Siga-o nas redes sociais. : 
Fonte: Equipe portal

segunda-feira, 30 de julho de 2018

LULA CULPADO? SIM E NÃO

SIM... porque o processo que o condenou, muito diferente do que dizem os petistas, não teve nada de golpista, perseguitório, injusto, etc. Os diferentes tipos de provas coletadas foram suficientes para levar à sua condenação.
NÃO... porque não é de se condenar que um ex-presidente que fez coisas boas para o país (juntamente com algumas erradas também) possa desfrutar de um apartamento de frente para o mar e uma casa de campo para gozar adequadamente a sua velhice... desde que não venha ser adquirida utilizando-se de laranjas e esquemas de corrupção na Petrobrás... mas através do recebimento de um SALÁRIO JUSTO (que não deveria ser menor do que cem mil reais líquidos por mês - aliás, pergunte-se: por que o Faustão pode ganhar 5 milhões de reais por mês, mesmo labutando em um cargo de MENOR IMPORTÂNCIA para o país, e um mandatário maior da nação não?  Portanto, Lula errou ao não reivindicar um salário mais justo - o que o livraria da necessidade de cometer ilícitos para gozar de confortos dignos de quem foi o mandatário maior da nação - e que, por isto, entrou para a história mundial... política e policial).

Estudos sugerem que passar tempo na natureza ajuda a baixar o stress e a pressão sanguínea

Os poderes curativos da natureza como receita médica

Matt Wasielewski, The New York Times
29 Julho 2018 |

O dr. Robert Zarr identifica os sintomas o tempo todo. Em geral, trata-se de um adolescente estressado, ansioso, ou de uma criança acima do peso. Felizmente, existe uma prescrição simples.
“Prescrevo como mínimo uma por dia ou mais; na realidade, deixo que o paciente a prescreva”, disse o dr. Zarr, pediatra de Washington, a “The New York Times”. O tratamento é a vida ao ar livre.
O dr. Zarr faz parte de um grupo cada vez maior de médicos e cientistas que defendem este tipo de tratamento contra doenças físicas e mentais. A sua empresa, a Park Rx America, criou um site que ajuda os médicos a encontrar parques locais e a prescrever receitas personalizadas com a localização de um parque, o tipo do exercício físico e sua duração.
Alguns estudos sugeriram que passar algum tempo na natureza, principalmente em um bosque, ajuda a baixar o stress e a pressão sanguínea, a melhorar a variação do batimento cardíaco e a reduzir os níveis de cortisol.
Aumenta a constatação de que uma caminhada nos bosques pode reduzir o stress
Aumenta a constatação de que uma caminhada nos bosques pode reduzir o stress (Ramsay de Give/The New York Times) Foto: Ramsay de Give para The New York Times
Nem todos os pesquisadores estão convencidos dos poderes curativos dos bosques, mas a dra. Hiroko Ochiai está.
“Costumo estimular os participantes a sentar ou deitar ao pé das árvores e ouvir os sons”, disse a médica, cirurgiã do Tokyo Medical Center, que estudou terapia da floresta.
A tradição japonesa do shinrin-yoku, ou banho de floresta, defende os benefícios para a saúde da calma comunhão com a natureza, e já está chegando ao Ocidente. A Associação da Terapia da Natureza e da Floresta certificou mais de 300 pessoas em toda a América do Norte para se tornarem guias da terapia da floresta, inclusive fisioterapeutas, enfermeiros e médicos.
A dra. Amitha Kalaichandran, de Ottawa, Canadá, encontrou certa tranquilidade quando ela própria experimentou o banho de floresta. Ela e outras 10 pessoas organizaram uma caminhada guiada, muito lenta e com total consciência pela mata.
“Eu comecei sentindo-me relaxada e mais em paz”, ela escreveu no “The Times”, “embora com pelo menos umas vinte picadas de mosquitos aparentemente imunes a repelentes”.
Alguns pesquisadores sugerem que as substâncias químicas (óleos) liberadas pelas árvores, os chamados fitoncidos, exercem um efeito fisiológico sobre os níveis de stress. Outros destacam os sons da floresta - o canto dos pássaros e o farfalhar das folhas - como um verdadeiro bálsamo.
“O mundo natural hipersônico pode ser relaxante, e todas as coisas estão sempre se movendo, mesmo que nós estejamos parados”, disse a dra. Ochiai.
Os americanos não esperam que os médicos lhes ordenem de sair de casa. Segundo a Kampgrounds of America, no ano passado, acamparam 2,6 milhões de famílias americanas a mais do que em 2016.
“Acho que é uma reação”, disse Zach Denes, gerente da Hatchet Outdoor Supply Company de Nova York. 
Ele falou a “The Times” que a redução do número de parques protegidos determinada pelo presidente Donald J. Trump, assim como a liberação da mineração e da perfuração, está convencendo as pessoas a procurarem a natureza. “Já se tornou moda acampar, fazer caminhadas, principalmente aqui, no Brooklyn”.
Foram criadas inúmeras companhias que oferecem uma fuga aos nova-iorquinos estressados. A Camp Rockaway começou propondo uma experiência temporária em um acampamento em Fort Tilden, em Queens, no outono passado; este ano a companhia instalou dez barracas no pátio de uma antiga casa de banhos Art Deco, perto da praia. (Preços em torno de 200 dólares por noite.)
Diz Kent Johnson, o diretor da companhia, que o maior ponto de venda é a fogueira da comunidade, na qual pessoas de todos os tipos assam marshmallows e batem papo. “É um verdadeiro antídoto  contra o vício do celular”, ele disse.
A ciência ainda está fora disso, mas poderá constituir um antídoto para muito mais.

O que aconteceria se todas as armas do mundo desaparecessem?

Deixe a política de fora. Entenda, em números, o que poderíamos ganhar - e perder - se todas as armas de repente fossem extintas da face da Terra.

29 jul 2018 

Em 24 de março de 2018, mais de 2 milhões de pessoas tomaram as ruas dos Estados Unidos em protestos contra a violência.
Solução para violência com armas de fogo varia de acordo com a pessoa com quem você está falando
Solução para violência com armas de fogo varia de acordo com a pessoa com quem você está falando
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
A solução para isso varia de acordo com a pessoa com quem você está falando. Algumas querem revogar os direitos dos cidadãos americanos de portar armas, enquanto outros defendem armar ainda mais a população. A maioria dos americanos tem opiniões que se situam entre esses dois extremos.
Mas o que poderia acontecer se o debate fosse de repente e irrevogavelmente resolvido pelo desaparecimento repentino de todas as armas de fogo do mundo, sem uma forma de trazê-las de volta?
Isso não pode simplesmente acontecer como por um passe de mágica. Mas essa experiência mental nos permite tirar a política da equação e considerar racionalmente o que poderíamos ganhar - e perder - se pudéssemos decidir ter menos armas por perto.
O efeito mais óbvio é simples: não haveria mortes por armas de fogo. Aproximadamente 500 mil pessoas ao redor do mundo são assassinadas por essas armas a cada ano.
Em países desenvolvidos, mais vidas são perdidas nos Estados Unidos, onde cidadãos têm de 300 a 350 milhões de armas. Por lá, a taxa de homicídio por arma de fogo é 25 vezes maior do que as taxas de outras nações de alta renda combinadas.
"Cerca de cem pessoas morrem no país diariamente por causa de um tiro", diz Jeffrey Swanson, professor de Psiquiatria e Ciência Comportamental da Escola de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.
"Se acabássemos com as armas, muitas e muitas dessas vidas seriam salvas."
Michael Brown, de 18 anos, foi morto pela polícia em Ferguson, no Missouri
Michael Brown, de 18 anos, foi morto pela polícia em Ferguson, no Missouri
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
No topo da lista, estariam as vidas perdidas para o suicídio. Cerca de 60% das 175,7 mil mortes por armas de fogo nos Estados Unidos entre 2012 e 2016 foram casos de suicídio. Em 2015, metade dos 44 mil americanos que se suicidaram usaram uma arma.
Mais de 80% das tentativas de suicídio com arma terminam em morte. "Infelizmente, as chances de sobrevivência são muito baixas", diz o criminologista e sociologista Tom Gabor, autor de Confronting Gun Violence in America (Confrontando a Violência Armada na América, em tradução livre).
E mais: a maioria dos sobreviventes das tentativas de suicídio não chega a tentar tirar a própria vida novamente.
"Algumas pessoas estão decididas a morrer e vão encontrar outra forma de fazer isso. Mas outras são impulsivas uma única vez e, após o episódio, passam a ter vidas felizes e produtivas", afirma Ted Miller, pesquisador-chefe do Instituto do Pacífico para Pesquisa e Avaliação. "Isto acontece principalmente com crianças".

Desarmento na Austrália levou a menos mortes

A Austrália fornece evidências reais e convincentes de que ter menos armas disponíveis está relacionado a uma redução significativa em mortes - por suicídio e violência.
Em 1996, Martin Bryant abriu fogo contra visitantes do ponto histórico de Port Arthur, na Tasmânia, matando 35 pessoas e ferindo 23. Para os australianos, aquela tragédia foi um ponto de virada.
Pessoas de todas as inclinações políticas apoiaram o banimento das armas semiautomáticas e rifles. Em questão de dias, uma nova legislação foi promulgada.
O governo comprou armas recém-banidas a um valor justo de mercado e, então, as destruiu, reduzindo o estoque de armas de civis australianos em 30%.
Após 35 pessoas serem mortas na Tasmânia, Austrália aprovou leis para reduzir a posse de armas
Após 35 pessoas serem mortas na Tasmânia, Austrália aprovou leis para reduzir a posse de armas
Foto: Getty Images/Robert Cianflone / BBC News Brasil
Philip Alpers, professor da Escola de Saúde Pública de Sydney, argumenta que foi significativo o impacto dessa legislação sobre o número de mortes, mesmo levando-se em conta outras possíveis explicações e declínios pré-existentes em taxas de suicídio e homicídio.
"O resultado foi que o risco de morrer por tiros na Austrália caiu mais de 50%, e não houve nenhum sinal de aumento nos últimos 22 anos", afirma.
Suicídios responderam por uma grande parte dessa queda: até 80% deste tipo de mortes com armas não acontecem mais. "Isso nos surpreendeu bastante", diz Alpers.
"Estamos mais felizes ainda de perceber que não houve aumento do uso de outros métodos letais. Em outras palavras, não há evidências de que aqueles que pretendiam cometer suicídio ou homicídio simplesmente passaram a usar outra arma."
Não foi só com suicídios. A taxa de homicídios por armas de fogo na Austrália caiu mais da metade. Além disso, embora críticos americanos geralmente argumentem que os assassinos simplesmente encontrariam outra maneira de matar as vítimas, isto não aconteceu na Austrália.
Em vez disso, homicídios sem armas permaneceram quase no mesmo patamar - o que mostra uma queda geral no número de homicídios.

Casos de abusos domésticos tornam-se menos fatais

Isso também se aplica aos casos de abuso doméstico. Um homem violento com acesso a uma arma tem de cinco a oito vezes mais chances de usá-la contra a mulher.
Se a arma desaparece, parceiros que atacam em momentos de raiva têm menos chances de provocar danos fatais - e talvez sejam até menos propensos a agir de forma violenta.
Embora polêmicas, algumas pesquisas indicam que a mera presença de uma arma torna o comportamento do homem mais agressivo, um fenômeno chamado "efeito das armas".
Se as armas desaparecessem, os Estados Unidos - onde 50 mulheres são mortas por seus parceiros por mês - provavelmente teriam uma experiência parecida de redução de mortes como na Austrália.
Os Estados Unidos não são diferentes com relação à maioria dos tipos de crime: suas médias são comparáveis às do Reino Unido, da Europa Ocidental, do Japão e de outras nações desenvolvidas.
Quando se trata de homicídio, no entanto, os Estados Unidos têm uma taxa até quatro vezes maior. Isso porque é muito mais provável que uma arma de fogo - em vez de qualquer outra - seja usada em um ataque, o que aumenta o risco de morte em sete vezes.
A filha de Holly Dee foi morta a tiros pelo marido, algo que ocorre com 50 americanas por mês
A filha de Holly Dee foi morta a tiros pelo marido, algo que ocorre com 50 americanas por mês
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
"Imagine dois homens jovens imaturos, raivosos, impulsivos e bêbados no Reino Unido que saem de um bar e começam a brigar", diz Swanson. "Alguém vai ficar com um olho roxo ou o nariz sangrando".
"Mas nos Estados Unidos é mais provável que um deles tenha uma arma, e isso resultará em morte".
A diferença se resume ao que especialistas classificam como "efeito de instrumentalidade de armas": o fato de haver uma arma em uso provoca um efeito no resultado final, diz Robert Spitzer, professor de Ciência Política da Universidade do Estado de Nova York. "Não há método mais eficiente para matar alguém que uma arma de fogo".
Como na Austrália, evidências nos Estados Unidos também mostram que menos armas resultam em menos mortes e ferimentos.
Um estudo de 2017 revelou que as taxas de homicídio por arma de fogo são menores nos Estados americanos com leis mais rígidas sobre armas, enquanto que uma análise de 2014 com menores internados por trauma mostrou que o controle de armas aumentava a segurança de crianças.
Armas também têm relação com uma polícia mais mortal. Embora as chances de uma detenção causar lesões seja a mesma nos Estados Unidos, na Província canadense de British Columbia e na Austrália Ocidental, pesquisas mostram que "quase ninguém morre durante uma prisão na Austrália ou no Canadá", diz Miller - mesmo que a polícia desses três países portem armas.
Nos Estados Unidos, quase 1 mil cidadãos são mortos a cada ano por policiais
Nos Estados Unidos, quase 1 mil cidadãos são mortos a cada ano por policiais
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Nos Estados Unidos, entretanto, quase 1 mil cidadãos são mortos anualmente pela polícia. Claro, as razões para a violência policial são complexas e envolvem preconceito racial contra cidadãos não-brancos, incluindo contra os próprios policiais afro-americanos. Ainda assim, muitas mortes seriam prevenidas se armas não estivessem envolvidas.
"Muito da brutalidade policial acontece apenas porque os próprios agentes têm medo de serem alvejados", diz Miller. "Se a polícia precisa se resguardar contra uma arma a todo momento, as interações se tornam mais letais".
O banimento das armas provavelmente geraria condições mais seguras para a polícia, ele acrescenta. Mais da metade das pessoas mortas pela polícia em 2016 estava armada, e muitas estavam trocando tiros com agentes quando foram atingidas.
O policial Sean Gannon, de Massachussetts, foi morto em abril enquanto cumpria um mandado
O policial Sean Gannon, de Massachussetts, foi morto em abril enquanto cumpria um mandado
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Ataques em massa cometidos por terroristas do próprio país também seriam reduzidos. Um estudo de 2017 com mais de 2,8 ataques nos Estados Unidos, Canadá, Europa Ocidental, Austrália e Nova Zelândia revelaram que armas são de longe a forma mais letal de matar o maior número possível de pessoas - até mais do que explosivos e atropelamentos com veículos.
Armas foram usadas em apenas 10% dos ataques, mas representaram 55% das mortes. Nos Estados Unidos, terroristas preferem as armas: de cada 16 ataques terroristas letais desde o 11/09, com exceção de dois, todos os outros envolveram armas de fogo.
"É difícil construir uma bomba, mesmo uma simples", diz Risa Brooks, professora de ciência política da Universidade de Marquette, nos Estados Unidos.
"Ao dificultar o acesso a armas letais, também se está dificultando a violência praticada por terroristas".

A violência da natureza humana torna a paz improvável

Mas a história mostra que a violência está entranhada na natureza humana, e armas não são, de forma alguma, um pré-requisito para o conflito.
"Pense no genocídio de Ruanda (em 1994)", exemplifica David Yamane, professor de Sociologia da Universidade Wake Forest, nos Estados Unids. "Houve uma violência tremenda, grande parte sem armas".
Armas são dificilmente um pré-requisito para a violência - como o genocídio em Ruanda
Armas são dificilmente um pré-requisito para a violência - como o genocídio em Ruanda
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Mesmo quando levamos esse experimento mental ao extremo, se todas as armas desaparecessem da face da Terra, guerras e conflitos civis continuariam a acontecer.
Mas em vez de olhar para armamentos mais primitivos como lanças, espadas ou arco e flecha, as nações modernas provavelmente se voltariam para outras formas de matar, incluindo explosivos, tanques, mísseis, substâncias químicas e outras armas biológicas.
A guerra nuclear, entretanto, continuaria com pouco apelo dado sua destrutividade extrema, acrescenta Gabor.
As nações também devem inventar novos tipos de armas para preencher as lacunas, argumenta Brooks, com os Estados mais ricos e poderosos provavelmente sendo os mais rápidos em inovar nos meios mais eficientes de matar.
Então, mesmo que a forma de guerra entre os Estados mudasse, "não necessariamente isso mudaria o equilíbrio de poder", defende Brooks.
O mesmo provavelmente não se aplica a atores não estatais. Em lugares como Somália, Sudão, Líbia, onde as armas de fogo estão facilmente disponíveis, seu desaparecimento repentino reduziria a capacidade das milícias de operar.
"Uma coisa que define atores não estatais é a falta de equipamentos que requerem altos investimentos", diz ela. "Eles precisam de coisas que são fáceis de conseguir, fáceis de transportar e fáceis de estocar e esconder".
Uma redução no poder de várias milícias pode soar como algo bom. Mas, em alguns casos, contramilícias são compostas de lutadores resistindo à violência e a governos opressivos, defende Brooks.

Mundo natural

Se as armas desaparecessem, também haveria diferentes resultados para os animais. De um lado, a caça de espécies ameaçadas cairia drasticamente.
Por outro, o controle de animais problemáticos - seja guaxinins com raiva, elefantes em debandada, cobras venenosas ou ursos polares em ataque - seria mais difícil.
"Há muitas razões para a posse de armas, especialmente em um país como a Austrália, que é baseado na agricultura e tem uma história de fronteira semelhante à dos Estados Unidos", explica Alpers.
Se as armas sumissem, haveria desafios extras para a caça e a agricultura
Se as armas sumissem, haveria desafios extras para a caça e a agricultura
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Armas também são necessárias para o gerenciamento de espécies invasoras, diz ele.
Milhares de gatos, porcos, cabras, gambás e outras espécies prejudiciais não nativas são mortas a cada ano na tentativa de se preservar ecossistemas delicados, especialmente ilhas.
Acabar com as armas tornaria a batalha ainda mais complicada - e mais desumano. As mortes intencionais de gado ferido e outros animais em situação similar seriam mais brutais sem as armas.
"Se você tem um animal grande e doente, um machado não é um bom substituto para uma morte rápida com uma arma", comenta Alpers.

Os ganhos e perdas econômicos do desaparecimento das armas

Armas são feitas para matar, mas sua influência se estende a outras facetas da vida e da sociedade, e todas sofreriam mudanças.
Nos EUA, a indústria das armas representa US$ 50 bi, uma parte relativamente pequena da economia como um todo
Nos EUA, a indústria das armas representa US$ 50 bi, uma parte relativamente pequena da economia como um todo
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Em termos econômicos, os Estados Unidos são os que mais têm a perder se as armas desaparecerem.
A Associação de Comércio da Indústria de Armas calcula que esse mercado gera US$ 20 bilhões (R$ 75 bilhões) em contribuições diretas, além de US$ 30 bilhões (R$ 113 bilhões) em outras contribuições.
Para a economia americana, perder US$ 50 bilhões (R$ 188 bilhões) não seria muito significativo, diz Spitzer. "Não é zero, mas não é muito alto se comparado com a economia como um todo".
Provavelmente, haveria um modesto ganho econômico com o banimento das armas. Mortes e ferimentos por armas provocam gastos de US$ 10,7 bilhões (R$ 45 bilhões) por ano, e mais de US$ 200 bilhões (R$ 754 bilhões) quando outros fatores são levados em conta.
"Temos de levar em conta todos os custos financeiros da violência armada, não são apenas os custos médicos e de reabilitação das pessoas, mas também os custos do sistema judiciário e a perda de renda das vítimas, e até os custos com qualidade de vida", sugere Gabor.
De fato, embora os impactos gerais sobre a economia sejam insignificantes, Miller aponta que os ganhos menos tangíveis seriam significativos.
Por um lado, muitas pessoas se sentiriam mais seguras. "Nós veríamos novas gerações que não foram traumatizadas pelo som do disparo ouvido do quarto", diz. "Isto poderia fazer uma enorme diferença na saúde mental das crianças".
Os americanos de todas as idades estão cada vez mais com medo de serem atacados em espaços públicos, acrescenta Gabor, seja na escola, no cinema, na boate ou na rua.
Mesmo que tais eventos sejam relativamente raros, "esses tiroteios em massa corroem o tecido social", afirma. "A sensação de segurança e confiança nos demais é erodida, causando profundos efeitos sociais e psicológicos."
Manifestações nos EUA tem chamado atenção para o problema da violência armada
Manifestações nos EUA tem chamado atenção para o problema da violência armada
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Muitos poderiam respirar mais tranquilos com as armas longe da vista, mas alguns donos de armas iriam ter a reação contrária e se sentir mais vulneráveis.
"Há pessoas que se armam defensivamente - sejam contra pessoas maiores, ou as que portam facas e armas - para equalizar a situação", diz Yaman.
Acabar com as armas "certamente deixaria pessoas que são potenciais vítimas de violência incapazes de se defender contra agressores", completa.
Se as armas realmente ajudam pessoas a ficar seguras e a se defender é algo polêmico. Mas as poucas pesquisas disponíveis sobre o tema tendem a indicar que as armas têm o efeito oposto.
Um estudo de 1993 com base em 1.860 homicídios descobriu que a presença de armas em casa aumenta significativamente o risco de homicídio por um membro da família ou um conhecido próximo, por exemplo.
Outro meta-estudo de 2014 corroborou que o acesso a armas de fogo está associado a homicídios e tentativas de suicídio.
Na Índia, mulheres estão aprendendo técnicas de autodefesa e tiro para se proteger
Na Índia, mulheres estão aprendendo técnicas de autodefesa e tiro para se proteger
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Então, embora alguns donos de armas possam perder a sensação de segurança se as armas sumirem, "dados mostram que isto é uma falsa sensação de segurança", diz Miller.
A cultura em torno das armas também seria algo que muitos donos desses artefatos sentiriam falta. Mas Miller ressalta que caçadores recreacionais poderiam trocar o rifle por outros métodos, como o arco e flecha.
O mesmo serve para aqueles que visitam campos de tiro por hobby - eles simplesmente poderiam encontrar uma nova atividade. Mas, para muitos daqueles que têm as armas como uma paixão, isso não traria muito conforto.
"Eles perderiam um pouco o prazer, porque preferem comprar uma arma a uma televisão ou qualquer outra coisa. Mas, por outro lado, muitas pessoas ainda estariam vivas. E acho que isso supera a perda de prazer".

A cidade que garante guardar o verdadeiro Santo Graal

Embora existam centenas de pretendentes disputando o ilustre título de verdadeiro Santo Graal, a capela do Santo Cáliz, na Catedral de Valência, na Espanha, lidera a lista.

30 jul 2018 
É difícil chegar na Catedral de Valência, na Espanha, sem sentir certo fascínio. Logo na entrada, fui recebido com ecos de canto gregoriano que reverberavam nas abóbadas. Estendia-se diante de mim uma longa procissão de arcos guiando-me a uma plataforma baixa na outra ponta da catedral. E mais poucos degraus levavam até o altar, que estava protegido por uma meia cúpula impecavelmente adornada com esculturas e pinturas que retratavam cenas de anjos e apóstolos.
Catedral de Valência, na Espanha. diz guardar o verdadeiro Santo Graal
Catedral de Valência, na Espanha. diz guardar o verdadeiro Santo Graal
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Mas eu não tinha vindo à terceira maior cidade da Espanha apenas para conhecer a catedral. Em vez disso, dirigi-me a uma pequena sala na lateral, em um lugar tão discreto que eu quase passei direto. Dentro dessa capela simples, envolto em vidro, pouco depois do altar, estava o objeto que procurava: um cálice repousado sobre um pedestal de ouro iluminado. Segundo a legenda, essa foi a taça usada por Jesus Cristo durante a Última Ceia - ou, como a taça é comumente conhecida, o Santo Graal.
Presente em histórias desde os épicos medievais do Rei Arthur e seus cavaleiros até às expedições cinematográficas de Indiana Jones, o Santo Graal sempre foi um dos tesouros mais procurados da humanidade, uma misteriosa relíquia que trafega entre a fantasia e a realidade. Embora plausível a ideia de que um cálice usado por Cristo seja venerado e, portanto, preservado, um vaso mágico capaz de conceder a vida eterna nunca chegou a ser mencionado na Bíblia. Trata-se de uma convenção da lenda arturiana, escrita por nomes como Chrétien de Troyes e Robert de Boron, dois poetas franceses que influenciaram fortemente o desenvolvimento da lenda arturiana nos séculos 12 e 13. A primeira menção escrita ao Graal, como o conhecemos, está no romance "Percival", de Troyes; e ele é descrito não como um cálice, mas como uma travessa, provavelmente remetendo aos caldeirões mágicos do mito celta.
Crescendo com as histórias míticas do Rei Arthur, sempre fui um cético; para mim, o Graal é um tesouro literário. Mesmo assim, não pude deixar de me sentir intrigado diante do Santo Cáliz (cálice sagrado) de Valência. Há mais de 200 pretendentes apenas na Europa que disputam o ilustre título de Santo Graal; e teorias do local de descanso final da relíquia estão por toda parte, desde a Escócia até Accokeek, em Maryland, nos EUA.
No entanto, dentre todos da lista que pesquisei, o cálice de Valência invariavelmente ocupa o primeiro lugar. Ele atrai peregrinos de todo o mundo e foi usado em cerimônias pelos papas João Paulo II e Bento XVI. Ansioso pela oportunidade de seguir os passos de Sir Galahad em minha própria busca pelo Graal, vim até aqui para descobrir o que torna este cálice tão especial entre tantos outros.
Entrei na Capilla del Santo Cáliz (a capela do cálice sagrado), que estava vazia. Embora não tenha planejado, cheguei à catedral no meio da missa do Sábado de Aleluia, o dia antes ao Domingo de Páscoa. Por isso todos os visitantes estavam preocupados com a cerimônia no cômodo ao lado. Um único feixe de luz vinha de um vitral acima do altar. O distante sussurrar do coro gregoriano era o único som na capela. Embora eu tenha vindo ao local mais como um pesquisador do que como um peregrino, foi difícil não ser levado pelo solene silêncio do momento.

Cálice simples

Quando me aproximei do altar para observar o cálice mais de perto, notei que ele era bem mais elaborado do que pensara. Com duas enormes alças de ouro e uma base incrustada de pérolas, esmeraldas e rubis, o cálice imediatamente me encheu de incredulidade. Pois qualquer um que tenha visto "Indiana Jones e a Última Cruzada" deve lembrar que o Santo Graal seria algo bem simples - um cálice de um carpinteiro.
Fui informado depois por uma das atendentes fora da sala que a relíquia verdadeira é meramente a peça no topo, uma taça lavrada com ágata e polida com mirra. As alças e a base, que têm marcas do artesanato medieval, foram adicionadas muito mais tarde. Com meu ceticismo temporariamente amenizado, voltei-me para a tarefa de descobrir como essa taça supostamente fez a viagem de Jerusalém, onde se acredita que a Última Ceia ocorreu, até a costa leste da Espanha.
Como em todas as histórias dos pretendentes do Graal, essa também é complicada. Uma atendente da catedral deu uma explicação básica sobre como o cálice fez a viagem há 2 mil anos:
"São Pedro, o primeiro papa, levou-o para Roma", ela explicou. "Os papas eram os únicos que podiam celebrar as missas, então São Pedro e o resto dos papas usavam o Graal na eucaristia, considerando-o como aquele usado por Cristo. Depois, quando o Imperador Valeriano começou a perseguir os cristãos (a partir de 257 aC), ele foi enviado a Huesca, Espanha, porque Roma não era mais segura".
Ela continuou explicando que o cálice supostamente ficou em Huesca por algumas centenas de anos. No século 8, durante a conquista árabe na Península Ibérica, ele foi levado, por medo de ser roubado, para um mosteiro ao na beira de um penhasco em San Juan de la Peña, no norte da Espanha.

Pagamento de dívida

As contas desses primeiros mil anos de jornadas do Graal estão além da capacidade de verificação de qualquer um. Os registros mais confiáveis aparecem em 1399, quando o cálice se tornou parte do relicário real do rei Martinho de Aragão. De acordo com os registros da catedral, depois que Afonso, o Magnânimo, assumiu o trono em 1416, o relicário foi transferido para Valência e depois entregue à catedral como pagamento de uma dívida. Embora o cálice tenha sumido outras vezes por conta da guerra, ele acabou voltando à Catedral de Valência em 1939 - desta vez para sempre.
Embora seja um relato elaborado, a história por si só não foi suficiente para me convencer de que aquele era o verdadeiro graal. Afinal de contas, quase todos os pretendentes ao Graal apresentam histórias complexas sobre como a relíquia foi transportada através de mares e montanhas. Como nenhuma delas pode ser verificada, o que fez tantos acreditarem que esse é o único?
O principal detalhe que distancia o cálice de Valência dos demais é seu estilo e formato. O arqueólogo espanhol Antonio Beltrán, que estudou o cálice em 1960, explica que seus traços remetem a um período entre os séculos 2 aC e 1 dC, provavelmente de uma oficina do Oriente Médio. A avaliação arqueológica sugere que a taça se encaixa nos parâmetros, pelo menos geográfica e cronologicamente. Embora isso esteja longe de ser uma prova definitiva, a descoberta certamente conta a seu favor.

Artefato lendário

Enquanto olhava para a taça de ágata em sua proteção de vidro, um pensamento continuava a ocupar minha cabeça. Se este era de fato o Santo Graal, um dos artefatos mais lendários de todos os tempos, seria assim tão fácil? Esta era supostamente a taça procurada, de tempos em tempos, pelos heróis e só encontrada por aqueles de coração mais puro. No entanto, aqui estava, não enterrada nas profundezas de alguma caverna distante, e sim repousando no centro da cidade, cercado por cafés cheios de pessoas casualmente tomando expressos.
Quando me dirigia para a saída, perguntei a uma das assistentes sua opinião. Afinal, será que as histórias das incessantes buscas pelo Santo Graal não tinham sido manchadas pelo fato de que ele estava aqui simplesmente para todo o mundo ver?
"Eu acho que o mistério continua", ela disse com um sorriso que me fez sentir que não era a primeira vez que ela ouvia a pergunta. "Afinal, este não é o único Santo Graal na Espanha. Você tem que escolher qual é o real para você".
Depois, enquanto pesquisava sobre o assunto, entendi o que ela queria dizer. Em 2014, dois historiadores publicaram "Kings of the Grail" (Reis do Graal, em tradução livre), um livro no qual afirmam terem encontrado o verdadeiro Graal na Basílica de San Isidoro de León, no norte da Espanha. A dupla citou como fonte de sua descoberta dois manuscritos egípcios achados na época. Assim como o cálice de Valência, o novo pretendente tinha uma história detalhada por trás e também foi cientificamente datado no prazo apropriado.
Embora a nova descoberta ponha em dúvida o cálice de Valência, não pude deixar de sentir uma estranha sensação de confiança. Para mim, a verdadeira maravilha do Santo Graal nunca esteve na descoberta, mas na busca. O tesouro não é o cálice, mas as histórias que criamos ao longo do tempo. Senti-me feliz em saber que, enquanto novos competidores continuarem a aparecer, o mistério irá perdurar, a lenda sobreviverá e a busca pelo Santo Graal continuará.

Não é o juro, candidato

Os credores do governo são o público em geral, até mesmo o trabalhador mais humilde

30 jul 2018 
"Que me persigam, mas somente com juros, este ano, gastaram R$ 380 bilhões. É difícil explicar ao povo, mas a sociedade brasileira está devendo R$ 5 trilhões ao baronato." Assim se expressou Ciro Gomes, na cerimônia de oficialização de sua candidatura à Presidência da República. Frase de efeito, sem dúvida. No entanto, desprovida de conteúdo.
Não faz qualquer sentido tomar o valor nominal dos juros apropriados à dívida pública como um indicador importante do desajuste fiscal. Esse valor, bem como sua relação com o PIB, depende da taxa nominal de juro, e esta, em grande medida, é determinada pela inflação. O que importa para a dinâmica da relação dívida/PIB é a taxa real de juros, além, é claro, do crescimento real do PIB e do resultado primário. Um exemplo hipotético ajuda a deixar a ideia mais clara.
Suponha um país na seguinte situação: PIB = 100 unidades monetárias (UM); dívida pública = 80 UM; taxa de inflação = 10% ao ano; juro real = 0; taxa nominal de juro, portanto, igual à inflação, ou seja, 10% ao ano; superávit primário e crescimento real do PIB = 0. Nessas condições, a despesa de juro seria de 8 UM (10% sobre a dívida de 80 UM), o que corresponde a 8% do PIB. Uma enormidade, poderia dizer o candidato, se analisasse as contas desse país. E muitos concluiriam que não há economia que resista pagar 8% do PIB em juros.
Mesmo se não for economista, o leitor já percebeu que tal conclusão seria uma tolice. Nesse exemplo, o valor do juro não passa de mera atualização monetária do estoque da dívida pública. O credor que o recebeu não poderá gastá-lo, pois se o fizesse estaria dilapidando o valor real de seu crédito. Ele tenderia a deixar seu dinheiro aplicado e isso possibilitaria ao governo "rolar" os juros colocando novos títulos públicos no mercado. Se as condições explicitadas no parágrafo anterior prevalecerem indefinidamente, a rolagem anual dos juros manterá a relação dívida/PIB constante nos 80%, dado que dívida e PIB seriam atualizados anualmente pela taxa de inflação de 10%. Não haveria, portanto, qualquer aumento de endividamento. Do ponto de vista econômico, a despesa de juros seria nula (o que vale é o juro real), apesar de seu valor nominal corresponder a 8% do PIB. Se essa despesa é nula, não compete com os recursos públicos a serem aplicados em outras áreas, tais como educação, saúde, segurança, investimentos ou programas sociais.
O exemplo, embora hipotético, nos ajuda a interpretar corretamente os dados das contas públicas.
Voltemos ao Brasil real. Em 2017, os juros incorridos pelo governo federal (excluído o valor de R$ 46 bilhões relativos à remuneração dos títulos que estão na carteira do Banco Central) foram de R$ 340 bilhões, ou seja, 5,2% do PIB. Esse valor corresponde a uma taxa nominal de juro sobre a dívida mobiliária federal em poder do público (R$ 4,3 trilhões, na média do ano) de 7,9% ao ano. Se descontarmos a inflação de 3,8% (medida pelo deflator do PIB, para manter a coerência dos dados), chegamos a um juro real bruto de 3,9%, o que corresponde a R$ 176 bilhões, ou 2,7% do PIB, bem menos do que o valor alardeado. Esses cálculos ainda não consideram o Imposto de Renda incidente sobre os juros nominais, cerca de R$ 68 bilhões (alíquota média de 20%) que retornarão para o governo e ajudarão no resultado primário.
Sim, até mesmo esse valor ainda é alto, mas sua redução não depende da vontade discricionária do governo, mas sim da melhora do resultado primário.
Finalmente, a expressão "baronato", utilizada pelo candidato para se referir aos credores da dívida pública, é pura retórica eleitoral, distante da realidade. Os credores do governo são o público em geral, até mesmo o trabalhador mais humilde, que tem grande parte de seu FGTS aplicada, pelo gestor do fundo, em títulos públicos.
* ECONOMISTA E DIRETOR-PRESIDENTE DA MCM CONSULTORES. FOI CONSULTOR DO BANCO MUNDIAL, SUBSECRETÁRIO DO TESOURO NACIONAL E CHEFE DA ASSESSORIA ECONÔMICA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA

A relação entre dietas vegetarianas e maior longevidade

30 jul 2018 
Uma nova pesquisa sugere que, se todos nós comêssemos uma dieta vegetariana, um terço das mortes precoces poderia ser evitada. Especialistas dizem que, na verdade, podemos estar subestimando os benefícios de comer alimentos à base de plantas. Dietas vegetarianas apropriadamente planejadas, incluindo dietas vegetarianas ou veganas, são saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem trazer benefícios à saúde na prevenção e tratamento de certas doenças. Especificamente, essas dietas estão ligadas a um menor risco de doença cardíaca, pressão alta, obesidade, câncer e doenças crônicas. Inclinar-se mais em direção a uma dieta vegetariana tem um impacto positivo sobre questões auto-imunes.
Um estudo em 2013 financiado em parte pelo Instituto Americano para Pesquisa do Câncer (AICR) concluiu que os vegetarianos tinham um risco quase 10% menor de desenvolver câncer do que os não-vegetarianos. Mas pode ser difícil mudar para uma dieta mais saudável sem enfrentar inconvenientes não intencionais, talvez com impactos de saúde próprios. Para algumas pessoas, pode ser incrivelmente difícil desistir de queijo, ou um hambúrguer de sexta à noite. O paciente se sai melhor quando se sente atraído para experimentar a dieta, em vez de ser instruído a fazê-lo.
Referência
https://www.healthline.com/health-news/vegetarian-diets-may-be-better-than-we-thought?slot_pos=article_4&utm_source=Sailthru%20Email&utm_medium=Email&utm_campaign=menshealth&utm_content=2018-07-19

domingo, 29 de julho de 2018

Não há consenso no PT sobre restringir atuação do STF, diz Haddad na Flip

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER E PATRÍCIA CAMPOS MELLO,Folhapress

'Homem não tem peito, mas tem mamadeira', diz a psicanalista Vera Iaconelli na Flip

GUILHERME GENESTRETI,Folhapress 

Exercícios físicos realmente melhoram a qualidade do sono