terça-feira, 22 de junho de 2021

Dois medicamentos podem curar a covid-19 em menos de cinco dias


21/06/2021
Redação do Diário da Saúde
Dois medicamentos podem curar covid-19 em menos de cinco dias
A descoberta representa uma esperança real de um tratamento eficaz para aqueles que contraírem o vírus mesmo após a vacinação.
[Imagem: Hirofumi Ohashi et al. - 10.1016/j.isci.2021.102367]

Tratamento para covid-19

Experimentos pré-clínicos mostraram que os medicamentos cefarantina e nelfinavir, já aprovados e em uso, podem ser tratamentos eficazes contra a covid-19.

Embora hipotéticos cuidados preventivos com a covid-19 tenham produzido muito barulho antes do lançamento das vacinas, as taxas crescentes de infecção indicam que, mesmo após a vacinação de toda a população, é urgente o desenvolvimento de tratamentos eficazes para aqueles que continuarão fatalmente a se contaminar com o vírus.

Usando células cultivadas para estudar infecções por SARS-CoV-2, uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Ciência de Tóquio (Japão) descobriu que os medicamentos cefarantina e nelfinavir são eficazes no combate ao vírus, com o primeiro impedindo que o vírus entre nas células e o segundo prevenindo que o vírus se replique.

Os pesquisadores primeiro estabeleceram um sistema experimental para triagem de drogas que poderiam ajudar a controlar as infecções. Este sistema usa um tipo de célula chamada VeroE6/TMPRSS2, neste caso manipuladas para serem infectadas com eficiência e permitir que o SARS-CoV-2 se replicasse.

"Para determinar se um medicamento de interesse poderia ajudar a combater a infecção por SARS-CoV-2, simplesmente tínhamos que expor as células VeroE6/TMPRSS2 ao medicamento e ao SARS-CoV-2 e, em seguida, observar se a presença do medicamento servia para impedir o vírus de infectar as células," explicou o professor Koichi Watashi.

Cefarantina e Nelfinavir

A equipe usou esse sistema experimental para avaliar uma gama de medicamentos já aprovados para uso clínico, incluindo medicamentos como remdesivir e cloroquina, que já foram aprovados ou estão sendo testados como tratamentos para covid-19.

Mas os melhores efeitos vieram com dois medicamentos que se mostraram capazes de suprimir o SARS-CoV-2: a cefarantina, que é usada para tratar inflamação, e o nelfinavir, que é aprovado para o tratamento da infecção pelo HIV.

A cefarantina inibiu a entrada do vírus nas células, impedindo que ele se ligasse à proteína espícula, na membrana celular, que ele usa como porta de entrada. Por outro lado, o nelfinavir funcionou para evitar que o vírus se replicasse no interior da célula, inibindo uma proteína da qual o vírus depende para sua replicação.

Como esses dois medicamentos têm mecanismos antivirais distintos, o uso dos dois juntos pode ser especialmente eficaz para os pacientes, com modelos computacionais prevendo que a terapia combinada de cefarantina/nelfinavir poderia levar à eliminação do SARS-CoV-2 dos pulmões de um paciente em apenas 4,9 dias.

O próximo passo será avaliar o uso do tratamento em pacientes internados com a covid-19.

 

Fatia do 1% mais rico no Brasil é a maior entre 10 países

(Bloomberg) -- A proporção de riqueza em mãos do 1% mais rico em países como Estados Unidos, China, Brasil e Índia aumentou na esteira da pandemia, impulsionada pelas medidas para aliviar o impacto do coronavírus, segundo o Credit Suisse.Os ricos do Brasil aumentaram sua fatia em 2,7% no ano passado e agora respondem por quase 50% da riqueza do país, a maior proporção entre as 10 nações citadas no Relatório de Riqueza Global do banco suíço divulgado na terça-feira.

O 1% mais rico em oito das 10 nações aumentou sua fatia de riqueza no ano passado, principalmente devido aos cortes das taxas de juros após o surto de Covid-19, segundo o Credit Suisse.

O relatório destacou o rápido aumento das fortunas globais: as 500 pessoas mais ricas do mundo elevaram seu patrimônio líquido combinado em US$ 1,8 trilhão no ano passado, de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg, mas as desigualdades também aumentaram.

“Os maiores grupos de riqueza são relativamente imunes às reduções no nível geral de atividade econômica e, mais importante, também se beneficiaram do impacto das taxas de juros mais baixas sobre os preços das ações e dos imóveis”, afirmou o relatório.

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O coeficiente de Gini - um indicador de desigualdade mais amplo que captura mudanças em ambas as extremidades do espectro - aumentou ao longo de 2020 em todos os 10 países selecionados para o estudo, exceto nos EUA, onde o índice caiu marginalmente, disse o Credit Suisse. A riqueza global das famílias totalizava US$ 418 trilhões no final de 2020, aumento de 7,4% em relação aos 12 meses anteriores, segundo o banco.

A rápida criação de riqueza, a desigualdade e os déficits públicos incentivam ações ao redor do mundo para tributar os ricos.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem planos de aumentar os impostos sobre ganhos de capital e as quantias que herdeiros ricos pagam quando os ativos são transferidos. Em dezembro, uma comissão independente do Reino Unido recomendou um imposto único sobre a riqueza para arrecadar cerca de 260 bilhões de libras (US$ 361 bilhões), enquanto outras nações, como Argentina e Bolívia, já levantaram fundos no último ano com medidas com alvo nos ricos.

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©2021 Bloomberg L.P.

 

segunda-feira, 21 de junho de 2021

A classe média não é culpada

Há desperdícios, de fato, mas só por imensa ignorância ou escandalosa má-fé se pode lançar sobre a classe média a responsabilidade pela fome

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2021

Incapaz de promover crescimento seguro, geração de empregos e bom uso do dinheiro público, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta associar o drama dos mais pobres ao desperdício de comida pela classe média. “Precisamos dar incentivos para que o que é jogado fora possa ser endereçado aos mais necessitados”, disse o ministro num evento da Associação Brasileira de Supermercados. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, presente na ocasião, poderia ter informado seu companheiro de governo sobre a produção e a disponibilidade de alimentos no Brasil, mas preferiu acompanhá-lo em seus comentários sobre a perda de alimentos e a necessidade de rever prazos de validade.

Há desperdícios, de fato, mas só por imensa ignorância ou escandalosa má-fé se pode lançar sobre a classe média a responsabilidade pela fome. Até 2014 a desnutrição era um problema limitado a uma parcela muito pequena da população. As condições pioraram a partir da recessão de 2015-2016, mas a fome só chegou a proporções desastrosas durante o desgoverno do presidente Jair Bolsonaro. Não se passa fome por escassez de comida, mas por falta de dinheiro para comprá-la.

Antes de falar sobre os hábitos da classe média, o ministro da Economia deveria dar atenção ao mercado de trabalho, com 14,8 milhões de desempregados no primeiro trimestre e mais de 30 milhões de subutilizados – contingente formado pelos desocupados, desalentados e outros milhões de trabalhadores potenciais. O quadro seria pior se milhões de indivíduos, em vez de tentar uma precária sobrevivência trabalhando por conta própria, continuassem buscando uma vaga.

O fracasso da impropriamente chamada política econômica ficou visível já em 2019, início da infeliz era bolsonariana. Naquele ano a economia cresceu menos que em 2018 e o desemprego permaneceu elevado. O único resultado positivo foi a aprovação da reforma da Previdência, um assunto já encaminhado na gestão do presidente Michel Temer. No primeiro trimestre de 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) foi menor que nos três meses finais do ano anterior, embora o impacto da pandemia só se tenha manifestado na segunda quinzena de março.

As ações a favor da sustentação da economia e da renda dos trabalhadores, em 2020, deram algum resultado, e nessa fase o Brasil quase se alinhou aos mais de cem países governados por líderes mais sérios e responsáveis. Todos tentaram, nos limites de suas possibilidades e recorrendo, em muitos casos, a ajuda externa, atenuar os efeitos da crise sanitária. Mas o Brasil novamente se distinguiu, a partir do segundo semestre daquele ano, com a elaboração de um projeto orçamentário irrealista e a redução do auxílio emergencial. A suspensão do auxílio no começo de 2021 jogou milhões de famílias no desespero, tornando-as dependentes de campanhas de solidariedade.

Gente de todas as camadas, incluída a classe média atacada pelo ministro Guedes, participou do socorro às famílias sem dinheiro e sem comida, enquanto a equipe econômica tropeçava nos próprios pés e o Executivo negociava fatias do Orçamento com o Centrão. Um dos produtos dessas negociações foi a criação de um Orçamento paralelo, concebido para favorecer parlamentares dispostos a colaborar com o presidente e sua turma. A equipe econômica, muito bem comportada, foi incapaz de resistir ao dilaceramento das verbas enquanto faltava emprego e a grande massa continuava desassistida.

Além de se mostrar incapaz de promover a criação de empregos e de ajudar os pobres na fase mais crítica deste ano, o desgoverno federal contribuiu para o aumento da inflação, desde o ano passado, assustando os investidores financeiros e motivando enorme valorização do dólar. A instabilidade cambial, atenuada só recentemente, alimentou a inflação. Nos 12 meses terminados em maio os preços ao consumidor aumentaram mais de 8%. Os piores efeitos, obviamente, foram sentidos pelos mais pobres, finalmente lembrados, na quinta-feira, pelo ministro da Economia. Mas a culpa da fome, segundo ele, é da classe média.

 

CHARGE


Por que muitos chefes favorecem o 'presenteísmo' em vez da produtividade

TRABALHO REMOTO

Se a pandemia nos ensinou algo sobre o trabalho, é que não precisamos passar muitas horas no escritório para ser produtivos. Então, por que o presenteísmo ainda é tão importante?



 
Em muitas empresas, estar presente é mais valorizado do que ser produtivo 

Parece distante a época em que as pessoas passavam pelo menos 40 horas por semana em um escritório físico (e, muitas vezes, até mais para impressionar o chefe).

Mas no mercado de trabalho pré-pandemia, este tipo de "presenteísmo" — estar fisicamente sentado no local de trabalho, apenas para parecer dedicado, não importa o quão improdutivo seja — era apenas só mais um aspecto da vida no escritório.

Antes da pandemia, em uma pesquisa realizada no Reino Unido, 80% dos profissionais disseram que o presenteísmo existia em seus locais de trabalho, e um quarto dos entrevistados afirmou que havia piorado desde o ano anterior.

Mas agora, o trabalhoremoto deu aos chefes e aos funcionários a chance de finalmente reavaliar esse presenteísmo tão arraigado.

Há muito tempo sabemos que o presenteísmo é problemático — pode custar dezenas de bilhões de dólares à economia de uma nação quando pessoas doentes vão ao escritório e infectam outras; e gera ambientes tóxicos que levam ao excesso de trabalho, à medida que as pessoas que trabalham muitas horas pressionam as demais a fazerem o mesmo.

Sabemos que o que importa é a produtividade, e não estar acorrentado à mesa do escritório ou ao computador, e é uma conversa que temos há anos.

No entanto, apesar desta oportunidade de ouro de abandonar esta prática em meio a um novo mundo de trabalho, a ênfase no presenteísmo está bem viva.

Agora, o presenteísmo simplesmente se tornou digital: as pessoas estão trabalhando mais tempo do que nunca, respondendo a e-mails e mensagens a qualquer hora do dia para mostrar o quão "comprometidas" estão.


 
Estar 'presente' durante a pandemia significa estar sempre disponível, mesmo depois do expediente 

E, à medida que os chefes convocam os funcionários a voltar ao escritório, crescem as evidências de que talvez não tenhamos saído mesmo do modo presenteísmo.

Mas por que, apesar do que sabemos, o presenteísmo ainda é tão enfatizado?

Não é que os chefes estejam simplesmente ansiosos para controlar os funcionários enquanto eles desempenham suas funções.

Em vez disso, são os vieses subconscientes que mantêm a prática intacta e, a menos que façamos um trabalho melhor reconhecendo seus danos e estabelecendo locais de trabalho que a desencorajem, é provável que sejamos escravos do presenteísmo para sempre.

Por que os chefes recompensam o presenteísmo

Se apegar a uma cultura de presenteísmo favorece apenas aqueles "que têm tempo para chegar cedo e sair tarde", diz Brandy Aven, professora de teoria organizacional, estratégia e empreendedorismo na Tepper School of Business da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA.

Aven também sugere que isso pode favorecer injustamente alguns profissionais em detrimento de outros; aqueles que são pais podem não ter escolha a não ser sair mais cedo, por exemplo.

No entanto, por pior que seja o presenteísmo, há alguns indícios de que as pessoas que não se fazem presentes podem ser penalizadas.

Por exemplo, embora seja difícil de acreditar agora, o "home office" costumava, em geral, ser estigmatizado como irresponsável — e isso prejudicou alguns trabalhadores no passado.

Uma pesquisa de 2019, por exemplo, mostrou que os profissionais que trabalhavam à distância em empresas em que o trabalho remoto era incomum tinham um crescimento salarial mais lento.

Estes fatores podem alarmar os trabalhadores, muitos dos quais chegam a temer que a falta de presença física no escritório possa prejudicar seu sucesso.


 
Muitos funcionários temem que não estar 'presente' possa prejudicá-los, e há sinais de que seu medo tem fundamento

E a normalização do trabalho remoto em meio à pandemia não mudou isso necessariamente.

Em 2020, pesquisadores da empresa de software de recursos humanos ADP descobriram que 54% dos trabalhadores britânicos se sentiam obrigados a ir fisicamente ao escritório em algum momento durante a pandemia, sobretudo aqueles no início e no meio de suas carreiras, apesar do aumento do trabalho flexível.

Leigh Thompson, professora de administração e organizações da Kellogg School of Business da Northwestern University, nos EUA, diz que há dois fenômenos psicológicos importantes que alimentam o presenteísmo.

O primeiro é o "efeito de mera exposição", que sustenta que quanto mais uma pessoa está exposta a alguém ou algo, mais ela começa a desenvolver uma afinidade por essa pessoa ou coisa.

"Se eu vi uma pessoa 10 vezes para cada vez que vi outra pessoa, naturalmente vou gostar mais dela", explica Thompson.

Se um determinado funcionário se faz mais visível, ele pode naturalmente cair nas graças dos outros apenas por estar lá, mesmo que os demais não se deem conta dele ou não consigam identificar o que gostam na pessoa que está "presente".

"[Você pode pensar]: 'Eu não sei. Gosto do sorriso dele, gosto da atitude dele, tem perfil de liderança", diz ela. E, antes que você perceba, essa pessoa pode ganhar um aumento ou uma promoção.

Esse viés existe ao lado de outro conceito psicológico chamado "efeito halo": associar impressões positivas de alguém com seu caráter real.

"Você começa a pensar que a pessoa que traz café ou pergunta sobre o seu fim de semana parece um 'cara bacana', e então passa a pensar que ele também é um trabalhador produtivo", afirma Thompson.

"Como você é gentil, imediatamente concluo: 'Esse cara também deve ser um trabalhador esforçado', embora você não tenha me dado nenhuma prova de que seja."

Isso pode levar a promoções ou a outros benefícios para os funcionários que comparecem pessoalmente.


 
O presenteísmo tem seus privilégios 

Aparências

Ironicamente, apesar das possíveis recompensas de mostrar a cara no escritório, os profissionais não são necessariamente mais produtivos quando dedicam tempo presencial ou fazem horas extras.

Ainda assim, eles sentem a necessidade de aparecer, tanto pessoalmente quanto digitalmente agora, já que os gestores não sabem necessariamente que seus funcionários não estão realizando nada adicional.

Na verdade, durante a pandemia, o número de horas trabalhadas em todo o mundo aumentou, não diminuiu.

Em 2020, a jornada média diária de trabalho aumentou em mais de meia hora em média. O pensamento é que, se todo mundo está online, eu também tenho que estar.

Muitos chefes só percebem as pessoas mais visíveis, então presumem que são os funcionários mais produtivos.

Este é um problema relativamente novo. Quando a economia era mais voltada para a manufatura, era mais fácil medir os resultados tangíveis: isso foi fabricado, isso não.

Mas "à medida que mudamos para uma economia do conhecimento, é muito mais difícil medir a produção", diz Scott Sonenshein, professor de comportamento organizacional da Jones Graduate School of Business da Rice University, em Houston, no Texas.

Portanto, em vez de algo mensurável, os gestores tendem a pensar que os funcionários estão produzindo enquanto estão em suas mesas de trabalho.

Os profissionais sabem que a chefia visivelmente valoriza isso, por isso caem na armadilha do presenteísmo, sobretudo quando veem seus colegas fazendo o mesmo.

Isso é especialmente verdade em tempos de instabilidade econômica, como a que estamos vivemos agora em decorrência da pandemia de covid-19, quando os trabalhadores temem pela continuidade de seus empregos.

Eles trabalham porque querem mostrar que podem suportar o estresse e se destacar, além de serem confiáveis.


 
Ironicamente, estar sempre presente no trabalho gera esgotamento e reduz a produtividade 

No entanto, o tiro sai pela culatra, uma vez que a qualidade da produção dos profissionais é afetada como resultado dessa necessidade de aparecer.

No Reino Unido, por exemplo, 35 dias de trabalho são perdidos por trabalhador, por ano devido ao presenteísmo, e algumas pesquisas também mostram que a produtividade despenca depois de trabalhar mais de 50 horas por semana.

Como acabar com o presenteísmo

Agora, em uma época em que as práticas laborais passaram por transformações sísmicas e desencadearam um escrutínio sem precedentes, existe uma necessidade urgente de reduzir a ênfase no presenteísmo, tanto fisicamente quanto digitalmente.

Mesmo que muitos funcionários não tenham um lugar para estar fisicamente presentes, vários ainda sentem que precisam estar virtualmente presentes o tempo todo.

Mas, assim como o burnout, que também ameaça fundamentalmente a forma como trabalhamos, resolver enormes problemas existenciais, incluindo o presenteísmo, requer uma grande revisão de cima para baixo do que é valorizado no local de trabalho e por quê.

Para Sonenshein, um bom ponto de partida é os trabalhadores, sobretudo os líderes, adotarem um modelo de comportamento mais saudável.

Assim que terminar de trabalhar, vá embora. Desconecte-se. Os profissionais que permanecem só para serem vistos podem pressionar outros a fazerem o mesmo, criando um ciclo vicioso e tóxico.

É mais fácil falar do que fazer, claro. É por isso que os gestores também devem se conscientizar sobre por que o presenteísmo acontece, aprendendo sobre seus próprios vieses e fenômenos como a mera exposição e o efeito halo.

Os especialistas também defendem a adoção de métricas melhores e mais claras para medir a produtividade, além de "quem sai do escritório por último" ou "quem responde aos e-mails de madrugada".


São necessárias novas maneiras de medir a produtividade do trabalho no século 21 

Thompson diz que um ótimo ponto de partida é simplesmente olhar para o desempenho bruto:

"Acho que os chefes e supervisores precisam se perguntar antes: 'É nisso que minha equipe vai trabalhar no mês que vem ou no próximo trimestre. Quais são as minhas expectativas básicas e quem vai além delas?"

No entanto, a triste realidade é que os fundamentos do presenteísmo ainda existem neste novo mundo do trabalho.

"Isso não é sustentável. As pessoas vão acabar tendo um burn out; essa tem sido uma grande luta para as pessoas nos últimos 15 meses", afirma Sonenshein.

"É como uma corrida armamentista para ver quem parece estar trabalhando mais."

O fato de o comportamento ter sido transferido das mesas de trabalho físicas para as digitais mostra como ele está profundamente entranhado em nossas vidas profissionais.

"Seria de esperar que durante a pandemia houvesse uma mudança."

Mas, sem uma boa olhada em nossos vieses arraigados, a transformação pode ser difícil.

"Infelizmente", diz Sonenshein, "não tenho certeza se as coisas vão realmente mudar."

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Work Life.

 

Qual a importância das 8 vitaminas do complexo B?

Entenda como funcionam os tipos de vitaminas que estão presentes no complexo B e como cada um deles ajuda a nossa saúde

16 jun 2021

Vitamina B: conheça os 8 tipos que compõe esse complexo
Vitamina B: conheça os 8 tipos que compõe esse complexo
Foto: Shutterstock / Sport Life

Muito se fala em vitamina D, vitamina C, vitamina A e se esquece do complexo B. Ele é composto por oito (8) vitaminas (B1 - tiamina, B2 - riboflavina, B3 - niacina, B5 - ácido pantotênico B6 - piridoxina, B7 - biotina B9 - folato e B12 - cobalamina).

São vitaminas solúveis em água, o que significa que o corpo não as armazena. Por isso, devem fazer parte da alimentação diária. Estas vitaminas são importantes para garantir o funcionamento adequado das células do corpo. Eles ajudam a converter alimentos em energia, criar células sanguíneas e manter nosso copo saudável.

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A nutricionista Adriana Stavro explica a função de cada uma delas. Veja!

B1 (tiamina): a tiamina só pode ser armazenada no corpo por um curto período antes da excreção, uma ingestão regular é necessária para manter os níveis sanguíneos adequados. A B1 é essencial para o metabolismo energético, é ela que ajuda converter os nutrientes em energia. Ela também ajuda a prevenir complicações no sistema nervoso, músculos, coração, estômago e intestino. Além disso o corpo precisa de tiamina para: quebrar moléculas de açúcar (carboidratos) dos alimentos, criar neurotransmissores (produtos químicos cerebrais) e sintetizar hormônios.

B2 (riboflavina): A riboflavina é usada na prevenção de várias doenças, como enxaqueca, anemia, câncer, hiperglicemia, hipertensão, diabetes mellitus e estresse oxidativo. Ela também é essencial para: produção de energia, ajuda a quebrar gorduras e auxilia na conversão de triptofano em niacina (vitamina b-3).

B3 (niacina): A vitamina B3 ou niacina é importante para reduzir os níveis elevados de colesterol, diminui os sintomas da artrite, previne o risco de doenças cardíacas e contribui para a saúde mental. Além disso a niacina desempenha papel na sinalização celular, metabolismo, produção e reparo de DNA.

B5 (ácido pantotênico): O ácido pantotênico, também chamado de pantotenato, é essencial para o metabolismo de carboidratos, proteínas e ácidos graxos. Essa vitamina também está envolvida na síntese de colesterol lipídios, neurotransmissores, hormônios esteroides e hemoglobina.

B6 (piridoxina): A vitamina B6, É o nome genérico de seis compostos (piridoxina, piridoxal, piridoxamina, piridoxal 5-fosfato e piridoxamina 5-fosfato). As formas coenzimáticas ativas da vitamina B6 que são a piridoxal 5-fosfato e piridoxamina 5-fosfato, estão envolvidas em várias reações bioquímicas, incluindo o metabolismo de aminoácidos e glicogênio, síntese de ácidos nucleicos, neurotransmissores serotonina, dopamina, norepinefrina e ácido gama-aminobutírico (GABA ), gliconeogênese e glicogenólise, função imunológica (por exemplo, promove a produção de linfócitos e interleucina-2) e formação de hemoglobina.

B7 (biotina): A biotina ajuda o corpo a converter alimentos em energia, ela suporta uma série de enzimas envolvidas na quebra de carboidratos, gorduras e proteínas. A B7 também ajuda a manter a pele, o cabelo, unhas, os olhos, o fígado e o sistema nervoso saudáveis. Além disso é um nutriente fundamental durante a gravidez, pois é importante para o crescimento embrionário.

B9 (folato): A forma natural da B-9 é chamada de folato. O ácido fólico, que está presente em alimentos fortificados e em suplementos, é a forma sintética da vitamina. O folato é necessário para o crescimento celular, metabolismo dos aminoácidos, formação de glóbulos vermelhos e brancos e a divisão celular adequada. A B9 também é fundamental no início da gestação para reduzir o risco de defeitos congênitos no cérebro e medula espinhal.

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B12 (cobalamina): Talvez a mais conhecida de todas as vitaminas do complexo B. É vital para a função neurológica, síntese de DNA, metabolismos de gorduras e proteínas e desenvolvimento de glóbulos vermelhos. O corpo humano produz milhões de glóbulos vermelhos a cada minuto. Essas células não podem se multiplicar adequadamente sem a B-12 podendo levar a quadros de anemia megaloblástica. Além disso, o metabolismo de todas as células do corpo depende desta vitamina, pois ela desempenha papel na síntese de ácidos graxos e na produção de energia.

Sport Life

 

Doce de tapioca com coco pronto em 20 minutos

18 jun 2021 
Doce de tapioca com coco:
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As receitas com farinha de tapioca estão cada vez mais em alta e ela não é utilizada apenas em receitas salgadas. Os doces feitos com a tapioca também ficam deliciosos e conseguem agradar toda sua família e também seus convidados. O doce de tapioca com coco é bem fácil de fazer, por isso, que tal testar a receita e experimentar esta delícia? Aprenda abaixo:

Tempo: 25min (+2h30 de descanso)

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Rendimento: 10 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes do doce de tapioca com coco

  • 250g de farinha de tapioca
  • 1/2 xícara (chá) de açúcar
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 vidro de leite de coco (200ml)
  • 1 coco ralado
  • 1/2 lata de leite condensado
  • 500ml de leite morno
  • 1 colher (sopa) de manteiga

Modo de preparo

Em uma vasilha, misture a farinha de tapioca, o açúcar, o sal e o leite de coco. Junte metade do coco ralado e o leite, aos poucos, mexendo até incorporar. Transfira para um refratário médio e deixe descansar por 2 horas. Regue com o leite condensado e deixe descansar por mais 30 minutos. Aqueça uma frigideira antiaderente com a manteiga e o coco restante e frite em fogo médio até tostar. Espalhe sobre o cuscuz, corte em pedaços e sirva.

COLABORAÇÃO: Ângela Cardoso e Fernando Santos

 

Bolo de mandiosa e coco fácil e saboroso

17 jun 2021 

Guia da Cozinha - Bolo de mandioca e coco fácil e saboroso
Guia da Cozinha - Bolo de mandioca e coco fácil e saboroso
Foto: Guia da Cozinha

O bolo de mandioca vai bem em qualquer ocasião! É um dos preparos de bolos mais saborosos e versáteis, já que possui versões doces e salgadas. Por isso, separamos essa receita de bolo de mandioca com coco que fica deliciosa e rende bastante! Que tal preparar ainda hoje e servir com um cafezinho ou suco natural? Bom demais, né? Confira!

Tempo: 1h10

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Rendimento: 10 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes do bolo de mandioca e coco

  • 4 ovos (claras e gemas separadas)
  • 1 pitada de sal
  • 1 lata de leite condensado
  • 100g de coco ralado
  • 2 xícaras (chá) de mandioca crua ralada
  • 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó químico
  • Margarina para untar

Modo de preparo:

Na batedeira, bata as claras em neve, junte as gemas, uma a uma, sem parar de bater, e o sal até ficar um creme bem fofo. Despeje o leite condensado em fio e adicione o coco, a mandioca, o parmesão e a manteiga. Bata para misturar, por último acrescente o fermento e misture com uma colher. Despeje em uma fôrma de 26cm de diâmetro untada e leve ao forno médio, preaquecido, por 45 minutos. Desenforme quando estiver morno e sirva.

Colaborador: Isa Maria Ubaldini/colaboradora

 

Pavê de danoninho: sobremesa que vai agradar a toda a criançada

21 jun 2021 

Guia da Cozinha - Pavê de Danoninho®: sobremesa que vai agradar toda a criançada
Guia da Cozinha - Pavê de Danoninho®: sobremesa que vai agradar toda a criançada
Foto: Guia da Cozinha

Que tal preparar uma sobremesa que é só bater no liquidificador, montar, gelar e servir? Esse é o pavê de Danoninho®, uma opção prática e deliciosa para a sobremesa do seu almoço em família!

Tempo: 1h (+2h de geladeira)

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Rendimento: 8 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes do pavê de Danoninho®

  • 1 caixa de gelatina em pó sabor morango
  • 1/2 xícara (chá) de água quente
  • 2 xícaras (chá) de morangos picados
  • 2 potes de iogurte natural (340g)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite
  • 2 pacotes de biscoito champanhe (360g)
  • Morangos inteiros para decorar

Modo de preparo

No liquidificador, bata a gelatina com a água quente até dissolver.

Acrescente o morango, o iogurte, o leite condensado e o creme de leite e bata até ficar homogêneo.

Leve à geladeira até ficar como clara de ovo.

Em um refratário médio, intercale camadas de biscoitos e de creme, terminando em creme.

Leve à geladeira por 2 horas, decore com morangos e sirva.

COLABORAÇÃO: Mariana Maluf Boszczowski

 

Queijadinha deliciosa pronta em 30 minutos

21 jun 2021 

Guia da Cozinha - Queijadinha deliciosa pronta em 30 minutos
Guia da Cozinha - Queijadinha deliciosa pronta em 30 minutos
Foto: Guia da Cozinha

Que tal experimentar um docinho diferente hoje a tarde? Com esta receita de queijadinha você surpreende sua família e apostamos que as crianças vão adorar! Abaixo, você confere a receita completa, o vídeo com o passo a passo e ainda mais receitas especiais. Experimente!

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Tempo: 35min

Rendimento: 20 unidades

Dificuldade: fácil

Ingredientes da queijadinha

  • 1 lata de leite condensado
  • 1/2 xícara (chá) de leite
  • 2 xícaras (chá) de coco ralado
  • 1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
  • 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) de manteiga derretida
  • 4 ovos
  • Açúcar para polvilhar

Modo de preparo

Em uma tigela, misture bem o leite condensado, o leite, o coco, o queijo ralado, a farinha, a manteiga e os ovos. Despeje em forminhas de empada ou de cupcakes forradas com forminhas de papel, sem encher completamente. Polvilhe com açúcar e coloque, uma ao lado da outra, em uma fôrma grande. Leve ao forno médio, preaquecido, por 20 minutos ou até firmar e dourar. Retire, deixe amornar e desenforme. Sirva em seguida.

COLABORAÇÃO: Fernando Santos

 

sábado, 19 de junho de 2021

O aquecimento global já pode ter alcançado o seu ponto irreversível no Ártico

Avaliar a real dimensão das consequências do aquecimento global é um verdadeiro desafio. Para isso, é necessário analisar cada um dos componentes do que chamamos de sistema terrestre — basicamente, os processos naturais que ocorrem na superfície do planeta —, e então entender como cada um deles vem reagindo às mudanças climáticas. Este é o caso das pesquisas que acompanham o acelerado derretimento das calotas polares da Terra. Agora, em um novo estudo, cientistas indicam que o ponto crítico irreversível do aquecimento já pode ter sido atingido no Ártico.

Em outras palavras, é o que os cientistas chamam de ponto de inflexão, quando a curva de um gráfico atinge um ponto crítico em que não há mais retorno. Nesse caso, tanto o aumento da temperatura global, quanto o derretimento do Ártico, podem se tornar um caminho sem volta. Markus Rex, líder da Mosaic Expedition, a maior missão já realizada ao Polo Norte, explica que o derretimento do gelo marinho do verão no Ártico é “um dos pontos de inflexão que iniciamos quando levamos o aquecimento longe demais".

Na primavera, o gelo começa a derreter e grandes lagoas começam a se formar e passam a absorver mais calor do Sol. Essas "piscinas" são cada vez mais comuns (Imagem: Reprodução/Mosaic Expedition)
Na primavera, o gelo começa a derreter e grandes lagoas começam a se formar e passam a absorver mais calor do Sol. Essas "piscinas" são cada vez mais comuns (Imagem: Reprodução/Mosaic Expedition)

Para a pesquisa, Rex contou com a participação de 300 cientistas de 20 países. A expedição, que durou 389 dias pelo Ártico, trouxe de volta evidências devastadores da perda do Oceano Ártico e avisos sobre verões sem gelo em questão de algumas décadas. A missão custou um total de 140 milhões de euros e gerou 150 terabytes de dados, além de trazer mais de 1.000 amostras de gelo.

De maneira geral, as primeiras descobertas da pesquisa revelaram que o gelo do mar no Ártico recuou mais rápido na primavera de 2020 do que desde o início de seus registros. "A propagação do gelo do mar no verão foi apenas metade do tamanho de décadas atrás", acrescenta Rex. A camada de gelo tinha apenas a metade da espessura e temperaturas até 10 graus mais elevados do que expedições empreendias na década de 1980. Uma vez que a superfície de gelo diminui, o oceano passa a absorver mais calor do Sol e, consequentemente, torna a formação de gelo mais lenta do que o normal.

O recuo da extensão do gelo compromete o habitat de muitas espécies, como o urso-polar (Imagem: Reprodução/Mosaic Expedition)
O recuo da extensão do gelo compromete o habitat de muitas espécies, como o urso-polar (Imagem: Reprodução/Mosaic Expedition)
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Rex e sua equipe acreditam que apenas novas avaliações ao longo dos próximos anos poderão determinar se ainda existe chance de salvar o gelo do Ártico ou se já ultrapassamos o ponto de inflexão no sistema climático polar.

Fonte: Canaltech