O meu blog é HOLÍSTICO, ou seja, está aberto a todo tipo de publicação (desde que seja interessante, útil para os leitores). Além disso, trata de divulgar meu trabalho como economista, escritor e compositor. Assim, tem postagens sobre saúde, religião, psicologia, ecologia, astronomia, filosofia, política, sexualidade, economia, música (tanto minhas composições quanto um player que toca músicas de primeira qualidade), comportamento, educação, nutrição, esportes: bom p/ redação Enem
Estudo aplicou testes em mais de cinco mil crianças
e concluiu que aquelas cujas mães beberam durante a amamentação tinham menos
habilidades de percepção, atenção e motoras do que aquelas cujas mães não
tinham bebido
Não é
nenhuma novidade que beber e fumar durante a gravidez e em época de amamentação
pode ser prejudicial para o bebê. Entretanto, um novo estudo decidiu medir como
o consumo de álcool e cigarros nesse dois momentos afetam as habilidades
cognitivas, isto é, de percepção, atenção e motoras, dos bebês - inclusive no
longo prazo.
shutterstock
Prejuízos
causados por conta do consumo de álcool da mãe durante amamentação seriam
perceptíveis aos seis anos
A
pesquisa, realizada pela Universidade de Macquarie, na Austrália, e publicada
pelo periódico especializado em pediatria “Pediatrics”, avaliou e acompanhou
5.107 crianças desde 2004 - elas eram examinadas a cada dois anos até
completarem 11 anos de idade. Suas mães também foram entrevistadas sobre seus
hábitos de consumo de álcool e cigarro durante a gestação e a amamentação
dos filhos. Houve, ainda, um grupo de controle de mães e crianças que não
passaram pelo momento da amamentação, por algum motivo - mulheres que não
podiam amamentar, casos de filhos adotivos, etc.
Nas
avaliações das crianças, eram aplicados testes pelos cientistas que mediam seu
vocabulário, raciocínio não cognitivo, habilidades de leitura e com números, e
outros processos motores e de percepção. Com isso, elas eram “pontuadas”
segundo seu desempenho nesses testes e os resultados eram comparados entre
crianças de mesma faixa etária.
Conclusões do consumo de álcool e cigarros na
amamentação
shutterstock
Além do
consumo de álcool, estudo analisou os efeitos de fumar na amamentação, mas não
teve resultados conclusivos
Segundo a
pesquisa, os efeitos disso foram perceptíveis principalmente quando as crianças
chegavam nos seis anos, momento em que começa o processo de alfabetização.
Quanto mais álcool as mães haviam consumido durante a amamentação, piores eram
as habilidades cognitivas das crianças nessa idade. Os resultados independiam
dos hábitos de bebida da mãe antes de engravidar, do sexo da criança, idade da
mãe, peso de nascimento e tempo de amamentação.
Com
relação ao fumo, entretanto, o estudo não conseguiu obter resultados
conclusivos, mas os pesquisadores reforçam que já existem evidências suficientes
sobre os malefícios do cigarropara
a saúde do bebê, ainda que não impacte suas habilidades cognitivas diretamente.
Apesar de
a Organização Mundial da Saúde recomendar evitar o consumo de álcool e
drogas durante a amamentação, levantamentos distindos, entrevistando mulheres
de diversos países, mostraram que de 12 a 83% das mães já beberam ou bebem
durante a amamentação. Bem como sete a 16% admitiram já ter fumado ou fumar
cigarro no mesmo período.
Reportagem do iG listou algumas falsas informações
sobre o espaço em conversa com astrofísico Thiago Signorini, que tira dúvida
dos leitores; veja
Reprodução/Shutterstock
Terra
plana, Mercúrico como planeta escaldante e experiência espacial sem gravidade
são mitos sobre o universo
"Humanos
entram em combustão no espaço". "A Terra é plana, e não
redonda". "O homem nunca pisou na Lua, é invenção da Agência Espacial
Norte-Americana (Nasa)". Você já deve ter lido ou ouvido alguma das
afirmações acima, afinal, há muitas teorias sobre esses assuntos na internet e
elas se propagam de forma rápida. Desse modo, será que conseguimos identificar
mitos sobre o universo em meio a tantas informações e descobertas científicas
com eficácia?
Segundo
pesquisadores que se apresentaram no 1º Fórum de Pós-Graduação Einstein:
Pesquisa para a Vida, realizado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital
Israelita Albert Einstein, as fake news e os mitos sobre o universo
no meio online se tornaram cada vez mais comuns e têm impactado negativamente o
trabalho prestado pela comunidade cientifica à população.
Dados
publicados pela Agência Brasil revelaram que a rapidez com que as
notícias se espalham pelas redes é positiva e potencializa um maior alcance de
indivíduos, no entanto, também atrapalha, se considerada a alta propagação
de teses não embasadas, que tendem a confundir indivíduos que não costumam
fazer pesquisas mais aprofundadas sobre temáticas de interesse.
Pensando
nisso, e em como facilitar a busca do leitor em relação a
curiosidades sobre o campo da ciência, a reportagem do iG
conversou com Thiago Signorini Gonçalves, doutor e professor de Astrofísica na
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e destrinchou oito mitos
sobre astronomia que viralizaram nas redes nos últimos anos. Confira!
Mito 1: O homem não pisou na Lua
Reprodução/Nasa
Mitos
sobre o universo englobam até a ideia de que a chegada do homem na Lua seja uma
mentira
Sim, o
homem foi à Lua. A ideia de que isso seja mentira teria iniciado
por desconfianças acerca dos dados divulgados pelo governo dos Estados
Unidos e por agências cientificas, como as provas coletadas durante a missão
Apollo 11, em julho de 1969.
Segundo
algumas " teorias da conspiração ", a missão ao satélite
natural da Terra não só é uma farsa como teria sido filmada pelo cineasta
Stanley Kubrick em um deserto norte-americano, quando teriam sido forjadas
pegadas bem desenhadas na terra para que as pessoas pensassem que astronautas
estiveram na Lua.
Entretanto,
o astrofísico garante que há muitas provas que confirmam a 'visita' humana em
solo lunar décadas atrás, como é o caso de imagens atuais das regiões da Lua
onde as missões aterrissaram que revelam os mesmos detalhes que as fotografias
tiradas por astronautas.
Além
disso, há espelhos colocados em solo lunar pelos astronautas do programa
Apollo, que são utilizados até hoje para medir a distância entre a Terra e a
Lua por meio de lasers emitidos daqui. Por fim, existem rochas
lunares que foram examinadas por cientistas de vários países, incluindo a União
Soviética antes do fim da Guerra Fria.
Mito 2: A Terra é plana
Reprodução/Shutterstock
Mitos
sobre o universo: a Terra é plana; terraplanistas acreditam que agências
científicas escondem real formato da Terra
Há uma
quantidade significativa de pessoas que acreditam que o planeta Terra não é
redondo, e sim plano. Os chamados 'terraplanistas' sustentam suas teorias por
meio de motivações políticas e sociológicas e 'têm certeza' de que a ideia de
que o planeta é um globo "não passa de um 'plano conspiratório' criado por
líderes mundiais e sociedades secretas".
Apesar de
estar em maior evidência atualmente, a afirmação que a Terra é achatada existe
há séculos. Astrônomos de grandes civilizações antigas, como a Grécia e a
Índia, defendiam o padrão, que passou a ser questionado depois de estudos do
filósofo Pitágoras, no século 6 a.C.
Para os
‘terraplanistas’, o mapa correto é o da Projeção Azimutal, que mostra o Polo
Norte ocupando o centro. Segundo esses teóricos autônomos, o emblema da
Organização das Nações Unidas (ONU) seria uma evidência ‘incontestável’
sobre o conhecimento de autoridades sobre o “real formato terrestre”.
Contudo,
há uma série de argumentos que derrubam a teoria sustentada por eles. "A
teoria da Terra Plana é muito simples de ser contestada. Eratóstenes, um
estudioso grego do século III a.C., foi capaz de medir o tamanho da Terra há
mais de dois mil anos, ao observar o tamanho da sombra de uma vareta em
diferentes regiões do globo; e ao fazer cálculos geométricos simples. Diversas
outras observações básicas demonstram o mesmo resultado”, aponta Signorini.
Mito 3: O planeta Nibiru existe
shutterstock
Mitos
sobre o universo: planeta Nibiru existe; numerólogos creem que 'planeta'
esmagará a Terra
O
polêmico planeta Nibiru... De tempos em tempos, previsões sobre o fim do mundo
surgem trazendo "notícias" do apelidado “Planeta da Morte”, já que
muitos numerólogos acreditam que ele será o responsável por esmagar a Terra e
exterminar a espécie humana.
Mencionado
pela primeira vez em 1976 no livro “O Décimo Segundo Planeta”, de Zecharia
Sitchin, Nibiru também é reconhecido por teóricos da conspiração como a “casa
de alienígenas do passado”, chamados Annunaki, os criadores da raça humana.
Outro
fator que ajudou o falso ‘planeta’ a tomar proporção foi o depoimento de uma
mulher chamada Nancy Lieder, que diz ter recebido mensagens extraterrestres
sobre o apocalipse que teriam ligação com o Nibiru.
Sobre
todas as teorias relacionadas ao tema, o professor alerta: nenhuma
delas tem qualquer fundamento científico. Além disso, trazem algumas
problemáticas para a ciência, sendo uma delas a confusão entre planetas
inventados e planetas adicionais. “A possível descoberta de planetas adicionais
no Sistema Solar, a partir de análises do movimento dos outros corpos no
sistema, é algo científico, mas hoje em dia está sendo usado a favor de
conspiradores que deturpam informações para propagar suas teorias”, ressalta.
Mito 4: Asteroide Apophis vai destruir a
Terra
Reprodução/Nasa
Mitos
sobre o universo: asteroide Apophis esmagará a Terra; astrofísico comenta que
chances de colisão são quase nulas
Não tem
jeito, é secular o medo de que asteroides atinjam o planeta. Muitas pessoas
creem que rochas espaciais de tamanhos variados são "verdadeiras armas
destrutivas para a vida terrestre", por isso até mesmo datam o ano de
passagem desses corpos como sendo aquele que será o último da existência
humana.
O
asteroide Apophis, que ficou conhecido por ter potencial de causar um impacto
maior do que qualquer bomba atômica existente, é um clássico exemplo
disso. Chamado de 99942, ele foi descoberto em 2004 pela Nasa, e, de
início, gerou uma mobilização online por causa de estimativas que previam uma
chance de 2,7% de se chocar com a Terra.
A
informação, contudo, foi corrigida, depois de cientistas realizarem cálculos da
órbita e outras observações, chegando à conclusão de que seria quase nula a
possibilidade de colisão com a Terra.
Atualmente,
estima-se que Apophis chegue a pouco mais de 30 mil quilômetros de
distância do ‘Planeta Azul’ no ano de 2029, e a dezenas de milhões de
quilômetros em 2036. “Se ainda se fala em colisão, é por puro alarmismo e não
por ciência”, frisa Thiago.
Mitos
sobre o universo: Lua dupla em agosto; Marte se aproxima da Terra, porém não é
visto do mesmo tamanho que a Lua
Em agosto
de 2003, uma mensagem chegou a diferentes endereços de e-mail afirmando que
Marte estaria tão perto da Terra que seria possível observá-lo de nosso planeta
como se fosse a Lua. O falso evento astronômico tratado na mensagem foi nomeado
de "as duas luas de agosto" e viralizou na internet.
A
explicação para o surgimento desse mito está relacionada às órbitas de ambos os
planetas, já que, por causa disso, a cada dois anos e dois meses, Marte se
aproxima do planeta Terra. Porém, engana-se quem pensa que o 'gigante vermelho'
se transforma "em uma Lua" por conta disso.
O
astrofísico alega que sim, é verdade que quando Terra e Marte estão mais
próximos, Marte pode parecer um pouco mais brilhante no céu. Mas é só um pouco.
Mas, vale lembrar que o tamanho dos corpos não sofre alteração realmente.
“A Lua
ainda é maior que Marte no céu devido à sua proximidade, mesmo durante as
oposições. Nunca veremos Marte do mesmo tamanho que a Lua”, expõe Signorini.
Vale
mencionar que, nessa terça-feira (31), a Nasa informou que Marte estará a 57,6
milhões de quilômetros da Terra e ficará visível por toda a noite a olho nu.
Com o ocorrido, o planeta atingirá o ponto mais próximo da Terra em 15 anos, já
que, em 2003, a distância foi de 56 milhões de quilômetros entre ambos os
planetas.
Os
cientistas da agência americana afirmaram que, na prática, Marte vai parecer
uma estrela brilhante vermelha, assim como na noite do eclipse ‘ Lua de
Sangue ’, que ocorreu na última sexta-feira (27). A Nasa ainda estima que
outra aproximação de Marte e Terra aconteça em 6 de outubro de 2020.
Mito 6: Humanos podem explodir ou ter o
sangue evaporado no espaço
Reprodução/Shutterstock
Mitos
sobre o universo: pessoas explodem no espaço; dado é falso, pessoas tendem a
sufocar se não trajadas de forma certa
Vai dizer
que você nunca assistiu a um filme no qual o astronauta acaba exposto "aos
riscos do universo" e começa a inchar até explodir como um ‘arroto’ de
buraco negro após devorar algumas estrelas? Pois bem, apesar de não haver
dúvidas de que humanos não conseguem sobreviver vagando pelo espaço, as cenas
trágicas de produções hollywoodianas podem confundir e causar uma ideia
deturpada sobre como seria a morte em ambiente extraterrestre.
A fim de
tirar dúvidas de espectadores de ficção científica, estudos foram feitos para
mostrar o que ocorreria ao ser humano caso fosse exposto a condições rigorosas
no espaço. Segundo a Nasa, pessoas suportam cerca de meio minuto de exposição
ao vácuo sem sofrer danos permanentes. Mas, depois desse curto período, é
provável que venham a óbito.
O motivo?
Não tem nada a ver com combustão espontânea, congelamento ou pela evaporação de
sangue, e sim pela falta de oxigênio circulando no traje espacial.
Os
especialistas ainda afirmam que um fim trágico com certeza se concretizaria se
alguém resolvesse segurar a respiração no espaço sem a roupa adequada, por
exemplo, já que o ar no corpo do indivíduo se expandiria a ponto de
provocar a ruptura dos pulmões.
“Acredito
que grande parte desses mitos venham do cinema, Hollywood gosta de exagerar a
ciência para efeito dramático. O que acontece, na verdade, é que uma pessoa
provavelmente morreria sufocada rapidamente, se não fosse resgatada a tempo”,
explica o astrofísico.
Mito 7: Mercúrio é o planeta mais quente do Sistema
Solar
Reprodução/Astronoo
Mitos
sobre o universo: Mercúrio é o planeta mais quente; professor explica que Vênus
é o planeta com maior temperatura
Mercúrio
é o planeta mais próximo do Sol. Por isso, há confusão quanto a sua
temperatura, que muitos alegam ser extremamente escaldante. Entretanto, estudos
provam que, ao contrário do que se imagina, o menor planeta do Sistema Solar
não é tão quente assim!
De acordo
com Thiago, para afirmar que um planeta "é o mais quente", seria
necessário considerar a superfície e a atmosfera do mesmo, e não sua
proximidade em relação ao Sol.
Com isso,
Mercúrio não pode ser o planeta de maior temperatura. O posto seria, na
verdade, passado a Vênus, que ‘rompe’ a regra da escala de proximidade e mantém
temperaturas bastante altas devido a uma grossa camada de nuvens.
“Vênus
definitivamente quebra essa regra porque tem uma grossa camada de nuvens que,
por meio do efeito estufa, mantém o planeta a incríveis 460 °C. E a gente ainda
tem coragem de reclamar do verão carioca”, brinca o especialista.
Mito 8: A experiência no espaço é 100% livre de
gravidade
Reprodução/Nasa
Mitos
sobre o universo: experiência no espaço é livre de gravidade; professor diz que
afirmação se deu por má interpretação
A
afirmação de que a experiência espacial é completamente livre de gravidade é e
não é um mito. Para o professor, uma interpretação equivocada vem do termo
usado para esse caso.
Astronautas
na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), por exemplo,
experimentam uma gravidade um pouco mais fraca do que a sentida na Terra, pois
a gravidade cai com o quadrado da distância. Mas, ainda assim, se a ISS
estivesse parada, o seu peso seria aproximadamente 90% do original.
Signorini
explica que a impressão de gravidade zero vem do fato de que a estação
espacial esteja essencialmente em queda livre. Ela não se choca com a Terra
porque também se move rapidamente e horizontalmente, o que faz com que a queda
livre se transforme em uma órbita circular ao redor da Terra.
“Você
pode ter essa experiência em uma montanha russa quando está despencando e
sente aquele frio na barriga”, destaca. Nesse caso, é possível sentir que a
gravidade não deixou de existir, mas você está em queda livre e o seu corpo não
está sendo sustentado pelo chão ou pelo carrinho do brinquedo, assim como o seu
estômago, que não está sendo sustentado pelo resto do corpo, já que todos estão
caindo juntos. Entendeu?
Para
aqueles que ainda defendem mitos sobre o universo como o de que
a gravidade existe no espaço e também para quem diz ao contrário, é
possível recriar a experiência de microgravidade em um avião em queda livre por
20 a 30 segundos. A Nasa, por exemplo, é adepta do experimento e o utiliza para
o treinamento de astronautas que serão enviados em missões futuras. De resto, é
tentar não compartilhar falsas informações. Ponto para a ciência.
Um novo estudo descobriu que a desidratação não
apenas prejudica as pessoas fisicamente. Também pode levar ao declínio
cognitivo. De acordo com o recente estudo do Instituto de Tecnologia da
Geórgia, em Atlanta, apenas algumas horas de atividade vigorosa no calor
sem beber líquidos ou comer podem afetar muito a concentração.
Pesquisadores descobriram que pessoas desidratadas que fazem exames que
exigem atenção a detalhes ou testes que eram monótonos foram as mais
afetadas. Funções como resolução de problemas complexos, coordenação e
atenção foram as que mais sofreram, enquanto atividades envolvendo
reações rápidas não foram afetadas. As tarefas mais simples de tempo de
reação foram menos impactadas, mesmo quando a desidratação piorou, mas
as tarefas que exigem atenção foram bastante impactadas.
Alguns dos primeiros sinais de desidratação incluem
estar com sede, sentir-se tonto, desenvolver náuseas e dores de cabeça.
Quando alguém começa a desenvolver cãibras por calor, pode ser um
indicador precoce dos efeitos progressivos da desidratação. Em casos
extremos, quando a desidratação não é evitada ou efetivamente tratada em
casa, muitas pessoas acabam tendo que ir ao pronto-socorro. As pessoas
idosas têm maior risco de desidratação devido à capacidade prejudicada
de sentir sede, combinada com uma capacidade reduzida de concentrar a
urina, perdendo mais fluido. Por outro lado, crianças mais jovens e
bebês correm maior risco, pois possuem menor peso corporal total e maior
concentração de água. Eles também entregam eletrólitos e água mais
rapidamente, então eles perdem água mais rapidamente que os adultos.
Embora a manutenção da hidratação seja importante, isso
deve ser feito com alguma precaução. Beber muita água pode diluir o
corpo. Isso pode levar a hiponatremia, ou baixo teor de sódio e sal no
sangue. Em casos extremos, isso pode levar ao inchaço do cérebro e até
convulsões. Hidratar e comer adequadamente são duas coisas simples que
alguém pode fazer para evitar a desidratação. Embora seja bom permanecer
ativo, é melhor se exercitar antes de o sol nascer e depois que o sol
se põe. Ao fazer isso, usar roupas de cores claras e usar um chapéu
também pode evitar a perda excessiva de calor.
Uma dieta que estimula a alimentação saudável e a
atividade física e desestimula o consumo de álcool foi associada a um
risco global reduzido de câncer, bem como a riscos menores de câncer de
mama, próstata e colorretal. O Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer /
Instituto Americano para Pesquisa do Câncer (WCRF / AICR) estimou que,
nos países desenvolvidos, cerca de 35% dos cânceres de mama e 45% dos
cânceres colorretais poderiam ser evitados por uma melhor adesão às
recomendações nutricionais. É, portanto, muito importante investigar o
papel da nutrição na prevenção do câncer. A fim de incentivar a
alimentação saudável, muitas organizações emitiram recomendações
dietéticas, e este estudo avaliou três recomendações nutricionais
previamente validadas: o escore WCRF / AICR; o índice de alimentação
saudável alternativa; e o escore das diretrizes do Programa Francês de
Nutrição e Saúde, mais um índice relativamente novo, o escore MEDI-LITE,
que mede a adesão a uma dieta mediterrânea. Os pesquisadores
descobriram que todas as dietas estavam associadas a algum risco
reduzido, mas as recomendações da WCRF / AICR, desenvolvidas
especificamente com a prevenção do câncer em mente, tiveram a mais forte
associação com risco reduzido.
O estudo mostrou que um aumento de um ponto no escore
WCRF / AICR foi associado a uma redução de 12% no risco geral de câncer;
uma diminuição de 14% no risco de câncer de mama e uma redução de 12%
no risco de câncer de próstata. A adesão às outras dietas também foi
associada à redução do risco de câncer, mas o índice WCRF / AICR
demonstrou maior força estatística e melhor desempenho preditivo,
disseram Srour e Touvier. Por essa razão, e porque as outras três dietas
não foram projetadas especificamente para a prevenção do câncer, os
pesquisadores conduziram uma análise mais aprofundada sobre os escores
da WCRF / AICR, excluindo certos componentes para avaliar a importância
relativa de cada um. Os pesquisadores concluíram que a "contribuição
sinérgica" de uma dieta saudável era mais significativa do que qualquer
recomendação dietética única. Por exemplo, antioxidantes de frutas e
vegetais podem contribuir para neutralizar parte do dano oxidativo ao
DNA causado pela carne vermelha e pela carne processada, e o exercício
pode reduzir a pressão sanguínea, neutralizando em parte os efeitos dos
alimentos ricos em sódio. Isso enfatiza o papel de um estilo de vida
saudável em geral - nutrição, atividade física e evitação do álcool - na
prevenção do câncer.
Pesquisa internacional, com participação da USP, coloca País entre os mais afetados pelas altas temperaturas
Fábio de Castro
1 ago 2018
Um novo estudo internacional revela que o número de mortes causadas por
ondas de calor aumentará sem parar nas próximas décadas, caso não sejam
tomadas providências de adaptação às mudanças climáticas. Entre os 20
países avaliados na pesquisa, o Brasil está em terceiro lugar nas
projeções de aumento das mortes ligadas ao calor. Nos dois primeiros
lugares estão a Colômbia e as Filipinas.
De acordo com os autores do estudo, o maior aumento das mortes ocorrerá
nas regiões tropicais do planeta - em especial nos países de baixa
renda -, mas também haverá expressivo aumento das mortes na Austrália,
na Europa e nos Estados Unidos. Neste momento, diversos países do
Hemisfério Norte estão sofrendo com fortes ondas de calor.
Foto: batuhan toker / iStock
O estudo liderado por cientistas da Universidade Monash (Austrália) foi
publicado nesta terça-feira, 31, na revista científica PLOS Medicine.
Um dos autores é o médico brasileiro Paulo Saldiva, diretor do Instituto
de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo os autores, a pesquisa é a primeira a fazer uma previsão do
número de mortes associadas às ondas de calor. Eles esperam que o
resultado ajude os tomadores de decisão a planejar estratégias de
adaptação e mitigação para as mudanças climáticas.
Para realizar a pesquisa, os cientistas desenvolveram um modelo para
estimar o número de mortes relacionadas às ondas de calor em 412 cidades
de 20 países, no período de 2031 a 2080. "No futuro, as ondas de calor
serão cada vez mais frequentes, mais intensas e terão duração maior",
disse um dos autores do estudo, Yuming Guo, da Universidade Monash.
"Se nós não encontrarmos um jeito para mitigar a mudanças climáticas -
reduzindo assim o número de dias de ondas de calor - e não ajudarmos as
pessoas a se adaptarem a elas, haverá um grande aumento das mortes
ligadas a esse fenômeno, especialmente em países pobres mais próximos da
região equatorial", afirmou Monash.
Com o modelo desenvolvido pelos cientistas, foi possível projetar o
aumento da mortalidade associada às ondas de calor no futuro em
diferentes cenários, caracterizados por níveis de emissões de gases de
efeito estufa, grau de preparação e estratégias de adaptação e densidade
populacional das regiões estudadas.
"O objetivo do estudo era ver o que acontecerá com a saúde humana em
diferentes cenários climáticos, em cidades de diferentes latitudes e
longitudes. No Brasil, as cidades litorâneas têm um bom controle térmico
e têm grandes problemas com ilhas de calor. Mas nossos dados mostram
que cidades do Centro-Oeste e do Sudeste, como São Paulo, sofrerão
bastante", disse Saldiva ao "Estado".
Segundo Saldiva, não basta apenas fazer projeções sobre a elevação das
temperaturas em cada cidade. Para saber os efeitos do futuro aumento das
ondas de calor sobre a mortalidade, é preciso levar em conta as
características de cada localidade.
"As cidades respondem às variações climáticas de maneiras diferentes.
Algumas cidades como Toronto (Canadá) e Helsinque (Finlândia), por
exemplo, não têm resposta alguma, se tornaram muito resilientes. Mas
muitas respondem ao aumento do calor com um aumento das mortes ",
explicou Saldiva.
Outras cidades, como Nova York (Estados Unidos) e São Paulo, respondem
tanto ao frio como às ondas de calor, segundo Saldiva, com o aumento das
mortes. "Mas cada local tem sua própria definição de onda de calor. Se
em São Paulo a mortalidade começa a aumentar quando a temperatura passa
dos 28 graus, em Teresina (PI) isso só acontece quando o calor passa dos
34 graus", disse Saldiva.
Quando foram consideradas todas as características das mais de 400
cidades avaliadas no estudo, as que mostraram maior aumento potencial
das mortes nas próximas décadas são as colombianas, filipinas e
brasileiras, segundo Saldiva.
"A mensagem do estudo é que o aquecimento global já está em curso -
como podemos observar nesse inverno completamente atípico em São Paulo e
nas ondas de calor que estão matando gente no Hemisfério Norte - e que
os problemas serão mais graves nos locais mais despreparados e com menos
recursos."
De acordo com outro autore da pesquisa, Antonio Gasparrini, da Escola
de Higiene e Medicina Tropical de Londres (Reino Unido), neste momento
vários países - como Índia, Grécia, Japão, Rússia e Canadá - estão sendo
afetados por fortes ondas de calor que estão matando milhares de
pessoas e deixando dezenas de milhares com doenças ligadas ao calor.
"É bastante preocupante. A pesquisa mostra que é altamente provável
que, com as mudanças climáticas, teremos um aumento na frequência e na
severidade dessas ondas de calor. No entanto, as evidências sobre os
impactos na mortalidade em escala global têm sido limitadas", disse
Gasparrini.
"Esse estudo, que é a maior pesquisa epidemiológica dos impactos
projetados de ondas de calor no contexto do aquecimento global, sugere
que as mortes associadas a ondas de calor podem aumentar dramaticamente,
especialmente em países populosos de áreas tropicais e subtropicais",
afirmou o cientista.
"A boa notícia é que, se mitigarmos as emissões de gases de efeito
estufa o bastante para atingir cenários compatíveis com os compromissos
do Acordo de Paris, os impactos terão uma grande redução", declarou
Gasparrini.
Recomendações
No estudo, os cientistas fizeram uma série de recomendações para evitar
que as ondas de calor cada vez mais fortes causem mortes em grande
escala. Eles indicam seis intervenções de adaptações, especialmente
importantes para países de regiões tropicais e subtropicais.
No plano individual, a recomendação é que as pessoas se informem mais e
passem adiante o conhecimento. No plano interpessoal, é recomendado o
compartilhamento de informações, a comunicação, o uso de argumentos
persuasivos e o esforço educacional. No plano da comunidade, as
recomendações incluem fortalecer as infraestruturas comunitárias,
incentivar o engajamento, focar em grupos vulneráveis.
No plano institucional, os cientistas recomendam a adoção de políticas
institucionais, padrões de qualidade, procedimentos formais e
regulações. No plano ambiental é recomendado o planejamento urbano,
aumento da cobertura de árvores e instalação de bebedouros públicos.
No plano das políticas públicas, as recomendações envolvem melhora dos
serviços de saúde, redução da pobreza, redistribuição de recursos,
educação e um sistema de alerta para ondas de calor.
Participação de companhias dos EUA no total de investimento direto feito no Brasil passou de 15,7% no ano passado para 6,6%
Fernando Nakagawa
1 ago 2018
A nova política tributária do governo de Donald Trump, somada ao
cenário eleitoral incerto no Brasil, tem levado multinacionais
americanas a investirem menos no mercado brasileiro. Dados do Banco
Central mostram que o fluxo de investimentos dos EUA para o País caiu ao
menor patamar em quase duas décadas. A participação das companhias
americanas no total de recursos aplicados no Brasil passou de 15,7% no
ano passado para 6,6% no primeiro semestre. Essa fatia já foi de 30% em
2005.
No fim do ano passado, a maior economia do mundo reduziu o Imposto de
Renda (IR) das empresas de 35% para 21%. No Brasil, a alíquota se mantém
em 34% - a mais alta entre os países do G-20 e do Brics. A média global
é de 22,96%, segundo a consultoria EY.
Um estudo da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e
Desenvolvimento (Unctad) avalia que as mudanças nos EUA podem fazer com
que empresas americanas repatriem até US$ 1,9 trilhão que estão em
outros países.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington
Foto: Joshua Roberts / Reuters
As multinacionais americanas sempre lideraram com folga o ranking dos
maiores investidores na economia brasileira. Segundo o BC, 22% de todo o
estoque de empreendimentos e projetos internacionais no Brasil têm
origem nos EUA. São mais de US$ 100 bilhões alocados na economia
brasileira, sendo US$ 38 bilhões no setor financeiro, US$ 16 bilhões na
indústria de transformação e US$ 5,2 bilhões no comércio de veículos.
No primeiro semestre deste ano, no entanto, quem liderou o ranking de
investimentos foi a Holanda, com o dobro de recursos trazidos pelas
empresas americanas, que entre janeiro e junho aportaram US$ 1,9 bilhão
no Brasil.
"A reforma tributária levou a uma revisão completa das estratégias
globais de empresas americanas. O Brasil também é vítima dessa mudança",
diz a presidente executiva da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos
(Amcham), Deborah Vieitas.
Além da redução da alíquota de Imposto de Renda, a nova legislação
americana também permite que as multinacionais repatriem recursos sem
ter de pagar impostos adicionais. Antes da reforma de Trump, uma
companhia americana que estava no Brasil pagava 35% de imposto para
levar seu lucro de volta para os EUA, o que fazia com que ela acabasse
deixando o dinheiro aqui e reinvestisse no País. Agora, a mesma empresa
tem isenção para repatriar os dividendos. "Com esse benefício, ela pode
levar o dinheiro de volta e investir em outros países", diz o advogado
Christiano Chagas, do escritório Demarest.
Apesar de reconhecer a influência dessas mudanças sobre o fluxo de
investimento direto, a presidente da Amcham afirma que as incertezas
domésticas também pesaram. "Empresas estão muito cautelosas pelo cenário
eleitoral, há preocupação com as reformas e tivemos redução grande das
concessões e privatizações", diz Deborah.
Pesquisa da Amcham perguntou a 130 empresários as razões para a recente
queda do investimento direto no Brasil. Entre os ouvidos, 62%
mencionaram a incerteza das eleições e um grupo menor, de 34%, mencionou
as novas regras tributárias nos EUA.
A redução na alíquota do imposto por Trump, no entanto, tem levado a
uma mudança global do fluxo de investimentos. Um estudo da Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que o fluxo de
investimento direto pelo mundo caiu 44% no primeiro trimestre de 2018
na comparação com o mesmo período do ano passado. A entidade atribui a
queda à mudança dos investimentos de empresas americanas.
Dados da OCDE mostram que o fluxo de investimento direto das
multinacionais americanas foi negativo em US$ 145 bilhões no primeiro
trimestre. Isso quer dizer que essas companhias levaram de volta à sede
recursos que estavam em filiais pelo mundo. O fenômeno do fluxo negativo
não era visto desde o fim de 2005. O risco, alertam economistas da
entidade, é que a reforma tributária resulte em redução estrutural dos
investimentos nas filiais das multinacionais dos EUA. /COLABOROU LUCIANA DYNIEWICZ