O meu blog é HOLÍSTICO, ou seja, está aberto a todo tipo de publicação (desde que seja interessante, útil para os leitores). Além disso, trata de divulgar meu trabalho como economista, escritor e compositor. Assim, tem postagens sobre saúde, religião, psicologia, ecologia, astronomia, filosofia, política, sexualidade, economia, música (tanto minhas composições quanto um player que toca músicas de primeira qualidade), comportamento, educação, nutrição, esportes: bom p/ redação Enem
Guia da Cozinha - Pavê de gelatina com abacaxi: sobremesa fácil para o dia a dia
Foto: Guia da Cozinha
Esta receita de pavê de gelatina com abacaxi, feita com bolo pronto e
creme de liquidificador, é muito prática, fácil e deliciosa! É uma
sobremesa refrescante perfeita para amenizar o calor e para degustar com
toda a família! Aproveite!
Tempo: 20min (+3h30 de geladeira) Rendimento: 6 porções Dificuldade: fácil
Ingredientes do pavê de gelatina com abacaxi
2 latas de leite condensado
1 lata de creme de leite sem soro
1 caixa de gelatina em pó sabor abacaxi
1 xícara (chá) de água quente
2 bolos prontos tipo Pullman® sabor abacaxi em fatias
1 lata de abacaxi em calda picado (reserve a calda)
3 colheres (sopa) de hortelã picada
Fatias de abacaxi em pedaços e folhas de hortelã para decorar
Modo de preparo
Bata no liquidificador o leite condensado com o creme de leite até
formar um creme. Misture a gelatina de abacaxi com a água quente até
dissolver. Junte ao creme do liquidificador e bata por mais 1 minuto.
Despeje em uma vasilha e leve à geladeira por 30 minutos. Em um
refratário médio, faça camadas do creme de abacaxi, do bolo umedecido na
calda reservada e do abacaxi misturado com a hortelã picada, acabando
em creme. Leve à geladeira por 3 horas. Decore com pedaços de abacaxi e
folhas de hortelã. Sirva.
O
presidente do Insper, Marcos Lisboa, afirma que, para reforma avançar
no Congresso, será necessária a construção de um consenso na sociedade e
a liderança do governo
Entrevista com
Marcos Lisboa, economista
Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo
05 de janeiro de 2021
BRASÍLIA - Presidente do Insper, o economista Marcos Lisboa é um observador atento do desenrolar da reforma tributária
no Congresso. Ele considera que o caminho para uma boa reforma é
garantir que os "iguais" paguem a mesma carga de impostos. Lisboa
alerta, porém, que, na hora em que se tenta tratar todo mundo como
igual, os grupos organizados se mobilizam e dizem: "comigo não, começa
pelos outros”. Essa é a resistência, segundo ele, que vem sendo
enfrentada pela proposta que não avançou no ano passado.
“Vamos
aceitar os grupos terem pequenas perdas organizadas em troca de um
ambiente de negócios mais saudável, mais competição, justiça tributária e
maior abertura ao comércio, com maior acesso às tecnologias? Ou vamos
continuar nessa situação ruim em que ninguém quer abrir mão?”,
questiona.
Neste
entrevista, Lisboa analisa também as resistências à agenda de corte de
renúncias tributárias (a maior parte consituída de privilégios a grupos e
setores específicos), que volta e meia retorna ao debate como tábua de
salvação para as contas públicas, mas nunca avança. Neste ano, a
previsão é que o governo deve abrir mão de R$ 307,9 bilhões com isenções
tributárias e benefícios financeiros e de crédio, o equivalente a 4% do
Produto Interno Bruto (PIB).
Por que é tão difícil avançar na agenda de corte de renúncias?
É
um desafio porque em geral cada um desses gastos está regulamentado por
uma lei específica ou até mesmo pela Constituição. Não é possível fazer
uma abordagem geral, uma lei geral, para reduzi-los. Tem que enfrentar
caso a caso. Mas cada vez que se vai entrar num caso particular, os
grupos beneficiados se opõem. Vai discutir Zona Franca de Manaus, Simples(regime que simplifica o pagamento de impostos e oferece tratamento diferenciado para micro e empresas de pequeno porte), isenções, recebe a reação dos diversos grupos que são beneficiados.
O economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa.
Foto: Felipe Rau/Estadão - 25/4/2018
A reforma tributária ajuda a desatar esse nó?
A
proposta que está na Câmara enfrenta o problema da tributação sobre
consumo. Cria uma regra comum. Qualquer decisão de consumo,
independentemente se é um serviço ou a compra de um bem durável, passará
a pagar a mesma carga tributária. Tributa-se igualmente e tem um
processo muito mais simples de calcular, que é essencialmente pegar as
notas fiscais do que se vendeu e descontar das notas do que comprou, e
pagar uma alíquota única sobre a diferença.
Os críticos apontam que vai gerar um aumento da carga e que não seria o momento porque o Brasil está saindo de uma recessão.
Se
a alíquota for bem calibrada, não é verdade que vai aumentar. Vai ser
cobrada a mesma alíquota de todas as decisões de consumo, deixando-se de
privilegiar algumas decisões em detrimento das demais. Aumentará em
alguns casos e cairá em outros. Por exemplo, alguns serviços são muito
onerados, como energia elétrica, que tem uma carga tributária muito
elevada. Telecomunicações é a mesma coisa. Isso seria desonerado.
Significa menos preços desses insumos para as empresas, as famílias.
Outras decisões de consumo atualmente são menos oneradas e vão passar a
pagar um pouco mais.
O corte de renúncias, não relacionados diretamente à reforma tributária, deveria ser aprovado antes dela ou pode vir junto?
O
sistema do Brasil é tão caótico que é difícil corrigir todas as
distorções de uma vez só. Há muitas distorções e muitas injustiças.
Famílias em situações muito parecidas de renda, número de filhos, pagam
alíquotas muito diferentes de imposto sobre a renda. Se é um empregado
formal, a alíquota é bastante alta. Por outro lado, se você se organiza
como uma pequena pessoa jurídica, paga muito menos. O caminho para uma
boa reforma tributária é garantir que os iguais sejam igualmente
tributados.
Por que o brasileiro reclama que paga muito imposto, mas não briga para acabar com essas distorções e desigualdades?
No
Brasil, se paga muito imposto para um país emergente. Isso decorre de
termos gastos obrigatórios do setor público muito altos. A segunda parte
da história é que esse imposto é desigualmente distribuído sobre as
decisões de consumo e sobre as famílias. Aí, os grupos reagem. Quem paga
menos imposto não quer ser tratado como os demais. Vimos na discussão
da reforma tributária diversos setores que ficaram preocupados de ter um
pequeno aumento da carga tributária porque pagam menos. A reação foi de
que querem pagar menos do que os demais: ‘não quero pagar imposto como o
resto da sociedade’. Essa é a resistência à reforma.
O governo terá de aumentar a arrecadação via impostos para pagar os gastos da covid-19 em 2021?
O
ideal seria uma reforma tributária que equalizasse a tributação para as
famílias com a mesma renda. Isso daria um alívio para o País e tiraria
todo esse contencioso tributário gigantesco que temos hoje, que paralisa
os negócios e penaliza a produção. Isso permitiria ganho de
produtividade. Sabemos hoje que uma parte importante da diferença de
produtividade e de renda entre país pobre e rico é a proteção setorial. O
país fica fazendo o que não faz bem ou fazendo de uma forma
ineficiente.
Governo e Congresso estão convencidos dessa agenda?
A
sociedade não está convencida dessa agenda. Vemos diversos grupos
organizados da sociedade e do setor privado contra uma agenda de
modernização e maior justiça tributária e redução dos subsídios. O que
acaba acontecendo no Congresso é
o reflexo de uma falta de consenso da sociedade. Mas tem também uma
falta de liderança do Executivo nessa agenda. O próprio governo dá
sinais contraditórios do rumo que quer retomar. Ainda agora, assistimos à
concessão de novas distorções, como foi o caso da importação de armas (o governo zerou o imposto de importação de revólveres e pistolas).
O Congresso minimiza a importância da reforma tributária?
A
reforma teve bastante apoio em meados do ano passado. O que houve foi
que o governo sinalizava em outra direção, ainda que de forma confusa, como no caso da CPMF repaginada.
Se o Executivo tem essa ambiguidade sobre qual caminho defende, é muito
difícil avançar com uma agenda importante como essa no Congresso.
O ano de 2020 provou que não dá para avançar na agenda de reforma tributária sem o governo?
É
extremamente difícil. Estamos num regime presidencialista, o Executivo é
quem tem as informações consolidadas da política pública. É quem tem a
liderança do processo. Mas o próprio governo não sabe bem o que quer. As
declarações são muito inconsistentes. Uma hora apoia uma medida e outra
hora apoia outra.
A tributária é aquele tipo de reforma que todo mundo quer, mas sem que saia perdendo?
O
debate por vezes subestima o custo do nosso atual sistema tributário.
As empresas tomam decisões ineficientes de produção, de escolha de
tecnologia e do que produzir, em razão da tributação desigual. Isso
resulta em menor produtividade e menor crescimento econômico. Além
disso, há a injustiça do regime atual, em que pessoas ou empresas em
situações parecidas pagam tributos diferentes simplesmente em razão de
como estão legalmente organizadas. Tem decisões de consumo que são mais
oneradas do que outras. A reforma tributária tem o mérito de equalizar a
cobrança de tributos. Mas na hora que vai tratar todo mundo como igual,
os grupos organizados se mobilizam e dizem: 'comigo não, começa pelo
outros'. Isso trava o processo.
A reforma tributária tem interesses muito mais pulverizados e é mais complexa que a da Previdência. Como captar apoio para ela?
Estamos
crescendo pouco e há muito tempo. Perdemos essa década. Os brasileiros
empobreceram nessa década. Parte do problema vem dessa série de
distorções setoriais e distribuição de benefícios. Para o País voltar a
crescer como os demais, tem que começar a superar essas restrições. É
uma escolha do País. Vamos aceitar os grupos terem pequenas perdas
organizadas em troca de um ambiente de negócios mais saudável, com mais
competição, justiça tributária e maior abertura ao comércio, com maior
acesso às tecnologias? Ou vamos continuar com essa economia estagnada
por que ninguém quer abrir mão do seu pequeno privilégio?
Quando começou a se discutir corte das deduções do Imposto de Renda da Pessoa Física, a proposta não foi adiante. Por que?
É
bom deixar claro. Isso é parte do Brasil. Se concede benefícios para
quem está na elite do País. Se a pessoa ganha mais de R$ 30 mil por mês,
está no 1% mais rico do País. Boa parte desses benefícios de saúde,
educação e outros vai para os mais riscos. Não vai para a grande parte
da população. O que é preocupante no Brasil é que alguns temas, que são
relativamente pequenos do ponto de vista do valor envolvido, servem como
cortinas de fumaça para travar discussões muito mais profundas e mais
complexas.
Quer dizer que o que debate sobre o corte de isenções acaba travando a mudança na tributação sobre o consumo?
Algumas coisas simbólicas travam a discussão.
Por exemplo?
Discutir
ao mesmo tempo a tributação sobre consumo e sobre a renda, que são duas
reformas imensas e complexas. Para piorar, em geral deixa-se de fora a
tributação sobre lucro presumido ou o Simples, que geram imensas
distorções, em que famílias iguais pagam impostos de forma diferente. É
claro que se deve discutir os impostos sobre a renda e distribuição de
resultados (das empresas). Mas a discussão acaba embaralhando
muitos temas e deixando oportunisticamente alguns problemas de fora.
Outro exemplo é a proposta de uniformizar a tributação sobre consumo,
seja ele livros, cinema, saúde, educação, alimentação. É impressionante a
quantidade de distorções, as listas são de páginas e páginas de
produtos, discriminando bulbo de cebola, cavalos puro-sangue, desde que
não seja do tipo Inglês, e por vai. Mas aí alguns setores se organizam,
como as editoras e livrarias, e toda a discussão sobre o resto é
paralisada.
E o caso da desoneração da cesta básica?
É
ótimo exemplo. Ao invés de desonerar os produtos da cesta básica, que
são consumidos por ricos e pobres, o mesmo valor que o governo deixa de
arrecadar se fosse transferido para o Bolsa Família, a queda na
desigualdade de renda seria 12 vezes maior. O impacto seria muito maior
fazendo uma política via o gasto do que via tributação sobre o consumo. A
política pública em geral é muito mais eficaz via gasto do que
tributação. A tributação progressiva deve ser sobre a renda.
Essas
discussões travaram o avanço na reforma tributária e que se associou ao
debate que cresceu na pandemia da tributação do andar de cima?
Todo mundo acha que os mais ricos são sempre os outros. Esse é o problema do Brasil. O discurso de tributar os mais ricos é fácil.
Agora, na prática, vamos equalizar a tributação do lucro presumido ao
do trabalhador formal? Como pode pessoas com renda de R$ 50 mil, R$ 10
mil por mês, de uma empresa de lucro presumido, pagar uma alíquota de
imposto menor do que os trabalhadores formalizados, com renda muito
menor?
Mas a discussão de uma tributação maior para os mais ricos não é importante?
Podemos
ter no Brasil uma alíquota marginal maior sobre a renda da pessoa
física. É uma discussão legítima. Em vez de ir até 27,5%, ir a 34%. Mas
há distorções imensas que não põem ser esquecidas. Por exemplo: as
empresas que declaram pelo lucro real têm uma alíquota efetiva entre
25%, 27%. As do lucro presumido e do Simples pagam muito menos,
independentemente da renda de quem recebe. A pessoa pode ser um
acionista pequeno de uma grande empresa ou sócio grande de uma empresa
do lucro presumido. Assim, pessoas muito ricas pagam uma alíquota bem
menor do que a classe média. Em vez de enfrentar o problema de fundo,
garantir que quem recebe na ponta o dinheiro, deveria ser o foco da
análise. Mas trava a discussão quando ela entra no Simples, no lucro
presumido, que é onde estão as nossas maiores distorções na tributação
sobre a renda.
Mais importante agora na reforma tributária é mudar a tributação sobre o consumo?
O adequado deveria ser convergir para uma situação de igualdade tributária sobre o consumo e progressividade (penalizar menos os mais pobres) de
imposto sobre a renda das famílias. Se esse é o ponto de chegada,
estaremos resolvendo vários ruídos dessa discussão. Entender que hoje
tem acionista que paga muito imposto e outros que pagam pouco, e isso
muitas vezes nada tem a ver com o lucro que o acionista recebe. Tem
trabalhadores que são muito onerados, enquanto prestadores de serviço
que exercem atividades equivalentes, com renda equivalente, pagam bem
menos. Entender que as distorções da tributação sobre o consumo têm
impacto perverso sobre o crescimento.
O debate está sem foco?
O
debate no Brasil por vezes se perde em temas corretos, mas muito
pequenos frente à extensão do desafio. Não se discute o problema
fundamental que é o crescimento do gasto com a máquina pública que pouco
chega à população. Vamos lembrar que o Brasil aumentou sua carga
tributária em nove pontos porcentuais do PIB em 25 anos. É um aumento
expressivo e, quando se compara os países parecidos com o Brasil e os
indicadores sociais, não melhorou mais que maioria. Melhorou menos.
Tivemos mais arrecadação, endividamento público e isso virou menos
benefício social do que o esperado, quando comparamos com os demais
países emergentes. A nossa tecnologia de tirar dinheiro da sociedade e
fazer política pública que beneficia o cidadão tem problema de desenho,
de gestão, e não chega onde deveria chegar.
Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Fotos: José Cruz/Agência Brasil e Marcos Corrêa/PR
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) usou as redes sociais nesta terça-feira 5 para criticar a declaração de Jair Bolsonaro de que “o Brasil está quebrado” e que, por isso, não consegue “fazer nada”.
Ciro disse que Bolsonaro deveria “assumir sua total incompetência e renunciar”.
O pedetista apresentou também uma série de medidas “para recuperar a
economia do País”. Entre elas, “passar o pente fino em 300 bilhões de
reais de renúncias fiscais”.
Ciro ainda defendeu a adoção de um imposto sobre heranças, a
tributação de grandes patrimônios – “acima de 20 milhões de reais” -, um
Imposto de Renda progressivo, a revogação do teto de gastos e um plano
efetivo de vacinação.
“A retomada da economia somente será possível quando a pandemia for controlada”, finalizou o ex-ministro.
Resiliência é a capacidade de se adaptar às mais diversas
transformações no ambiente de trabalho e também em outras áreas da vida,
buscando crescimento contínuo e correndo atrás de mais aprendizado para
propor melhorias. Entender como desenvolvê-la é fundamental para
usufruir seus benefícios!
Em um mercado cada vez mais competitivo, a resiliência é um conceito
muito importante para quem deseja ocupar uma posição de destaque dentro
de qualquer organização. Especialmente para quem já ocupa algum cargo de
liderança, como um gestor, é preciso entender o que representa esse conceito e utilizá-lo em seu dia a dia de trabalho.
Mais do que uma frase motivacional, é importante colocá-la em prática
na sua rotina no meio profissional. Imagine só a seguinte situação:
você começou em um novo emprego, em um cargo com o qual se identifica e
com excelentes líderes e gestores. No entanto, com apenas dois meses de
trabalho, aconteceram algumas mudanças radicais.
Os supervisores mudaram de setor, a sua vaga passou por
transformações estruturais e vários de seus colegas com os quais você
havia se identificado pediram para sair ou então mudaram de área. E
agora? O que fazer? Para ajudar você a responder essa pergunta,
preparamos um artigo em que abordaremos:
Voltando ao exemplo inicial, você se adapta facilmente a tantas
transformações ou passa a se lamentar, comprometendo o seu trabalho e a
sua capacidade produtiva? Se a resposta for “sim” para o primeiro
questionamento, você é uma pessoa resiliente! Caso não seja, não se preocupe, pois há métodos de desenvolver essa característica.
Antes de tudo, porém, é preciso entender o que esse conceito realmente significa. Conforme abordado, a resiliência é a capacidade de se adaptar de maneira mais simples
às mais diversas mudanças ocorridas em seu meio pessoal ou
profissional. Pode ser o término de um relacionamento ou a mudança de
uma casa para um apartamento em outro bairro.
De acordo com o dicionário Michaelis,
resiliência é a “elasticidade que faz com que certos corpos deformados
voltem à sua forma original”. Ou seja, conseguir se adaptar a qualquer
tipo de mudança que aconteceu ao seu redor. No mercado, a ideia é não
deixar que alterações, por exemplo, em seu ambiente de trabalho se
tornem um empecilho para o seu melhor desempenho.
A resiliência se trata, portanto, da forma como você lida com as
mudanças, dificuldades e novos desafios. Uma característica que pode ser
preponderante para o seu sucesso pessoal e profissional. Não à toa, é
um conceito em alta no mundo corporativo e pode ser aplicado nas mais
diferentes áreas e segmentos, inclusive no Marketing e em Vendas.
Quais são as características de um profissional resiliente?
Algumas características se destacam entre os profissionais que adotam
a resiliência em suas rotinas de trabalho. Para ficar mais claro sobre o
que se trata esse conceito, confira as suas principais características.
Flexibilidade
A flexibilidade é praticamente um sinônimo para resiliência, o que a
torna uma característica fundamental. Uma reunião foi desmarcada? Sem
problemas, já comece a fazer outra das suas tarefas planejadas para o
restante do dia. Perdeu um funcionário e ainda não encontrou ninguém
para o seu lugar? Adapte a sua equipe para que nada fique sem ser feito.
Confiança elevada
A confiança é outra característica essencial para um profissional
resiliente. Isso não significa ser arrogante ou metido, é importante
ouvir o que outros têm a dizer, por exemplo. Mas você deve ter a
confiança para se abrir e apresentar ideias que possam ser úteis para o
seu planejamento. Você precisa se sentir confortável o suficiente para
dar a sua opinião sem medo de ser julgado.
Persistência
Essa é outra característica importante, mas que também exige bastante
cuidado. Realizou testes e viu que a sua ideia pode funcionar? Insista e
tente convencer o restante da sua equipe. Mas os outros membros do seu
time refutaram a ideia com bons argumentos ou o formato de campanha não
funcionou? É preciso aceitar, aprender com o que foi feito errado e
criar novas estratégias.
Empatia
Ao mesmo tempo em que é importante se impor com a sua opinião e
visão, é fundamental ter empatia com os outros. Ou seja, entender o que
está acontecendo do outro lado da mesa. De certa forma, a empatia se
relaciona com a flexibilidade, permitindo que você compreenda as
necessidades de um cliente, por exemplo, mas não deixe que isso
prejudique o seu resultado.
Autocontrole
Durante a rotina de trabalho, é muito comum participar de reuniões
mais acaloradas ou acabar não entendendo exatamente o que outro
profissional falou. É preciso ter autocontrole e saber ouvir o outro
lado. Mesmo quando parecer uma crítica, não se deixe levar por uma
pequena discussão, é importante ter o controle da situação.
Qual é a importância desse conceito no ambiente corporativo?
Além da transformação digital — que exige constantes mudanças nos métodos de trabalho de profissionais e organizações —, vivemos a era conhecida como “Mundo VUCA”.
A sigla cunhada pelos militares estadunidenses no cenário pós-Guerra
Fria nunca esteve tão atual. Quatro elementos estão muito presentes
nesse contexto: Volatility (Volatilidade), Uncertainty (Incerteza),
Complexity (Complexidade) e Ambiguity (Ambiguidade).
O ambiente corporativo muda rapidamente e de forma mais complexa, o
que resulta em maior volatilidade e incertezas para qualquer um. Sendo
assim, aquele profissional que não estiver atento pode acabar ficando
para trás da concorrência. Esqueça aquele cenário em que uma pessoa
passava décadas dentro de uma mesma empresa ou — menos ainda —
desempenha uma mesma função.
Imagine um gestor de Marketing Digital que não entende a importância de acompanhar métricas a partir de um software de CRM,
por exemplo? Quais são as chances de conseguir entregar um resultado
final satisfatório para os clientes? Poucas, não é mesmo? Especialmente
em cargos de liderança, a adaptação e a capacidade de perceber a necessidade de mudança são fundamentais.
Afinal, com tantas mudanças ocorrendo no mercado de trabalho,
dificilmente você entrará em uma vaga e ficará estável por boa parte de
sua trajetória naquela empresa. É preciso que a organização esteja
constantemente se adaptando, visando a adquirir um diferencial
competitivo e se destacar da concorrência. E você, como profissional, também deve se adaptar aos novos cenários.
Por essa razão, mudanças estruturais de fato vão ocorrer. Muitas
vezes, um cargo que traz resultados hoje, daqui a algum tempo já não
terá o mesmo retorno, justamente por essas modificações a todo momento.
Assim, para manter um bom profissional e reter o seu capital humano, as empresas adaptam a funcionalidade daquela pessoa dentro de seu próprio organograma, propondo novos desafios.
O profissional que tem mais facilidade para se adaptar a essas
modificações e conseguir atender aos objetivos da empresa, entender
quais são as novas metas
e conseguir conviver de maneira harmoniosa com as novas lideranças e
colegas, certamente, vai lidar melhor com a situação. Sendo assim, a
resiliência é um elemento fundamental a ser desenvolvido não apenas para
a sua carreira, como também, para uma melhor saúde mental.
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Agora que você já entende o significado desse conceito e sabe como uma pessoa resiliente tende a se destacar no mercado de trabalho,
chegou o momento de mostrarmos como é possível desenvolver essa
característica. A seguir, selecionamos as principais dicas sobre o
assunto. Confira!
1. Defina seus propósitos
Inicialmente, é preciso ter objetivos bem definidos para desenvolver resiliência. Considere o seguinte:
Mesmo que passe por constantes mudanças em seu trabalho, ele é aquilo mesmo que você pretende seguir em longo prazo?
Seus
objetivos dentro do negócio, independentemente de seu cargo, podem ser
alcançados a partir das mudanças que venham a ocorrer?
Você
trabalha apenas com o objetivo de conquistar um salário melhor com uma
promoção ou deseja crescer e aprender em conjunto com sua empresa e seus
colegas?
A partir do momento em que você tem as respostas para esses
questionamentos, tudo tende a se tornar mais simples. Afinal, muitas
vezes, o problema não é exatamente o que você está enfrentando de fato
na empresa, mas sim, que aquele ambiente já não mais lhe proporciona o
crescimento esperado e o desejo de ser sempre desafiado.
Por essa razão, caso você perceba que a desmotivação é justamente
pelo fato de seus propósitos não serem alcançados naquele contexto,
dificilmente conseguirá desenvolver a resiliência no ambiente de
trabalho. Então, busque novos desafios!
2. Administre suas emoções
Administrar as emoções
é uma tarefa diária, que deve ser considerada não apenas no ambiente
profissional, como também, em suas relações pessoais. Não deixar que uma
discussão mais ríspida se transforme em uma mágoa ou mesmo um problema
mais crítico na relação de trabalho. Como falamos acima, o autocontrole desempenha um papel fundamental.
Em muitos casos, existem momentos nos quais há um pico de
sentimentos, em que você precisa pensar muitas vezes antes de falar algo
com o intuito de não ofender alguém ou não prejudicar a sua imagem
perante seus colegas e líderes. Caso isso aconteça com você, o primeiro
passo é respirar, beber uma água e esperar um pouco para oferecer um feedback àquela pessoa que fez com que você se destemperasse.
Ele é essencial para que o outro entenda no que errou, como pode
melhorar e o que ele pensa sobre o assunto, dando a oportunidade também
de ele oferecer algo sobre o aprendizado adquirido naquele contexto.
O feedback contribui ainda para melhorar o seu desempenho e de seus
colegas, além de estimular cada vez mais o conhecimento sobre as mais
diversas situações em seu ambiente de trabalho. Assim, você também
permite que outras pessoas desenvolvam mais flexibilidade e que todos
consigam usufruir suas vantagens no cenário profissional, criando uma cultura que promova a resiliência.
3. Desenvolva a autoconfiança
Afinal, o que é autoconfiança? É, simplesmente, a capacidade de
confiar em si próprio. A dificuldade de se adaptar a transformações pode
estar justamente aí: no medo do diferente e no receio de não conseguir
realizar as suas atividades e obrigações a partir de tantas novidades.
Certamente, esse gargalo pode ser um empecilho para que você
desenvolva a resiliência e cresça junto com a sua organização, concorda?
A maior dificuldade, aqui, é entender como desenvolver essa
característica.
O primeiro passo é saber dar outros significados a experiências
anteriores. Se você está com essas dúvidas agora, provavelmente, já
passou por situações que não foram tão positivas em seu contexto
profissional. No entanto, saiba que cada empresa é única e que cada
profissional consegue transmitir conhecimento de maneiras diferenciadas.
Além disso, é possível entender o quê, de fato, ocorreu anteriormente
para não repetir os mesmos erros na atual situação, não é verdade? Isso
diminui as chances de contar com uma experiência mais negativa,
permitindo também um aprendizado em relação ao seu ambiente profissional.
4. Saiba solucionar as dificuldades
No dia a dia de seu ambiente de trabalho, as dificuldades vão
aparecer nas mais diversas formas, seja com o modo de lidar com um
cliente insatisfeito, seja com o seu colega que não está se adaptando
aos processos, prejudicando as etapas profissionais. Uma pessoa
resiliente é justamente aquela que, em vez de apenas reclamar ou
oferecer o seu ponto de vista em relação à situação, traz soluções para o
problema apresentado.
Enquanto outros perderiam algumas horas ou dias apenas insatisfeitos com o que foi modificado, a resiliência prega a importância de já oferecer uma resposta ao problema.
Imagine a seguinte situação: um cliente demonstrou muito
descontentamento pelos serviços de sua equipe por erro de comunicação.
Dessa forma, para que você consiga contornar essa insatisfação, o
objetivo não é apenas reportar o problema, como também, trazer algo
tangível que devolva a confiança àquela pessoa. Tal atitude demonstra
maturidade profissional, além de contribuir para que outros
colaboradores também aprendam com essa situação, de forma que os erros
não sejam mais repetidos com outros clientes, não é verdade?
5. Tenha empatia
Muito se fala em empatia
nos âmbitos pessoal e profissional, mas pouca gente entende, de fato, o
que isso significa. Trata-se da capacidade de se colocar no lugar do
próximo, oferecer ajuda sem julgamentos e entender quais são os
contextos pelos quais o seu colega está passando e que resultaram em
alguma atitude indelicada.
O primeiro passo para desenvolver a empatia já foi mencionado neste
artigo: o autoconhecimento. Apenas quem conhece a si próprio tem a
capacidade de se colocar no lugar do outro, conseguindo propor soluções
mais benéficas para o seu desenvolvimento.
Além disso, é interessante que se desenvolva uma postura empática.
Engana-se quem pensa que esse momento é apenas aquele no qual você
pergunta como o outro está — é uma ocasião para entender o que está
sendo transmitido pelo colega. Por fim, é preciso demonstrar verdadeiro
interesse àquela situação, olhando no olho da pessoa e contribuindo para
o seu crescimento sem diminuí-la.
Essa também é uma maneira de ganhar a confiança dos seus clientes ou,
até mesmo, colegas de trabalho. De certa forma, é uma maneira de se
mostrar humilde e disposto a resolver o problema mais importante. E
quando você se coloca no lugar dos outros, a tendência é que se isso se
repita com você também, o que pode ser muito útil em determinadas
situações.
6. Seja proativo
A proatividade é fundamental não apenas para quem deseja desenvolver
resiliência, como também, para os profissionais que querem se destacar
em suas funções, contribuindo para que o negócio se desenvolva. Com
isso, há uma troca mútua de conhecimentos, aprendizados e benefícios.
No entanto, saiba que ser proativo vai além de apenas tomar
iniciativa para propor soluções e melhorias. É entender quais são os
seus conhecimentos e como eles podem colaborar para a sua organização e
para o contexto no qual você está inserido. Não entende tanto de
determinado tópico? Tente se aprofundar para oferecer uma visão
diferente ao restante do time.
É ter noção da responsabilidade de seu cargo e como ele contribui para que as metas sejam alcançadas, mas sem afetar o seu desenvolvimento. Assim, se tornará mais resiliente, além de buscar sempre oferecer o seu melhor.
A resiliência é uma característica que, apesar de contribuir no
âmbito profissional, traz consequências positivas também para o âmbito
pessoal. Sendo assim, é essencial adicionar esse conceito ao seu
trabalho, garantindo que as mudanças não se tornem empecilhos para o seu
desenvolvimento. Entender a necessidade de mudança e adaptação
constantes é fundamental.
Como você pôde perceber, o conhecimento é essencial para desenvolver
habilidades e contribuir para o crescimento dos colegas e da
organização. Se você quer seguir aprendendo sobre o ambiente de
trabalho, confira nosso conteúdo sobre as diferenças entre cultura e clima organizacional.
A
mudança climática tem reduzido cada vez mais a cobertura de gelo nas
áreas próximas a La Paz. Crédito: Luislcb/Wikimedia Commons
A geleira Tuni, na Bolívia,
está desaparecendo mais rapidamente do que o inicialmente previsto, de
acordo com cientistas da nação andina. Essa situação provavelmente
agravará a escassez de água que já atinge a capital, La Paz, a apenas 60
quilômetros de distância.
Cientistas da Universidad Mayor de San Andrés (UMSA), que monitoram Tuni e outras geleiras regionais, disseram à Reuters que a geleira, antes extensa, foi reduzida a apenas 1 km².
Se antes previam que duraria até 2025, agora dizem que seu desaparecimento é iminente.
“Todo esse setor já foi coberto de gelo”, disse o glaciologista Edson
Ramírez. Em grande parte do antigo caminho da geleira, agora existem
apenas restos de rocha, expostos pela primeira vez em séculos.
Embora a geleira esteja recuando desde a Pequena Era Glacial, quando
enormes campos de gelo cobriam muitas montanhas andinas, a rápida
mudança do clima acelerou o processo, de acordo com cientistas
bolivianos.
Chuvas torrenciais e secas se tornaram mais comuns, e a neve nas montanhas, menos estável, disseram.
A mudança climática e o rápido desaparecimento das geleiras
coincidiram com uma mudança do campo para as cidades na Bolívia, afirmam
os pesquisadores. Isso pressiona fontes de água já em redução.
É
lá, e não no Ocidente, que o futuro do e-commerce está sendo traçado; o
mercado de varejo online chinês vale US$ 2 trilhões, mais do que o dos
EUA e o da Europa juntos
The Economist
04 de janeiro de 2021 |
Nos
últimos dez meses, a maioria das pessoas nos países ricos participou da
maior revolução nas compras do Ocidente desde que os shoppings e
supermercados conquistaram os subúrbios há 50 anos. A pandemia levou a
um aumento nos gastos online, acelerando a mudança das lojas físicas em
cerca de meia década ou mais.
Esqueça a chaminé. Os presentes de
Natal em 2020 chegaram voando pela caixa do correio ou foram jogados na
soleira da porta. Trabalhadores em um punhado de empresas, incluindo Amazon e Walmart,
fizeram esforços sobre-humanos para atender pedidos online e seus
investidores tiveram lucros superiores à média enquanto Wall Street
conseguia lances maiores por suas ações na euforia que o varejo
ocidental está liderando.
No
entanto, é na China, não no Ocidente, que o futuro do e-commerce está
sendo traçado. O mercado chinês é muito maior e mais criativo, com
empresas de tecnologia combinando comércio eletrônico, mídia social e
pompa para se tornarem empórios de compras online para 850 milhões de consumidores digitais.
Empregados do Alibaba separam produtos em galpão de distribuição na cidade de Wuxi, no leste da China.
Foto: Aly Song/Reuters - 26/10/2020
Por
um século, as empresas de consumo do mundo todo olharam para os Estados
Unidos em busca de novas tendências, desde códigos de barras
digitalizáveis em chicletes Wrigley na década de 1970 até acompanhar os
hábitos de consumo das Kardashians na década de 2010. Agora elas deveriam estar olhando para o Oriente.
A
liderança da China em e-commerce não é inteiramente novidade. Em
tamanho, seu mercado ultrapassou o dos EUA em 2013 - com pouco espaço
físico na loja, seus consumidores e varejistas avançaram para o mundo
digital. Quando o Alibaba foi
listado na Bolsa em 2014, foi a maior oferta pública inicial do mundo.
Hoje, o mercado de varejo eletrônico do país vale US$ 2 trilhões, mais
do que o dos EUA e o da Europa juntos. Mas, além de seu imenso tamanho,
ele agora se destaca do passado e da indústria no Ocidente de várias
maneiras cruciais.
Para começar, é mais dinâmico. Nos últimos anos, novos concorrentes, incluindo Meituan e Pinduoduo,
cresceram com modelos de negócios efervescentes. Um sinal de competição
acirrada é que a participação do Alibaba na capitalização de mercado da
indústria chinesa de e-commerce tinha caído de 81% quando listada para
55% atualmente.
A concorrência também levou o e-commerce e outras
empresas de tecnologia a destruir as fronteiras entre os diferentes
tipos de serviços que ainda são comuns no Ocidente. Aponte e clique são
coisas do passado: as plataformas de compras online na China agora
combinam pagamentos digitais, negócios agrupados, mídia social, jogos,
mensagens instantâneas, vídeos curtos e celebridades ao vivo.
A
questão óbvia, de vários trilhões de dólares, é se o modelo chinês de
e-commerce se tornará global. Como tem acontecido há décadas, os
gigantes do Vale do Silício ainda tendem a subestimar a China. Existem
poucas ligações diretas entre as indústrias de e-commerce americana e
chinesa, em parte devido ao protecionismo de ambos os lados (o Yahoo vendeu grande parte de sua participação no Alibaba, muito cedo, em 2012).
E
as empresas ocidentais há muito têm se organizado em nichos
confortáveis e previsíveis. Portanto, a Visa é especializada em
pagamentos, Amazon em e-commerce, Facebook em mídia social, Google em
pesquisa e assim por diante. A principal fonte de incerteza no
e-commerce tem sido quantos grandes varejistas tradicionais irão à
falência - mais de 30 faliram nos EUA em 2020 - e se poucos conseguirão
administrar a mudança para o online, como o Walmart e a Target fizeram.
No
entanto, por mais seguro e isolado que o e-commerce ocidental possa
parecer, agora é improvável que se torne o modo de compra dominante no
mundo. Fora dos países ricos, a abordagem chinesa já está ganhando
força. Muitas empresas líderes de e-commerce no sudeste da Ásia (Grab e Sea), Índia (Jio) e América Latina (Mercado Livre)
são influenciadas pela estratégia chinesa de oferecer um
"superaplicativo" com uma abundância de serviços, de entrega de
refeições a serviços financeiros.
As gigantescas empresas de bens
de consumo que ocupam os mercados ocidental e chinês também podem
transmitir ideias e táticas de negócios chinesas. Multinacionais como Unilever, L'Oréal e Adidas
geram mais receita na Ásia do que nos EUA, e seus chefes recorrem a
elas, não à Califórnia ou Paris, para ver as novidades em marketing
digital, branding e logística.
As características chinesas já
estão surgindo nos centros de varejo do Ocidente, em parte como
resultado da pandemia. Os nichos estão se rompendo à medida que as
empresas se diversificam. O Facebook agora está
promovendo serviços de compras em suas redes sociais e se engajando no
“comércio social”, incluindo streaming ao vivo e uso do WhatsApp para mensagens entre comerciantes e compradores.
Live
para apresentar produtos à venda no Alibaba durante o Dia do Solteiro,
principal data de descontos no comércio online da China.
Foto: Aly Song/Reuters - 11/11/2020
Em
dezembro, o Walmart apresentou seu primeiro evento de compras ao vivo
pelo TikTok, um aplicativo de vídeo de propriedade chinesa do qual
espera comprar uma participação. Na França, no último trimestre, o sexto
aplicativo de e-commerce mais baixado foi o Vova, vinculado ao fundador
do Pinduoduo. E os novos concorrentes podem finalmente fazer progresso
nos EUA - o preço das ações da Shopify, uma plataforma para vendas
individuais e pequenas empresas da Amazon, disparou tanto que agora está
avaliada em mais de US$ 140 bilhões.
Essa mudança para uma
indústria global mais ao estilo chinês promete ser uma excelente notícia
para os consumidores. Os preços seriam mais baixos, já que a China tem
visto descontos ferozes por parte de empresas concorrentes. A escolha e a
inovação provavelmente cresceriam.
Mesmo assim, o e-commerce
chinês tem falhas. Em um clima do Velho Oeste, a fraude é mais comum. E
existem aquelas preocupações antitruste. É tentador ver a repressão
contra Ma como apenas mais uma demonstração do poder brutal do Partido
Comunista. Pode ser parcialmente isso, mas os reguladores antitruste da
China também estão ansiosos para aumentar a concorrência.
Isso
significa garantir a interoperabilidade, de forma que, por exemplo, os
serviços de pagamento em uma plataforma de e-commerce possam ser usados
perfeitamente em uma plataforma rival. E isso significa evitar que as
empresas de e-commerce penalizem os comerciantes que vendem produtos em
mais de um lugar online.
Até agora, as organizações antitruste
americanas e europeias têm sido ineficazes no controle das grandes
tecnologias, apesar de uma enxurrada de ações judiciais e projetos de
lei no final de 2020. Elas também devem estudar a China, para ter uma
noção de para onde a indústria está indo e como responder.
Existe
um padrão de como o Ocidente pensa a respeito da inovação chinesa. De
eletrônicos a painéis solares, os avanços da produção chinesa foram
ignorados ou descartados como cópias, depois subestimados e, então,
relutantemente reconhecidos em todo o mundo. Agora são os gostos e
hábitos do consumidor chinês que estão se tornando globais. Assista e
aprenda. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA
Quer uma opção de prato delicioso para o jantar e, ao mesmo tempo, sofisticado? Dá só uma olhada nesta receita de suflê de legumes e queijo que é simplesmente divina! Em menos de uma hora, você prepara esse prato francês saboroso e ainda garante uma refeição incrível. Anote o passo a passo completo do suflê de legumes e queijo que derrete na boca e é uma delícia:
1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado para polvilhar
Modo de preparo
Cozinhe a batata, a cenoura e a vagem em água e sal até que fiquem macias. Escorra, coloque em uma tigela e deixe amornar. Adicione a muçarela, misture e reserve. Em outra tigela, misture o óleo, a farinha, o leite, o fermento e as gemas. Acrescente aos legumes reservados, tempere com sal e misture.
Em outra tigela, bata as claras em neve, despeje na mistura anterior e misture delicadamente. Divida a massa em refratários individuais untados, polvilhe com o parmesão e coloque um ao lado do outro em uma fôrma grande. Leve ao forno médio, preaquecido, por 20 minutos ou até dourar. Sirva em seguida.
No Brasil existe, de um lado, 5 milhões de imóveis vazios ou desocupados e, de outro, 7,9 milhões de déficit habitacional. Ou seja, a demanda habitacional não é preenchida devido à deficiência de renda.
E, quais são as consequências disso? Primeira, o valor dos imóveis desocupados não despenca porque existe um déficit de moradias ainda maior. Segunda, mostra a ineficiência do capitalismo ao gerar superprodução relativa de bens, na medida em que concentra a renda.
A higiene bucal dos pequenos começa desde cedo, mesmo quando eles ainda não tenham dentinhos
30 dez 202010h00
Foto: Unplash
A higiene bucal dos pequenos começa desde cedo, mesmo quando eles ainda
não tenham dentinhos. Ensinar as crianças a cuidar da saúde da boca
desde o início da vida ajuda a torna-los adultos conscientes da
importância dos cuidados com a saúde bucal e, de quebra, previne
diversas doenças. Mas como educa-los a serem conscientes com relação à
saúde bucal?
Os dentes de leite são provisórios, mas não é por isso que merecem
menos atenção que os permanentes. Os pais devem ensinar as crianças
desde cedo a manter a higienização correta da boca, pois isso se
refletirá em uma dentição bonita e saudável no futuro.
Ainda durante a gestação, as mães precisam tomar alguns cuidados
simples para assegurar a saúde dos dentes de seus bebês, como ter uma
boa alimentação baseada em proteínas, cálcio e fibras. Depois do
nascimento, mesmo antes de aparecerem os primeiros dentes, os cuidados
devem continuar. Durante tal período, a higienização deve ser feita com
uma gaze umedecida com água filtrada, sempre logo após as mamadas, para
remoção dos resíduos de leite.
Os dentes de leite começam a nascer a partir dos seis meses de vida.
Nessa idade, é necessária a utilização de uma dedeira especial e macia
para escovar os dentes, pelo menos uma vez ao dia.
O hábito de escovar os dentes três vezes ao dia deve ser ensinado desde
cedo aos pequenos, de maneira que se torne uma atividade prazerosa e
cotidiana pelo resto de suas vidas. O pequeno deve escovar os dentes com
uma escova macia e de cabeça pequena pelo menos três vezes ao dia, e,
já nessa fase, uma pequena quantidade de pasta de dentes com flúor pode
ser utilizada.
Tão logo a criança tenha habilidade para tal, o hábito de usar fio
dental deve ser inserido no dia a dia do pequeno, a fim de evitar
acúmulo de bactérias e a temida placa bacteriana.
Ter uma boa alimentação não é benéfica apenas para nossa saúde física,
ela também influencia diretamente na saúde bucal das crianças. Evite
doces e alimentos ultraprocessados, grandes vilões da boa dentição.
Por fim, leve seu filho para consultas regulares com o dentista. Quanto
mais cedo ele se acostumar com esse hábito, maiores as chances de que
ele continue a segui-lo ao longo da vida.