O meu blog é HOLÍSTICO, ou seja, está aberto a todo tipo de publicação (desde que seja interessante, útil para os leitores). Além disso, trata de divulgar meu trabalho como economista, escritor e compositor. Assim, tem postagens sobre saúde, religião, psicologia, ecologia, astronomia, filosofia, política, sexualidade, economia, música (tanto minhas composições quanto um player que toca músicas de primeira qualidade), comportamento, educação, nutrição, esportes: bom p/ redação Enem
O
ator e antigo governador da Califórnia gravou um vídeo com uma mensagem
para o presidente a propósito da decisão de sair do Acordo de Paris
sobre o clima
"Um homem
não pode destruir o nosso progresso. Um homem não pode parar a nossa
revolução de energia limpa. Um homem não pode voltar atrás no tempo. Só
eu posso fazer isso". Arnold Schwarzenegger começa a brincar e a
recordar a personagem T-800 que interpretou no sucesso cinematográfico
"Exterminador Implacável" para dar início ao discurso contundente que
enviou a Donald Trump, depois de este ter anunciado, ontem, a saída dos
Estados Unidos do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas. Mas a
mensagem é bastante séria: pede que olhe para o futuro, lembra que para a
memória só ficam os grandes líderes e alerta para uma possível revolta
ambiental por parte da população.
O
ator e antigo governador da Califórnia gravou um vídeo em que dirige
palavras duras ao presidente dos Estados Unidos. "A minha mensagem para
si, sr. Trump, é que, enquanto funcionário público e especialmente
enquanto presidente, a sua primeira e mais importante responsabilidade é
proteger as pessoas", diz, passando a relatar algumas consequências das
alterações climáticas: as 200 mil pessoas que morreram anualmente nos
Estados Unidos devido à poluição e o facto de metade dos rios
norte-americanos estarem demasiado poluídos
O trumpateta, senhor Donald, já tem mostrado suas garrinhas de ignorante para todo o mundo ver. Em primeiro lugar, não compreende que as mudanças climáticas não são invencionices esquizofrênicas de cientistas bêbados ou desocupados ou irresponsáveis catastrofistas. Eu não vou usar argumentos científicos ou estatísticos para provar isso. Vou recorrer a uma constatação prática. Pois bem, há uns 15 anos atrás mais ou menos eu me lembro bem que chegavam aqueles invernos intensos de rachar os lábios, coisa que, desde então, nunca mais vi acontecer de lá para cá. Isto tem ocorrido no estado de Mato Grosso, Brasil, onde moro. Assim, como os invernos atuais não chegam aos pés dos invernos de antigamente, o trumpateta comporta-se, de fato, como um imbecil irresponsável. Ou seja, ele não compreende que os desastres econômicos advindos dos desastres climáticos que ocorrerão mais à frente superarão em muito um possível crescimentozinho de curto prazo baseado em energias poluentes ou sujas.
A segunda patetada dele refere-se ao fato de querer construir um muro na fronteira com o México e ainda ter a ousadia de mandar a conta para seu país vizinho - como se este tivesse ordenado a execução de tal projeto estapafúrdio. Ora, a diferença fundamental entre, por exemplo, o México e o Canadá é que este fez o dever de casa MAIS IMPORTANTE de todos: O PLANEJAMENTO FAMILIAR (desde que métodos contraceptivos como a pílula anticoncepcional, por exemplo, foram inventados - antes disso só restava a todos a opção de fazer filhos maciçamente, apesar de a mortalidade infantil também ser alta), coisa que o México não fez - e por isto é mais atrasado ou menos desenvolvido que o Canadá. Assim, ao invés de construir muros, o trumpateta deveria usar os bilhões de dólares requeridos por tal projeto para injetar dinheiro em organizações não governamentais que ensinam o planejamento familiar às pessoas mais pobres, além de usar tal dinheiro para custear a entrega gratuita de contraceptivos a tais pessoas já referidas. Feito isto, acabaria a pobreza no México e ninguém iria deixar sua terra natal para virar um imigrante ilegal em outro país e muito menos tirar empregos de cidadãos de outro país (como alega o trumpateta). Outro desastre político, caso seja colocado em prática, é a promessa de grande redução de imposto para empresas. Ora, quem acompanhou de perto a catacombe do governo Dilma sabe muito bem que tudo começou a degringolar quando seu governo fez as desonerações das folhas de pagamentos das empresas - o que comprometeu em muito o equilíbrio fiscal do governo e foi o início de uma bola de neve que só cresceu e arrebentou a economia brasileira. Então, senhor trumpateta, tome muito cuidado ao correr o risco de quebrar as finanças do tesouro americano e jogar o EUA num grande atoleiro, como ocorreu no Brasil. Além do mais, lembre-se de que a dívida pública americana já está num nível expressivo e qualquer agravamento do desequilíbrio fiscal vai ter um custo alto para a economia. Enfim, Sr. Trump, tome cuidado para não deixar seu sonho de fazer os EUA novamente grande, usando de ignorância e desnorteamento, levá-lo a que os eleitores americanos lhe digam: VOCÊ ESTÁ DEMITIDO!!
O Acordo de Paris foi um dos
grandes assuntos da cimeira do G7, em que se reuniram os chefes de
Estado de Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e, claro,
dos Estados Unidos. No coro de vozes que se juntaram, a desafinação em
matéria ambiental foi de Donald Trump, que teimou em não assumir o
compromisso norte-americano com o Acordo de Paris. "Os Estados Unidos
estão atualmente a reavaliar a política climática" foi a frase lacónica
que resumiu o assunto no final da cimeira. A notícia da retirada dos
Estados Unidos deste acordo não tardou a chegar.
O
Acordo de Paris é uma proposta insuficiente para a redução dos gases
com efeito de estufa. A própria ONU dizia que este acordo é demasiado
pouco e chega demasiado tarde. A proposta é a de limitar o aquecimento
global a um aumento de 2° C acima dos níveis pré-industriais. Se esta
meta for alcançada, não evitará a subida do nível do mar e o aumento de
situações de seca, com particular impacto nos Estados insulares e países
mais pobres. Contudo, mesmo este objetivo tímido obriga a uma alteração
relevante e a cortes mais drásticos nas emissões globais com origem no
carvão, petróleo e gás. Se o Acordo de Paris não for cumprido, os
cientistas dizem que a subida da temperatura média global será de 4º C, o
que terá resultados devastadores. Se o acordo é mau, não haver
cumprimento do acordo é um desastre.
O
caminho de Trump não tinha deixado grandes dúvidas sobre as suas
intenções. Começou por negar a existência de alterações climáticas
dizendo que é "mentira global muito cara" e acusou os cientistas que se
dedicam ao tema de serem "impostores". O alinhamento com vários dos
falcões da indústria petrolífera é clara e entre os seus primeiros
decretos executivos estão a garantia e a continuação de dois oleodutos
(Keystone e Dakota), isentando-os de avaliação de impacto ambiental e
reduzindo os requisitos legais. O resultado está à vista: já há fugas
reportadas e comunidades afetadas por estes derrames.
A
escolha de Scott Pruitt para a Agência de Proteção Ambiental (EPA),
profundamente alinhado com os interesses da indústria petrolífera, foi
mais um marco da (in)sensibilidade ambiental de Trump: O novo chefe da
EPA é o autor da frase: "Não concordo que [o dióxido de carbono] seja o
responsável pelo aquecimento global." Esta terraplanagem dos factos
científicos, que descredibilizou os próprios técnicos da agência
ambiental que lidera, é a marca da sua visão ambiental. Não estranha
portanto que uma das suas primeiras medidas tenha sido o corte em mais
de 30% no orçamento da EPA, eliminando programas de eficiência
energética e de produção limpa de energia.
O
passo seguinte de Trump foi dar a ordem para rever os limites dos
parques naturais federais e o enquadramento legal para permitir a
prospeção de petróleo, eliminando igualmente uma moratória para a
extração de carvão em terras federais. E, last but not the least, é
claro que o sonho antigo das petrolíferas para explorarem as reservas no
Alasca também está a ser atendido e o processo está em curso. Os
milhões que as petrolíferas investiram na campanha de Trump estão
rapidamente a ser pagos com juros elevados.
A
ideia de Trump resume-se facilmente: as preocupações ambientais são um
empecilho ao seu modelo económico. Porquê? Porque a América great again é
uma declaração de guerra ao planeta, sem preocupações ambientais (ou
laborais, já agora), que pretende a pilhagem rápida dos recursos
naturais e nega as alterações climáticas. O quero, posso e mando é o
lema. Conclusão: o projeto de Trump é uma ameaça ao nosso presente e ao
nosso futuro.
Os Estados
Unidos são a maior economia do mundo e o segundo país com mais emissões
de gases com efeitos de estufa. Só a China lhes passa à frente na
emissão destes gases nocivos. A saída dos Estados Unidos do Acordo de
Paris não é só uma questão de egoísmo nacional ou saudosismo
produtivista, é um ataque a todos nós.
As
alterações climáticas já estão a afetar a maior parte da vida na Terra,
tendo já impacto em 82% de todos os ecossistemas. O tempo está a
esgotar-se para impedir uma situação irreversível e garantir a salvação
da biodiversidade e dos ecossistemas. Exige-se uma ação mundial
concertada para fazer frente ao desrespeito ambiental da liderança
norte-americana. Não vamos deixar Donald Trump mandar no planeta!
Segundo organização, deficit previdenciário
de seis países somará US$ 225 trilhões em 2050 se não forem aplicadas
mudanças como aumento da idade de aposentadoria para 70 anos.
BBC BRASIL.com
Equilibrar as contas da Previdência, desafio que está no centro do
debate da reforma brasileira, é uma tarefa bem maior para as nações
desenvolvidas. O deficit previdenciário de seis grandes economias
mundiais poderá chegar a US$ 225 trilhões (R$ 733 trilhões) na metade do
século, três vezes o valor do PIB global hoje, segundo o Fórum
Econômico Mundial (FEM).
Japonês idoso trabalha em confecção. Expectativa de vida da população que nasce hoje será de 107 anos.
Foto: TORU YAMANAKA
Os seis países com os maiores sistemas de pensão do mundo - em termos
de investimento total em fundos de pensão -, Estados Unidos, Reino
Unido, Japão, Holanda, Canadá e Austrália estão sentados numa
"bomba-relógio" que poderá provocar a "maior crise previdenciária da
história", diz um relatório divulgado recentemente.
O estudo compara o quadro da situação previdenciária com o das mudanças
climáticas. "Temos que tratar disto agora ou aceitar que as
consequências adversas assombrarão as gerações futuras", escreveu o
diretor de sistemas financeiros e de infraestrutura do FEM, Michael
Drexler.
Se incluídos os países mais populosos - China e Índia -, o deficit dos
países, que atualmente é de US$ 70 trilhões (R$ 230 trilhões), passará
para US$ 400 trilhões (R$ 1,3 quatrilhão) em 2050, valor cinco vezes
maior que o da economia global.
O cálculo do deficit previdenciário feito pelo FEM inclui gastos dos
governos, investimentos de trabalhadores e empregadores em fundos de
pensões e aplicações.
Expectativa de vida
Pessoas nascidas hoje nos seis países analisados terão uma expectativa
de vida acima de 100 anos, o que reduzirá pela metade a proporção de
trabalhadores por aposentados - hoje ela é de oito para um; em 2050,
será de quatro para um.
O aumento da longevidade aumenta, também, o tempo em que as pessoas
recebem o benefício da aposentadoria. No Japão, por exemplo, que terá a
mais alta expectativa de vida - de 107 anos -, as pessoas se aposentam
aos 60 anos, o que significa que poderiam receber aposentadoria por mais
de 45 anos, um período maior que o tempo de contribuição.
Uma consequência óbvia de se viver mais, diz o documento, é que as
pessoas terão que trabalhar por mais tempo. A organização sugere que a
idade para aposentadoria seja de pelo menos 70 anos em 2050 nos países
com expectativa de vida acima dos 100 anos.
Alguns desses países já preveem revisão da idade da aposentadoria, mas
em nenhum dos casos, por enquanto, para acima de 70 anos.
No Brasil, a expectativa de vida projetada para 2050 pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 80,7 anos. O estudo do
FEM não inclui o país, mas Michael Drexler, um dos editores do estudo,
disse à BBC Brasil que a situação no país é menos preocupante.
"Os países que analisamos, como Japão e China, têm a demografia como o
principal gerador (do deficit); na China, por causa da política do filho
único
,
e no Japão, por conta da tendência de envelhecimento. Já o Brasil, do
ponto de vista demográfico, parece ter uma situação mais esperançosa",
afirmou Drexler.
A atual proposta do governo brasileiro para a reforma da Previdência
estabelece a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, e 5
anos de contribuição para aposentadoria com 70% do valor da
aposentadoria. Para se aposentar com valor integral, o tempo de
contribuição seria de 40 anos. Há regras diferentes ainda para o regime
de transição; a reforma prevê poucas alterações no caso de militares e
servidores públicos. Em 2016, o deficit previdenciário do governo
brasileiro foi de R$ 227 bilhões, 3,5% do PIB do país.
O porta-voz do FEM evitou comentar especificamente sobre a reforma
proposta pelo governo de Michel Temer. Ele ponderou que, em linhas
gerais, o aumento da idade de aposentadoria é uma das medidas possíveis
quando existe um deficit previdenciário. "Mas seria simplista demais
dizer que o Fórum Econômico Mundial defende apenas a extensão do tempo
de trabalho (para nações com esse deficit)", acrescentou.
Ele também diz que o estudo não levou em conta as características
específicas de cada país, e sim, equacionou alguns pontos centrais para
eventualmente serem debatidos pelos legisladores.
Segundo relatório, com envelhecimento da população, deficit
previdenciário de seis países somará US$ 225 trilhões em 2050 se não
forem aplicadas mudanças como aumento da idade de aposentadoria para 70
anos.
Foto: BBCBrasil.com
Acesso à aposentadoria
O FEM alerta, também, que metade dos trabalhadores no mundo são
informais ou de setores desorganizados que não contribuem com programas
de previdência e que acabam fragilizando ainda mais o sistema; e que 48%
da população na idade de se aposentar não recebe aposentadoria.
Essa é uma característica da Índia, onde a cada dez trabalhadores, nove
são informais, segundo o FEM. No Brasil, dados do Ministério do
Trabalho divulgados em 2015 indicavam que 56% dos empregos no país eram
formais.
"O desafio da Índia, portanto, não é demográfico; ele decorre da grande
economia informal, cujos indivíduos não têm acesso ao sistema
previdenciário. E no caso do Brasil, esta também seria uma preocupação,
não tão grande quanto na Índia, mas um dos desafios do governo", afirmou
Drexler.
A falta de acesso ao sistema previdenciário também preocupa em algumas
economias desenvolvidas, segundo Han Yik, chefe de Investidores
Institucionais do FEM.
"Até mesmo em Nova York, 57% dos trabalhadores não têm acesso a planos
de pensão, ou porque são autônomos ou porque ganham abaixo do limite
permitido para sua empresa incluí-lo no esquema", diz.
Por isso, outra recomendação do FEM é criar políticas para melhorar o
acesso aos planos de aposentadoria, especialmente do trabalhador
informal, autônomo e daqueles com contratos flexíveis.
Responsabilidade do trabalhador
Para calcular o deficit previdenciário do relatório, o FEM usou médias
baseadas em aposentadorias pagando 70% do último salário, o que está de
acordo com recomendações internacionais para manter o padrão de vida do
aposentado.
Isso pressupõe contribuições de diferentes fontes: do governo, dos
fundos de pensão do empregador (público ou privado) e dos investimentos
de cada indivíduo. Na maioria dos países pesquisados - com exceção, por
exemplo, da Holanda -, o idoso teria a aposentadoria do governo e a
complementaria com outros ganhos para atingir os 70%.
O FEM entende que o trabalhador terá progressivamente mais
responsabilidade sobre a sustentabilidade de sua aposentadoria, através,
por exemplo, de aplicações financeiras.
Por isso, o FEM cobra mais iniciativas para a educação financeira dos
trabalhadores, especialmente dos mais vulneráveis, em lidar com esses
investimentos.
No exemplo do Brasil, Drexler ressalta que, embora o sistema bancário
seja desenvolvido, as opções de produtos financeiros disponíveis à
população são menores do que em países mais desenvolvidos. E que o país
deveria investir mais a educação financeira.
No Dia Mundial sem Tabaco, organização afirma que
componentes tóxicos do cigarro prejudicam não apenas fumantes, mas
também a natureza. Dois terços dos 15 bilhões de cigarros vendidos por
dia são lançados no solo.
Entre 340 milhões e 680 milhões de quilos de resíduos de tabaco são gerados a cada ano
O consumo de produtos derivados do tabaco não apenas prejudica
a saúde das pessoas, mas também causa um "enorme dano" ao meio ambiente,
afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) por ocasião do Dia Mundial
sem Tabaco, comemorado nesta quarta-feira (31/05).
As cifras
mais recentes indicam que, apesar dos esforços internacionais para
diminuir o tabagismo, este provoca em um ano a morte de 7 milhões de
pessoas e gera despesas de 1,4 trilhão de dólares, pelos custos em
saúde, perda de produtividade e degradação ambiental – pouco menos de 2%
do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Em relatório, a OMS quis
evidenciar neste ano o que ocorre depois que o cigarro foi consumido,
onde vai parar a bituca e como os seus efeitos funestos persistem até
mesmo após ter sido lançado em um cesto de lixo ou nas vias públicas.
"Esta
análise é a primeira que relaciona o impacto ambiental com o cultivo,
manufatura, uso e resíduos do tabaco, apesar de a informação ser
limitada, porque a indústria não reporta dados e os governos não os
exigem", disse o coordenador da OMS para o Controle de Tabaco, Vinayak
Prased.
Os especialistas determinaram que os resíduos de tabaco
contêm mais de 7 mil substâncias químicas tóxicas, que envenenam não só
atmosfera, mas também os solos, mares e os rios. Dos 15 bilhões de
cigarros vendidos diariamente, 10 bilhões acabam no meio ambiente,
contendo uma mistura de nicotina, arsênico e metais pesados.
Assistir ao vídeo03:03
Fumar prejudica espermatozoides e compromete fertilidade
Com
dois terços dos cigarros lançados no solo, entre 340 milhões e 680
milhões de quilos de resíduos de tabaco são gerados a cada ano. Nas
áreas urbanas e litorâneas, eles representam de 30% a 40% de todos os
resíduos que são recolhidos. Mas não só o resíduo do cigarro se
transformou numa dor de cabeça para os serviços de limpeza municipal,
mas também os plásticos e os maços de cigarros.
O tabaco gera
efeitos nocivos ao meio ambiente desde o cultivo da folha de tabaco, que
requer o uso de agroquímicos, reguladores de crescimento e novas
substâncias e contribui para o desflorestamento, alertou a OMS. O
plantio, a produção e distribuição também requerem o uso extensivo de
água e energia. Outra forma de contaminação são as emissões de fumo, que
representam toneladas de gases cancerígenos, tóxicos e de efeito
estufa. Impacto econômico
A organização
também evidenciou o efeito financeiro do tabaco para o fumante e sua
família. "Muitos estudos mostram que nos lares mais pobres, a despesa em
produtos de tabaco pode representar mais de 10% do investimento
familiar, o que significa menos dinheiro para comida, educação e
atendimento médico", disse Prased.
Para os governos, o fumo
também gera despesas colossais em termos de saúde. As despesas totais
ligadas ao tabaco são dez vezes maiores àquelas gastas mundialmente em
ajuda humanitária ou de emergência; e 40% do que em 2012 gastavam os
governos de todo o mundo em educação.
Para a OMS, a proibição
da publicidade de cigarros e de fumar em lugares públicos fechados e
locais de trabalho, além de um aumento dos impostos e dos preços de
produtos de tabaco, podem ajudar a reduzir o consumo de tabaco.
PV/lusa/efe/rtr
O acesso das crianças às novas tecnologias parece não ter freios.
Antes a preocupação se limitava a que as crianças não ficassem tanto
tempo em frente à televisão,
entretanto hoje existe uma grande preocupação dos pais em relação ao
contato que as crianças têm, inclusive os bebês, com os smartphones e
tablets. Especialistas no tema alertam sobre o risco do uso desses aparelhos por bebês e crianças. São os telefones móveis e os tablets as novas babás das nossas crianças?
Como e quanto as crianças podem usar os smartphones
Há
alguns meses, a Associação Japonesa de Pediatria começou uma campanha
para restringir o uso prolongado dos celulares e tablets, sugerindo controle e mais brincadeiras entre pais e filhos.
Agora são a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de
Pediatria as que revelam 10 razões pelas quais crianças menores de 12
anos não devem utilizar esses aparelhos sem controle. Eles têm muito
claro que os bebês entre 0 e 2 anos não devem ter contato algum com a
tecnologia; entre os 3 e 5 anos, deve ser restringido a uma hora por
dia; de 6 a 18 anos a restrição deveria ser de duas horas por dia.
Por que limitar o acesso das crianças aos celulares ou tablets
1 – Desenvolvimento cerebral das crianças
Um desenvolvimento cerebral
causado pela exposição excessiva às tecnologias pode acelerar o
crescimento do cérebro dos bebês entre 0 e 2 anos de idade, e juntamente
com a função executiva e o déficit de atenção, atrasos cognitivos, problemas na aprendizagem, aumento da impulsividade e da falta de controle (birras). 2 – Atraso no desenvolvimento da criança
O excessivo uso das tecnologias pode limitar o movimento e consequentemente o rendimento acadêmico, a alfabetização, a atenção e capacidades. 3 – Obesidade infantil
O sedentarismo que implica o uso das tecnologias é um problema que está aumentando entre as crianças. Obesidade leva a problemas de saúde como o diabetes, problemas vasculares e cardíacos. 4 – Alterações do sono infantil
Os
estudos revelam que a maioria dos pais não supervisiona o uso da
tecnologia pelos seus filhos nos seus quartos. Isso faz com que seus
filhos tenham mais dificuldades para conciliar o sono. A falta de sono afetará negativamente seu rendimento escolar. 5 – Doença mental
Alguns estudos comprovam que o uso excessivo das novas tecnologias está aumentando as taxas de depressão e ansiedade infantil,
distúrbios do processo de vinculação entre pais e filhos, déficit de
atenção, transtorno bipolar, psicose e outros problemas de conduta
infantil. 6 – Condutas agressivas na infância
A exposição das crianças a conteúdos violentos e agressivos
pode alterar sua conduta. As crianças imitam tudo e a todos. Assim que
os pais devem vigiar o uso de smartphones e tablets pelas crianças. 7 – Falta ou Déficit de Atenção
O uso excessivo das novas tecnologias pode contribuir para o déficit de atenção, diminuir a concentração e a memória das crianças, graças à grande velocidade dos seus conteúdos. 8 – Vício infantil
Os
estudos demonstram que uma em cada 11 crianças são viciadas às novas
tecnologias. Cada vez que as crianças usam os dispositivos móveis, elas
se distanciam do seu meio, de amigos e familiares. 9 – Muita radiação
A
Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os celulares como um
risco na emissão de radiação. As crianças são mais sensíveis a esses
agentes e existe o risco maior de contrair doenças como o câncer. 10 – Superexposição
A constante e superexposição das crianças à tecnologia as tornam vulneráveis, sujeitas a serem exploradas e expostas a abusos.
Além
disso, os especialistas concordam que ficar horas conectadas ao celular
ou tablet é prejudicial ao desenvolvimento das crianças. Os estudiosos
acreditam que geram crianças mais passivas e que não sabem interagir ou
ter contato físico com outras pessoas. E ainda que entendam que as novas
tecnologias façam parte da sua vida, eles acreditam que não devem
substituir a leitura de um livro ou o tempo de brincadeira com irmãos,
pais e amigos. Vilma Medina
Diretora de Guiainfantil.com
Em meio àqueles que comemoram as mais recentes denúncias e prisões da
operação Lava Jato, muitos veem nelas um motivo adicional para uma
descrença total nos políticos brasileiros.
Foto: BBCBrasil.com
O clima de revolta com os políticos se acirrou ainda mais após a
divulgação na semana passada das delações dos executivos da JBS e das
conversas mantidas por um dos donos da empresa com o presidente Michel
Temer e, em outra ocasião, com o senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Nas redes sociais, têm sido comuns manifestações de revolta que vão
desde "prendam todos os corruptos" e até a negação quase total da
política - "ninguém presta".
Para o economista e cientista político Bruno Pinheiro Wanderley Reis,
as duas lógicas são perigosas - e nenhuma delas resolverá a crise
política que assola o país desde 2014, porque "prender corruptos não
significa extinguir a corrupção".
"A leitura aí é que você prende os corruptos, e então vão ficar só os
não-corruptos. Isso é conversa fiada, uma bobagem", afirma.
"É ingenuidade achar que a Lava Jato vai extinguir a corrupção", acrescenta.
Reis compara a corrupção aos vírus de computador - por mais que se
criem antivírus, eles não vão ser capazes de extinguir todos os vírus
existentes.
Reformas são mais importantes para elite econômica do que a preservação de Temer, diz analista
"Você tem que combater corrupção, sim, é uma tarefa permanente do
Estado, mas é mais ou menos como empresa de computação criando
antivírus. Ela não vai conseguir extinguir os vírus. Ela vai fazer
antivírus o tempo todo. Isso não tem um ponto de chegada", exemplifica.
Reis diz ainda que o desafio do Brasil não é descobrir como se livrar
de políticos corruptos, mas sim como proteger o político da corrupção
ativa praticada pela sociedade.
Para o professor na UFMG e pesquisador do estudo
Dinheiro e Política: A Influência do Poder Econômico no Congresso Nacional
, no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a corrupção na
política brasileira "não é mais fator desviante, e sim comportamento
padrão".
E a solução, ele garante, não está em "prender todo mundo", mas em uma
boa reforma do atual sistema político - que, em suas palavras, "é
corrupto por lei".
Leia os principais trechos da entrevista com Bruno Pinheiro Wanderley Reis.
BBC Brasil: O senhor costuma dizer que a "conduta de corrupção na
política brasileira não é mais fator desviante, mas
comportamento-padrão". Como e por que se chegou a essa situação?
Bruno P. W. Reis:
No Brasil, o dispositivo específico, que só incide aqui, é que o teto
de doação (de campanha) tem que ser proporcional ao do doador. Até 2014
(quando doações de empresas eram permitidas), era no máximo 10% do
rendimento da pessoa ou 2% do faturamento bruto da empresa. Qual é a
lógica que isso cria? O candidato só ia pedir dinheiro às empresas que
mais faturam, às pessoas mais ricas. Aí entram bancos, mineradoras,
empreiteiras.
Então fica claro que você vai ter um jogo - porque só pouquíssimas
empresas podiam doar bilhões dentro dessa regra.Obviamente isso vicia o
sistema político e o jogo eleitoral. Vai arrecadar mais o candidato que
tiver boas relações e bom fluxo de recursos com as grandes empresas,
bancos, empreiteiras, mineradoras. É uma anomalia, essa regra só existe
aqui no Brasil.
A gente produz uma competição de centenas de candidaturas individuais
disputando dezenas de cadeiras em distritos com milhões de eleitores. E
isso é muito difícil de fiscalizar, os TREs (Tribunais Regionais
Eleitorais) são admiráveis, mas é impossível governar um sistema em que
concorrem mais de mil candidatos na mesma circunscrição.
Enquanto no resto do mundo você tem uma dezena de chapas disputando
favores e doações de milhares de doadores, aqui no Brasil a gente faz
uma competição em que milhares de candidatos disputam os favores
financeiros de uma dúzia de doadores potenciais.
Da pujança ao escândalo: a ascensão dos irmãos Batista, pivôs do escândalo que ameaça Temer
Você vai ter uma elite parlamentar, tanto de vereadores quanto de
deputados, extremamente dependente de poucos grandes financiadores. Isso
é um sistema que dá um poder sem igual a financiadores, a agentes
privados que legitimamente têm seus interesses políticos e as suas
prioridades próprias. Só que nenhum país deixa seu representante
político tão vulnerável a seu financiador.
São as grandes empresas, as doadoras, quem dá as cartas nesse sistema (brasileiro).
BBC Brasil: Em 2014, o senhor fez uma análise sobre a Lava Jato
dizendo que a estratégia adotada por ela com as delações premiadas seria
"autodestrutiva" para a política e que ela estaria apenas "enxugando
gelo". Por que o senhor acredita nisso?
Reis:
A delação premiada foi inventada pra pegar máfias, porque máfias têm
uma rede de silêncio. Então você pega um cara que esteja encrencado e
oferece algo em troca para pegar mais gente. E isso é eficaz. Você puxa
um fio e chega até o topo. Mas para mim esse é o pecado crucial da Lava
Jato. A gente quer desbaratar a máfia, mas a gente não quer desbaratar o
sistema político todo.
Em vez de a gente usar o sistema de controle, que está cada vez melhor,
canalizar as investigações para captar os problemas e solucionar
mudando a legislação (do sistema eleitoral), a gente está querendo puxar
o fio - e isso é extremamente destrutivo.
Líder do DEM diz que acusações são graves, mas que partido vai esperar para decidir se sai do governo Temer
Eu não aplicaria a delação premiada. A exposição do (setor do)
petróleo, com identificação de diretores que estavam recebendo propinas,
já é um mega choque no sistema, que provavelmente mudaria práticas.
Agora, o que você tem é uma clara deterioração institucional, está um
salve-se quem puder.
A capacidade da Lava Jato de investigar pessoas tão poderosas deriva da
estabilidade relativa do sistema político de 1988 para cá. Essa é a
parte mais triste. Esse sistema que está aí agora é o sistema menos
malsucedido que esse país já foi capaz de por em pé em toda a sua
história. A ideia de que o próximo vai ser melhor é só uma esperança.
BBC Brasil: Como o Sr. vê o futuro da Lava Jato?
Reis:
Estamos em uma situação em que todo mundo que é preso a gente já começa
a pensar, qual será a delação? É uma bola de neve. Isso não vai acabar.
Quando vai acabar? Quando o país todo estiver na cadeia, aí você joga a
chave fora? Quando vier um "salvador da pátria"?
Nesse momento, ninguém consegue aprovar no Congresso medidas que
limitem a atuação das investigações, mas vai acontecer. No momento em
que o sistema se reestabilizar, cedo ou tarde isso acontece, algum
salvador da pátria que vai ser eleito vai ter que voltar a ter o
dispositivo de poder. Para fazê-lo de maneira confiável, crível pelos
atores, vai precisar pôr limite na atuação do Judiciário. E é aí que a
ambição de limpeza se mostra destrutiva.
BBC Brasil: Mas não seria tarefa do Estado combater a corrupção em operações como a Lava Jato?
Reis:
Você tem que combater corrupção, sim, essa é uma tarefa permanente do
Estado. Mas é mais ou menos como funciona em uma empresa de computação
que cria antivírus. Ela não vai conseguir extinguir os vírus, aboli-los.
Ela vai fazer antivírus o tempo todo. Isso não tem um ponto de chegada.
Para isso, você tem que ir aperfeiçoando por rotinas burocráticas,
administrativas, etc. a capacidade do sistema de controlar a corrupção. A
gente vinha fazendo isso.
Nossa capacidade de combater a corrupção hoje é muito maior do que há
30 anos. Agora, do jeito que vai, vai piorar. Porque o sistema está
sendo desarticulado na sua teia de interesses, na sua capacidade de
autocontrole. A gente está num processo de autodestruição. O que poderia
acontecer de pior seria o desmantelamento do sistema partidário, que
foi o que aconteceu na Itália, algo catastrófico.
BBC Brasil: Mas se a 'culpa' pela corrupção que toma conta da política
hoje em dia é do sistema eleitoral, a Lava Jato não poderia ajudar a
"consertá-lo"?
Reis:
Não é função da primeira instância, mas o Supremo tem um papel nisso. E
nas declarações dos líderes da operação Lava Jato aparece essa intenção
também, de "limpar o sistema". E nisso eles são precisamente ingênuos.
Não é que você só pode investigar se for fulano, sicrano e beltrano, mas
não pode pegar os graúdos. Não, não é isso. Se você está tocando a
investigação e caiu no colo uma prova contra o presidente da República,
você tem que denunciar. Agora, o que a gente está fazendo aqui é uma
busca retórica de incriminação de políticos importantes, que é guiada
por uma ambição ingênua de purificação do sistema - algo que eu entendo
que é contraproducente.
A leitura da Lava Jato é a de que você prende os corruptos, e então
você vai ter somente os não-corruptos. Mas isso é conversa fiada, uma
bobagem. É demagogia.
O desafio não é como a gente se livra de político corrupto, mas como a
gente protege o político da corrupção ativa praticada pela sociedade.
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Então em vez de a gente reformar a lei, a gente prende os caras. Os
representantes votados pelo eleitorado, induzidos por essa grana. Mas aí
foi preso porque estava cheio de dinheiro - e quem é o suplente? De
onde ele recebeu dinheiro? Estamos enxugando gelo, desestabilizando um
sistema que é estruturalmente viciado e mantido vigente. E ninguém fala
em mudar a lei. A discussão não vai a lugar nenhum.
BBC Brasil: Como, então, se combate a corrupção?
Reis:
O que me preocupa aí é a sustentabilidade desse combate à corrupção. Eu
não vejo isso com bons olhos quando tenho a impressão de que o lastro
institucional que viabilizou com melhoria nítida o combate à corrupção
está em desarranjo. Pode ser que dê certo? Pode ser, por acaso. O normal
é ter conflito, o que se espera de processos como o que a gente está
metido é uma desorganização profunda do lastro partidário e subsequente
comprometimento do controle da corrupção.
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BBC Brasil: Qual seria o sistema político mais viável para o Brasil - e que não "favoreça" a corrupção?
Reis:
Como meu diagnóstico está baseado numa interação infeliz entre o
sistema eleitoral e as regras de financiamento, eu mudaria essas duas
coisas, no que diz respeito ao início do processo. Quer dizer, você tem
que ter tetos nominais para doações, e de números razoáveis, da ordem de
milhares de reais. Eu manteria empresa e pessoa física, desde que cada
um esteja doando (até) R$ 10 mil, R$ 50 mil... Não resolve todos os
problemas, mas fica menos ruim.
A primeira solução seria essa: tetos que não permitam que nenhum doador
individual seja o dono de uma campanha. Isso já tenta induzir uma
fragmentação da fonte de recurso.
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Do outro lado, se o sistema eleitoral produz uma demanda muito alta por
recursos fragmentados, eu tenho que tentar concentrá-lo. O que eu
faria? Fecharia a lista (voto em lista fechada significa voto em
partidos, e não em candidatos a deputados). E diminuindo o número de
candidatos, a eleição fica mais controlável, mais fiscalizável. E por
fim, eu subiria o quociente eleitoral, que automaticamente diminuiria o
número de partidos no plenário.
As culturas do milho e da soja representam mais de 80% da área cultivada com grãos no Brasil – Foto: Marcos Santos/USP Imagens.
Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da
USP, em Piracicaba, identificou genes relacionados às características de
promoção de crescimento vegetal na Rizobactéria Promotora de
Crescimento de Plantas (RPCP) Bacillus sp. RZ2MS9. O estudo
mostra que a bactéria, encontrada no solo da região amazônica, produz o
fitormônio Ácido Indol Acético (AIA), que tem efeito benéfico no
crescimento de diversos cultivos, como os de milho e soja, podendo
aumentar a produção agrícola. O trabalho da biotecnóloga Bruna Durante
Batista foi orientada pelos professores João Lucio de Azevedo e Maria
Carolina Quecine Verdi.
Na camada fina do solo ao redor das raízes das plantas, também
chamada de rizosfera, está o foco de significativo número de cientistas
em busca de um desafio: alimentar quase 10 bilhões de pessoas em 2050.
Uma dessas pesquisadoras é Bruna, que em 2010 cursava o último ano do
curso de Biotecnologia na Universidade Federal de Alfenas (Unifal),
quando veio fazer seu estágio curricular de fim de curso na Esalq.
“Naquela época, ingressei em um projeto que buscava isolar bactérias do
guaranazeiro visando especialmente o controle de um fungo nas lavouras
da planta, mas também com interesse de busca por micro-organismos com
algum potencial biotecnológico.”
Dessa primeira etapa, ainda na iniciação científica, resultou a base
do seu mestrado, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Genética e
Melhoramento de Plantas, na Esalq. “Da rizosfera do guaranazeiro
separamos um grupo de 100 bactérias com o propósito de avaliar o
potencial de crescimento das plantas, mas como o cultivo do guaraná em
São Paulo não obteve sucesso devido às condições agroclimáticas,
adotamos o milho por apresentar uma composição microbiana relativamente
compatível com o guaraná.”
Do grupo inicial, a pesquisa seguiu com a Rizobactéria Promotora de Crescimento de Plantas (RPCP) Bacillus sp.
RZ2MS9. “Trata-se de um representante da rica biodiversidade amazônica
brasileira e uma forte candidata a bioinoculante por seu efeito benéfico
em uma ampla gama de culturas, incluindo milho e soja, e facilidade de
formulação e sobrevivência em condições adversas, características
bastante buscadas em produtos biológicos”, explica.
Solução biotecnológica
Aplicação
de Rizobactéria Promotora do Crescimento RZ2MS9 promoveu crescimento de
soja (à esquerda) e milho (à direita) – Foto: Bruna Durante Batista.
Em 2014, parte desse trabalho de mestrado venceu o Prêmio Novos Talentos
para Agricultura Sustentável, iniciativa que aproxima jovens
universitários da tarefa de aumentar a produção de alimentos e
intensificar a sustentabilidade dos sistemas produtivos. A premiação
despertou Bruna para a necessidade de encarar um novo desafio, o de
levar essa solução biotecnológica, que ainda engatinhava em escala de
laboratório, para o campo. “Para alimentar a população mundial crescente
é necessário um aumento sustentável na produtividade agrícola. Nesse
sentido, RPCPs têm sido continuamente buscadas para formulações
inoculantes por sua capacidade de incremento na produção vegetal aliado
ao seu potencial de redução e/ou substituição do uso de fertilizantes
minerais, insumos que causam grandes impactos ambientais, na saúde
humana e econômicos”, avalia a biotecnóloga. Pesquisa avaliou aplicação da rizobactéria no desenvolvimento e produtividade da soja – Foto: Adauto Rodrigues/Flickr-cc
Da necessidade de refinar os resultados, Bruna dedicou seu doutorado,
também realizado na Esalq, à tarefa de entender de forma detalhada os
mecanismos de ação dessa rizobactéria, explorando desde seu genoma até
seu desempenho em condições de campo. No Laboratório de Genética de
Micro-Organismos, sob orientação do professor Azevedo e co-orientação da
professora Maria Carolina, identificou genes relacionados às
características de promoção de crescimento vegetal a partir do RZ2MS9.
“A análise genômica revelou que diversos genes potencialmente contribuem
com seu efeito promotor de crescimento vegetal, no entanto pudemos
confirmar que a produção do fitormônio Ácido Indol Acético (AIA) por
essa bactéria está diretamente envolvido nesse efeito benéfico.”
Na sequência, foi avaliado em condições de campo o efeito sobre o
desenvolvimento e produtividade de milho e soja com a aplicação do
bacilo. “No milho, o efeito da inoculação bacteriana foi, ainda,
associado à adubação nitrogenada para verificar a possibilidade de
redução desses insumos”, revela. Segundo a autora do trabalho,
bioinoculantes formulados com RPCPs consistem em uma fonte barata e não
danosa ao ambiente de suplementação nutricional vegetal. “Por esse
motivo, a busca por micro-organismos que possuam a capacidade de manter
relações benéficas, especialmente com gramíneas, é cada vez maior.”
E, de fato, os resultados foram animadores. O potencial do Bacillus sp.
RZ2MS9 mostrou-se bastante claro pois, com um custo de produção
inferior a R$1,00 por hectare, sua aplicação aumentou o desenvolvimento
de milho e soja e causou incremento de 16 sacas de milho por hectare com
redução de 30% na adubação nitrogenada, assim como um incremento de 11
sacas de soja por hectare, ambos comparados ao controle não inoculado.
“As culturas do milho e da soja representam mais de 80% da área
cultivada com grãos no Brasil, considerando o tamanho desses mercados,
incrementos relativamente modestos de crescimento e produtividade podem
gerar riqueza significativa ao País. Portanto, é imprescindível dar
continuidade a estudos utilizando o Bacillus sp. RZ2MS9 em diferentes condições para a validação dos resultados”, conclui. Caio Albuquerque / Assessoria de Comunicação da Esalq
O monge budista Matthieu Ricard é a "pessoa mais feliz do mundo".
Cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos,
estudaram o cérebro do monge Ricard e descobriram que produz um nível de
ondas cerebrais de gama sem precedentes na literatura científica.
Foto: BBC
Esse título foi dado por cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, que estudaram seu cérebro.
Eles descobriram que Ricard produz um nível de ondas cerebrais de gama sem precedentes na literatura científica.
Essas ondas estão ligadas à capacidade de atenção, consciência, aprendizado e memória.
Além disso, Ricard manifesta um nível de atividade no seu córtex
pré-frontal esquerdo bem acima do direito, o que reduz sua propensão à
negatividade, explicaram os pesquisadores.
"Felicidade não é a busca infinita por uma série de experiências
prazerosas. Isso é uma receita para a exaustão", diz o monge tibetano.
Mas qual é, na visão dele, o segredo para tanta felicidade? Aos 70 anos, Ricard dá cinco conselhos.
1. Defina o que é felicidade
"Felicidade é um jeito de ser. É um estado mental ótimo,
excepcionalmente saudável, que dá a você os recursos para lidar com os
altos e baixos da vida."
2. Seja paciente
"Não seja como uma criança que faz pirraça. 'Eu quero ser feliz agora',
isso não funciona. A fruta amadurece com paciência e vira uma fruta e
uma geleia deliciosas. Você não pode fazer isso com uma fruta verde.
Leva tempo cultivar todas aquelas qualidades humanas fundamentais que
geram bem-estar."
“Felicidade não é a busca infinita por uma série de experiências
prazerosas. Isso é uma receita para a exaustão”, diz o monge tibetano.
Foto: BBC
3. Saiba que você pode treinar sua mente
"O que você fizer vai mudar seu cérebro. Se você aprender malabarismo, a
mergulhar ou a esquiar, seu cérebro vai mudar. Da mesma forma, se você
treinar sua concentração, se você treinar para ter mais compaixão, se
você treinar para ser mais altruísta, seu cérebro vai mudar, você será
uma pessoa diferente. Todas essas habilidades podem ser aprendidas,
assim como tocar piano ou jogar xadrez."
4. Pratique pouco e com frequência
"É como quando você rega as plantas no seu apartamento. Você precisa
regar um pouco todos os dias. Se você derramar um balde uma vez por mês,
a planta vai morrer. É melhor fazer sessões curtas de meditação com
frequência do que uma muito longa de tempos em tempos, porque o processo
de neuroplasticidade não será ativado ou mantido."
5. Não deixe o tédio desencorajá-lo
"Devemos perseverar, porque, às vezes, quando está chato é que uma
mudança de verdade ocorre. A regularidade é uma das grandes dicas de
meditação e treinamento mental para se tornar uma pessoa melhor, mais
feliz e mais altruísta."
Como sabemos, o lucro (positivo ou negativo) se mede pelas receitas menos os custos e, por sua vez, a receita se mede pelas vendas totais. Assim, ampliando-se as receitas e diminuindo-se os custos, maximizam-se os lucros e vice-versa. Mas, então, surge a questão óbvia de como operacionalizar isso num ambiente recheado de SUBCONSUMO (em função da MÁ DISTRIBUIÇÃO GLOBAL DA RENDA). Ora, o capital é teimoso ou ignorante e tenta contornar tal paradoxo sem sucesso, como veremos a seguir (afinal de contas, ele já deveria ter desconfiado que não dá para tirar leite de pedra). Ora, uma forma de ampliar as receitas é via exportação de capital (vendas ao exterior). Mas, isso só funciona durante um certo período, dado que os mercados externos não são ilimitados, mas inelásticos e protegidos. E, também, a renda do consumidor externo não é ilimitada e, uma vez esgotada ou preenchida, não tem como ampliar-se. Portanto, este caminho não representa uma saída consistente a longo prazo. Outra forma de aumentar as vendas é lançar produtos inovadores no mercado. Mas, aqui, a eficácia de tal medida também é passageira pois logo a concorrência lança cópias ou produtos-imitação. Aqui, novamente, a maximização dos lucros encontra barreiras mercadológicas.
Mas, se a ampliação das receitas/vendas encontra seus obstáculos naturais para a maximização dos lucros, o outro caminho é a redução dos custos. Uma forma de conseguir isso é incentivar a expansão do exército industrial de reserva ou contingente de desempregados (via, por exemplo, propagandas empresariais que, sutilmente misturam a venda de um produto com uma mensagem disfarçada ou de fundo de incentivo à procriação - e uma empresa de propaganda sabe como fazer isso muito bem), a fim de abaixar os salários. Aqui, também, encontram-se barreiras naturais, como: ampliação problemática dos gastos do governo com o seguro-desemprego, o desgaste político dos partidos que estão no poder e que não querem perdê-lo, os riscos de se estourar revoltas ou revoluções sociais, a diminuição da demanda agregada da economia, o aumento da criminalidade/violência. Outro caminho capitalista tentado para a diminuição dos custos (salariais) é a elevação da composição orgânica do capital ou de tecnificação ou robotização da economia - o que implica substituição de trabalhadores por máquinas, a fim de ampliar a produtividade. Aqui, além do alto custo da tecnificação, constata-se que de nada adianta aumentar a produtividade se o ambiente reinante é de subconsumo em função da concentração global da renda. (No tocante especificamente à robotização, pesquisas mostram que cada robô implantado gera até 6 demissões de trabalhadores e cerca de uns 2 trabalhadores especializados em robôs são admitidos para cuidarem de todos os mesmos robôs, o que evidencia uma perda líquida agregada de consumo no embate entre homem e máquina.) Novamente, percebe-se que o capital encontra obstáculos ou para ampliar as vendas ou para reduzir os custos, num ambiente de subconsumo global. Aliás, uma prova prática de que a Lei da Tendência Decrescente da Taxa de Lucro de Marx é correta e real é que uma das economias mais tecnificadas ou avançadas do mundo, como a japonesa, é simplesmente a mais endividada de todo o mundo - um caso clássico de "eficiência"... FRACASSADA! Concluindo: como mostramos, nenhuma das principais medidas de neutralização da tendência decrescente da taxa de lucro marxista é eficaz a longo prazo num ambiente de SUBCONSUMO OU DE CONCENTRAÇÃO DE RENDA e o futuro da economia mundial será sombrio, por um longo período, se o quadro problemático descrito acima não for revertido.