Carro a
hidrogênio Afinal, o carro elétrico e o híbrido são o ponto de chegada da
tecnologia do combustível para veículo automotor? Não são. O ponto de chegada é
o carro movido a hidrogênio ou células de combustível. Ele já existe
comercialmente no Japão. É o Toyota Mirai, que custa US$ 70 mil e faz o
equivalente a 29 km/l, comentou, em Porto Alegre, o chefe de comunicação e
relações públicas da marca no Brasil, Erick Boccia. Mas a Toyota anunciou, no
Japão, o lançamento de ônibus a hidrogênio, com uma vantagem adicional: em situação
de emergência, ele também pode operar como gerador de alta potência de
alimentação externa. Sua célula de combustível será executada em plataforma
mais poderosa do que a Mirai, com até 10 tanques de combustível segurando 600
litros de H2 e produzindo 235 kWh, ou quase três vezes a saída de uma bateria
de Tesla Model S.
O meu blog é HOLÍSTICO, ou seja, está aberto a todo tipo de publicação (desde que seja interessante, útil para os leitores). Além disso, trata de divulgar meu trabalho como economista, escritor e compositor. Assim, tem postagens sobre saúde, religião, psicologia, ecologia, astronomia, filosofia, política, sexualidade, economia, música (tanto minhas composições quanto um player que toca músicas de primeira qualidade), comportamento, educação, nutrição, esportes: bom p/ redação Enem
terça-feira, 24 de outubro de 2017
A Reforma Trabalhista e o fim do Estado Social
Marta Gueller
23 Outubro 2017
23 Outubro 2017
A Reforma Trabalhista tem mobilizado a sociedade. Por isso, convidei um especialista em Direito do Trabalho, o Dr. Felipe Penteado Balera, doutorando em Direito Constitucional pela PUC/SP e Professor da Universidade Paulista – UNIP. Ele escreveu o artigo abaixo para nosso blog.
O primeiro movimento de proteção individual e garantia de direitos se deu com a limitação da autoridade estatal e reconhecimento da autonomia individual. A noção de liberdade restou magnificamente definida na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que sucedeu a Revolução Francesa, consagrando que: “A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo: assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem ser determinados pela lei”.
Para garantir a liberdade, a mesma Declaração de 1789 ousou reconhecer que os homens nascem e são livres e iguais em direitos.
O papel da Revolução foi fundamental para proclamar essa liberdade de cada qual, até então, súditos do arbítrio do Estado, comandado por seu monarca soberano. Porém, o reconhecimento da liberdade e igualdade em direitos desconsiderava as desigualdades de fato, e não conseguia sair do papel para produzir efeitos no mundo real. Ao contrário do que anunciavam os liberais, não havia liberdade, muito menos igualdade. Recorda-se que havia escravidão, sustentada, inclusive, por importantes personagens do liberalismo como John Locke e Thomas Jefferson, defensores e praticantes da escravidão.
É certo que, em quase todos os países, a escravidão foi abolida ainda no século XIX, mas nem a abolição conseguiu extingui-la [1]. Além disso, o trabalho escravo foi substituído pelo trabalho injustamente remunerado, obrigando muitos empregados a dedicarem mais da metade de suas vidas à satisfação das necessidades e interesses alheios, sem receberem, em troca, uma mínima parte do ganho e do reconhecimento social de seus empregadores.
A falsa afirmação do liberalismo de que os homens nascem livres e são iguais apenas provocou ainda mais desigualdades, condenando à igual miséria os que já eram miseráveis e, para que alguns poucos pudessem concorrer em liberdade, a grande maioria se tornou mão de obra, meros membros não autônomos de corpos jurídicos que não lhes pertencem, com a liberdade de escolher entre tentar sobreviver, satisfazendo vontades que não são suas, ou morrer de fome.
Assim, diante desta grave contradição do Estado Liberal, que com o justo temor da intervenção do Estado na vida social, permitiu-se, por meio da liberdade de contrato entre os desiguais, sem qualquer participação ou regulação estatal, a exploração dos mais fracos economicamente pelos mais fortes, resultando em injustiça social. O individualismo exacerbado do liberalismo impediu que o direito à liberdade fosse igual para todos. Não se poderia admitir um conceito de liberdade que servisse só para alguns.
Deste modo, com a finalidade de permitir a justiça social e a redução das desigualdades, surge o Estado Social e uma nova dimensão na proteção dos direitos fundamentais, que passaram a ser consagrados nas Constituições que emergiram na época, como a Constituição Mexicana de 1917 e a Constituição de Weimar, na Alemanha, de 1919. Para garantia dos direitos sociais (direitos do trabalho, saúde e educação, entre outros), nascidos no novo modelo de Estado, a postura deste não poderia mais ser apenas de abstenção, passando a se exigir conduta positiva do ente estatal com o fim de implementar direitos, que visam tornar a sociedade mais justa e igualitária.
Neste contexto, ao Estado, por meio de suas instituições e órgãos, se impõe uma nova maneira de intermediar conflitos, especialmente quando disputam polos tão antagônicos do ponto de vista econômico, como é o caso das relações trabalhistas e de consumo. Em tais relações, o papel Estado como mediador do conflito não pode ser o mesmo que se espera nas relações paritárias, pois para permitir a justiça na solução do embate desequilibrado, se torna necessário criar e aplicar regras que amenizem a desigualdade. Ilustra esta ideia o exemplo de um jogo de futebol entre jogadores profissionais e crianças de 10 anos de idade, no qual para permitir certo equilíbrio, algumas medidas favorecendo a equipe de crianças hão de ser adotadas, como permitir maior número de jogadores e reduzir a baliza em que atacará a equipe adversária.
Por outro lado, não pode se afirmar que com o Estado Social a autonomia individual e todas as demais liberdades conquistadas no Liberalismo ficaram totalmente superadas. Assim como os demais direitos fundamentais, a autonomia privada deve ser protegida na maior medida do possível.
A autonomia privada permanece como valor inerente à pessoa e sua dignidade. O ser humano é autossuficiente e capacitado para escolher o melhor destino para sua vida, suas preferências, vantagens e deveres. No entanto, nem toda manifestação de autonomia privada merece proteção constitucional com a mesma intensidade. Isto porque certas escolhas não são propriamente preferencias individuais, mas decisões emergenciais visando a própria sobrevivência. Logo, quando a autonomia privada está relacionada a decisões existenciais ou preferências, referentes à personalidade, imagem ou privacidade da pessoa, seu valor será maior do que escolhas meramente patrimoniais ou econômicas, especialmente aquelas que são frutos de escolhas necessárias.
Na contramão da evolução da proteção estatal aos direitos sociais e do próprio Estado Social, a Lei Federal nº. 13.467, de 13 de julho de 2017, popularmente conhecida como “Reforma Trabalhista” limitou a competência do Poder Judiciário no exame de convenção ou acordo coletivo de trabalho apenas aos aspectos formais e de validade do consenso, tendo como baliza o princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva (art. 8º, §3º, CLT). Além disso, a convenção coletiva e o acordo coletivo passaram a ter prevalência sobre a lei em uma série de assuntos (arts. 611-A e 611-B).
Assim, ainda que permaneça a distância econômica, social e de organização entre empregadores e empregados, em gigantesco desfavor dos segundos, o Estado, nem por via legislativa, nem por meio do Poder Judiciário, poderá intervir na relação trabalhista.
Parece claro que tais normas são claramente inconstitucionais, pois permitem a redução de direitos sem previsão legal, bem como atentam contra a livre apreciação do Poder Judiciário. Mas, sem entrar no mérito da constitucionalidade da norma, a Lei de 2017 retrocede 100 anos no tempo, quando a Constituição Mexicana de 1917 inaugurou, no âmbito constitucional, a proteção social.
Ao invés da justiça e busca pela redução das desigualdades sociais, que são objetivos fundamentais do nosso Estado e servem como baliza para os Poderes da República, a Lei passa a preferir a autonomia privada, ainda que sobre temas e assuntos meramente patrimoniais e econômicos, e nos quais a escolha individual é feita muito mais por necessidade e sobrevivência do que com base em valores e preferências individuais.
Como demonstrado acima, a relação de trabalho, em que a desigualdade entre os polos é imensa, não pode ser mediada como se as partes fossem paritárias. A autonomia privada não pode ser a única baliza. Sem a intervenção do Estado, sobra ao empregador a autonomia de oprimir seus funcionários ou aplicar a lei, enquanto que aos empregados resta sobreviver.
Tatuagens geram nanopartículas que se depositam nos gânglios
Esquema da migração das nanopartículas presentes nas tintas de tatuagens dentro do corpo humano.
[Imagem: Christian Seim]
[Imagem: Christian Seim]
Os elementos que compõem a tinta usada nas tatuagens viajam dentro do corpo humano na forma de micropartículas e nanopartículas e atingem os gânglios linfáticos.
É a primeira vez que foram encontradas evidências analíticas do transporte de vários desses pigmentos orgânicos e inorgânicos e impurezas de elementos tóxicos, o que exigiu a caracterização em profundidade dos pigmentos ex vivo em tecidos tatuados.
Os resultados, obtidos por uma equipe da França e da Alemanha que utilizou o Laboratório Síncroton Europeu (ESRF) para caracterizar os tecidos e os contaminantes, foram publicados na revista Nature Scientific Reports.
"Quando alguém quer fazer uma tatuagem, frequentemente [essas pessoas] são muito cuidadosas na escolha de um estúdio onde se usa agulhas estéreis que não foram usadas anteriormente. Ninguém verifica a composição química das cores, mas nosso estudo mostra que essas pessoas deveriam fazer isto," resumiu o professor Hiram Castillo, membro da equipe.
As
imagens de fluorescência de raios X mostram as nanopartículas já
depositadas no tecido - incluindo partículas de dióxido de titânio.
[Imagem: ESRF/Ines Schreiver]
[Imagem: ESRF/Ines Schreiver]
Segundo a equipe, pouco se sabe sobre as potenciais impurezas na mistura de cores aplicada à pele durante as tatuagens. A maioria das tintas de tatuagem contém pigmentos orgânicos, mas também incluem conservantes e contaminantes como níquel, cromo, manganês ou cobalto. Além disso, depois do carbono negro, o componente mais encontrado nessas tintas é o dióxido de titânio (TiO2) que, na forma de nanopartículas, pode ser ativado pela luz do Sol e tornar-se tóxico no interior do corpo humano.
"Nós já sabíamos que os pigmentos de tatuagens viajam para os gânglios linfáticos devido à evidência visual: os gânglios linfáticos ficam coloridos com a cor da tatuagem. É a resposta do corpo para limpar o local de entrada da tatuagem. O que nós não sabíamos é que os pigmentos viajam de forma nano, o que implica que eles podem não ter o mesmo comportamento que as partículas em um nível micro. E esse é o problema: não sabemos como as nanopartículas reagem," explicou o pesquisador Bernhard Hesse.
As medições de fluorescência de raios X mostram uma ampla gama de partículas, com até vários micrômetros de tamanho, na pele das pessoas que se tatuaram, mas apenas partículas menores (nano) foram detectadas nos gânglios linfáticos. Isso pode levar ao aumento crônico do linfonodo e à exposição ao longo de toda a vida.
A equipe também relata fortes evidências tanto da migração quanto da deposição a longo prazo dos elementos tóxicos e dos pigmentos das tatuagens, bem como de alterações conformacionais de biomoléculas que têm sido associadas à inflamação cutânea e outras adversidades após a tatuagem.
O próximo passo da equipe será inspecionar novas amostras de tecidos de pacientes com efeitos adversos em suas tatuagens, a fim de verificar se há ligações entre esses efeitos e as propriedades químicas e estruturais dos pigmentos usados para criar as tatuagens.
domingo, 22 de outubro de 2017
O novo império global
Em uma virada histórica, o maior país comunista do planeta investe no livre mercado e na globalização para se tornar a principal potência econômica nas próximas três décadas
PAÍS DO FUTURO Em discurso, Xi Jinping defende economia pautada pelo livre mercado (Crédito: AP Photo/Andy Wong)
Valeria Corbucci

Ao construir sua Grande Muralha, a China empreendeu ao longo de séculos um esforço colossal para se proteger de ameaças e manter sua ordem interna. A estratégia foi a do isolamento. Hoje, enquanto os Estados Unidos de Donald Trump declaram a intenção de construir muros para preservar seus interesses de hegemonia econômica, o presidente chinês Xi Jinping dá provas de que a direção a ser seguida por seu país é exatamente a oposta. A “nova era” da China, como anunciou na semana passada o líder chinês, consiste em criar um mundo sem barreiras protecionistas, onde a nação mais populosa do planeta se imponha pela força de seu crescimento econômico. É esse o cenário ideal para que a nação asiática assuma o status de maior potência global.
O momento é favorável. Com Donald Trump no poder e seu arrogante senso de diplomacia, que resulta em desastrosas políticas isolacionistas, o espaço para a China no cenário internacional é um horizonte bastante alargado. A segunda maior economia do mundo, cuja meta é crescer 7% ao ano, quer a liderança. “Como disse em seu discurso de campanha e mostra agora nas decisões que tem tomado, Trump está governando os Estados Unidos para os americanos e deixando o mundo para China”, diz o professor e cientista político Alexandre Uehara, diretor acadêmico das Faculdades Rio Branco.
NOVA ERA
O movimento feito agora pelo gigante asiático é histórico e terá consequências importantes para a nova formulação geopolítica do planeta. Maior nação do mundo sob o regime comunista, a China dá passos rumo a uma espécie de socialismo à chinesa. O governo central continua defendendo um Estado forte, mas vem sistematicamente adotando medidas que são chaves do sistema capitalista.
O presidente Xi Jinping havia sinalizado essa mudança em janeiro, durante a reunião dos mais importantes líderes mundiais em Davos, na Suíça. Na semana passada, sacralizou o novo rumo. Na quarta-feira 18, o líder discursou por mais de três horas na abertura do Congresso Nacional do Partido Comunista — evento que iria confirmar sua permanência no poder por mais cinco anos. Aplaudido assim que entrou no salão do Palácio do Povo, em Pequim, Jinping falou para uma plateia de 205 membros do Comitê Central e 2,3 mil delegados. Durante seu pronunciamento, repetiu diversas vezes a palavra “nova era” ao se referir à economia do país. Declarou que pretende abrir o mercado a investimentos estrangeiros, defendeu que o crescimento seja mais sustentável e garantiu que seguirá empenhado em fazer as reformas econômicas e financeiras necessárias para a exploração de uma economia pautada pelo livre mercado. E foi enfático ao afirmar que o país ocupa hoje uma nova posição no mundo. “Precisamos continuar nos esforçando por mais trinta anos para alcançarmos a completa modernização e nos tornarmos uma nova potência global.”

Isso está sendo possível especialmente por causa da habilidade política de Xi Jingping para se manter no poder desde 2013. Dois de seus méritos à frente do governo chinês foram o de ter tirado 60 milhões de pessoas da pobreza e o esforço para combater a corrupção. Politicamente, porém, adota um tom conservador em seu discurso e não permite divergências no partido comunista, do qual também é presidente. “Cada um de nós precisa fazer o possível para defender a autoridade do partido e o sistema socialista chinês e se opor de forma resoluta a toda palavra ou ação que vise solapá-lo”, afirmou durante sua fala na semana passada. Jinping não permite que lhe façam sombra. E assim deve se consolidar no poder até 2022, conduzindo a potência chinesa à liderança do mundo.

Computação quântica: como será a internet super-rápida do futuro
Cientistas já estão desenvolvendo uma rede de transmissão de informação que vai permitir a comunicação entre computadores quânticos e abrirá caminho para descoberta de novos medicamentos, de tecnologias de imagem e eletrônicos flexíveis.
BBC BRASIL.com
22 out 2017
Imagine computadores super-rápidos que podem resolver problemas em
muito menos tempo que as máquinas de hoje. Esses "computadores
quânticos" estão sendo desenvolvidos em laboratórios ao redor do mundo.
Mas cientistas já se antecipam e começam a pensar em uma internet
quântica baseada em sinais de luz a ultrarrápida.
Ilustração sobre internet
Foto: BBCBrasil.com
Não é simples criar uma tecnologia para um aparelho que ainda não foi
tecnicamente inventado, mas comunicações quânticas são um campo
atrativo, porque a tecnologia permitirá o envio de mensagens que são
muito mais seguras.
Mas, antes disso, há diversos problemas que precisam ser resolvidos para que a internet quântica funcione:
* Fazer computadores quânticos se comunicarem entre si;
* Garantir a proteção contra hackers;
* Transmitir mensagens por longas distâncias sem perder parte delas;
* Direcionar mensagens por uma rede quântica.
Mas o que é um computador quântico?
É uma máquina capaz de solucionar problemas computacionais muito difíceis de forma incrivelmente ágil.
Em computadores convencionais, a unidade de informação de "bit" e pode
ter um valor 1 ou 0. Seu equivalente no sistema quântico - o qubit (bit
quântico) - pode ser 1 e 0 ao mesmo tempo. O fenômeno permite que
múltiplos cálculos sejam realizados simultaneamente.
No entanto, qubits precisam ser sincronizados usando um efeito quântico
conhecido como entrelaçamento, o que Albert Einstein chamou de uma
"ação fantasma à distância".
Há quatro tipos de computadores quânticos sendo desenvolvidos, que usam:
* Partículas de luz;
* Íons presos;
* Qubits supercondutores;
* Centros de vacância de nitrogênio observados em diamantes imperfeitos.
Computadores quânticos permitirão uma série de aplicações úteis, como
modelar variações de reações químicas para descobrir novos medicamentos,
desenvolver tecnologias de imagem para a indústria de saúde a fim de
detectar problemas no corpo ou acelerar a forma como são desenvolvidas
baterias, novos materiais e eletrônicos flexíveis.
Poder de processamento
Computadores quânticos podem ser mais poderosos que computadores
clássicos, mas algumas aplicações exigirão ainda mais poder de
processamento do que um computador quântico oferece por si só.
Se for possível fazer com que essas máquinas se comuniquem entre si,
elas poderão ser conectadas para formar um enorme computador. Mas, como
há quatro tipos de computadores quânticos sendo criados hoje, eles não
conseguirão se comunicar sem alguma ajuda.
Alguns cientistas defendem que a internet quântica seja baseada
inteiramente em partículas de luz (fótons), enquanto outros acreditam
que seria mais fácil criar redes quânticas em que a luz interagisse com a
matéria.
"Luz é melhor para comunicação, mas qubits de matéria são melhores para
processamento", diz Joseph Fitzsimons, pesquisador do Centro de
Tecnologias Quânticas da Universidade Nacional de Cingapura, à BBC.
"Você precisa de ambos para fazer a rede trabalhar para estabelecer a
correção de sinal, mas é difícil fazê-los interagir."
É muito caro e difícil armazenar toda informação em fótons, diz
Fitzsimons, porque essas partículas não conseguem ver umas as outras e
passam reto entre si, em vez de se chocarem. O especialista acredita que
seria mais fácil usar a luz para comunicação e armazenar informação
usando elétrons e átomos (na forma de matéria).
Símbolo de cadeado em placa de circuitos
Foto: BBCBrasil.com
Criptografia quântica
Uma aplicação crucial da internet quântica será a distribuição de
chaves quânticas, em que uma chave secreta é gerada usando um par de
fótons entrelaçados e usada para criptografar informação de uma forma
que é impossível para um computador quântico quebrá-la.
Essa tecnologia já existe, e foi primeiro demonstrada no espaço por uma
equipe de pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura e da
Universidade de Strathclyde, no Reino Unido, em dezembro de 2015.
Mas não é apenas dessa criptografia que precisaremos no futuro para
garantir a segurança de nossa informação. Cientistas também estão
trabalhando em "protocolos cegos de computador quântico", que permitem
ocultar qualquer coisa em um computador.
"Você pode escrever algo, enviar para um computador remoto e a dona da
máquina não conseguirá saber nada a respeito, a não ser a duração do
processamento (do arquivo) e a quantidade de memória que usou", diz
Fitzsimons.
"Isso é importante porque provavelmente não haverá muitos computadores
quânticos quando eles surgirem, então, as pessoas vão querer rodar
programas neles, como fazemos hoje com a nuvem."
Há duas abordagens possíveis para fazer uma rede quântica - com
comunicações em terra ou pelo espaço. Ambos os métodos funcionam para
enviar bits comuns de dados pela internet atual, mas, se quisermos
enviar dados como qubits no futuro, será muito mais complicado.
Para enviar partículas de luz (fótons), podemos usar cabos de fibra
óptica em terra. No entanto, os sinais de luz se deterioram ao longo de
grandes distâncias, porque os cabos às vezes absorvem a luz.
É possível evitar isso ao construir "estações de repetição" a cada 50
km. Elas seriam basicamente laboratórios quânticos em miniatura que
tentariam reparar o sinal antes de enviá-lo adiante para o próximo
nódulo da rede. Mas esse sistema tem suas próprias complexidades.
Sinal de luz é enviado a satélite
Foto: BBCBrasil.com
Terra ou espaço?
E há as redes espaciais. Digamos que você queira enviar uma mensagem do
Reino Unido para a Austrália. O sinal de luz é enviado de uma estação
em solo britânico para um satélite com uma fonte de luz instalada nele.
O satélite envia o sinal de luz para outro satélite, que então envia o
sinal para uma estação em solo australiano, e a mensagem pode ser
transmitida por meio de uma rede quântica em terra ou por uma rede
tradicional de internet para o destinatário.
"Como não há ar entre os satélites, não há nada para degradar o sinal",
diz Jamie Vicary, pesquisador do departamento de Ciência da Computação
da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e membro do Hub de
Tecnologias de Informação Quânticas em Rede (NQIT, na sigla em inglês).
"Se você de fato quiser ter uma internet quântica em escala global,
soluções com base no espaço parecem ser a única forma de fazê-la
funcionar, mas é a mais cara."
O teletransporte quântico pelo espaço já foi realizado com sucesso, e
cientistas estão tentando provar que é possível fazer isso através de
distâncias cada vez maiores.
Membros da Academia de Ciências Chinesa foram parar nas manchetes em
junho quando conseguiram teletransportar fótons entrelaçados entre duas
cidades na China localizadas a 1,2 mil km de distância entre si. Eles
usaram um satélite quântico especial chamado Micius.
Os mesmos cientistas chineses superaram recentemente o próprio recorde
ao, em 29 de setembro, realizar a primeira ligação intercontinental por
vídeo protegida por uma chave quântica, com pesquisadores da Áustria, a
uma distância de 7,7 mil km.
A ligação durou 20 minutos, e os participantes foram capazes de trocar
fotos criptografadas do satélite Micus e do físico austríaco Erwin
Schrödinger.
Rupert Ursin, membro do Instituto de Óptica e Informação Quânticas da
Academia de Ciências Austríaca, acredita que a internet quântica
demandará redes em terra e pelo espaço operando em paralelo. "Nas
cidades, precisamos de redes de fibra, mas as conexões a grandes
distâncias terá de ser realizada com comunicações por satélite."
Cientistas chineses e austríacos se comunicam por vídeo
Foto: BBCBrasil.com
Como funciona uma chave de distribuição quântica?
Para entender como funciona uma chave quântica, precisamos voltar à
chamada de vídeo entre cientistas chineses e austríacos. O satélite
Micius usou sua fonte de luz para estabelecer conexões ópticas com as
estações em terra na Áustria e na China. Foi então capaz de gerar uma
chave quântica.
O mais interessante da criptografia quântica é que você pode detectar
quanto alguém tentou interceptar a mensagem antes de ela chegar ao
destinatário ou quantas pessoas tentaram acessá-la.
O Micius foi capaz de dizer que a criptografia não havia sido violada e
que ninguém estava ouvindo à ligação. Deu então o 'ok' para
criptografar os dados usando a chave secreta e transmiti-los por uma
rede pública de internet.
Mensagens
Diversos grupos de cientistas estão desenvolvendo redes em terra ao
trabalhar em tecnologias de estações de repetição quânticas, localizadas
a cada 50 km, conectadas por cabos de fibra óptica.
Essas estações, conhecidas como "nódulos de rede quânticos", precisarão
realizar diversas ações para direcionar as mensagens pela rede.
Primeiro, cada nódulo precisa reparar o sinal e potencializar o sinal
que ficou prejudicado ao percorrer os 50 km anteriores da rede.
Imagine que você esteja usando uma máquina de fax para enviar um
documento de uma página para outra pessoa e, cada vez que você manda a
página, uma parte diferente da mensagem fica faltando, e o destinatário
precisa juntar as partes da mensagem obtidas em cada tentativa.
Isso é similar a como uma única mensagem pode ser enviada entre diferentes nódulos em uma rede quântica.
Cabo de fibra óptica
Foto: BBCBrasil.com
Haverá muitas pessoas na rede, todas tentando falar umas com as outras.
Então, o nódulo, ou a estação repetidora, terá de descobrir como
distribuir o poder de processamento disponível para montar todas as
mensagens sendo enviadas. Também terá de enviar mensagens entre a
internet quântica e a internet clássica.
A Universidade de Delft está construindo uma rede quântica usando
vacâncias de nitrogênio em diamantes, e isso demonstrou até agora ser
capaz de armazenar e distribuir as conexões necessárias para
comunicações quânticas a grandes distâncias.
A Universidade de Oxford e a Universidade de Maryland (EUA) estão
construindo computadores quânticos que funcionam de forma similar a uma
rede. Consistem em nódulos de íons presos que foram conectados em rede
para se comunicarem.
Quanto maior for o computador desejado, mais nódulos serão necessários
adicionar, mas esse tipo de computador quântico apenas transmite dados a
curta distância.
"Queremos fazer com que sejam pequenos para que sejam bem protegidos da
degradação do sinal, mas, se forem pequenos, eles não conseguirão
armazenar muitos qubits", diz Vicary.
"Se conectarmos nódulos em rede, então, ainda podemos ter um computador
quântico sem precisar limitar o número de qubits e ainda assim proteger
os nódulos."
Memória quântica
A estação repetidora também precisará um chip de memória quântico. Os
nódulos criam "conexões", que consistem em pares de partículas de luz
entrelaçadas. Esses pares são preparados com antecedência.
Enquanto o nódulo calcula a rota pela rede que a mensagem terá de
percorrer, ele terá de armazenar o par de fótons entrelaçados em algum
local seguro, então, a memória quântica é necessária. Ela terá de
armazenar os fótons pelo tempo que for necessário.
Rose Ahlefeldt e Matthew Sellars operam laser
Foto: BBCBrasil.com
Pesquisadores da Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em
inglês) desenvolveram um chip de memória quântica compatível com
telecomunicações usando um tipo específico de cristal. Esse invento é
capaz de armazenar luz na cor correta e de fazer isso por mais de um
segundo, o que é 10 mil vezes mais do que todas tentativas realizadas
até agora.
"O principal desafio é demonstrar uma memória quântica com uma
capacidade de armazenamento grande", diz Matthew Sellars, da ANU. "Será a
capacidade de armazenamento que limitará a transmissão de dados pela
rede. Acredito que levará cinco anos antes que a tecnologia (para a
internet quântica) seja algo usada na prática."
6 maneiras de treinar seu cérebro a lidar com a ansiedade
Transtornos de ansiedade exigem acompanhamento especializado, mas é possível desenvolver habilidades para minimizar seus impactos no cotidiano.
BBC BRASIL.com
22 out 2017
Sofrer com a ansiedade é mais comum do que muitos imaginam: somente no
Brasil, cerca de 13,3 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade,
doença que atrapalha relacionamentos, desempenho profissional e o
bem-estar físico e emocional do indivíduo.
Ansiedade
Foto: BBCBrasil.com
No ano passado, 6,4% da população brasileira sofria com transtornos do
tipo, bem mais que a média global, de 3,9%, de acordo com estimativas da
Organização Mundial de Saúde (OMS).
Mas o que é um transtorno de ansiedade e como diferenciá-lo da
ansiedade natural? De acordo com Olivia Remes, doutoranda e pesquisadora
do Departamento de Saúde Pública e Cuidados Primários da Universidade
de Cambridge, na Inglaterra, transtornos de ansiedade generalizada são
caracterizados por sensações frequentes de medo, inquietação, e de
"sentir-se no limite".
"Quando uma pessoa tem um prazo apertado ou uma emergência no trabalho,
ela se sente ansiosa e isso é normal. Mas há pessoas que se preocupam
com cada ponto de suas vidas e não conseguem se livrar disso", explica.
"Pessoas com esse transtorno se preocupam muito mais frequentemente e
com mais intensidade que aquelas com uma boa saúde mental."
Apesar dos distúrbios de ansiedade serem um problema sério, que muitas
vezes demanda acompanhamento com especialistas, é possível desenvolver
habilidades para lidar com o transtorno.
Abaixo, Remes compartilha diferentes estratégias para enfrentar o problema, com base em um estudo recente que liderou.
1 - Monitore os seus pensamentos
Quem sofre com transtornos de ansiedade geralmente se vê tomado por
pensamentos negativos que invadem a mente sem aviso. "Pessoas com
transtornos de ansiedade são pessimistas. Elas acreditam que algo ruim
está prestes a acontecer, mesmo que não haja nenhuma evidência que
aponte para isso. Elas temem o futuro e acham muito difícil evitar esse
tipo de preocupação", descreve a pesquisadora.
Homem em espiral
Foto: BBCBrasil.com
Para contornar tal situação corriqueira aos ansiosos, Remes sugere não
lutar contra os pensamentos negativos, mas escolher uma hora do dia como
o "momento da preocupação" e se permitir um período limitado de tempo
para ruminar. Como exemplo, Remes recomenda designar o horário das 16h
para as preocupações e dar a si mesmo 20 minutos para preocupar-se.
"A literatura psicológica mostra que nossos pensamentos murcham se não
os alimentamos com energia. Ao empurrar esses pensamentos para um outro
momento do dia, quando você chegar no momento designado para a
preocupação, eles talvez não pareçam tão confusos ou preocupantes como
pareciam quando brotaram em sua mente pela primeira vez", explica Remes.
2. Faça atividades físicas e pratique meditação
A famosa citação latina "uma mente sã num corpo são" não é gratuita.
Saúde mental e física são codependentes, afirma Remes, e a prática de
exercícios físicos é um aliado essencial para o bem-estar psíquico. Em
conjunto com exercícios regulares, a meditação consciente também pode
ajudar mentes ansiosas.
Um estudo da Universidade de Nova Jersey, publicado recentemente na
revista Nature, mostrou que apenas duas sessões semanais de meditação e
atividades físicas, de 30 minutos cada, reduziram drasticamente sintomas
depressivos nos 52 participantes da pesquisa. Os pesquisadores
concluíram que, ao cabo de oito semanas, além de auxiliar aqueles com
depressão, a prática também poderia ser útil para aqueles que tendem a
ruminar pensamentos, algo comum entre os ansiosos.
"Eu realmente fiquei muito surpresa com esse estudo, com o quanto essas
mudanças de hábito podem ter um impacto tão grande", afirma Remes.
"Quando você se exercita, você diminui seus níveis de ansiedade e você
tem mais energia. Você simplesmente se sente melhor como um todo",
aponta.
3. Encontre um propósito - nem que seja cuidar de seu animal de estimação
Em 1946, o médico austríaco Viktor Frankl publicou o livro
Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração,
no qual narrou suas experiências como prisioneiro em Auschwitz. Frankl
também analisa a resposta psicológica de diferentes prisioneiros
expostos ao campo de concentração nazista e argumenta que encontrar
sentido no cotidiano é uma forma de lidar com a adversidade.
Olivia Remes
Foto: BBCBrasil.com
De acordo com Remes, pessoas com distúrbios de ansiedade muitas vezes
não conseguem identificar um propósito claro em suas vidas e nem sempre
acreditam que vale a pena investir esforços para endereçar os desafios
que encontram. Em seu estudo recente sobre níveis de ansiedade em
mulheres que vivem em situações de privação econômica, Remes encontrou
que aquelas que tinham senso de coesão, de propósito e que enxergavam
sentido em suas vidas, tinham menos distúrbios de ansiedade, mesmo
vivendo situações difíceis.
Para a pesquisadora, as lições de Frankl, mesmo extraídas de uma
experiência dramática, são um mecanismo útil para aqueles que sofrem com
ansiedade. "Nos relatos de Frankl, um traço de personalidade que
diferenciava os prisioneiros eram aqueles que conseguiam manter um
propósito mesmo naquela situação. Para um era saber que sua filha o
aguardava, então ele precisava sobreviver para ela e isso lhe deu
esperança. Para outra, era saber que ela tinha um trabalho importante
para finalizar", afirma.
No cotidiano, ter a sensação de que você é necessário para a vida de
outra pessoa ou para uma atividade específica auxilia na construção de
propósito. Tal senso de conexão pode ser traduzido em atividades de
voluntariado, em cuidados com um familiar enfermo, na educação de uma
criança ou mesmo nos cuidados com um animal de estimação, aponta Remes.
"Quando você coloca seu foco em algo além de você, esse ato te ajuda a
dar um tempo de si mesmo", explica. "Ter outras pessoas em mente é muito
importante, porque torna um pouco menos penoso passar pelos momentos
mais difíceis."
4. Veja o lado bom da vida (por mais que isso seja desafiador)
Por mais clichê que possa soar, adotar uma atitude positiva perante à
vida, com foco nos aspectos bons ao invés dos ruins, é essencial para
lidar com a ansiedade. Para domar a mente e espantar os pensamentos
negativos, Remes recomenda olhar para elementos que te dão prazer, ao
invés daqueles que te irritam ou que te deprimem.
Embora controlar quais pensamentos te veem à mente seja impossível, é
possível dialogar com eles uma vez que se fazem presente. Se, ao chegar
em um ambiente, algo negativo te chamar a atenção, busque encontrar algo
que seja positivo. Se no caminho para o trabalho o trânsito estiver
estressante, busque ouvir uma música que te conforte - ou mesmo mude a
maneira de se deslocar ao trabalho. Essa atitude positiva perante os
pequenos momentos da vida tendem a reverberar também no bem estar
emocional do indivíduo, aponta Remes.
Pensar positivamente
Foto: BBCBrasil.com
Nas situações em que pensamentos negativos intensos invadem a mente,
focar em outras atividades do corpo, como a respiração, também é uma
forma de amenizar seus efeitos. "Reconheça que esses pensamentos
catastróficos que vêm à mente, que te fazem se sentir péssimo, são
apenas eventos mentais que irão passar", diz Remes.
5. Viva no presente
A prática de ruminar pensamentos e ser constantemente tragado por
memórias do passado tende a alimentar a ansiedade. Preocupar-se com o
que pode ocorrer no futuro também pode deixar o indivíduo mais ansioso.
Embora muitas vezes esses pensamentos sejam difíceis de controlar, Remes
aponta que é importante manter um foco constante no que você está
fazendo agora.
"Estudos mostram que, quando nós vivemos no passado, revivendo memórias
antigas, essa atitude nos deixa depressivos e menos felizes. Na
verdade, ficamos mais felizes quando vivemos no momento presente. Se
você está trabalhando, simplesmente foque naquilo que você está fazendo.
Simplesmente viva no presente", diz.
6. Busque terapia
Nem sempre é possível lidar sozinho com distúrbios de ansiedade, e a
terapia é uma grande aliada para melhorar a saúde mental. Em casos
assim, uma possibilidade é a terapia cognitivo-comportamental, cujo
princípio básico é buscar uma postura construtiva do paciente.
Nesse sistema de psicoterapia, a hipótese central aponta que a forma
como entendemos eventos internos e externos - e não o evento em si - é
que determina nossas respostas emocionais e comportamentais.
De acordo com Remes, a solução é preferencial ao consumo de
medicamentos, quando for possível optar. "Em muitos casos, medicamentos
não funcionam, ou funcionam apenas no curto prazo e os problemas
retornam depois de um tempo", aponta. Para a pesquisadora, trabalhar
para desenvolver habilidades de enfrentamento à ansiedade e buscar
terapia são as melhores formas de lidar com o transtorno.
As dicas para prevenir os 6 principais golpes que tiram dinheiro de idosos
Desde 2015 está em vigor lei que dobra punição para casos de estelionato contra idosos; recusar ajuda de estranhos e não compartilhar dados pessoais é fundamental para evitar ser vítima de fraudes.
BBC BRASIL.com
22 out 2017
A enfermeira aposentada Maria Aparecida Cota, de 72 anos, coleciona estratégias para não cair em golpes.
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Idosa segura um cartão enqianto fala ao telefone
Foto: BBCBrasil.com
Não saca dinheiro em caixa eletrônico nos finais de semana, nunca passa
dados pessoais por telefone e sempre rasga cartas de supostos
escritórios de advocacia dizendo que, graças a uma nova lei, aposentados
têm direito a um dinheiro extra. Vez ou outra ela muda o sotaque e
finge ser outra pessoa no telefone na tentativa de afastar vendedores e
golpistas.
"A pessoa mais velha não fica mais esperta, não, a gente tende a
precisar mais das pessoas e acaba confiando em quem é gentil. E os
golpistas são bons de papo, costumam ser bem convincentes", diz Maria
Aparecida, que se orgulha de nunca ter caído em nenhum golpe até hoje.
Maria Aparecida tem razão em se precaver. Os mais velhos são mais
vulneráveis às artimanhas de criminosos, em especial os especializados
em aplicar fraudes.
"Entre os crimes cometidos contra idosos, estelionato é o mais comum.
Depois vêm roubo e desaparecimento", diz o delegado Rafael Souza
Horácio, chefe do 1º Departamento da Polícia Civil de Minas Gerais.
Em Minas, por exemplo, foram mais de 6,8 mil golpes contra idosos em
2016. Apesar de o número representar 22% do total de estelionatos
aplicados no Estado, é o crime que mais se comete contra os com mais de
60 anos.
O mesmo acontece em diferentes Estados do Brasil.
Casal de idosos olham papeis
Foto: BBCBrasil.com
No Rio, dados de 2012 indicaram uma média de 22 vítimas idosas de
estelionato por dia. Naquele ano, foram registrados 8,1 mil casos,
número considerado elevado dado o total de idoso no estado.
Em São Paulo, o Disque 100 - serviço do Ministério dos Direitos Humanos
- contabilizou 7.550 denúncias no Estado em 2016. Casos de negligência
contra idosos e de violência psicológica lideram as denúncias, seguidos
por abuso financeiro e econômico.
Desde janeiro, está em vigor uma lei que prevê punição maior para quem
aplica golpe em pessoas com mais de 60 anos. Estelionato é o crime de
"obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio,
induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou
qualquer outro meio fraudulento". Pelo Código Penal, a pena de reclusão
varia de um a cinco anos, prazo que agora pode ser duplicado caso o
estelionato seja cometido contra idoso.
Horácio diz que estelionatários sempre estão sempre fingindo querer
ajudar alguém. Faz parte da estratégia exagerar na simpatia ou na
simplicidade, simulando oferecer ou pedir ajuda, a depender da situação.
Nem sempre, contudo, golpes são reportados à polícia. O delegado lista
algumas das fraudes mais comuns aplicadas por estelionatários, em
especial contra idosos, e dá dicas de como evitar ser enganado.
1. Compra equivocada
Por telefone, uma pessoa comunica que uma compra de valor elevado foi
feita com o cartão do cliente. Ao tentar confirmar dados como nome,
endereço, número de conta e de cartão, coleta as informações pessoais. O
delegado diz para jamais confirmar ou dar algum dado por telefone e
preferir tratar de qualquer assunto na própria agência, de preferencia
com o gerente.
2. Processo judicial
Uma carta ou um telefonema avisa que o aposentado tem uma causa ganha
na Justiça, mas que precisa pagar os honorários de um advogado ou custas
processuais para receber a indenização. O depósito é feito normalmente
em contas de laranjas e a pessoa nunca recebe nenhum valor. A polícia
sugere, antes de fazer qualquer pagamento, procurar informações sobre o
processo junto a associações de classe ou com advogados conhecidos.
3. Troca de cartão
Golpistas costumam instalar uma máquina para reter cartões no caixa
eletrônico, normalmente em horários fora do expediente bancário e nos
finais de semana. Se o cartão ficar retido, procure um funcionário
credenciado dentro da agência ou deixe o cartão na máquina e,
posteriormente, peça você mesmo para que seja cancelado. "Sem a senha,
não é possível fazer nada com o cartão. Às vezes é melhor deixar lá do
que aceitar a ajuda de um estranho", diz o delegado.
Senhora usando o computador
Foto: BBCBrasil.com
4. Saidinha de banco
Idosos nem sempre dominam tecnologia e às vezes têm dificuldade em
fazer operações nos caixas eletrônicos. Golpistas se aproximam das
vítimas identificando-se como funcionários do banco e oferecem ajuda.
Dessa forma, acabam coletando dados pessoais como senha e código de
segurança do cartão. A orientação é recusar ajuda de estranhos e
procurar resolver pendências dentro da agência com funcionários
credenciados.
5. Bilhete premiado
Velho golpe no qual uma pessoa, normalmente aparentando origem humilde,
diz ter ganho na loteria ou ter uma indenização a receber no banco. Mas
sempre há um impedimento para receber o dinheiro. Há diferentes
versões: ou está sem o documento, ou tem uma dívida no banco, ou a
agência já está fechada e a pessoa precisa viajar para outra cidade. O
golpista repassa à vítima os direitos do "prêmio" em troca de um valor
mais baixo do que deveria receber e desaparece. "Não existe dinheiro
fácil. Não tem como levar vantagem econômica de forma rápida. O problema
é que muitos querem mesmo é ajudar e acabam sendo vítimas", afirma o
delegado Rafael Horácio.
6. Carro do sobrinho
Por telefone, uma pessoa pergunta a quem atende a chamada se ela sabe
quem está falando. Chama-a de "tio" ou "tia" e tenta constranger falando
que quem está do outro lado da linha se esqueceu do sobrinho (ou
sobrinha) querido. Na conversa, tenta fazer com que a pessoa diga um
nome de uma pessoa que conhece para, em seguida, dizer que é essa
pessoa, contar que o carro quebrou no meio da estrada e pedir dinheiro
para o conserto.
Se a pessoa cai na narrativa, o golpista passa dados bancários na
tentativa de conseguir dinheiro por meio de uma transferência ou
depósito. A dica para não cair nesse golpe é tentar inverter a lógica e
extrair da pessoa que ligou o maior número possível de informações, em
vez de cedê-las. Tente conseguir o nome de quem te ligou, pergunte de
quem é filho ou filha, onde está e qualquer outro detalhe capaz de
identificar a pessoa. Na dúvida, desligue e ligue você para o sobrinho
ou sobrinha que poderia ter ligado pedindo ajuda.
Casal de idosos conversa com uma pessoa
Foto: BBCBrasil.com
"E se você for o ladrão?"
Apesar de seguir à risca todas essas dicas, Maria Aparecida conta que
por muito pouco não entrou para as estatísticas das vítima de golpista.
Há poucas semanas, recebeu um telefonema de uma pessoa dizendo ser do
banco e comunicando que uma compra de R$ 3 mil havia sido feita com o
cartão dela.
"Já sabiam praticamente todos os meus dados e acabei confirmando, sem
perceber, vários deles, mas percebi que eles queriam mais porque me
pediram aquele número que fica atrás do cartão. Falaram até que podiam
ir até minha casa para pegar meu cartão e trocar por um novo", conta.
A aposentada, então, disse que preferia resolver o problema
pessoalmente, na agência com a gerente do banco. Diante da insistência
de quem estava do outro lado da linha que alertava estar ligando por uma
questão de segurança, disse: "E se for você o ladrão?".
Brasil ganha indicador para medir seu patrimônio natural
Na última quarta-feira (18), o presidente Michel Temer sancionou um projeto de lei aprovado no Congresso Nacional e tornou lei o cálculo do PIV.
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olindo, o PIV fará parte de um extenso sistema macroeconômico de contas do país. Para obtê-lo, será necessária uma descrição detalhada dos recursos naturais como florestas, água e fontes de energia de forma a tornar possível mensurar o impacto das atividades produtivas e do crescimento econômico do país sobre esse patrimônio ecológico. Com base em tais informações, serão traçadas estratégias de desenvolvimento sustentável.
Olinto informou que o levantamento das riquezas naturais será feito em parceria entre o IBGE e órgãos de cada setor como a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Serviço Florestal Brasileiro e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entre outros.
“O PIV vai refletir a economia, o que é gerado no ano, porém, considerando o quanto se consumiu não só de máquinas e de equipamentos, mas o quanto se consumiu de recursos naturais, o que é uma informação-chave para o planejamento”, explicou.
Ele disse que hoje não se conhecem bem os impactos ambientais no país. “Esse sistema é para prover o país de uma descrição bastante extensa dos recursos naturais, de que maneira eles são afetados pelo desenvolvimento econômico, ou seja, permitindo uma visão melhor do desenvolvimento sustentável.”
Como exemplo prático, o presidente do IBGE citou a água. Para Olinto, é fundamental saber o estoque de água disponível no país, como ela é consumida pela atividade econômica e pelas famílias e de que forma o impacto do crescimento se dará sobre o esgotamento ou a ampliação desse ativo natural. Segundo Olinto, a conta da água é o item para entrar na composição do PIV que está em estágio mais avançado.
A Lei 13.493, que criou o PIV, determina que o cálculo do índice seja formatado em ampla discussão com a sociedade e órgãos públicos. Prevê também que seja calculado pelo IBGE e divulgado anualmente, se possível. Por envolver aspectos tão abrangentes e complexos, não é possível definir uma data para o início da divulgação do PIV, ressaltou Olinto.
A lei que criou o PIV detalha que é importante formatar um modelo de cálculo que torne possível a comparação com iniciativas semelhantes desenvolvidas por outros países.
O projeto de lei do PIV foi apresentado em 2011 pelo deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) que, na justificativa, fundamenta que para calcular as riquezas do país como, ocorre no Produto Interno Bruto (PIB), não pode ser deixada de fora a biodiversidade, visando sua valorização e preservação. Inicialmente, o projeto usava a nomenclatura PIB Verde para o novo dado a ser produzido.
A teoria da felicidade de Einstein
Uma nota que Albert Einstein deu a um mensageiro em Tóquio
como gorjeta, na qual explica brevemente sua teoria para se ter uma vida
feliz, foi revelada 95 anos depois e será leiloada em Jerusalém.
O ano era 1922 e o físico nascido na Alemanha, famoso por sua teoria da relatividade, estava no Japão para conferências.
Acabara de ser informado que receberia o prêmio Nobel de Física e sua fama já se espalhava para além dos círculos científicos.
Um mensageiro japonês foi ao Imperial Hotel de Tóquio para entregar a Einstein uma mensagem.
Não se sabe se o mensageiro não aceitou gorjeta, seguindo as tradições locais, ou se Einstein não tinha dinheiro para lhe pagar. Em todo caso, o cientista não quis que o homem saísse de mãos vazias e escreveu uma nota em alemão.
“Talvez, se tiver sorte, essa nota acabará sendo muito mais valiosa do que uma simples gorjeta”, disse Einstein ao mensageiro, de acordo com o proprietário e vendedor do documento, um morador de Hamburgo (Alemanha) que deseja permanecer anônimo.
No papel timbrado do hotel, Einstein afirma que “uma vida simples e silenciosa traz mais alegria do que a busca do sucesso em um desassossego constante”.
Uma outra nota, em uma folha de papel, e que também será vendida diz simplesmente: “onde há um desejo, há um caminho”.
É impossível saber se as notas eram uma reflexão de Einstein sobre sua própria fama, afirma Roni Grosz, o arquivista responsável pela maior coleção de Einstein do mundo, da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Embora as notas, até agora desconhecidas dos pesquisadores, careçam de valor científico, poderiam esclarecer os pensamentos íntimos do físico, cujo nome se tornou sinônimo de genialidade, de acordo com Grosz.
“O que estamos fazendo aqui é pintar o retrato de Einstein – o homem, o cientista, seu efeito no mundo – através de seus escritos”, explica Grosz.
As duas notas serão vendidas na terça-feira na casa de leilões Winner de Jerusalém, juntamente com outros artigos, incluindo duas cartas que Einstein escreveu anos depois.
O ano era 1922 e o físico nascido na Alemanha, famoso por sua teoria da relatividade, estava no Japão para conferências.
Acabara de ser informado que receberia o prêmio Nobel de Física e sua fama já se espalhava para além dos círculos científicos.
Um mensageiro japonês foi ao Imperial Hotel de Tóquio para entregar a Einstein uma mensagem.
Não se sabe se o mensageiro não aceitou gorjeta, seguindo as tradições locais, ou se Einstein não tinha dinheiro para lhe pagar. Em todo caso, o cientista não quis que o homem saísse de mãos vazias e escreveu uma nota em alemão.
“Talvez, se tiver sorte, essa nota acabará sendo muito mais valiosa do que uma simples gorjeta”, disse Einstein ao mensageiro, de acordo com o proprietário e vendedor do documento, um morador de Hamburgo (Alemanha) que deseja permanecer anônimo.
No papel timbrado do hotel, Einstein afirma que “uma vida simples e silenciosa traz mais alegria do que a busca do sucesso em um desassossego constante”.
Uma outra nota, em uma folha de papel, e que também será vendida diz simplesmente: “onde há um desejo, há um caminho”.
É impossível saber se as notas eram uma reflexão de Einstein sobre sua própria fama, afirma Roni Grosz, o arquivista responsável pela maior coleção de Einstein do mundo, da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Embora as notas, até agora desconhecidas dos pesquisadores, careçam de valor científico, poderiam esclarecer os pensamentos íntimos do físico, cujo nome se tornou sinônimo de genialidade, de acordo com Grosz.
“O que estamos fazendo aqui é pintar o retrato de Einstein – o homem, o cientista, seu efeito no mundo – através de seus escritos”, explica Grosz.
As duas notas serão vendidas na terça-feira na casa de leilões Winner de Jerusalém, juntamente com outros artigos, incluindo duas cartas que Einstein escreveu anos depois.
China busca criar moeda que seja mais atraente que o dólar
A China planeja se
tornar a economia mais avançada do mundo até 2050, afirmou o líder
chinês, Xi Jinping, na abertura do XIX Congresso do Partido Comunista da
China. De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o
país tem todas as oportunidades para atingir esse objetivo.
Segundo os dados do FMI, a China responde por um terço do crescimento econômico mundial, que, de acordo com a previsão, atingirá 3,7% no próximo ano. Tudo isso causa a preocupação dos EUA, que está tentando conter o desenvolvimento da China.
Mas o que mais preocupa os norte-americanos é que a China e a Rússia podem pôr fim ao domínio do dólar,disse Paul Craig Roberts, economista e ex-assistente para a política econômica durante o governo do ex-presidente dos EUA Ronald Reagan.
A China já deu um primeiro passo para acabar com o domínio da moeda norte-americana. Pequim lançou recentemente contratos de futuros de petróleo em yuans, com sua possível conversão em ouro. O novo contrato de futuros em yuans permitirá aos exportadores de petróleo, como a Rússia e o Irã, evitar o uso do dólar e converter seus rendimentos de yuans diretamente em ouro. Isso, por sua vez, poderá reduzir o interesse dos países exportadores de petróleo em manter suas reservas em dólares, declararam vários especialistas.
Paul Craig Roberts acredita que o preço da moeda norte-americana depende do grau de satisfação dos bancos centrais, corporações e empresas privadas que mantêm seus ativos em dólares.
De acordo com Roberts, se essas organizações não quiserem ter dólares, eles começarão se livrando deles logo que forem firmados os acordos de compra e venda de petróleo ou eles poderão escolher outra moeda ou ouro. A China só busca criar uma moeda que seja mais atraente do que o dólar.
"É possível que a moeda chinesa seja um passo contra os EUA, mas vejo-a como uma medida de proteção contra a onipotência dos Estados Unidos", escreveu o economista norte-americano.
A China e a Rússia se desvinculam do dólar porque Washington abusa do papel da divisa norte-americana como moeda mundial. Além disso, os EUA usam o sistema de pagamentos em dólares para introduzir sanções contra outros Estados, ameaçando limitar o seu acesso a esses sistemas.
"Isso significa que Washington usa seu papel no sistema monetário global para dominar outros Estados em vez de criar um sistema honesto e justo e administrá-lo", sublinhou Roberts.
Entretanto, ele acha que a China e a Rússia são muito fortes para que alguém domine esses países. Pela mesma razão, eles procuram se livrar do sistema do dólar. Se outros países seguirem seu exemplo, a moeda norte-americana deixará de ser a ferramenta usada pelos EUA para controlar todo o mundo.
De acordo com o economista, os acordos assinados em 1944 na cidade americana de Bretton Woods, que estabeleceram as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo, deram a Washington a oportunidade de assumir a responsabilidade pelo sistema financeiro global.
"No entanto, os EUA abusaram do poder e começaram usando o dólar para desestabilizar outros países", explicou Roberts.
Segundo ele, um desses países foi a Venezuela, cujo presidente Nicolás Maduro anunciou recentemente que seu país começaria vendendo seus produtos em moedas diferentes do dólar como parte do estabelecimento de um novo sistema de pagamento internacional.
Os abusos de Washington, realizados com motivo de promover os interesses dos circuitos empresariais dos EUA, lançaram as forças que agora estão ameaçando eliminar o papel do dólar como a moeda de reserva mundial.
"A potência norte-americana está sendo destruída por causa da arrogância de Washington", conclui o economista.
Segundo os dados do FMI, a China responde por um terço do crescimento econômico mundial, que, de acordo com a previsão, atingirá 3,7% no próximo ano. Tudo isso causa a preocupação dos EUA, que está tentando conter o desenvolvimento da China.
Mas o que mais preocupa os norte-americanos é que a China e a Rússia podem pôr fim ao domínio do dólar,disse Paul Craig Roberts, economista e ex-assistente para a política econômica durante o governo do ex-presidente dos EUA Ronald Reagan.
A China já deu um primeiro passo para acabar com o domínio da moeda norte-americana. Pequim lançou recentemente contratos de futuros de petróleo em yuans, com sua possível conversão em ouro. O novo contrato de futuros em yuans permitirá aos exportadores de petróleo, como a Rússia e o Irã, evitar o uso do dólar e converter seus rendimentos de yuans diretamente em ouro. Isso, por sua vez, poderá reduzir o interesse dos países exportadores de petróleo em manter suas reservas em dólares, declararam vários especialistas.
Paul Craig Roberts acredita que o preço da moeda norte-americana depende do grau de satisfação dos bancos centrais, corporações e empresas privadas que mantêm seus ativos em dólares.
De acordo com Roberts, se essas organizações não quiserem ter dólares, eles começarão se livrando deles logo que forem firmados os acordos de compra e venda de petróleo ou eles poderão escolher outra moeda ou ouro. A China só busca criar uma moeda que seja mais atraente do que o dólar.
"É possível que a moeda chinesa seja um passo contra os EUA, mas vejo-a como uma medida de proteção contra a onipotência dos Estados Unidos", escreveu o economista norte-americano.
A China e a Rússia se desvinculam do dólar porque Washington abusa do papel da divisa norte-americana como moeda mundial. Além disso, os EUA usam o sistema de pagamentos em dólares para introduzir sanções contra outros Estados, ameaçando limitar o seu acesso a esses sistemas.
"Isso significa que Washington usa seu papel no sistema monetário global para dominar outros Estados em vez de criar um sistema honesto e justo e administrá-lo", sublinhou Roberts.
Entretanto, ele acha que a China e a Rússia são muito fortes para que alguém domine esses países. Pela mesma razão, eles procuram se livrar do sistema do dólar. Se outros países seguirem seu exemplo, a moeda norte-americana deixará de ser a ferramenta usada pelos EUA para controlar todo o mundo.
De acordo com o economista, os acordos assinados em 1944 na cidade americana de Bretton Woods, que estabeleceram as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo, deram a Washington a oportunidade de assumir a responsabilidade pelo sistema financeiro global.
"No entanto, os EUA abusaram do poder e começaram usando o dólar para desestabilizar outros países", explicou Roberts.
Segundo ele, um desses países foi a Venezuela, cujo presidente Nicolás Maduro anunciou recentemente que seu país começaria vendendo seus produtos em moedas diferentes do dólar como parte do estabelecimento de um novo sistema de pagamento internacional.
Os abusos de Washington, realizados com motivo de promover os interesses dos circuitos empresariais dos EUA, lançaram as forças que agora estão ameaçando eliminar o papel do dólar como a moeda de reserva mundial.
"A potência norte-americana está sendo destruída por causa da arrogância de Washington", conclui o economista.
sábado, 21 de outubro de 2017
UFOLOGIA, DISCOS VOADORES, ETs
É impressionante como existem OTÁRIOS neste mundo. Refiro-me, neste momento, aos ufólogos ou caçadores de ETs e discos voadores. Pra começar, não duvido que exista vida fora da Terra. Mas, o problema é que a distância entre supostos outros planetas com vida e a Terra é tão gigantesca, de forma que se torna impossível um contato entre eles. Fico com pena da ingenuidade de tais ufólogos que, além do álbum de fotos com objetos brilhantes no espaço, ficam se matando para localizar um ET. Ora, se tais ETs estão próximos de nós, pois que se apresentem e falem conosco. Nada de ficarmos nos matando à procura deles. Entenderam, ufólogos otários?
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