segunda-feira, 13 de julho de 2026

Férias escolares aumentam o risco de quedas e fraturas entre crianças

 

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Com mais tempo dedicado às brincadeiras, cresce a ocorrência de lesões ortopédicas; especialista do Imot explica quais são os acidentes mais comuns e como preveni-los

13 jul 2026  

As férias escolares costuma ser um dos períodos mais aguardados pelas crianças. Com mais tempo livre e menos compromissos, aumentam as atividades ao ar livre, os esportes e as brincadeiras dentro e fora de casa. Essa mudança de rotina, no entanto, também faz crescer o número de acidentes.

Embora seja impossível eliminar completamente os riscos, algumas medidas reduzem significativamente a chance de acidentes
Embora seja impossível eliminar completamente os riscos, algumas medidas reduzem significativamente a chance de acidentes
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, os acidentes domésticos registram aumento entre 20% e 30% nas férias escolares. Quedas continuam entre as principais causas de lesões, mas queimaduras, afogamentos, intoxicações e choques elétricos também aparecem com frequência nas estatísticas. O reflexo desse aumento de acidentes é percebido nos serviços de saúde. De acordo com o médico ortopedista pediátrico do

Imot
 
 Rodrigo Sbeghen

, as ocorrências mais frequentes estão relacionadas às atividades recreativas:

"As férias representam um momento importante para o desenvolvimento infantil, porque estimulam o movimento, a prática esportiva e a convivência. O problema não está nas brincadeiras, mas na ausência de supervisão, no uso inadequado dos equipamentos ou na realização de atividades incompatíveis com a idade da criança. Esses fatores aumentam o risco de quedas e, consequentemente, de fraturas, entorses e outras lesões ortopédicas".

Acidentes com bicicletas, patinetes, skates, camas elásticas e playgrounds estão entre os cenários mais comuns dos atendimentos. Também são frequentes situações dentro de casa, como quedas de escadas, móveis, sofás e beliches, além de escorregões em pisos molhados. Dependendo da intensidade do impacto, o trauma pode provocar desde contusões até fraturas, luxações e lesões ligamentares.

Como prevenir

Embora seja impossível eliminar completamente os riscos, algumas medidas reduzem significativamente a chance de acidentes. Capacetes, joelheiras e cotoveleiras devem fazer parte da rotina de quem utiliza bicicletas, skates e patinetes. Os brinquedos precisam ser compatíveis com a idade da criança e estar em boas condições de uso. Em casa, vale manter janelas protegidas, escadas com barreiras de segurança quando houver crianças pequenas, pisos secos e móveis estáveis para evitar tombamentos. A supervisão dos adultos também é um dos fatores mais importantes para a prevenção.

Quando uma queda provoca dor intensa, dificuldade para movimentar um membro ou suspeita de fratura, a avaliação especializada pode agilizar o diagnóstico e o início do tratamento. O Imot conta com um Pronto-Atendimento exclusivo para casos ortopédicos nas unidades de Mogi das Cruzes e Suzano, onde o paciente é atendido diretamente por um médico ortopedista.

"O trauma na infância nem sempre apresenta sinais evidentes logo após o acidente. Em muitos casos, uma avaliação precoce permite identificar lesões que poderiam passar despercebidas e iniciar o tratamento antes que o quadro evolua", explica Sbeghen.

O Pronto Atendimento do Imot em Mogi funciona diariamente, de domingo a domingo, das 8h às 22h. Já a unidade de Suzano realiza atendimentos de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

*Texto com informações de assessoria.
Perfil Brasil

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