sexta-feira, 8 de julho de 2022

8 sobremesas com LEITE DE COCO para saborear

8 jul 2022 
Manjar com calda de chocolate | Foto: Guia da Cozinha
Manjar com calda de chocolate | Foto: Guia da Cozinha
Foto: Guia da Cozinha

O coco é um ingrediente em abundância no Brasil! Por isso, é muito comum encontrarmos diversos produtos culinários, como o leite de coco, que tenham a fruta como protagonista. E falando no leite de coco, é possível, encontrá-lo também em diversas receitas, desde as salgadas até as mais açucaradas.

Para quem é fã de doce e principalmente de leite de coco, separamos algumas receitas de sobremesas que podem ser produzidas com leite de coco. Assim, você aproveita o ingrediente e ainda saboreia o melhor da culinária.

Confira a seguir a seleção especial do Guia da Cozinha para quem está com leite de coco sobrando em casa!

Mosaico de gelatina com leite de coco

"Mosaico
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Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 40min (+6h de geladeira)

Rendimento: 15 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes:

  • 1 pacote de gelatina em pó sabor abacaxi
  • 1 pacote de gelatina em pó sabor limão
  • 1 pacote de gelatina em pó sabor morango
  • 1 pacote de gelatina em pó sabor cereja
  • 1 pacote de gelatina em pó sabor uva
  • 2 pacotes de gelatina em pó incolor sem sabor
  • 1 vidro de leite de coco (200ml)
  • 2 latas de leite condensado
  • 1 lata de leite (use a lata de leite condensado vazia para medir)
  • 1 lata de creme de leite

Modo de preparo:

Prepare as gelatinas com sabor separadamente conforme o indicado na embalagem e despeje em refratários diferentes. Leve à geladeira por 3 horas ou até firmar e corte em cubos. Em uma panela, polvilhe a gelatina sem sabor no leite de coco e deixe hidratar por 5 minutos.

Leve ao fogo baixo ou micro-ondas para dissolver, sem deixar ferver. Bata no liquidificador com o leite condensado, o leite e o creme de leite até homogeneizar. Despeje metade em um refratário grande, espalhe a gelatina e cubra com o creme restante. Leve à geladeira por 3 horas ou até firmar e sirva.

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Docinho de leite de coco

Docinhos
Docinhos
Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 1h30

Rendimento: 80 unidades

Dificuldade: fácil

Ingredientes:

  • 1 lata de leite em pó (400g)
  • 1 lata de açúcar (use a lata de leite em pó vazia para medir)
  • 1 vidro de leite de coco (200ml)
  • Confeitos coloridos para decorar

Modo de preparo:

Em uma tigela, coloque todos os ingredientes e misture até ficar homogêneo. Modele bolinhas, decore com confeitos e coloque em forminhas de papel. Sirva os docinhos em seguida.

Pudim de abóbora com leite de coco

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Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 2h (+4h de geladeira)

Rendimento: 8 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado
  • 2 xícaras (chá) de abóbora moranga cozida e amassada
  • 1 vidro de leite de coco (200ml)
  • 100g de coco ralado
  • 3 ovos
  • 1 colher (sopa) de farinha de trigo

Calda:

  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 1/2 xícara (chá) de água

Modo de preparo

Para a calda, dissolva o açúcar na água e despeje em uma panela. Leve ao fogo baixo, sem mexer, por 5 minutos ou até obter um caramelo claro. Espalhe sobre uma forma de buraco no meio média e gire para untar a lateral. Em seguida, bata no liquidificador o leite condensado, a abóbora, o leite de coco, metade do coco ralado, os ovos e a farinha até ficar homogêneo.

Coloque na forma caramelada e leve ao forno médio, preaquecido, em banho-maria, por 1 hora e 30 minutos ou até firmar. Deixe esfriar e leve à geladeira por 4 horas. Desenforme sobre um prato, decore com o coco restante e sirva.

Creme de tapioca com leite de coco

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Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 20min (+2h de geladeira)

Rendimento: 5 porções

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Dificuldade: fácil

Ingredientes:

  • 1 xícara (chá) de tapioca granulada
  • 2 xícaras (chá) de leite fervente
  • 1 vidro de leite de coco (200ml)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 xícara (chá) de coco ralado
  • 2 claras em neve
  • Coco ralado para polvilhar

Modo de preparo:

Misture a tapioca com o leite quente até absorver. Adicione o leite de coco, o leite condensado e o coco ralado e misture bem. Acrescente as claras em neve e misture delicadamente com uma colher. Divida entre taças individuais e leve à geladeira por 2 horas. Retire, polvilhe com coco ralado e sirva.

Pudim de chocolate com calda de leite de coco

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Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 1h15 (+4h de geladeira)

Rendimento: 8 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado
  • 4 ovos
  • 2 latas de leite (use a lata de leite condensado vazia para medir)
  • 1 colher (chá) de maisena

Calda de leite de coco:

  • 1 vidro de leite de coco (200ml)
  • 1 xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo:

Para a calda, em uma panela, coloque o leite de coco e o açúcar, leve ao fogo baixo e deixe ferver por 10 minutos ou até formar uma calda rala. Retire do fogo, espalhe em uma forma de buraco no meio de 26 cm de diâmetro e reserve.

No liquidificador, bata o leite condensado, os ovos, o leite, o chocolate e a maisena e coloque na forma. Leve ao forno médio, preaquecido, por 45 minutos ou até que ao enfiar um palito, ele saia limpo. Retire do forno, deixe esfriar, leve à geladeira por 4 horas, desenforme e sirva.

Quindão com leite de coco

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Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 1h (+15min de descanso)

Rendimento: 10 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes do quindão com leite de coco:

  • 1 pacote de coco ralado (100g)
  • 1 xícara (chá) de água morna
  • 7 gemas
  • 5 ovos
  • 2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
  • 1 vidro de leite de coco (200g)
  • 2 e 1/2 xícaras (chá) de açúcar
  • Margarina e açúcar para untar
  • Coco ralado para decorar
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Modo de preparo:

Misture o coco com a água morna e deixe descansar por 15 minutos. Esprema com as mãos, coloque no liquidificador com as gemas, os ovos, a manteiga, o leite de coco e o açúcar e bata por 2 minutos. Despeje em uma forma de buraco no meio de 20 cm diâmetro untada e polvilhada com açúcar.

Leve ao forno médio, preaquecido, em banho-maria, por 40 minutos ou até ficar firme e dourar. Espere esfriar um pouco e desenforme. Arrume em um prato grande e decore com coco ralado antes de servir.

Pavê crocante de doce de leite com coco

"Pavê
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Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 40min (+3h de congelador)

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes:

  • 2 pacotes de biscoito wafer sabor doce de leite (330g)
  • 1 xícara (chá) de doce de leite cremoso
  • Coco fresco em lascas para decorar

Creme de coco:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1/2 xícara (chá) de leite de coco
  • 200g de coco ralado
  • 1/2 caixa de creme de leite (100g)
  • 1 clara em neve

Modo de preparo:

Para o creme de coco, bata no liquidificador o leite condensado, o leite de coco, o coco ralado e o creme de leite por 1 minuto. Junte as claras em neve e misture delicadamente com uma colher. Em um refratário pequeno, intercale camadas de biscoito e de creme de coco, terminando em creme de coco. Leve ao congelador por 2 horas. Retire, cubra com o doce de leite e decore com lascas de coco. Sirva seu pavê.

Manjar com calda de chocolate

Manjar com calda de chocolate | Foto: Guia da Cozinha
Manjar com calda de chocolate | Foto: Guia da Cozinha
Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 40min (+4h de geladeira)

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes:

  • 7 colheres (sopa) de maisena
  • 3 e 1/2 xícaras (chá) de leite
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 vidro de leite de coco (200ml)
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 1 xícara (chá) de coco ralado
  • Raspas de chocolate ao leite para decorar
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Calda:

  • 170g de chocolate ao leite picado
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1/2 caixa de creme de leite (100g)

Modo de preparo:

Em uma panela, dissolva a maisena no leite, adicione o leite condensado, o leite de coco, o coco ralado, o açúcar e leve ao fogo baixo, mexendo até engrossar. Retire do fogo e despeje em uma forma de buraco no meio de 24 cm de diâmetro umedecida. Leve à geladeira por 4 horas.

Para a calda, derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria e misture com o creme de leite até ficar homogêneo. Desenforme o manjar em um prato grande, cubra com a calda e decore com raspas de chocolate. Sirva em seguida.

 

quinta-feira, 7 de julho de 2022

CHARGE

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O paradoxo da TECNOLOGIA


Efeitos nem sempre positivos da tecnologia só têm uma solução: mais tecnologia

Guy Perelmuter*, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2022 

Muitos acreditam que o futuro, por definição, nunca chega. A inexorável marcha do tempo insiste em nos afastar do passado e em nos aproximar do futuro — que, imediatamente, transforma-se em um novo presente e cria um novo futuro, infinitamente. Esta ideia é similar ao paradoxo da dicotomia, proposto pelo filósofo grego do século V a.C. Zenão de Eleia, considerado por Aristóteles como o criador da dialética, no qual a contradição de ideias é a força motriz para geração de novas ideias.

O paradoxo da dicotomia de Zenão, relatado por Aristóteles, estabelece que “o que está em locomoção deve chegar na metade do caminho antes de chegar ao objetivo.” Em outras palavras, antes de chegar ao final de um percurso, devemos chegar à metade do mesmo. E antes de chegar à metade do caminho, devemos atingir a metade da metade (ou seja, um quarto do caminho). E assim sucessivamente, levando ao paradoxo: nunca será possível completar um número infinito de trajetos para, finalmente, chegar ao objetivo. De acordo com Zenão, todo movimento é uma ilusão.

Indústria
Tecnologia é a única resposta para resolver problemas causados por ela mesma; este processo, que viabilizou a sociedade moderna tal como a conhecemos atualmente, foi acelerado após o início da Primeira Revolução Industrial Foto: Taba Benedicto/Estadão

Obviamente, como todos nós podemos atestar, a ideia de movimento não é ilusória — todos os dias, milhões de trajetos são estabelecidos e completados. Podemos argumentar que o futuro não se enquadra neste exemplo, pois trata-se de um alvo-móvel: todos os dias ele se afasta de nós por pelo menos mais um dia. Entretanto, todos podemos atestar a inegável percepção que se apresenta quando somos forçados a encarar um dos aspectos do nosso futuro no “aqui” e “agora”.

Pois é isso que está acontecendo com as cadeias de suprimentos que compõem o sistema circulatório da economia global. Conforme já discutimos neste espaço, a lógica da logística que leva um produto da sua tela para sua casa demonstra como uma série de problemas “do futuro” precisam ser resolvidos “no presente”: vulnerabilidades geopolíticas, falta de mão-de-obra, cooperação entre seres humanos e máquinas, autonomia, automação, sustentabilidade, resiliência, onshoring e reshoring (ou seja, trazer para o próprio país atividades até então realizadas em outros locais).

Quais as estratégias necessárias para reduzir a dependência de fornecedores específicos, usualmente localizados em regiões com baixo custo de mão de obra? Como otimizar estoques e logística? Quais as tecnologias mais eficientes para integração das máquinas e dos seres humanos no ambiente de trabalho? Qual o papel da sustentabilidade, o “S” em “ESG”, que vem ganhando relevância para uma parte crescente da população e cujas exigências batem à porta das empresas?

De acordo com pesquisa realizada pela Oxford Economics com tomadores de decisão da cadeia de suprimentos ao redor do mundo, apesar de 88% terem estabelecido ou estarem estabelecendo uma missão ligada à sustentabilidade, apenas 52% efetivamente realizaram mudanças com impactos positivos para o meio ambiente. Mais do que isso, apenas 21% do total declarou ter visibilidade sobre seu próprio fornecimento de produtos sustentáveis, ou seja, ter instrumentos para monitorar e controlar suas práticas.

O fato é que a tecnologia é a única resposta para resolver problemas causados por ela mesma. Considere, por exemplo, o aumento da concentração atmosférica de gases nocivos ao meio ambiente. Este processo, que viabilizou a sociedade moderna tal como a conhecemos atualmente, foi acelerado após o início da Primeira Revolução Industrial, em meados do século XVIII. E como já discutimos em diversas ocasiões neste espaço, ainda temos um longo caminho a percorrer para evitar catástrofes climatológicas irreversíveis para toda vida na Terra. 

Analogamente, as exigências que a sociedade impõe ao mercado — conveniência, baixo preço, informações imediatas em qualquer lugar do globo, comércio eletrônico, entre outras — foram em larga medida originadas pelos serviços prestados pelas gigantes do setor tecnológico, como Google, Amazon e Apple. O tênue fio que conecta essas e milhares de outras empresas ao redor do mundo são as cadeias de produção e suprimento. Aumentar a segurança, eficiência, confiabilidade, resiliência e sustentabilidade dessas cadeias é um desafio geopolítico, econômico e — como era de se esperar — tecnológico.

Em nossa próxima coluna, falaremos das tecnologias emergentes em desenvolvimento para buscar solucionar alguns dos mais críticos problemas que atingem o planeta — até lá.

* FUNDADOR DA GRIDS CAPITAL E AUTOR DO LIVRO "FUTURO PRESENTE - O MUNDO MOVIDO À TECNOLOGIA", VENCEDOR DO PRÊMIO JABUTI 2020 NA CATEGORIA CIÊNCIAS. É ENGENHEIRO DE COMPUTAÇÃO E MESTRE EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

domingo, 3 de julho de 2022

Mais dicas no post "dicas de tênis"

Basta digitar "dicas de tenis" no buscador do blog 


saque  ==> exemplo: swiatek : ela demora um pouco para sacar, aumentando a precisão do saque.

outro fator: antes de sacar, deve-se imaginar a periferia corpórea.


SUBDIVISÕES DO JOGO DE TÊNIS (PARA ACELERÁ-LO)

forehand (80%)

backhand (20%)

 

diagonal (30%)

 

paralela (10%)

lob (10%)

voleio (10%)

smash (10%)

drop shot (10%)

ace (10%)

slice (5%)

let (5%)

Por que produtos naturais nem sempre são melhores que os sintéticos

"A natureza é frequentemente utilizada para vender produtos na indústria de bem-estar e tratamento da pele, mas, às vezes, as empresas estão simplesmente explorando a natureza para seu benefício comercial", diz especialista.

3 jul 2022 
Rosto de uma mulher, mostrando sua boca com batom vermelho, e uma abelha em cima
Rosto de uma mulher, mostrando sua boca com batom vermelho, e uma abelha em cima
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Na sua plantação de flores silvestres orgânicas ao sul de Edimburgo, na Escócia, Sally Gouldstone colhe ingredientes botânicos nativos como urtiga, mil-folhas e cenoura silvestre, para fabricar os produtos de uso pessoal "da semente para a pele" da sua marca Seilich.

Gouldstone é PhD em conservação da natureza e sabe que precisa deixar a maior parte da sua produção no campo, para que as abelhas e outros polinizadores também possam fazer uso dela. A parcela que ela colhe é transferida para um alambique de cobre tradicional, para produzir óleos essenciais com métodos de processamento a frio.

Mas Gouldstone não estava satisfeita em apenas dizer aos seus clientes que tudo o que ela produzia era "natural" e "sustentável". Essas palavras parecem estar em toda parte - e, sem evidências para comprová-las, ela sentia que poderiam ser mal utilizadas.

A Seilich é a primeira empresa britânica certificada pela organização Wildlife Friendly Enterprise Network, o que significa que a marca cumpre com objetivos de conservação específicos para cada espécie.

O objetivo certificado de cada companhia é levemente diferente, dependendo das principais espécies existentes na sua região. No caso da Seilich, sua certificação exige que a marca proteja espécies nativas de flores silvestres para mamangabas, abelhas solitárias, abelhas melíferas, moscas-das-flores, borboletas, mariposas e besouros.

A Wildlife Friendly Enterprise Network ajuda a conservar mais de 13 milhões de hectares (130.000 km2) de habitat em todo o mundo, segundo Christine Lippai, diretora-executiva da organização, que não tem fins lucrativos. Ela afirma que a certificação é a melhor forma de eliminar o greenwashing (termo em inglês para o falso marketing verde) na indústria de produtos naturais de tratamento da pele, evitando coletar ingredientes de forma que poderia esgotar os ambientes selvagens.

"A natureza é frequentemente utilizada para vender produtos na indústria de bem-estar e tratamento da pele, mas, às vezes, as empresas estão simplesmente explorando a natureza para seu benefício comercial", segundo Gouldstone.

"No caso de ingredientes naturais cultivados, esses sistemas podem prestar serviços positivos para o ecossistema, como proteger a biodiversidade, sequestrar carbono, filtrar a água etc. - mas, quando chega a hora da colheita, esses benefícios são completamente perdidos. O carbono armazenado, por exemplo, é liberado quando o solo é revolvido e o habitat da vida selvagem é destruído antes que as criaturas que dependem dele tenham a chance de completar seu ciclo de vida."

"Mas, com alguns ajustes, esses sistemas podem fornecer benefícios de longo prazo", afirma ela.

O natural contra o sintético

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Nos supermercados e nos principais canais de varejo online, muito além das áreas floridas da Seilich, existe um número alarmante de mensagens ambíguas e afirmações conflitantes que aumentam a confusão dos consumidores.

Se você quiser fazer a sua parte pela biodiversidade e pelo clima, é melhor comprar produtos naturais - com credenciais que podem ou não ser questionáveis - ou sintéticos produzidos pelas fábricas? A resposta a essa pergunta não é tão simples como pode parecer.

Se a produção for colhida antes que os invertebrados sustentados por ela tenham completado seu ciclo de vida, seus eventuais benefícios poderão ser perdidos.
Se a produção for colhida antes que os invertebrados sustentados por ela tenham completado seu ciclo de vida, seus eventuais benefícios poderão ser perdidos.
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

As substâncias químicas que prejudicam a saúde humana ou o meio ambiente podem ser encontradas nos produtos domésticos de uso diário, que vão desde sprays de limpeza e embalagens de alimentos até os móveis e utensílios de cozinha. Algumas dessas substâncias acabam dentro do nosso corpo ou permanecem no solo, na água e no ar à nossa volta por décadas - às vezes, até por mais tempo.

Alguns ingredientes encontrados na natureza podem ter efeitos poderosos sobre o nosso corpo. Produtos botânicos como o óleo de melaleuca, eucalipto e alecrim podem criar reações alérgicas ou irritação da pele e as pessoas podem ter graus variados de sensibilidade. Por isso, os produtos naturais não são necessariamente livres de substâncias prejudiciais e os sintéticos nem sempre são o pior para nós.

Às vezes, pode ser difícil saber quais produtos são naturais e quais são sintéticos. Um único produto pode conter uma mistura de componentes sintéticos e naturais, enquanto algumas substâncias são processadas para imitar as de ocorrência natural.

A forma de extração e processamento de um produto define até onde ele é natural. Os ingredientes podem ser extraídos de plantas, minerais, recursos marinhos ou animais, ou derivados sinteticamente de combustíveis fósseis. E aí existe todo um espectro de processos de transformação.

O nosso instinto pode nos fazer pensar que os ingredientes de origem natural devem ser melhores para o meio ambiente que os sintéticos, fabricados em laboratório. Mas será realmente verdade?

A questão também é ética

As práticas de agricultura orgânica ou regenerativa empregadas para cultivar ingredientes naturais podem proteger a biodiversidade e melhorar a saúde do solo, mas, dependendo de como, quando e onde algo é colhido, elas poderão também aumentar as emissões de alguns gases do efeito estufa.

Os fabricantes de produtos sintéticos em laboratório muitas vezes argumentam que seus métodos não causam exaustão dos recursos do planeta e que são capazes de produzir substâncias em escala maior e comercialmente mais viável, sem as limitações dos escassos ingredientes naturais.

Em alguns casos, a extração de ingredientes naturais não é viável ou ética. Um exemplo é o uso de caranguejos-ferradura como fonte de lisado de amebócito de Limulus (um composto importante, usado para exames de sangue), que vem sendo criticado pelos ativistas - e está sendo desenvolvida uma alternativa quimicamente idêntica, mas de origem sintética.

Já o esqualano - um óleo natural encontrado no fígado dos tubarões - é usado para fabricar cosméticos e produtos de uso pessoal como desodorantes, protetores solares e produtos de tratamento da pele. Outro óleo de tubarão, chamado esqualeno, é usado como coadjuvante para aumentar a eficácia de algumas vacinas.

Produtos de origem natural podem exigir mais do meio ambiente que suas alternativas sintéticas.
Produtos de origem natural podem exigir mais do meio ambiente que suas alternativas sintéticas.
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
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A extração desses dois ingredientes ameaça a população de tubarões. Alternativas foram extraídas do azeite de oliva, mas a disponibilidade e o preço da matéria-prima flutuam conforme as colheitas, que dependem das condições climáticas.

Mas agora existe outra solução. Cientistas de uma companhia de biotecnologia chamada Amyris, da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram equivalentes sintéticos em grau farmacêutico, feitos de cana-de-açúcar de fontes éticas, certificada pela organização BonSucro.

O esqualano é "o melhor umectante da natureza", segundo Mike Rytokoski, presidente de acesso à tecnologia da Amyris, que já produz mais da metade do esqualano consumido em produtos de beleza em todo o mundo.

A produção de esqualano sintético com um processo de fermentação garante maior pureza, maior vida útil e preços mais estáveis, em comparação com a extração de tubarões ou oliveiras.

"Os últimos avanços da biotecnologia nos permitem atender à demanda crescente por ingredientes limpos e sustentáveis, sem esgotar os escassos recursos naturais, mas com a criação de ingredientes bioidênticos com química limpa", afirma Rytokoski. Ele espera que a biotecnologia verde transforme a indústria da beleza ao longo da próxima década.

"O impulso mais poderoso para essa transição [para soluções de química mais verde] é o consumidor", segundo ele. "Os consumidores hoje em dia estão procurando produtos fabricados com ingredientes que sejam mais seguros, mais sustentáveis e eticamente extraídos, sem prejudicar seu desempenho."

Outro caso em questão é o sândalo indiano, cuja fragrância é usada em produtos de beleza. Cada árvore de sândalo leva 30 anos para atingir a maturidade. Só então, o seu óleo essencial pode ser colhido e a exploração excessiva coloca essa planta em risco de extinção.

A Amyris criou em laboratório uma molécula de sândalo bioidêntica e mais barata, a partir da cana-de-açúcar, que é disponível em enorme quantidade, utilizando tecnologia de fermentação.

Buscando fontes sustentáveis

A maioria das substâncias sintéticas é produzida em escala com combustíveis fósseis, utilizando processos com uso intensivo de energia e gerando emissões tóxicas e resíduos perigosos. A indústria química é o setor produtivo que consome mais energia no mundo, resultando em imensas emissões de gases do efeito estufa, que amplificam a crise climática.

Petroquímicos são empregados para fabricar de tudo, desde embalagens e roupas até detergentes e fertilizantes. O plástico também é feito com petroquímicos e 98% dos plásticos descartáveis são fabricados com combustíveis fósseis.

O químico verde Richard Blackburn produz uma série de cosméticos, produtos para os cabelos e para a pele para sua marca Dr. Craft, com um recurso inexplorado: restos de alimentos. Os produtos são criados por meio de um processo de extração livre de toxinas e com uso eficiente de energia.

No seu laboratório na Universidade de Leeds, na Inglaterra, Blackburn - que é professor de materiais sustentáveis - cria produtos de higiene feitos de tangerina, utilizando a casca seca da fruta preferida dos chineses; produtos de tratamento corporal feitos com extratos de casca de uvas; ou tinturas de cabelo feitas com cascas de cassis - resíduos do fabricante britânico de bebidas Ribena.

Mas Blackburn explica que natural não é necessariamente melhor: "dedicar grandes extensões de terra para cultivar produtos para a fabricação de cosméticos é uma ideia terrível - nós deveríamos estar alimentando o mundo em primeiro lugar. Mas, enquanto produzimos comida, existem grandes recursos. A questão é buscar fontes sustentáveis e processos químicos interessantes que demonstrem, de forma confiável, uma atividade que possa ser usada em um material."

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Blackburn ressalta que muitas pessoas podem ficar confusas com os termos químicos, mas não deveriam se preocupar com isso. "A natureza faz química o tempo todo. Em vez de se assustarem com a química, as pessoas deveriam se assustar com as questões do ciclo de vida como um todo."

No caso das tangerinas, por exemplo, 10 milhões de toneladas de cascas são incineradas por ano. Os processos empregados por Blackburn tornam a casca residual biodegradável, e todos ganham com isso.

Toda formulação representa um equilíbrio entre preço, eficácia, estética, desempenho e ética. Nessa balança, o meio ambiente costuma sair perdendo.

"Se o seu ingrediente inovador tiver um ótimo histórico de sustentabilidade, não deixe que o resto do produto seja o mesmo entulho que estamos utilizando desde sempre", explica Blackburn, que projeta toda a sua linha de produtos com essa questão em mente.

O controle de qualidade também é uma prioridade em termos de segurança. A equipe de Craft examina todas as extrações muito detalhadamente, utilizando análises químicas de primeira linha.

"Quando extraímos um ingrediente da casca da tangerina, por exemplo, nós sabemos o quanto conseguimos dele no extrato, mas não queremos, ao mesmo tempo, concentrar inadvertidamente outra substância de ocorrência natural que possa causar problemas", afirma Blackburn.

"Por isso, nós testamos para ter certeza de que não estamos incluindo nada que não queremos. Estamos combinando conhecimentos e instalações de análises clínicas de alto nível com princípios de sustentabilidade em um laboratório de cosméticos", explica ele.

A busca do equilíbrio e impactos positivos

Ao eliminar os resíduos, encontrar soluções regenerativas e desenvolver alternativas sustentáveis, pioneiros como Gouldstone, Rytokoski e Blackburn estão liderando o caminho rumo a uma economia mais circular, baseada em ingredientes químicos que sejam bons para nós e para o meio ambiente.

De volta à Escócia, Gouldstone explica que, por décadas, a narrativa de consumo concentrou-se nos impactos humanos negativos. Ela insiste que podemos ter impactos positivos e regenerativos.

"A Seilich mostra que isso é possível", segundo ela. "Como as plantas que cultivamos são nativas, elas crescem facilmente. Seu cultivo realmente usa poucos insumos e pode ser totalmente aplicado em escala."

Gouldstone acrescenta que o debate entre ingredientes naturais e sintéticos depende, em última análise, da descoberta do equilíbrio entre a saúde humana e a saúde do meio ambiente.

"Elas não são a mesma coisa. O que é melhor para nós nem sempre é o melhor para o planeta. Precisamos começar a pensar sobre as pegadas ambientais de cada ingrediente em nível mais profundo", explica ele.

*Anna Turns é jornalista ambiental e autora do livro "Livre-se dos Tóxicos: Formas Fáceis e Sustentáveis de Reduzir a Poluição Química" (em tradução livre).

- Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-61915672

 

Compreenda a diferença entre microempresa, EPP e MEI, e escolha o melhor regima tributário

publicado por Terra Empresas

Minutos de Leitura 12min leitura

Compreenda a diferença entre microempresa, EPP e MEI, e escolha o melhor regime tributário

Formalizar e regularizar sua atividade é um passo determinante para o sucesso do negócio, no entanto, a escolha do regime tributário, pode ser mais difícil do que parece. Antes, é importante conhecer e entender como funcionam os principais modelos.

A decisão entre microempresa (ME), empresa de pequeno porte (EPP), microempreendedor individual (MEI) ou empresa normal exige atenção e cuidado. 

Essa seleção causa impacto na carga de impostos que você pagará e pode ser o ponto essencial do seu controle financeiro. O conhecimento e o planejamento andam juntos nesse processo, o que pode evitar problemas com a Receita Federal no futuro.

Para que você não passe por nenhum sufoco, fizemos esse guia com informações importantes sobre os tipos de regime tributário, suas características e diferenças. Neste artigo, você confere: 

  • O que é regime tributário?
  • Quais tipos existem?
  • Como escolher o seu?
  • Qual é o regime tributário de MEI?
  • Qual é o regime tributário do pequeno empreendedor?
  • Como saber se a empresa é Simples Nacional ou Lucro Presumido?
  • Como mudar o regime tributário?

O que é regime tributário?

Regime tributário é o conjunto sistematizado de normas que define a cobrança dos impostos a serem pagos por cada CNPJ, conforme a arrecadação anual. 

A forma de apuração, ou seja, o sistema e os prazos para pagamento dos tributos são determinados de acordo com o regime correspondente ao negócio. 

Ou seja, o regime tributário especifica a alíquota (percentual) que será aplicada no valor de cada imposto. 

Quais tipos de regime tributário?

No Brasil, existem três tipos:

  • Simples Nacional;
  • Lucro Presumido;
  • Lucro Real.

Simples Nacional e SIMEI

O Simples Nacional é a única opção de tributação para MEI’s e uma das opções para ME’s e EPP’s. 

Para o microempresário individual, o Simples é conhecido como SIMEI. Você pode saber mais sobre ele acessando o portal do Empreendedor.

A vantagem do Simples Nacional é a unificação de oito tributos em um único pagamento. O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) reúne a cobrança dos seguintes impostos em uma mesma taxa:

Federal

  • PIS: Programa de Integração Nacional;
  • IPI: Imposto sobre Produtos Industrializados;
  • CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido;
  • Cofins: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social;
  • IRPJ: Imposto de Renda da Pessoa Jurídica.

Estadual

  • ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

Municipal

  • ISS: Imposto sobre Circulação de Serviços.

Previdenciário

  • INSS: Instituto Nacional de Seguridade Social.

A alíquota do Simples (percentual aplicado para calcular o valor do tributo) oscila de acordo com o enquadramento da receita bruta total em 12 meses. 

Segundo a Receita Federal, as alíquotas podem variar entre 4% e 30%.

Lucro presumido

Se você não é MEI, não tem uma ME ou uma EPP, o lucro presumido é uma das alternativas para você — essa é uma maneira de tributação simplificada. 

Para calcular a alíquota tributária, faz-se a projeção do faturamento do negócio tendo como base a receita bruta e as demais receitas sujeitas à tributação:

  • IRPJ e CSLL são cobrados juntos e trimestralmente, tendo como base a projeção de lucros com alíquotas que oscilam entre 1,6% e 32% de acordo com a atividade exercida pelo negócio;
  • PIS/Pasep são recolhidos mensalmente com alíquota de 0,65%;
  • Cofins e ISS também são recolhidos mensalmente com alíquotas que oscilam de acordo com a cidade ou o tipo de serviço prestado entre 2,5% e 5,55%.

Lucro Real

Esse regime tributário leva em consideração o lucro líquido do negócio, ou seja, a soma das receitas menos custos e despesas. 

Podem escolher esse modelo, as empresas com lucro inferior a 32% do faturamento trimestral ou anual. 

Nesse caso, registros contábeis e fiscais são utilizados para a atribuição da alíquota e não mais uma projeção do lucro:

  • IRPJ: alíquota de 15% para lucros de até R$ 20 mil ao mês e 25% para lucros maiores;
  • CSLL: alíquota de 9% sobre qualquer lucro apurado;
  • PIS/Pasep: alíquota de 1,65%;
  • Cofins: alíquota de 7,6%;
  • IPI, ICMS e ISS: são cobrados separadamente.

Como escolher o regime tributário?

A escolha dependerá de como seu CNPJ estiver enquadrado na Receita Federal, ou seja, de acordo com o porte e o faturamento ao longo de um ano inteiro. Veja, a seguir, quais são as possibilidades:

Microempreendedor Individual (MEI)

O Microempreendedor Individual (MEI) é o empresário que segue carreira solo, tem no máximo um funcionário contratado e não tem sócios. 

Mais de 400 atividades podem ser registradas por um MEI, que será enquadrado no regime tributário Simples Nacional (Simei) caso tenha faturamento anual de até R$ 81 mil. 

Microempresa (ME)

As microempresas (ME) são empreendimentos com faturamento anual bruto inferior a R$ 360 mil. 

As organizações que se enquadram nessa categoria precisam ter registro em uma Junta Comercial e optar entre as seguintes formas de tributação: 

  • Simples Nacional;
  • Lucro Real;
  • Lucro Presumido.

Empresa de Pequeno Porte (EPP)

Você pode registrar o seu negócio como uma empresa de pequeno porte (EPP), caso o seu faturamento bruto anual não ultrapasse R$ 4,8 milhões. 

Da mesma maneira que as ME’s, o titular da EPP precisa registrar o negócio em uma Junta Comercial e optar entre os regimes tributários: 

  • Simples Nacional;
  • Lucro Real;
  • Lucro Presumido.

Empresa Normal

Se você já superou a marca dos R$ 4,8 milhões em receita bruta anual, você é dono de uma empresa normal. Assim, você não tem mais o direito de adotar o regime tributário Simples Nacional e precisa escolher entre Lucro Real ou Lucro Presumido. 

Uma observação importante é que você não deve escolher o modelo de tributação que lhe parece claramente melhor. É fundamental estudar todas as alternativas, fazer contas e verificar se está dentro do seu planejamento, para só então tomar uma decisão final.

Qual é o regime tributário de MEI?

A única opção de regime tributário para quem é MEI é o Simples Nacional, o que favorece os CNPJ dessa categoria, uma vez que a carga tributária é reduzida. O cálculo corresponde a:

  • 5% sobre o salário-mínimo destinados ao INSS;
  • R$ 1,00 de ICMS para o setor de comércio ou indústria;
  • R$ 5,00 de ISS para o setor de serviços.

Considerando o valor do salário-mínimo de R$ 1.212, 00 com vigência em 2022, se você é MEI, pagará:

Comércio ou Indústria

R$ 1.212,00 x 5% = R$ 60,60 + R$ 1,00 = R$ 61,60.

Serviços

R$ 1.212,00 x 5% = R$ 60,60 + R$ 5,00 = R$ 65,60.

Comércio e Serviços

R$ 1.212,00 x 5% = R$ 60,60 +R$ 1,00 + R$ 5,00 = R$ 66,60.

Embora você mesmo possa cuidar da gestão financeira e tributária do seu negócio, contar com a ajuda e orientação de um profissional especializado, no caso, um contador, pode evitar uma série de transtornos. Por isso, pense nessa possibilidade.

Como saber se a empresa é Simples Nacional ou Lucro Presumido?

A principal diferença entre esses dois tipos está na receita bruta. Enquanto no Simples Nacional o CNPJ deve faturar até R$ 4,8 milhões por ano, no Lucro Presumido esse teto sobe para R$ 78 milhões anuais. 

Outro aspecto que permite identificar o regime aplicado é que, no Lucro Presumido, o CNPJ deve contribuir com o INSS em uma alíquota de até 20% sobre a folha de pagamento. 

Já no Simples Nacional não existe essa obrigatoriedade, pois a contribuição previdenciária incide sobre a receita bruta.

Como mudar o regime tributário?

A mudança ocorre em caso de desenquadramento devido à alteração no faturamento anual. O que isso quer dizer? Vamos imaginar que você tenha formalizado o seu negócio como MEI e durante dois anos faturou em média R$ 70 mil, mas no terceiro ultrapassou o limite permitido de R$ 81 mil.

Nesse caso, você será obrigado a mudar o regime tributário e se tornar Microempreendedor (ME). No início do ano será preciso emitir a guia DAS complementar para pagamento da taxa extra sobre o valor que ultrapassou o limite estipulado.

A partir dali você não terá mais os benefícios aplicados para os MEI e terá que cumprir todas as normas definidas para o ME. 

Somente permita a alteração se você perceber que seu negócio tem o potencial de crescimento e condições de se manter dentro do novo regime. 

O planejamento e o controle financeiro são essenciais, pois se perceber que é apenas uma oscilação momentânea é melhor manter o faturamento dentro da margem e permanecer no regime atual, caso contrário, em vez de lucro, você pode amargar um prejuízo.

Conclusão

A escolha da categoria da sua empresa determina qual regime tributário será seguido por seu empreendimento. Por isso, não deixe para fazer isso na correria. Pense na possibilidade de ter um apoio especializado e evite ter problemas com a Receita Federal.

Agora você já conhece as diferentes maneiras para registrar sua empresa e os modelos de tributação disponíveis para cada faixa de renda. Entretanto, é comum que você não consiga compreender a repercussão real das escolhas na carga tributária do seu negócio.

Por esse motivo, é recomendável que você não deixe de consultar um contador. Ele vai conseguir te mostrar o impacto real de cada escolha e apresentar, em números, como o caminho óbvio pode significar perda de dinheiro. Definir essa etapa com cuidado é determinante para o sucesso do seu negócio.

 

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sábado, 2 de julho de 2022

Lanche de pernil desfiado com queijo

2 jul 2022 
Guia da Cozinha - Lanche de pernil desfiado com queijo
Guia da Cozinha - Lanche de pernil desfiado com queijo
Foto: Guia da Cozinha

Que tal preparar um delicioso lanche de pernil desfiado com queijo para toda a família hoje? Essa delícia fica pronta em apenas 20 minutinhos e deixa qualquer reunião entre familiares ainda mais especial. Não deixe de conferir esta receita repleta de sabor!

Tempo: 20min

Rendimento: 1 unidade

Dificuldade: fácil

Ingredientes do lanche de pernil desfiado com queijo

  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1 cebola em rodelas
  • 1/2 pimentão vermelho em tiras
  • 1 xícara (chá) de pernil assado e desfiado
  • Sal, pimenta-do-reino e salsa picada a gosto
  • 1/2 xícara (chá) de queijo provolone ralado
  • 1 pão francês sem miolo

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o azeite em fogo médio e refogue a cebola até murchar. Junte o pimentão, o pernil desfiado, tempere com sal, pimenta e salsa e refogue por 3 minutos. Desligue o fogo, misture o queijo e em seguida coloque no pão sem miolo. Sirva em seguida.

Guia da Cozinha

 

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Cidades com cooperativas são mais desenvolvidas

Cooperativismo

- Publicada em 30 de Junho de 2022

Dados indicam que a união faz a força, por isso, neste sábado, é celebrado o Dia do Cooperativismo, que contará com mais de 300 iniciativas e 8 mil voluntários envolvidos

Dados indicam que a união faz a força, por isso, neste sábado, é celebrado o Dia do Cooperativismo, que contará com mais de 300 iniciativas e 8 mil voluntários envolvidos


/ANDRESSA PUFAL/JC

A afirmação do título, de que as cidades são mais desenvolvidas com cooperativas pujantes, foi repetida pelas fontes consultadas para a produção deste conteúdo. E a conclusão é clara: o sistema envolve pessoas de diversas áreas e gera uma cadeia econômica com efeitos positivos para todos os envolvidos.

O cooperativismo gaúcho, em diferentes frentes, faturou R$ 71,2 bilhões durante o exercício de 2021. Além do agro, um dos ramos que mais tem se destacado quando se fala de cooperativismo tem sido o da saúde. A pandemia de Covid-19 gerou uma verdadeira ebulição na busca por serviços e soluções.

As tradicionais cooperativas de saúde tiveram um crescimento de 10% no faturamento em 2021 e um aumento de 13,7% no número de empregados. Dos 3,4 milhões de beneficiários de planos de saúde do Rio Grande do Sul, 55% (1,9 milhão de pessoas) estão ligados a cooperativas. Outra informação interessante é que entre as que mais cresceram no quesito sobras estão as cooperativas de transporte (crescimento de 115%) e de trabalho e consumo (crescimento de 196%). Destaque em capilaridade são as iniciativas de infraestrutura, que atendem a 369 municípios e beneficiam 298,4 mil famílias.

O modelo, sem dúvida, gera prosperidade e desenvolvimento de forma horizontal em todos os cantos do País. Até porque o formato responde às crises de um jeito ágil, levando renda, riqueza, tecnologia e produtividade à sociedade. Alguns setores têm mais impacto econômico, outros menos. Mas todos têm a sua importância no desenvolvimento do cooperativismo. Para que uma comunidade se desenvolva, é preciso muitos empreendedores.

Um dos desafios do segmento continua sendo o de se comunicar com as comunidades nas quais está inserido e quantificar melhor suas conquistas.

Por isso, a importância do Dia C, Dia do Cooperativismo, celebrado sempre no primeiro sábado de julho, com mais de 300 iniciativas, 8 mil voluntários envolvidos e todas as cooperativas participando ativamente, inclusive em Porto Alegre.

 

Classe política se cala para o mais novo golpe às instituições feito pelo governo Bolsonaro

De nada serve uma regra que regule o comportamento político se os agentes públicos se unem para enfraquecer o sistema de pesos e contrapesos que eles criaram

Laura Karpuska*, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2022 | 04h00

Desde que assumiu a Presidência, Jair Bolsonaro trabalha para minar a confiança nas instituições brasileiras. Seu foco nunca foi fazer reformas econômicas de natureza liberal, nem mesmo defender uma pauta conservadora nos costumes. Bolsonaro governa pelo caos, usando-o como estratégia de manutenção do poder e de apropriação do Estado por pequenos grupos de interesse.

O foco desta coluna era elencar o risco de Bolsonaro acelerar o derretimento institucional para tentar, a qualquer custo, ganhar as eleições. A pauta do Senado desta semana serviu como exemplo prático disso, mostrando que o governo Bolsonaro não está sozinho nesta empreitada. Enquanto escrevo, o Senado vota uma Proposta de Emenda à Constituição que coloca o País em “estado de emergência” por conta dos aumentos do petróleo. Inicialmente, a proposta previa compensar Estados que decidissem zerar o ICMS dos combustíveis.

A PEC, no entanto, passou a ser um pacote de benesses do governo, um populismo eleitoral descarado. O projeto prevê aumento e expansão do Auxílio Brasil, bolsa-caminhoneiro, vale-gás, subsídio a transporte coletivo e compensação para o setor de etanol. Tudo isso a um custo de quase R$ 40 bilhões este ano. Parte desses gastos pode não vir a ser temporária. Isto é particularmente arriscado porque não houve discussão técnica que embasasse essas decisões orçamentárias. Há, portanto, aumento do risco fiscal de médio e longo prazos.

Congresso Nacional
'Projeto bolsonarista de avariar as instituições brasileiras conta, hoje, com o apoio de quase toda a classe política, que se cala convenientemente para o mais novo golpe às instituições praticado por este governo'  Foto: Arquivo/Agência Brasil

Apesar do alto custo fiscal, o maior dano é institucional. Os valores seriam liberados a despeito do calendário eleitoral e das regras de contenção de despesas ditadas pela regra de ouro e pelo teto de gastos. É um dano permanente para o sistema de pesos e contrapesos do orçamento público, já tão machucado com despesas do relator e afins.

Há dúvidas sobre a constitucionalidade da PEC. Infelizmente, isso não foi suficiente para fazer com que senadores, mesmo da oposição, fossem contrários à proposta. É com essa conveniência política que vemos nossas instituições cada vez mais enfraquecidas. De nada serve uma regra que regule o comportamento político se os agentes públicos se unem para enfraquecer o sistema de pesos e contrapesos que eles criaram.

O projeto bolsonarista de avariar as instituições brasileiras conta, hoje, com o apoio de quase toda a classe política, que se cala convenientemente para o mais novo golpe às instituições praticado por este governo.

*PROFESSORA DO INSPER, PH.D. EM ECONOMIA PELA UNIVERSIDADE DE NOVA YORK EM STONY BROOK

 

Vitaminas e suplementos são desperdício de dinheiro, dizem cientistas


  

29/06/2022
Redação do Diário da Saúde
Vitaminas e suplementos são
Tem havido seguidos alertas de que os suplementos vitamínicos e minerais não protegem a saúde.
[Imagem: Northwestern University]

Mercado, não ciência

Os suplementos alimentares, dietéticos e vitamínicos tornaram-se uma indústria multibilionária - só nos EUA, onde dados mais completos estão disponíveis, os consumidores gastaram cerca de US$ 50 bilhões em 2021 em vitaminas e suplementos alimentares.

Mas os cientistas afirmam que, para pessoas saudáveis, exceto as mulheres grávidas, as vitaminas são um desperdício de dinheiro porque não há evidências suficientes de que elas ajudem a prevenir doenças.

"Os pacientes perguntam o tempo todo: 'Que suplementos devo tomar?' Eles estão desperdiçando dinheiro e se concentrando em pensar que deve haver um conjunto mágico de pílulas que os manterá saudáveis, quando todos deveríamos seguir as práticas baseadas em evidências de alimentação saudável e exercícios," disse o Dr. Jeffrey Linder, da Universidade Northwestern (EUA).

Linder e um grupo de especialistas defenderam essas evidências científicas em um editorial publicado no renomado jornal científico JAMA, listando as recomendações baseadas em evidências sobre o assunto.

O editorial é na verdade baseado em uma revisão sistemática de 84 estudos científicos, no qual a equipe concluiu que as evidências são insuficientes de que tomar multivitamínicos, suplementos pareados ou suplementos únicos poderia ajudar a prevenir doenças cardiovasculares e câncer em adultos saudáveis - com a notável exceção das mulheres grávidas.

Suplementos vitamínicos que fazem mal

Mas pode haver problemas maiores do que o mero desperdício de dinheiro.

A força-tarefa está recomendando especificamente que as pessoas saudáveis não tomem suplementos de betacaroteno por causa de um possível aumento do risco de câncer de pulmão.

A equipe também recomenda não tomar suplementos de vitamina E porque eles não têm benefício líquido na redução da mortalidade, doenças cardiovasculares ou câncer - de fato, sabe-se que o excesso de vitamina E pode ser pior do que sua carência, que os suplementos de vitamina E não protegem contra o câncer e que, na verdade, suplementos de vitamina E podem aumentar o risco de câncer de próstata.

"A força-tarefa não está dizendo 'Não tome multivitamínicos', mas há essa ideia de que, se eles fossem realmente bons para você, nós já saberíamos," resumiu o Dr. Linder.

Raciocínio sem sustentação

Mas, se não há evidências científicas sustentando essa prática, por que mais da metade dos adultos toma vitaminas?

A equipe pondera que comer frutas e vegetais está de fato associado à diminuição do risco de doenças cardiovasculares e câncer, por isso parece ser razoável pensar que vitaminas e minerais essenciais podem ser extraídos dessas frutas e vegetais, embalados em uma pílula, poupando às pessoas o trabalho e as despesas de manter uma dieta balanceada.

Mas, explica a equipe, frutas e vegetais inteiros contêm uma mistura de vitaminas, fitoquímicos, fibras e outros nutrientes que provavelmente atuam sinergicamente para oferecer benefícios à saúde. Os micronutrientes isolados podem agir de maneira diferente no corpo do que quando estão embalados naturalmente com uma série de outros componentes.

O Dr. Linder observa que os indivíduos que têm deficiência de vitaminas ainda podem se beneficiar da ingestão de suplementos alimentares, como cálcio e vitamina D, que demonstraram prevenir fraturas e provavelmente quedas em adultos mais velhos.

Além disso, ressalta, as novas diretrizes não se aplicam a mulheres grávidas ou que estão tentando engravidar.

"Mulheres grávidas devem ter em mente que essas diretrizes não se aplicam a elas," acentuou a Dra. Natalie Cameron, membro da força-tarefa. "Certas vitaminas, como o ácido fólico, são essenciais para as mulheres grávidas darem suporte ao desenvolvimento fetal saudável. A maneira mais comum de atender a essas necessidades é tomar uma vitamina pré-natal. Mais dados são necessários para entender como a suplementação vitamínica específica pode modificar o risco de reações adversas e complicações cardiovasculares durante a gravidez."

 

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Charge O TEMPO 01-07-2022