O meu blog é HOLÍSTICO, ou seja, está aberto a todo tipo de publicação (desde que seja interessante, útil para os leitores). Além disso, trata de divulgar meu trabalho como economista, escritor e compositor. Assim, tem postagens sobre saúde, religião, psicologia, ecologia, astronomia, filosofia, política, sexualidade, economia, música (tanto minhas composições quanto um player que toca músicas de primeira qualidade), comportamento, educação, nutrição, esportes: bom p/ redação Enem
A descoberta representa uma esperança real de um tratamento eficaz para aqueles que contraírem o vírus mesmo após a vacinação. [Imagem: Hirofumi Ohashi et al. - 10.1016/j.isci.2021.102367]
Tratamento para covid-19
Experimentos pré-clínicos mostraram que os medicamentos cefarantina e
nelfinavir, já aprovados e em uso, podem ser tratamentos eficazes
contra a covid-19.
Embora hipotéticos cuidados preventivos com a covid-19 tenham
produzido muito barulho antes do lançamento das vacinas, as taxas
crescentes de infecção indicam que, mesmo após a vacinação de toda a
população, é urgente o desenvolvimento de tratamentos eficazes para
aqueles que continuarão fatalmente a se contaminar com o vírus.
Usando células cultivadas para estudar infecções por SARS-CoV-2,
uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Ciência de
Tóquio (Japão) descobriu que os medicamentos cefarantina e nelfinavir
são eficazes no combate ao vírus, com o primeiro impedindo que o vírus
entre nas células e o segundo prevenindo que o vírus se replique.
Os pesquisadores primeiro estabeleceram um sistema experimental para
triagem de drogas que poderiam ajudar a controlar as infecções. Este
sistema usa um tipo de célula chamada VeroE6/TMPRSS2, neste caso
manipuladas para serem infectadas com eficiência e permitir que o
SARS-CoV-2 se replicasse.
"Para determinar se um medicamento de interesse poderia ajudar a
combater a infecção por SARS-CoV-2, simplesmente tínhamos que expor as
células VeroE6/TMPRSS2 ao medicamento e ao SARS-CoV-2 e, em seguida,
observar se a presença do medicamento servia para impedir o vírus de
infectar as células," explicou o professor Koichi Watashi.
Cefarantina e Nelfinavir
A equipe usou esse sistema experimental para avaliar uma gama de
medicamentos já aprovados para uso clínico, incluindo medicamentos como
remdesivir e cloroquina, que já foram aprovados ou estão sendo testados
como tratamentos para covid-19.
Mas os melhores efeitos vieram com dois medicamentos que se mostraram
capazes de suprimir o SARS-CoV-2: a cefarantina, que é usada para
tratar inflamação, e o nelfinavir, que é aprovado para o tratamento da
infecção pelo HIV.
A cefarantina inibiu a entrada do vírus nas células, impedindo que
ele se ligasse à proteína espícula, na membrana celular, que ele usa
como porta de entrada. Por outro lado, o nelfinavir funcionou para
evitar que o vírus se replicasse no interior da célula, inibindo uma
proteína da qual o vírus depende para sua replicação.
Como esses dois medicamentos têm mecanismos antivirais distintos, o
uso dos dois juntos pode ser especialmente eficaz para os pacientes, com
modelos computacionais prevendo que a terapia combinada de
cefarantina/nelfinavir poderia levar à eliminação do SARS-CoV-2 dos
pulmões de um paciente em apenas 4,9 dias.
O próximo passo será avaliar o uso do tratamento em pacientes internados com a covid-19.
(Bloomberg)
-- A proporção de riqueza em mãos do 1% mais rico em países como
Estados Unidos, China, Brasil e Índia aumentou na esteira da pandemia,
impulsionada pelas medidas para aliviar o impacto do coronavírus,
segundo o Credit Suisse.Os ricos do Brasil aumentaram sua fatia em 2,7%
no ano passado e agora respondem por quase 50% da riqueza do país, a
maior proporção entre as 10 nações citadas no Relatório de Riqueza
Global do banco suíço divulgado na terça-feira.
O 1% mais rico em
oito das 10 nações aumentou sua fatia de riqueza no ano passado,
principalmente devido aos cortes das taxas de juros após o surto de
Covid-19, segundo o Credit Suisse.
O relatório destacou o rápido
aumento das fortunas globais: as 500 pessoas mais ricas do mundo
elevaram seu patrimônio líquido combinado em US$ 1,8 trilhão no ano
passado, de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg, mas as
desigualdades também aumentaram.
“Os maiores grupos de riqueza são
relativamente imunes às reduções no nível geral de atividade econômica
e, mais importante, também se beneficiaram do impacto das taxas de juros
mais baixas sobre os preços das ações e dos imóveis”, afirmou o
relatório.
- ANÚNCIO -
O
coeficiente de Gini - um indicador de desigualdade mais amplo que
captura mudanças em ambas as extremidades do espectro - aumentou ao
longo de 2020 em todos os 10 países selecionados para o estudo, exceto
nos EUA, onde o índice caiu marginalmente, disse o Credit Suisse. A
riqueza global das famílias totalizava US$ 418 trilhões no final de
2020, aumento de 7,4% em relação aos 12 meses anteriores, segundo o
banco.
A rápida criação de riqueza, a desigualdade e os déficits públicos incentivam ações ao redor do mundo para tributar os ricos.
O
presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem planos de aumentar os
impostos sobre ganhos de capital e as quantias que herdeiros ricos pagam
quando os ativos são transferidos. Em dezembro, uma comissão
independente do Reino Unido recomendou um imposto único sobre a riqueza
para arrecadar cerca de 260 bilhões de libras (US$ 361 bilhões),
enquanto outras nações, como Argentina e Bolívia, já levantaram fundos
no último ano com medidas com alvo nos ricos.
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Há
desperdícios, de fato, mas só por imensa ignorância ou escandalosa
má-fé se pode lançar sobre a classe média a responsabilidade pela fome
Notas & Informações, O Estado de S.Paulo
21 de junho de 2021
Incapaz
de promover crescimento seguro, geração de empregos e bom uso do
dinheiro público, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta associar o
drama dos mais pobres ao desperdício de comida pela classe média.
“Precisamos dar incentivos para que o que é jogado fora possa ser
endereçado aos mais necessitados”, disse o ministro num evento da
Associação Brasileira de Supermercados. A ministra da Agricultura,
Tereza Cristina, presente na ocasião, poderia ter informado seu
companheiro de governo sobre a produção e a disponibilidade de alimentos
no Brasil, mas preferiu acompanhá-lo em seus comentários sobre a perda
de alimentos e a necessidade de rever prazos de validade.
Há
desperdícios, de fato, mas só por imensa ignorância ou escandalosa má-fé
se pode lançar sobre a classe média a responsabilidade pela fome. Até
2014 a desnutrição era um problema limitado a uma parcela muito pequena
da população. As condições pioraram a partir da recessão de 2015-2016,
mas a fome só chegou a proporções desastrosas durante o desgoverno do
presidente Jair Bolsonaro. Não se passa fome por escassez de comida, mas
por falta de dinheiro para comprá-la.
Antes de falar sobre os
hábitos da classe média, o ministro da Economia deveria dar atenção ao
mercado de trabalho, com 14,8 milhões de desempregados no primeiro
trimestre e mais de 30 milhões de subutilizados – contingente formado
pelos desocupados, desalentados e outros milhões de trabalhadores
potenciais. O quadro seria pior se milhões de indivíduos, em vez de
tentar uma precária sobrevivência trabalhando por conta própria,
continuassem buscando uma vaga.
O fracasso da impropriamente chamada política econômica ficou visível
já em 2019, início da infeliz era bolsonariana. Naquele ano a economia
cresceu menos que em 2018 e o desemprego permaneceu elevado. O único
resultado positivo foi a aprovação da reforma da Previdência, um assunto
já encaminhado na gestão do presidente Michel Temer. No primeiro
trimestre de 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) foi menor que nos três
meses finais do ano anterior, embora o impacto da pandemia só se tenha
manifestado na segunda quinzena de março.
As ações a favor da
sustentação da economia e da renda dos trabalhadores, em 2020, deram
algum resultado, e nessa fase o Brasil quase se alinhou aos mais de cem
países governados por líderes mais sérios e responsáveis. Todos
tentaram, nos limites de suas possibilidades e recorrendo, em muitos
casos, a ajuda externa, atenuar os efeitos da crise sanitária. Mas o
Brasil novamente se distinguiu, a partir do segundo semestre daquele
ano, com a elaboração de um projeto orçamentário irrealista e a redução
do auxílio emergencial. A suspensão do auxílio no começo de 2021 jogou
milhões de famílias no desespero, tornando-as dependentes de campanhas
de solidariedade.
Gente de todas as camadas, incluída a classe
média atacada pelo ministro Guedes, participou do socorro às famílias
sem dinheiro e sem comida, enquanto a equipe econômica tropeçava nos
próprios pés e o Executivo negociava fatias do Orçamento com o Centrão.
Um dos produtos dessas negociações foi a criação de um Orçamento
paralelo, concebido para favorecer parlamentares dispostos a colaborar
com o presidente e sua turma. A equipe econômica, muito bem comportada,
foi incapaz de resistir ao dilaceramento das verbas enquanto faltava
emprego e a grande massa continuava desassistida.
Além de se
mostrar incapaz de promover a criação de empregos e de ajudar os pobres
na fase mais crítica deste ano, o desgoverno federal contribuiu para o
aumento da inflação, desde o ano passado, assustando os investidores
financeiros e motivando enorme valorização do dólar. A instabilidade
cambial, atenuada só recentemente, alimentou a inflação. Nos 12 meses
terminados em maio os preços ao consumidor aumentaram mais de 8%. Os
piores efeitos, obviamente, foram sentidos pelos mais pobres, finalmente
lembrados, na quinta-feira, pelo ministro da Economia. Mas a culpa da
fome, segundo ele, é da classe média.
Se
a pandemia nos ensinou algo sobre o trabalho, é que não precisamos
passar muitas horas no escritório para ser produtivos. Então, por que o
presenteísmo ainda é tão importante?
Em muitas empresas, estar presente é mais valorizado do que ser produtivo
Parece distante a época em que as pessoas passavam pelo menos 40 horas por semana em um escritório físico (e, muitas vezes, até mais para impressionar o chefe).
Mas no mercado de
trabalho pré-pandemia, este tipo de "presenteísmo" — estar fisicamente
sentado no local de trabalho, apenas para parecer dedicado, não importa o
quão improdutivo seja — era apenas só mais um aspecto da vida no
escritório.
Antes da pandemia, em uma pesquisa realizada no Reino Unido, 80% dos profissionais disseram que o presenteísmo existia em seus locais de trabalho, e um quarto dos entrevistados afirmou que havia piorado desde o ano anterior.
Mas agora, o trabalhoremoto deu aos chefes e aos funcionários a chance de finalmente reavaliar esse presenteísmo tão arraigado.
Há muito tempo sabemos que o presenteísmo é problemático — pode custar dezenas de bilhões de dólares à economia de
uma nação quando pessoas doentes vão ao escritório e infectam outras; e
gera ambientes tóxicos que levam ao excesso de trabalho, à medida que
as pessoas que trabalham muitas horas pressionam as demais a fazerem o
mesmo.
Sabemos que o que importa é a produtividade, e não estar acorrentado à mesa do escritório ou ao computador, e é uma conversa que temos há anos.
No
entanto, apesar desta oportunidade de ouro de abandonar esta prática em
meio a um novo mundo de trabalho, a ênfase no presenteísmo está bem
viva.
Agora, o presenteísmo simplesmente se tornou digital:
as pessoas estão trabalhando mais tempo do que nunca, respondendo a
e-mails e mensagens a qualquer hora do dia para mostrar o quão
"comprometidas" estão.
Estar 'presente' durante a pandemia significa estar sempre disponível, mesmo depois do expediente
E, à medida que os chefes convocam os funcionários a voltar ao escritório, crescem as evidências de que talvez não tenhamos saído mesmo do modo presenteísmo.
Mas por que, apesar do que sabemos, o presenteísmo ainda é tão enfatizado?
Não é que os chefes estejam simplesmente ansiosos para controlar os funcionários enquanto eles desempenham suas funções.
Em
vez disso, são os vieses subconscientes que mantêm a prática intacta e,
a menos que façamos um trabalho melhor reconhecendo seus danos e
estabelecendo locais de trabalho que a desencorajem, é provável que
sejamos escravos do presenteísmo para sempre.
Por que os chefes recompensam o presenteísmo
Se
apegar a uma cultura de presenteísmo favorece apenas aqueles "que têm
tempo para chegar cedo e sair tarde", diz Brandy Aven, professora de
teoria organizacional, estratégia e empreendedorismo na Tepper School of
Business da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA.
Aven também
sugere que isso pode favorecer injustamente alguns profissionais em
detrimento de outros; aqueles que são pais podem não ter escolha a não
ser sair mais cedo, por exemplo.
No entanto, por pior que seja o
presenteísmo, há alguns indícios de que as pessoas que não se fazem
presentes podem ser penalizadas.
Por exemplo, embora seja difícil
de acreditar agora, o "home office" costumava, em geral, ser
estigmatizado como irresponsável — e isso prejudicou alguns
trabalhadores no passado.
Uma
pesquisa de 2019, por exemplo, mostrou que os profissionais que
trabalhavam à distância em empresas em que o trabalho remoto era incomum
tinham um crescimento salarial mais lento.
Estes fatores podem
alarmar os trabalhadores, muitos dos quais chegam a temer que a falta de
presença física no escritório possa prejudicar seu sucesso.
Muitos funcionários temem que não estar 'presente' possa prejudicá-los, e há sinais de que seu medo tem fundamento
E a normalização do trabalho remoto em meio à pandemia não mudou isso necessariamente.
Em
2020, pesquisadores da empresa de software de recursos humanos ADP
descobriram que 54% dos trabalhadores britânicos se sentiam obrigados a
ir fisicamente ao escritório em algum momento durante a pandemia,
sobretudo aqueles no início e no meio de suas carreiras, apesar do
aumento do trabalho flexível.
Leigh Thompson, professora de
administração e organizações da Kellogg School of Business da
Northwestern University, nos EUA, diz que há dois fenômenos psicológicos
importantes que alimentam o presenteísmo.
O primeiro é o "efeito
de mera exposição", que sustenta que quanto mais uma pessoa está exposta
a alguém ou algo, mais ela começa a desenvolver uma afinidade por essa
pessoa ou coisa.
"Se eu vi uma pessoa 10 vezes para cada vez que vi outra pessoa, naturalmente vou gostar mais dela", explica Thompson.
Se
um determinado funcionário se faz mais visível, ele pode naturalmente
cair nas graças dos outros apenas por estar lá, mesmo que os demais não
se deem conta dele ou não consigam identificar o que gostam na pessoa
que está "presente".
"[Você pode pensar]: 'Eu não sei. Gosto do
sorriso dele, gosto da atitude dele, tem perfil de liderança", diz ela.
E, antes que você perceba, essa pessoa pode ganhar um aumento ou uma
promoção.
Esse viés existe ao lado de outro conceito psicológico
chamado "efeito halo": associar impressões positivas de alguém com seu
caráter real.
"Você
começa a pensar que a pessoa que traz café ou pergunta sobre o seu fim
de semana parece um 'cara bacana', e então passa a pensar que ele também
é um trabalhador produtivo", afirma Thompson.
"Como você é
gentil, imediatamente concluo: 'Esse cara também deve ser um trabalhador
esforçado', embora você não tenha me dado nenhuma prova de que seja."
Isso pode levar a promoções ou a outros benefícios para os funcionários que comparecem pessoalmente.
O presenteísmo tem seus privilégios
Aparências
Ironicamente,
apesar das possíveis recompensas de mostrar a cara no escritório, os
profissionais não são necessariamente mais produtivos quando dedicam
tempo presencial ou fazem horas extras.
Ainda
assim, eles sentem a necessidade de aparecer, tanto pessoalmente quanto
digitalmente agora, já que os gestores não sabem necessariamente que
seus funcionários não estão realizando nada adicional.
Na verdade, durante a pandemia, o número de horas trabalhadas em todo o mundo aumentou, não diminuiu.
Em
2020, a jornada média diária de trabalho aumentou em mais de meia hora
em média. O pensamento é que, se todo mundo está online, eu também tenho
que estar.
Muitos chefes só percebem as pessoas mais visíveis, então presumem que são os funcionários mais produtivos.
Este
é um problema relativamente novo. Quando a economia era mais voltada
para a manufatura, era mais fácil medir os resultados tangíveis: isso
foi fabricado, isso não.
Mas "à medida que mudamos para uma
economia do conhecimento, é muito mais difícil medir a produção", diz
Scott Sonenshein, professor de comportamento organizacional da Jones
Graduate School of Business da Rice University, em Houston, no Texas.
Portanto,
em vez de algo mensurável, os gestores tendem a pensar que os
funcionários estão produzindo enquanto estão em suas mesas de trabalho.
Os
profissionais sabem que a chefia visivelmente valoriza isso, por isso
caem na armadilha do presenteísmo, sobretudo quando veem seus colegas
fazendo o mesmo.
Isso é especialmente verdade em tempos de
instabilidade econômica, como a que estamos vivemos agora em decorrência
da pandemia de covid-19, quando os trabalhadores temem pela
continuidade de seus empregos.
Eles trabalham porque querem mostrar que podem suportar o estresse e se destacar, além de serem confiáveis.
Ironicamente, estar sempre presente no trabalho gera esgotamento e reduz a produtividade
No
entanto, o tiro sai pela culatra, uma vez que a qualidade da produção
dos profissionais é afetada como resultado dessa necessidade de
aparecer.
No
Reino Unido, por exemplo, 35 dias de trabalho são perdidos por
trabalhador, por ano devido ao presenteísmo, e algumas pesquisas também
mostram que a produtividade despenca depois de trabalhar mais de 50
horas por semana.
Como acabar com o presenteísmo
Agora, em
uma época em que as práticas laborais passaram por transformações
sísmicas e desencadearam um escrutínio sem precedentes, existe uma
necessidade urgente de reduzir a ênfase no presenteísmo, tanto
fisicamente quanto digitalmente.
Mesmo que muitos funcionários não
tenham um lugar para estar fisicamente presentes, vários ainda sentem
que precisam estar virtualmente presentes o tempo todo.
Mas, assim como o burnout,
que também ameaça fundamentalmente a forma como trabalhamos, resolver
enormes problemas existenciais, incluindo o presenteísmo, requer uma
grande revisão de cima para baixo do que é valorizado no local de
trabalho e por quê.
Para Sonenshein, um bom ponto de partida é os
trabalhadores, sobretudo os líderes, adotarem um modelo de comportamento
mais saudável.
Assim que terminar de trabalhar, vá embora.
Desconecte-se. Os profissionais que permanecem só para serem vistos
podem pressionar outros a fazerem o mesmo, criando um ciclo vicioso e
tóxico.
É mais fácil falar do que fazer, claro. É por isso que os
gestores também devem se conscientizar sobre por que o presenteísmo
acontece, aprendendo sobre seus próprios vieses e fenômenos como a mera
exposição e o efeito halo.
Os
especialistas também defendem a adoção de métricas melhores e mais
claras para medir a produtividade, além de "quem sai do escritório por
último" ou "quem responde aos e-mails de madrugada".
São necessárias novas maneiras de medir a produtividade do trabalho no século 21
Thompson diz que um ótimo ponto de partida é simplesmente olhar para o desempenho bruto:
"Acho
que os chefes e supervisores precisam se perguntar antes: 'É nisso que
minha equipe vai trabalhar no mês que vem ou no próximo trimestre. Quais
são as minhas expectativas básicas e quem vai além delas?"
No entanto, a triste realidade é que os fundamentos do presenteísmo ainda existem neste novo mundo do trabalho.
"Isso não é sustentável. As pessoas vão acabar tendo um burn out; essa tem sido uma grande luta para as pessoas nos últimos 15 meses", afirma Sonenshein.
"É como uma corrida armamentista para ver quem parece estar trabalhando mais."
O
fato de o comportamento ter sido transferido das mesas de trabalho
físicas para as digitais mostra como ele está profundamente entranhado
em nossas vidas profissionais.
"Seria de esperar que durante a pandemia houvesse uma mudança."
Mas, sem uma boa olhada em nossos vieses arraigados, a transformação pode ser difícil.
"Infelizmente", diz Sonenshein, "não tenho certeza se as coisas vão realmente mudar."
Entenda como funcionam os tipos de vitaminas que estão presentes no complexo B e como cada um deles ajuda a nossa saúde
Eduardo Nunes
16 jun 2021
Vitamina B: conheça os 8 tipos que compõe esse complexo
Foto: Shutterstock / Sport Life
Muito se fala em vitamina D, vitamina C, vitamina A e se
esquece do complexo B. Ele é composto por oito (8) vitaminas (B1 -
tiamina, B2 - riboflavina, B3 - niacina, B5 - ácido pantotênico B6 -
piridoxina, B7 - biotina B9 - folato e B12 - cobalamina).
São vitaminas solúveis em água, o que significa que o
corpo não as armazena. Por isso, devem fazer parte da alimentação
diária. Estas vitaminas são importantes para garantir o funcionamento
adequado das células do corpo. Eles ajudam a converter alimentos em
energia, criar células sanguíneas e manter nosso copo saudável.
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A nutricionista Adriana Stavro explica a função de cada uma delas. Veja!
B1 (tiamina): a tiamina só pode ser
armazenada no corpo por um curto período antes da excreção, uma ingestão
regular é necessária para manter os níveis sanguíneos adequados. A B1 é
essencial para o metabolismo energético, é ela que ajuda converter os
nutrientes em energia. Ela também ajuda a prevenir complicações no
sistema nervoso, músculos, coração, estômago e intestino. Além disso o
corpo precisa de tiamina para: quebrar moléculas de açúcar
(carboidratos) dos alimentos, criar neurotransmissores (produtos
químicos cerebrais) e sintetizar hormônios.
B2 (riboflavina): A riboflavina é usada
na prevenção de várias doenças, como enxaqueca, anemia, câncer,
hiperglicemia, hipertensão, diabetes mellitus e estresse oxidativo. Ela
também é essencial para: produção de energia, ajuda a quebrar gorduras e
auxilia na conversão de triptofano em niacina (vitamina b-3).
B3 (niacina): A vitamina B3 ou niacina é
importante para reduzir os níveis elevados de colesterol, diminui os
sintomas da artrite, previne o risco de doenças cardíacas e contribui
para a saúde mental. Além disso a niacina desempenha papel na
sinalização celular, metabolismo, produção e reparo de DNA.
B5 (ácido pantotênico): O ácido
pantotênico, também chamado de pantotenato, é essencial para o
metabolismo de carboidratos, proteínas e ácidos graxos. Essa vitamina
também está envolvida na síntese de colesterol lipídios,
neurotransmissores, hormônios esteroides e hemoglobina.
B6 (piridoxina): A vitamina B6, É o
nome genérico de seis compostos (piridoxina, piridoxal, piridoxamina,
piridoxal 5-fosfato e piridoxamina 5-fosfato). As formas coenzimáticas
ativas da vitamina B6 que são a piridoxal 5-fosfato e piridoxamina
5-fosfato, estão envolvidas em várias reações bioquímicas, incluindo o
metabolismo de aminoácidos e glicogênio, síntese de ácidos nucleicos,
neurotransmissores serotonina, dopamina, norepinefrina e ácido
gama-aminobutírico (GABA ), gliconeogênese e glicogenólise, função
imunológica (por exemplo, promove a produção de linfócitos e
interleucina-2) e formação de hemoglobina.
B7 (biotina): A biotina ajuda o corpo a
converter alimentos em energia, ela suporta uma série de enzimas
envolvidas na quebra de carboidratos, gorduras e proteínas. A B7 também
ajuda a manter a pele, o cabelo, unhas, os olhos, o fígado e o sistema
nervoso saudáveis. Além disso é um nutriente fundamental durante a
gravidez, pois é importante para o crescimento embrionário.
B9 (folato): A forma natural da B-9 é
chamada de folato. O ácido fólico, que está presente em alimentos
fortificados e em suplementos, é a forma sintética da vitamina. O folato
é necessário para o crescimento celular, metabolismo dos aminoácidos,
formação de glóbulos vermelhos e brancos e a divisão celular adequada. A
B9 também é fundamental no início da gestação para reduzir o risco de
defeitos congênitos no cérebro e medula espinhal.
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B12 (cobalamina):
Talvez a mais conhecida de todas as vitaminas do complexo B. É vital
para a função neurológica, síntese de DNA, metabolismos de gorduras e
proteínas e desenvolvimento de glóbulos vermelhos. O corpo humano produz
milhões de glóbulos vermelhos a cada minuto. Essas células não podem se
multiplicar adequadamente sem a B-12 podendo levar a quadros de anemia
megaloblástica. Além disso, o metabolismo de todas as células do corpo
depende desta vitamina, pois ela desempenha papel na síntese de ácidos
graxos e na produção de energia.
As receitas com farinha de tapioca estão cada vez mais em alta e ela
não é utilizada apenas em receitas salgadas. Os doces feitos com a
tapioca também ficam deliciosos e conseguem agradar toda sua família e
também seus convidados. O doce de tapioca com coco é bem fácil de fazer,
por isso, que tal testar a receita e experimentar esta delícia? Aprenda
abaixo:
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Rendimento: 10 porções
Dificuldade: fácil
Ingredientes do doce de tapioca com coco
250g de farinha de tapioca
1/2 xícara (chá) de açúcar
1 colher (chá) de sal
1 vidro de leite de coco (200ml)
1 coco ralado
1/2 lata de leite condensado
500ml de leite morno
1 colher (sopa) de manteiga
Modo de preparo
Em uma vasilha, misture a farinha de tapioca, o açúcar, o sal e o leite
de coco. Junte metade do coco ralado e o leite, aos poucos, mexendo até
incorporar. Transfira para um refratário médio e deixe descansar por 2
horas. Regue com o leite condensado e deixe descansar por mais 30
minutos. Aqueça uma frigideira antiaderente com a manteiga e o coco
restante e frite em fogo médio até tostar. Espalhe sobre o cuscuz, corte
em pedaços e sirva.
Guia da Cozinha - Bolo de mandioca e coco fácil e saboroso
Foto: Guia da Cozinha
O bolo de mandioca vai bem em qualquer ocasião! É um dos preparos de
bolos mais saborosos e versáteis, já que possui versões doces e
salgadas. Por isso, separamos essa receita de bolo de mandioca com coco
que fica deliciosa e rende bastante! Que tal preparar ainda hoje e
servir com um cafezinho ou suco natural? Bom demais, né? Confira!
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Rendimento: 10 porções
Dificuldade: fácil
Ingredientes do bolo de mandioca e coco
4 ovos (claras e gemas separadas)
1 pitada de sal
1 lata de leite condensado
100g de coco ralado
2 xícaras (chá) de mandioca crua ralada
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de fermento em pó químico
Margarina para untar
Modo de preparo:
Na batedeira, bata as claras em neve, junte as gemas, uma a uma, sem
parar de bater, e o sal até ficar um creme bem fofo. Despeje o leite
condensado em fio e adicione o coco, a mandioca, o parmesão e a
manteiga. Bata para misturar, por último acrescente o fermento e misture
com uma colher. Despeje em uma fôrma de 26cm de diâmetro untada e leve
ao forno médio, preaquecido, por 45 minutos. Desenforme quando estiver
morno e sirva.
Guia da Cozinha - Pavê de Danoninho®: sobremesa que vai agradar toda a criançada
Foto: Guia da Cozinha
Que tal preparar uma sobremesa que é só bater no liquidificador,
montar, gelar e servir? Esse é o pavê de Danoninho®, uma opção prática e
deliciosa para a sobremesa do seu almoço em família!
Guia da Cozinha - Queijadinha deliciosa pronta em 30 minutos
Foto: Guia da Cozinha
Que tal experimentar um docinho diferente hoje a tarde? Com esta
receita de queijadinha você surpreende sua família e apostamos que as
crianças vão adorar! Abaixo, você confere a receita completa, o vídeo
com o passo a passo e ainda mais receitas especiais. Experimente!
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Tempo: 35min
Rendimento: 20 unidades
Dificuldade: fácil
Ingredientes da queijadinha
1 lata de leite condensado
1/2 xícara (chá) de leite
2 xícaras (chá) de coco ralado
1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de manteiga derretida
4 ovos
Açúcar para polvilhar
Modo de preparo
Em uma tigela, misture bem o leite condensado, o leite, o coco, o
queijo ralado, a farinha, a manteiga e os ovos. Despeje em forminhas de
empada ou de cupcakes forradas com forminhas de papel, sem encher
completamente. Polvilhe com açúcar e coloque, uma ao lado da outra, em
uma fôrma grande. Leve ao forno médio, preaquecido, por 20 minutos ou
até firmar e dourar. Retire, deixe amornar e desenforme. Sirva em
seguida.
Avaliar a real dimensão das consequências do aquecimento global
é um verdadeiro desafio. Para isso, é necessário analisar cada um dos
componentes do que chamamos de sistema terrestre — basicamente, os
processos naturais que ocorrem na superfície do planeta —, e então
entender como cada um deles vem reagindo às mudanças climáticas. Este é o
caso das pesquisas que acompanham o acelerado derretimento das calotas
polares da Terra. Agora, em um novo estudo, cientistas indicam que o
ponto crítico irreversível do aquecimento já pode ter sido atingido no
Ártico.
Em
outras palavras, é o que os cientistas chamam de ponto de inflexão,
quando a curva de um gráfico atinge um ponto crítico em que não há mais
retorno. Nesse caso, tanto o aumento da temperatura global, quanto o
derretimento do Ártico, podem se tornar um caminho sem volta. Markus
Rex, líder da Mosaic Expedition, a maior missão já realizada ao Polo
Norte, explica que o derretimento do gelo marinho do verão no Ártico é
“um dos pontos de inflexão que iniciamos quando levamos o aquecimento
longe demais".
Na
primavera, o gelo começa a derreter e grandes lagoas começam a se
formar e passam a absorver mais calor do Sol. Essas "piscinas" são cada
vez mais comuns (Imagem: Reprodução/Mosaic Expedition)
Para
a pesquisa, Rex contou com a participação de 300 cientistas de 20
países. A expedição, que durou 389 dias pelo Ártico, trouxe de volta
evidências devastadores da perda do Oceano Ártico e avisos sobre verões sem gelo em questão de algumas décadas.
A missão custou um total de 140 milhões de euros e gerou 150 terabytes
de dados, além de trazer mais de 1.000 amostras de gelo.
De
maneira geral, as primeiras descobertas da pesquisa revelaram que o gelo
do mar no Ártico recuou mais rápido na primavera de 2020 do que desde o
início de seus registros. "A propagação do gelo do mar no verão foi
apenas metade do tamanho de décadas atrás", acrescenta Rex. A camada de
gelo tinha apenas a metade da espessura e temperaturas até 10 graus mais
elevados do que expedições empreendias na década de 1980. Uma vez que a
superfície de gelo diminui, o oceano passa a absorver mais calor do Sol
e, consequentemente, torna a formação de gelo mais lenta do que o
normal.
O recuo da extensão do gelo compromete o habitat de muitas espécies, como o urso-polar (Imagem: Reprodução/Mosaic Expedition)
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Rex
e sua equipe acreditam que apenas novas avaliações ao longo dos
próximos anos poderão determinar se ainda existe chance de salvar o gelo
do Ártico ou se já ultrapassamos o ponto de inflexão no sistema
climático polar.