Qualquer análise do cenário global desde
janeiro de 2025 passa pelo centro de gravidade que se tornou a política
externa dos EUA sob Trump.
Para o Irã, essa afirmação é ainda mais potente.
Lembremos:
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Em junho de 2024, os EUA bombardearam o programa nuclear iraniano e, junto com Israel, lideranças militares de Teerã;
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Sanções foram retomadas contra a República Islâmica;
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Trump, durante seu primeiro mandato, retirou os EUA do acordo nuclear
iraniano (que por sua vez retirava sanções ao país em troca de limites
ao programa atômico).
Além disso, o Irã está regionalmente enfraquecido após derrotas de seus
principais rivais no Oriente Médio: Hamas, em Gaza, e Hezbollah, no
Líbano, gravemente atingidos por Israel, e a queda da ditadura de Bashar
al-Assad, na Síria.
Todos esses elementos se juntam em um caldeirão que inspira receio no país e na comunidade internacional.
De novo, o motivo principal disso é o presidente americano.
Depois do ataque americano a Caracas e captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro,
o uso da força pela maior potência militar do planeta deixou de ficar
no plano da ameaça e voltou a ser uma possibilidade real.
Nesta semana, Trump afirmou que havia abandonado qualquer diálogo com o regime iraniano enquanto as mortes continuassem a ocorrer nos protestos.
Ele instou a população iraniana a “tomar as instituições” e afirmou que
“ajuda estava a caminho” —o americano insiste em não descartar o uso da força.
Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o representante da China
criticou as declarações americanas e falou que é preciso “evitar jogar
lenha na fogueira”.
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