quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Pavê de gelatina com abacaxi: sobremesa fácil de fazer

6 jan 2021 
Guia da Cozinha - Pavê de gelatina com abacaxi: sobremesa fácil para o dia a dia
Guia da Cozinha - Pavê de gelatina com abacaxi: sobremesa fácil para o dia a dia
Foto: Guia da Cozinha

Esta receita de pavê de gelatina com abacaxi, feita com bolo pronto e creme de liquidificador, é muito prática, fácil e deliciosa! É uma sobremesa refrescante perfeita para amenizar o calor e para degustar com toda a família! Aproveite!

Tempo: 20min (+3h30 de geladeira)
Rendimento: 6 porções
Dificuldade: fácil

Ingredientes do pavê de gelatina com abacaxi

  • 2 latas de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite sem soro
  • 1 caixa de gelatina em pó sabor abacaxi
  • 1 xícara (chá) de água quente
  • 2 bolos prontos tipo Pullman® sabor abacaxi em fatias
  • 1 lata de abacaxi em calda picado (reserve a calda)
  • 3 colheres (sopa) de hortelã picada
  • Fatias de abacaxi em pedaços e folhas de hortelã para decorar

Modo de preparo

Bata no liquidificador o leite condensado com o creme de leite até formar um creme. Misture a gelatina de abacaxi com a água quente até dissolver. Junte ao creme do liquidificador e bata por mais 1 minuto.

Despeje em uma vasilha e leve à geladeira por 30 minutos. Em um refratário médio, faça camadas do creme de abacaxi, do bolo umedecido na calda reservada e do abacaxi misturado com a hortelã picada, acabando em creme. Leve à geladeira por 3 horas. Decore com pedaços de abacaxi e folhas de hortelã. Sirva.

COLABORAÇÃO: Adriana Rocha

 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Reação de quem não quer abrir mão de privilégios é obstáculo à REFORMA TRIBUTÁRIA, diz economista

O presidente do Insper, Marcos Lisboa, afirma que, para reforma avançar no Congresso, será necessária a construção de um consenso na sociedade e a liderança do governo

Entrevista com

Marcos Lisboa, economista

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2021 

BRASÍLIA - Presidente do Insper, o economista Marcos Lisboa é um observador atento do desenrolar da reforma tributária no Congresso. Ele considera que o caminho para uma boa reforma é garantir que os "iguais" paguem a mesma carga de impostos. Lisboa alerta, porém, que, na hora em que se tenta tratar todo mundo como igual, os grupos organizados se mobilizam e dizem: "comigo não, começa pelos outros”. Essa é a resistência, segundo ele, que vem sendo enfrentada pela proposta que não avançou no ano passado.

“Vamos aceitar os grupos terem pequenas perdas organizadas em troca de um ambiente de negócios mais saudável, mais competição, justiça tributária e maior abertura ao comércio, com maior acesso às tecnologias? Ou vamos continuar nessa situação ruim em que ninguém quer abrir mão?”, questiona.

Neste entrevista, Lisboa analisa também as resistências à agenda de corte de renúncias tributárias (a maior parte consituída de privilégios a grupos e setores específicos), que volta e meia retorna ao debate como tábua de salvação para as contas públicas, mas nunca avança. Neste ano, a previsão é que o governo deve abrir mão de R$ 307,9 bilhões com isenções tributárias e benefícios financeiros e de crédio, o equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Por que é tão difícil avançar na agenda de corte de renúncias?

É um desafio porque em geral cada um desses gastos está regulamentado por uma lei específica ou até mesmo pela Constituição. Não é possível fazer uma abordagem geral, uma lei geral, para reduzi-los. Tem que enfrentar caso a caso. Mas cada vez que se vai entrar num caso particular, os grupos beneficiados se opõem. Vai discutir Zona Franca de Manaus, Simples (regime que simplifica o pagamento de impostos e oferece tratamento diferenciado para micro e empresas de pequeno porte), isenções, recebe a reação dos diversos grupos que são beneficiados.

Marcos Lisboa
O economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa. Foto: Felipe Rau/Estadão - 25/4/2018

A reforma tributária ajuda a desatar esse nó?

A proposta que está na Câmara enfrenta o problema da tributação sobre consumo. Cria uma regra comum. Qualquer decisão de consumo, independentemente se é um serviço ou a compra de um bem durável, passará a pagar a mesma carga tributária. Tributa-se igualmente e tem um processo muito mais simples de calcular, que é essencialmente pegar as notas fiscais do que se vendeu e descontar das notas do que comprou, e pagar uma alíquota única sobre a diferença.

Os críticos apontam que vai gerar um aumento da carga e que não seria o momento porque o Brasil está saindo de uma recessão.

Se a alíquota for bem calibrada, não é verdade que vai aumentar. Vai ser cobrada a mesma alíquota de todas as decisões de consumo, deixando-se de privilegiar algumas decisões em detrimento das demais. Aumentará em alguns casos e cairá em outros. Por exemplo, alguns serviços são muito onerados, como energia elétrica, que tem uma carga tributária muito elevada. Telecomunicações é a mesma coisa. Isso seria desonerado. Significa menos preços desses insumos para as empresas, as famílias. Outras decisões de consumo atualmente são menos oneradas e vão passar a pagar um pouco mais.

O corte de renúncias, não relacionados diretamente à reforma tributária, deveria ser aprovado antes dela ou pode vir junto?

O sistema do Brasil é tão caótico que é difícil corrigir todas as distorções de uma vez só. Há muitas distorções e muitas injustiças. Famílias em situações muito parecidas de renda, número de filhos, pagam alíquotas muito diferentes de imposto sobre a renda. Se é um empregado formal, a alíquota é bastante alta. Por outro lado, se você se organiza como uma pequena pessoa jurídica, paga muito menos. O caminho para uma boa reforma tributária é garantir que os iguais sejam igualmente tributados.

Por que o brasileiro reclama que paga muito imposto, mas não briga para acabar com essas distorções e desigualdades?

No Brasil, se paga muito imposto para um país emergente. Isso decorre de termos gastos obrigatórios do setor público muito altos. A segunda parte da história é que esse imposto é desigualmente distribuído sobre as decisões de consumo e sobre as famílias. Aí, os grupos reagem. Quem paga menos imposto não quer ser tratado como os demais. Vimos na discussão da reforma tributária diversos setores que ficaram preocupados de ter um pequeno aumento da carga tributária porque pagam menos. A reação foi de que querem pagar menos do que os demais: ‘não quero pagar imposto como o resto da sociedade’. Essa é a resistência à reforma.

O governo terá de aumentar a arrecadação via impostos para pagar os gastos da covid-19 em 2021?

O ideal seria uma reforma tributária que equalizasse a tributação para as famílias com a mesma renda. Isso daria um alívio para o País e tiraria todo esse contencioso tributário gigantesco que temos hoje, que paralisa os negócios e penaliza a produção. Isso permitiria ganho de produtividade. Sabemos hoje que uma parte importante da diferença de produtividade e de renda entre país pobre e rico é a proteção setorial. O país fica fazendo o que não faz bem ou fazendo de uma forma ineficiente. 

Governo e Congresso estão convencidos dessa agenda?

A sociedade não está convencida dessa agenda. Vemos diversos grupos organizados da sociedade e do setor privado contra uma agenda de modernização e maior justiça tributária e redução dos subsídios. O que acaba acontecendo no Congresso é o reflexo de uma falta de consenso da sociedade. Mas tem também uma falta de liderança do Executivo nessa agenda. O próprio governo dá sinais contraditórios do rumo que quer retomar. Ainda agora, assistimos à concessão de novas distorções, como foi o caso da importação de armas (o governo zerou o imposto de importação de revólveres e pistolas).

O Congresso minimiza a importância da reforma tributária?

A reforma teve bastante apoio em meados do ano passado. O que houve foi que o governo sinalizava em outra direção, ainda que de forma confusa, como no caso da CPMF repaginada. Se o Executivo tem essa ambiguidade sobre qual caminho defende, é muito difícil avançar com uma agenda importante como essa no Congresso.

O ano de 2020 provou que não dá para avançar na agenda de reforma tributária sem o governo?

É extremamente difícil. Estamos num regime presidencialista, o Executivo é quem tem as informações consolidadas da política pública. É quem tem a liderança do processo. Mas o próprio governo não sabe bem o que quer. As declarações são muito inconsistentes. Uma hora apoia uma medida e outra hora apoia outra.

A tributária é aquele tipo de reforma que todo mundo quer, mas sem que saia perdendo? 

O debate por vezes subestima o custo do nosso atual sistema tributário. As empresas tomam decisões ineficientes de produção, de escolha de tecnologia e do que produzir, em razão da tributação desigual. Isso resulta em menor produtividade e menor crescimento econômico. Além disso, há a injustiça do regime atual, em que pessoas ou empresas em situações parecidas pagam tributos diferentes simplesmente em razão de como estão legalmente organizadas. Tem decisões de consumo que são mais oneradas do que outras. A reforma tributária tem o mérito de equalizar a cobrança de tributos. Mas na hora que vai tratar todo mundo como igual, os grupos organizados se mobilizam e dizem: 'comigo não, começa pelo outros'.  Isso trava o processo.

A reforma tributária tem interesses muito mais pulverizados e é mais complexa que a da Previdência. Como captar apoio para ela?

Estamos crescendo pouco e há muito tempo. Perdemos essa década. Os brasileiros empobreceram nessa década. Parte do problema vem dessa série de distorções setoriais e distribuição de benefícios. Para o País voltar a crescer como os demais, tem que começar a superar essas restrições. É uma escolha do País. Vamos aceitar os grupos terem pequenas perdas organizadas em troca de um ambiente de negócios mais saudável, com mais competição, justiça tributária e maior abertura ao comércio, com maior acesso às tecnologias? Ou vamos continuar com essa economia estagnada por que ninguém quer abrir mão do seu pequeno privilégio?

Quando começou a se discutir corte das deduções do Imposto de Renda da Pessoa Física, a proposta não foi adiante. Por que?

É bom deixar claro. Isso é parte do Brasil. Se concede benefícios para quem está na elite do País. Se a pessoa ganha mais de R$ 30 mil por mês, está no 1% mais rico do País. Boa parte desses benefícios de saúde, educação e outros vai para os mais riscos. Não vai para a grande parte da população. O que é preocupante no Brasil é que alguns temas, que são relativamente pequenos do ponto de vista do valor envolvido, servem como cortinas de fumaça para travar discussões muito mais profundas e mais complexas.

Quer dizer que o que debate sobre o corte de isenções acaba travando a mudança na tributação sobre o consumo?

Algumas coisas simbólicas travam a discussão.

Por exemplo?

Discutir ao mesmo tempo a tributação sobre consumo e sobre a renda, que são duas reformas imensas e complexas. Para piorar, em geral deixa-se de fora a tributação sobre lucro presumido ou o Simples, que geram imensas distorções, em que famílias iguais pagam impostos de forma diferente. É claro que se deve discutir os impostos sobre a renda e distribuição de resultados (das empresas). Mas a discussão acaba embaralhando muitos temas e deixando oportunisticamente alguns problemas de fora. Outro exemplo é a proposta de uniformizar a tributação sobre consumo, seja ele livros, cinema, saúde, educação, alimentação. É impressionante a quantidade de distorções, as listas são de páginas e páginas de produtos, discriminando bulbo de cebola, cavalos puro-sangue, desde que não seja do tipo Inglês, e por vai. Mas aí alguns setores se organizam, como as editoras e livrarias, e toda a discussão sobre o resto é paralisada.

E o caso da desoneração da cesta básica?

É ótimo exemplo. Ao invés de desonerar os produtos da cesta básica, que são consumidos por ricos e pobres, o mesmo valor que o governo deixa de arrecadar se fosse transferido para o Bolsa Família, a queda na desigualdade de renda seria 12 vezes maior. O impacto seria muito maior fazendo uma política via o gasto do que via tributação sobre o consumo. A política pública em geral é muito mais eficaz via gasto do que tributação. A tributação progressiva deve ser sobre a renda.

Essas discussões travaram o avanço na reforma tributária e que se associou ao debate que cresceu na pandemia da tributação do andar de cima?

Todo mundo acha que os mais ricos são sempre os outros. Esse é o problema do Brasil. O discurso de tributar os mais ricos é fácil. Agora, na prática, vamos equalizar a tributação do lucro presumido ao do trabalhador formal? Como pode pessoas com renda de R$ 50 mil, R$ 10 mil por mês, de uma empresa de lucro presumido, pagar uma alíquota de imposto menor do que os trabalhadores formalizados, com renda muito menor?

Mas a discussão de uma tributação maior para os mais ricos não é importante?

Podemos ter no Brasil uma alíquota marginal maior sobre a renda da pessoa física. É uma discussão legítima. Em vez de ir até 27,5%, ir a 34%. Mas há distorções imensas que não põem ser esquecidas. Por exemplo: as empresas que declaram pelo lucro real têm uma alíquota efetiva entre 25%, 27%. As do lucro presumido e do Simples pagam muito menos, independentemente da renda de quem recebe. A pessoa pode ser um acionista pequeno de uma grande empresa ou sócio grande de uma empresa do lucro presumido. Assim, pessoas muito ricas pagam uma alíquota bem menor do que a classe média. Em vez de enfrentar o problema de fundo, garantir que quem recebe na ponta o dinheiro, deveria ser o foco da análise. Mas trava a discussão quando ela entra no Simples, no lucro presumido, que é onde estão as nossas maiores distorções na tributação sobre a renda.

Mais importante agora na reforma tributária é mudar a tributação sobre o consumo?

O adequado deveria ser convergir para uma situação de igualdade tributária sobre o consumo e progressividade (penalizar menos os mais pobres) de imposto sobre a renda das famílias. Se esse é o ponto de chegada, estaremos resolvendo vários ruídos dessa discussão. Entender que hoje tem acionista que paga muito imposto e outros que pagam pouco, e isso muitas vezes nada tem a ver com o lucro que o acionista recebe. Tem trabalhadores que são muito onerados, enquanto prestadores de serviço que exercem atividades equivalentes, com renda equivalente, pagam bem menos. Entender que as distorções da tributação sobre o consumo têm impacto perverso sobre o crescimento. 

O debate está sem foco?

O debate no Brasil por vezes se perde em temas corretos, mas muito pequenos frente à extensão do desafio. Não se discute o problema fundamental que é o crescimento do gasto com a máquina pública que pouco chega à população. Vamos lembrar que o Brasil aumentou sua carga tributária em nove pontos porcentuais do PIB em 25 anos. É um aumento expressivo e, quando se compara os países parecidos com o Brasil e os indicadores sociais, não melhorou mais que maioria. Melhorou menos. Tivemos mais  arrecadação, endividamento público e isso virou menos benefício social do que o esperado, quando comparamos com os demais países emergentes. A nossa tecnologia de tirar dinheiro da sociedade e fazer política pública que beneficia o cidadão tem problema de desenho, de gestão, e não chega onde deveria chegar.

 

Ciro Gomes defende a renúncia de Bolsonaro e sugere medidas para a recuperação econômica

Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Fotos: José Cruz/Agência Brasil e Marcos Corrêa/PR

Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Fotos: José Cruz/Agência Brasil e Marcos Corrêa/PR



O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) usou as redes sociais nesta terça-feira 5 para criticar a declaração de Jair Bolsonaro de que “o Brasil está quebrado” e que, por isso, não consegue “fazer nada”.

Ciro disse que Bolsonaro deveria “assumir sua total incompetência e renunciar”.

O pedetista apresentou também uma série de medidas “para recuperar a economia do País”. Entre elas, “passar o pente fino em 300 bilhões de reais de renúncias fiscais”.

Ciro ainda defendeu a adoção de um imposto sobre heranças, a tributação de grandes patrimônios – “acima de 20 milhões de reais” -, um Imposto de Renda progressivo, a revogação do teto de gastos e um plano efetivo de vacinação.

“A retomada da economia somente será possível quando a pandemia for controlada”, finalizou o ex-ministro.

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

RESILIÊNCIA: o que é, importância no meio profissional e 6 dicas para aumentá-la

Por Gabriel Camargo

Redator freelancer da Rock Content.

Publicado em 4 de janeiro de 2021


Resiliência é a capacidade de se adaptar às mais diversas transformações no ambiente de trabalho e também em outras áreas da vida, buscando crescimento contínuo e correndo atrás de mais aprendizado para propor melhorias. Entender como desenvolvê-la é fundamental para usufruir seus benefícios!

Em um mercado cada vez mais competitivo, a resiliência é um conceito muito importante para quem deseja ocupar uma posição de destaque dentro de qualquer organização. Especialmente para quem já ocupa algum cargo de liderança, como um gestor, é preciso entender o que representa esse conceito e utilizá-lo em seu dia a dia de trabalho.

Mais do que uma frase motivacional, é importante colocá-la em prática na sua rotina no meio profissional. Imagine só a seguinte situação: você começou em um novo emprego, em um cargo com o qual se identifica e com excelentes líderes e gestores. No entanto, com apenas dois meses de trabalho, aconteceram algumas mudanças radicais.

Os supervisores mudaram de setor, a sua vaga passou por transformações estruturais e vários de seus colegas com os quais você havia se identificado pediram para sair ou então mudaram de área. E agora? O que fazer? Para ajudar você a responder essa pergunta, preparamos um artigo em que abordaremos:

O que é resiliência?

Voltando ao exemplo inicial, você se adapta facilmente a tantas transformações ou passa a se lamentar, comprometendo o seu trabalho e a sua capacidade produtiva? Se a resposta for “sim” para o primeiro questionamento, você é uma pessoa resiliente! Caso não seja, não se preocupe, pois há métodos de desenvolver essa característica.

Antes de tudo, porém, é preciso entender o que esse conceito realmente significa. Conforme abordado, a resiliência é a capacidade de se adaptar de maneira mais simples às mais diversas mudanças ocorridas em seu meio pessoal ou profissional. Pode ser o término de um relacionamento ou a mudança de uma casa para um apartamento em outro bairro.

De acordo com o dicionário Michaelis, resiliência é a “elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem à sua forma original”. Ou seja, conseguir se adaptar a qualquer tipo de mudança que aconteceu ao seu redor. No mercado, a ideia é não deixar que alterações, por exemplo, em seu ambiente de trabalho se tornem um empecilho para o seu melhor desempenho.

A resiliência se trata, portanto, da forma como você lida com as mudanças, dificuldades e novos desafios. Uma característica que pode ser preponderante para o seu sucesso pessoal e profissional. Não à toa, é um conceito em alta no mundo corporativo e pode ser aplicado nas mais diferentes áreas e segmentos, inclusive no Marketing e em Vendas.

Quais são as características de um profissional resiliente?

Algumas características se destacam entre os profissionais que adotam a resiliência em suas rotinas de trabalho. Para ficar mais claro sobre o que se trata esse conceito, confira as suas principais características.

Flexibilidade

A flexibilidade é praticamente um sinônimo para resiliência, o que a torna uma característica fundamental. Uma reunião foi desmarcada? Sem problemas, já comece a fazer outra das suas tarefas planejadas para o restante do dia. Perdeu um funcionário e ainda não encontrou ninguém para o seu lugar? Adapte a sua equipe para que nada fique sem ser feito.

Confiança elevada

A confiança é outra característica essencial para um profissional resiliente. Isso não significa ser arrogante ou metido, é importante ouvir o que outros têm a dizer, por exemplo. Mas você deve ter a confiança para se abrir e apresentar ideias que possam ser úteis para o seu planejamento. Você precisa se sentir confortável o suficiente para dar a sua opinião sem medo de ser julgado.

Persistência

Essa é outra característica importante, mas que também exige bastante cuidado. Realizou testes e viu que a sua ideia pode funcionar? Insista e tente convencer o restante da sua equipe. Mas os outros membros do seu time refutaram a ideia com bons argumentos ou o formato de campanha não funcionou? É preciso aceitar, aprender com o que foi feito errado e criar novas estratégias.

Empatia

Ao mesmo tempo em que é importante se impor com a sua opinião e visão, é fundamental ter empatia com os outros. Ou seja, entender o que está acontecendo do outro lado da mesa. De certa forma, a empatia se relaciona com a flexibilidade, permitindo que você compreenda as necessidades de um cliente, por exemplo, mas não deixe que isso prejudique o seu resultado.

Autocontrole

Durante a rotina de trabalho, é muito comum participar de reuniões mais acaloradas ou acabar não entendendo exatamente o que outro profissional falou. É preciso ter autocontrole e saber ouvir o outro lado. Mesmo quando parecer uma crítica, não se deixe levar por uma pequena discussão, é importante ter o controle da situação.

Qual é a importância desse conceito no ambiente corporativo?

Além da transformação digital — que exige constantes mudanças nos métodos de trabalho de profissionais e organizações —, vivemos a era conhecida como “Mundo VUCA”. A sigla cunhada pelos militares estadunidenses no cenário pós-Guerra Fria nunca esteve tão atual. Quatro elementos estão muito presentes nesse contexto: Volatility (Volatilidade), Uncertainty (Incerteza), Complexity (Complexidade) e Ambiguity (Ambiguidade).

O ambiente corporativo muda rapidamente e de forma mais complexa, o que resulta em maior volatilidade e incertezas para qualquer um. Sendo assim, aquele profissional que não estiver atento pode acabar ficando para trás da concorrência. Esqueça aquele cenário em que uma pessoa passava décadas dentro de uma mesma empresa ou — menos ainda — desempenha uma mesma função.

Imagine um gestor de Marketing Digital que não entende a importância de acompanhar métricas a partir de um software de CRM, por exemplo? Quais são as chances de conseguir entregar um resultado final satisfatório para os clientes? Poucas, não é mesmo? Especialmente em cargos de liderança, a adaptação e a capacidade de perceber a necessidade de mudança são fundamentais.

Afinal, com tantas mudanças ocorrendo no mercado de trabalho, dificilmente você entrará em uma vaga e ficará estável por boa parte de sua trajetória naquela empresa. É preciso que a organização esteja constantemente se adaptando, visando a adquirir um diferencial competitivo e se destacar da concorrência. E você, como profissional, também deve se adaptar aos novos cenários.

Por essa razão, mudanças estruturais de fato vão ocorrer. Muitas vezes, um cargo que traz resultados hoje, daqui a algum tempo já não terá o mesmo retorno, justamente por essas modificações a todo momento. Assim, para manter um bom profissional e reter o seu capital humano, as empresas adaptam a funcionalidade daquela pessoa dentro de seu próprio organograma, propondo novos desafios.

O profissional que tem mais facilidade para se adaptar a essas modificações e conseguir atender aos objetivos da empresa, entender quais são as novas metas e conseguir conviver de maneira harmoniosa com as novas lideranças e colegas, certamente, vai lidar melhor com a situação. Sendo assim, a resiliência é um elemento fundamental a ser desenvolvido não apenas para a sua carreira, como também, para uma melhor saúde mental.

Você pode se interessar por esses outros conteúdos

👉 Cultura organizacional: o que é, tipos e como definir a sua


👉 Clima organizacional: como melhorar a atmosfera da empresa


👉 Diversidade: como construir um ambiente plural na empresa



Como desenvolver a resiliência?

Agora que você já entende o significado desse conceito e sabe como uma pessoa resiliente tende a se destacar no mercado de trabalho, chegou o momento de mostrarmos como é possível desenvolver essa característica. A seguir, selecionamos as principais dicas sobre o assunto. Confira!

1. Defina seus propósitos

Inicialmente, é preciso ter objetivos bem definidos para desenvolver resiliência. Considere o seguinte:

  • Mesmo que passe por constantes mudanças em seu trabalho, ele é aquilo mesmo que você pretende seguir em longo prazo?
  • Seus objetivos dentro do negócio, independentemente de seu cargo, podem ser alcançados a partir das mudanças que venham a ocorrer?
  • Você trabalha apenas com o objetivo de conquistar um salário melhor com uma promoção ou deseja crescer e aprender em conjunto com sua empresa e seus colegas?

A partir do momento em que você tem as respostas para esses questionamentos, tudo tende a se tornar mais simples. Afinal, muitas vezes, o problema não é exatamente o que você está enfrentando de fato na empresa, mas sim, que aquele ambiente já não mais lhe proporciona o crescimento esperado e o desejo de ser sempre desafiado.

Por essa razão, caso você perceba que a desmotivação é justamente pelo fato de seus propósitos não serem alcançados naquele contexto, dificilmente conseguirá desenvolver a resiliência no ambiente de trabalho. Então, busque novos desafios!

2. Administre suas emoções

Administrar as emoções é uma tarefa diária, que deve ser considerada não apenas no ambiente profissional, como também, em suas relações pessoais. Não deixar que uma discussão mais ríspida se transforme em uma mágoa ou mesmo um problema mais crítico na relação de trabalho. Como falamos acima, o autocontrole desempenha um papel fundamental.

Em muitos casos, existem momentos nos quais há um pico de sentimentos, em que você precisa pensar muitas vezes antes de falar algo com o intuito de não ofender alguém ou não prejudicar a sua imagem perante seus colegas e líderes. Caso isso aconteça com você, o primeiro passo é respirar, beber uma água e esperar um pouco para oferecer um feedback àquela pessoa que fez com que você se destemperasse.

Ele é essencial para que o outro entenda no que errou, como pode melhorar e o que ele pensa sobre o assunto, dando a oportunidade também de ele oferecer algo sobre o aprendizado adquirido naquele contexto.

O feedback contribui ainda para melhorar o seu desempenho e de seus colegas, além de estimular cada vez mais o conhecimento sobre as mais diversas situações em seu ambiente de trabalho. Assim, você também permite que outras pessoas desenvolvam mais flexibilidade e que todos consigam usufruir suas vantagens no cenário profissional, criando uma cultura que promova a resiliência.

3. Desenvolva a autoconfiança

Afinal, o que é autoconfiança? É, simplesmente, a capacidade de confiar em si próprio. A dificuldade de se adaptar a transformações pode estar justamente aí: no medo do diferente e no receio de não conseguir realizar as suas atividades e obrigações a partir de tantas novidades.

Certamente, esse gargalo pode ser um empecilho para que você desenvolva a resiliência e cresça junto com a sua organização, concorda? A maior dificuldade, aqui, é entender como desenvolver essa característica.

O primeiro passo é saber dar outros significados a experiências anteriores. Se você está com essas dúvidas agora, provavelmente, já passou por situações que não foram tão positivas em seu contexto profissional. No entanto, saiba que cada empresa é única e que cada profissional consegue transmitir conhecimento de maneiras diferenciadas.

Além disso, é possível entender o quê, de fato, ocorreu anteriormente para não repetir os mesmos erros na atual situação, não é verdade? Isso diminui as chances de contar com uma experiência mais negativa, permitindo também um aprendizado em relação ao seu ambiente profissional.

4. Saiba solucionar as dificuldades

No dia a dia de seu ambiente de trabalho, as dificuldades vão aparecer nas mais diversas formas, seja com o modo de lidar com um cliente insatisfeito, seja com o seu colega que não está se adaptando aos processos, prejudicando as etapas profissionais. Uma pessoa resiliente é justamente aquela que, em vez de apenas reclamar ou oferecer o seu ponto de vista em relação à situação, traz soluções para o problema apresentado.

Enquanto outros perderiam algumas horas ou dias apenas insatisfeitos com o que foi modificado, a resiliência prega a importância de já oferecer uma resposta ao problema. Imagine a seguinte situação: um cliente demonstrou muito descontentamento pelos serviços de sua equipe por erro de comunicação.

Dessa forma, para que você consiga contornar essa insatisfação, o objetivo não é apenas reportar o problema, como também, trazer algo tangível que devolva a confiança àquela pessoa. Tal atitude demonstra maturidade profissional, além de contribuir para que outros colaboradores também aprendam com essa situação, de forma que os erros não sejam mais repetidos com outros clientes, não é verdade?

5. Tenha empatia

Muito se fala em empatia nos âmbitos pessoal e profissional, mas pouca gente entende, de fato, o que isso significa. Trata-se da capacidade de se colocar no lugar do próximo, oferecer ajuda sem julgamentos e entender quais são os contextos pelos quais o seu colega está passando e que resultaram em alguma atitude indelicada.

O primeiro passo para desenvolver a empatia já foi mencionado neste artigo: o autoconhecimento. Apenas quem conhece a si próprio tem a capacidade de se colocar no lugar do outro, conseguindo propor soluções mais benéficas para o seu desenvolvimento.

Além disso, é interessante que se desenvolva uma postura empática. Engana-se quem pensa que esse momento é apenas aquele no qual você pergunta como o outro está — é uma ocasião para entender o que está sendo transmitido pelo colega. Por fim, é preciso demonstrar verdadeiro interesse àquela situação, olhando no olho da pessoa e contribuindo para o seu crescimento sem diminuí-la.

Essa também é uma maneira de ganhar a confiança dos seus clientes ou, até mesmo, colegas de trabalho. De certa forma, é uma maneira de se mostrar humilde e disposto a resolver o problema mais importante. E quando você se coloca no lugar dos outros, a tendência é que se isso se repita com você também, o que pode ser muito útil em determinadas situações.

6. Seja proativo

A proatividade é fundamental não apenas para quem deseja desenvolver resiliência, como também, para os profissionais que querem se destacar em suas funções, contribuindo para que o negócio se desenvolva. Com isso, há uma troca mútua de conhecimentos, aprendizados e benefícios.

No entanto, saiba que ser proativo vai além de apenas tomar iniciativa para propor soluções e melhorias. É entender quais são os seus conhecimentos e como eles podem colaborar para a sua organização e para o contexto no qual você está inserido. Não entende tanto de determinado tópico? Tente se aprofundar para oferecer uma visão diferente ao restante do time.

É ter noção da responsabilidade de seu cargo e como ele contribui para que as metas sejam alcançadas, mas sem afetar o seu desenvolvimento. Assim, se tornará mais resiliente, além de buscar sempre oferecer o seu melhor.

A resiliência é uma característica que, apesar de contribuir no âmbito profissional, traz consequências positivas também para o âmbito pessoal. Sendo assim, é essencial adicionar esse conceito ao seu trabalho, garantindo que as mudanças não se tornem empecilhos para o seu desenvolvimento. Entender a necessidade de mudança e adaptação constantes é fundamental.

Como você pôde perceber, o conhecimento é essencial para desenvolver habilidades e contribuir para o crescimento dos colegas e da organização. Se você quer seguir aprendendo sobre o ambiente de trabalho, confira nosso conteúdo sobre as diferenças entre cultura e clima organizacional.

 

Geleira que fornece água a La Paz está desaparecendo, dizem cientistas

Situação da geleira Tuni, a 60 km da capital boliviana, deve agravar escassez de água que já atinge a cidade

A mudança climática tem reduzido cada vez mais a cobertura de gelo nas áreas próximas a La Paz. Crédito: Luislcb/Wikimedia Commons

A geleira Tuni, na Bolívia, está desaparecendo mais rapidamente do que o inicialmente previsto, de acordo com cientistas da nação andina. Essa situação provavelmente agravará a escassez de água que já atinge a capital, La Paz, a apenas 60 quilômetros de distância.  

Cientistas da Universidad Mayor de San Andrés (UMSA), que monitoram Tuni e outras geleiras regionais, disseram à Reuters que a geleira, antes extensa, foi reduzida a apenas 1 km².

Se antes previam que duraria até 2025, agora dizem que seu desaparecimento é iminente.

“Todo esse setor já foi coberto de gelo”, disse o glaciologista Edson Ramírez. Em grande parte do antigo caminho da geleira, agora existem apenas restos de rocha, expostos pela primeira vez em séculos.

Embora a geleira esteja recuando desde a Pequena Era Glacial, quando enormes campos de gelo cobriam muitas montanhas andinas, a rápida mudança do clima acelerou o processo, de acordo com cientistas bolivianos.

Chuvas torrenciais e secas se tornaram mais comuns, e a neve nas montanhas, menos estável, disseram.

A mudança climática e o rápido desaparecimento das geleiras coincidiram com uma mudança do campo para as cidades na Bolívia, afirmam os pesquisadores. Isso pressiona fontes de água já em redução.

Veja também

+ Invasão de vespas assassinas aumenta tensão com 2020 nos EUA
+ Anticoagulante reduz em 70% infecção de células pelo coronavírus
+ Assintomáticos: 5 dúvidas sobre quem pega o vírus e não tem sintomas
+ 12 dicas de como fazer jejum intermitente com segurança

 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

The Economist: Por que os varejistas em todo o mundo devem olhar para a China

É lá, e não no Ocidente, que o futuro do e-commerce está sendo traçado; o mercado de varejo online chinês vale US$ 2 trilhões, mais do que o dos EUA e o da Europa juntos

The Economist

04 de janeiro de 2021 | 

Nos últimos dez meses, a maioria das pessoas nos países ricos participou da maior revolução nas compras do Ocidente desde que os shoppings e supermercados conquistaram os subúrbios há 50 anos. A pandemia levou a um aumento nos gastos online, acelerando a mudança das lojas físicas em cerca de meia década ou mais.

Esqueça a chaminé. Os presentes de Natal em 2020 chegaram voando pela caixa do correio ou foram jogados na soleira da porta. Trabalhadores em um punhado de empresas, incluindo Amazon e Walmart, fizeram esforços sobre-humanos para atender pedidos online e seus investidores tiveram lucros superiores à média enquanto Wall Street conseguia lances maiores por suas ações na euforia que o varejo ocidental está liderando.

No entanto, é na China, não no Ocidente, que o futuro do e-commerce está sendo traçado. O mercado chinês é muito maior e mais criativo, com empresas de tecnologia combinando comércio eletrônico, mídia social e pompa para se tornarem empórios de compras online para 850 milhões de consumidores digitais.

Alibaba
Empregados do Alibaba separam produtos em galpão de distribuição na cidade de Wuxi, no leste da China. Foto: Aly Song/Reuters - 26/10/2020

E a China também está na fronteira da regulamentação, com a notícia em 24 de dezembro de que  autoridades do país haviam iniciado uma investigação antitruste contra o Alibaba, cofundado por Jack Ma, o magnata mais famoso da China, e até algumas semanas atrás sua empresa listada mais valiosa. 

Por um século, as empresas de consumo do mundo todo olharam para os Estados Unidos em busca de novas tendências, desde códigos de barras digitalizáveis em chicletes Wrigley na década de 1970 até acompanhar os hábitos de consumo das Kardashians na década de 2010. Agora elas deveriam estar olhando para o Oriente.

A liderança da China em e-commerce não é inteiramente novidade. Em tamanho, seu mercado ultrapassou o dos EUA em 2013 - com pouco espaço físico na loja, seus consumidores e varejistas avançaram para o mundo digital. Quando o Alibaba foi listado na Bolsa em 2014, foi a maior oferta pública inicial do mundo. Hoje, o mercado de varejo eletrônico do país vale US$ 2 trilhões, mais do que o dos EUA e o da Europa juntos. Mas, além de seu imenso tamanho, ele agora se destaca do passado e da indústria no Ocidente de várias maneiras cruciais.

Para começar, é mais dinâmico. Nos últimos anos, novos concorrentes, incluindo Meituan e Pinduoduo, cresceram com modelos de negócios efervescentes. Um sinal de competição acirrada é que a participação do Alibaba na capitalização de mercado da indústria chinesa de e-commerce tinha caído de 81% quando listada para 55% atualmente.

A concorrência também levou o e-commerce e outras empresas de tecnologia a destruir as fronteiras entre os diferentes tipos de serviços que ainda são comuns no Ocidente. Aponte e clique são coisas do passado: as plataformas de compras online na China agora combinam pagamentos digitais, negócios agrupados, mídia social, jogos, mensagens instantâneas, vídeos curtos e celebridades ao vivo.

A questão óbvia, de vários trilhões de dólares, é se o modelo chinês de e-commerce se tornará global. Como tem acontecido há décadas, os gigantes do Vale do Silício ainda tendem a subestimar a China. Existem poucas ligações diretas entre as indústrias de e-commerce americana e chinesa, em parte devido ao protecionismo de ambos os lados (o Yahoo vendeu grande parte de sua participação no Alibaba, muito cedo, em 2012).

E as empresas ocidentais há muito têm se organizado em nichos confortáveis e previsíveis. Portanto, a Visa é especializada em pagamentos, Amazon em e-commerce, Facebook em mídia social, Google em pesquisa e assim por diante. A principal fonte de incerteza no e-commerce tem sido quantos grandes varejistas tradicionais irão à falência - mais de 30 faliram nos EUA em 2020 - e se poucos conseguirão administrar a mudança para o online, como o Walmart e a Target fizeram.

No entanto, por mais seguro e isolado que o e-commerce ocidental possa parecer, agora é improvável que se torne o modo de compra dominante no mundo. Fora dos países ricos, a abordagem chinesa já está ganhando força. Muitas empresas líderes de e-commerce no sudeste da Ásia (Grab e Sea), Índia (Jio) e América Latina (Mercado Livre) são influenciadas pela estratégia chinesa de oferecer um "superaplicativo" com uma abundância de serviços, de entrega de refeições a serviços financeiros.

As gigantescas empresas de bens de consumo que ocupam os mercados ocidental e chinês também podem transmitir ideias e táticas de negócios chinesas. Multinacionais como Unilever, L'Oréal e Adidas geram mais receita na Ásia do que nos EUA, e seus chefes recorrem a elas, não à Califórnia ou Paris, para ver as novidades em marketing digital, branding e logística.

As características chinesas já estão surgindo nos centros de varejo do Ocidente, em parte como resultado da pandemia. Os nichos estão se rompendo à medida que as empresas se diversificam. O Facebook agora está promovendo serviços de compras em suas redes sociais e se engajando no “comércio social”, incluindo streaming ao vivo e uso do WhatsApp para mensagens entre comerciantes e compradores.

Alibaba live
Live para apresentar produtos à venda no Alibaba durante o Dia do Solteiro, principal data de descontos no comércio online da China. Foto: Aly Song/Reuters - 11/11/2020

Em dezembro, o Walmart apresentou seu primeiro evento de compras ao vivo pelo TikTok, um aplicativo de vídeo de propriedade chinesa do qual espera comprar uma participação. Na França, no último trimestre, o sexto aplicativo de e-commerce mais baixado foi o Vova, vinculado ao fundador do Pinduoduo. E os novos concorrentes podem finalmente fazer progresso nos EUA - o preço das ações da Shopify, uma plataforma para vendas individuais e pequenas empresas da Amazon, disparou tanto que agora está avaliada em mais de US$ 140 bilhões.

Essa mudança para uma indústria global mais ao estilo chinês promete ser uma excelente notícia para os consumidores. Os preços seriam mais baixos, já que a China tem visto descontos ferozes por parte de empresas concorrentes. A escolha e a inovação provavelmente cresceriam. 

Mesmo assim, o e-commerce chinês tem falhas. Em um clima do Velho Oeste, a fraude é mais comum. E existem aquelas preocupações antitruste. É tentador ver a repressão contra Ma como apenas mais uma demonstração do poder brutal do Partido Comunista. Pode ser parcialmente isso, mas os reguladores antitruste da China também estão ansiosos para aumentar a concorrência.

Isso significa garantir a interoperabilidade, de forma que, por exemplo, os serviços de pagamento em uma plataforma de e-commerce possam ser usados perfeitamente em uma plataforma rival. E isso significa evitar que as empresas de e-commerce penalizem os comerciantes que vendem produtos em mais de um lugar online.

Até agora, as organizações antitruste americanas e europeias têm sido ineficazes no controle das grandes tecnologias, apesar de uma enxurrada de ações judiciais e projetos de lei no final de 2020. Elas também devem estudar a China, para ter uma noção de para onde a indústria está indo e como responder.

Existe um padrão de como o Ocidente pensa a respeito da inovação chinesa. De eletrônicos a painéis solares, os avanços da produção chinesa foram ignorados ou descartados como cópias, depois subestimados e, então, relutantemente reconhecidos em todo o mundo. Agora são os gostos e hábitos do consumidor chinês que estão se tornando globais. Assista e aprenda. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

 

Suflê de legumes e queijo para um jantar prático

3 JAN2021




  • separator
  • 0
  • COMENTÁRIOS
  • separator

Guia da Cozinha - Suflê de legumes e queijo para um jantar prático
Guia da Cozinha - Suflê de legumes e queijo para 
um jantar prático
Foto: Guia da Cozinha

Quer uma opção de prato delicioso para o jantar e, ao mesmo tempo, sofisticado? Dá só uma olhada nesta receita de suflê de legumes e queijo que é simplesmente divina! Em menos de uma hora, você prepara esse prato francês saboroso e ainda garante uma refeição incrível. Anote o passo a passo completo do suflê de legumes e queijo que derrete na boca e é uma delícia:

Tempo: 50min
Rendimento: 8 porções
Dificuldade: fácil

Ingredientes do Suflê de legumes e queijo

  • 2 batatas em cubos
  • 1 cenoura em cubos
  • 1 xícara (chá) de vagem picada
  • Sal a gosto
  • 2 xícaras (chá) de queijo muçarela em cubos
  • 4 colheres (sopa) de óleo
  • 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 1 xícara (chá) de leite
  • 1 colher (café) de fermento em pó
  • 5 ovos (claras e gemas separadas)
  • Óleo para untar
  • 1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado para polvilhar

Modo de preparo

Cozinhe a batata, a cenoura e a vagem em água e sal até que fiquem macias. Escorra, coloque em uma tigela e deixe amornar. Adicione a muçarela, misture e reserve. Em outra tigela, misture o óleo, a farinha, o leite, o fermento e as gemas. Acrescente aos legumes reservados, tempere com sal e misture.

Em outra tigela, bata as claras em neve, despeje na mistura anterior e misture delicadamente. Divida a massa em refratários individuais untados, polvilhe com o parmesão e coloque um ao lado do outro em uma fôrma grande. Leve ao forno médio, preaquecido, por 20 minutos ou até dourar. Sirva em seguida.

COLABORAÇÃO: Adriana Rocha

 

domingo, 3 de janeiro de 2021

Os IMÓVEIS em questão

No Brasil existe, de um lado, 5 milhões de imóveis vazios ou desocupados e, de outro, 7,9 milhões de déficit habitacional. Ou seja, a demanda habitacional não é preenchida devido à deficiência de renda.

E, quais são as consequências disso?  Primeira, o valor dos imóveis desocupados não despenca porque existe um déficit de moradias ainda maior. Segunda, mostra a ineficiência do capitalismo ao gerar superprodução relativa de bens, na medida em que concentra a renda.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

CHARGE

GD 

 

Fonte: Gazeta Digital

Como ensinar as crianças a cuidar da boca desde cedo

 
A higiene bucal dos pequenos começa desde cedo, mesmo quando eles ainda não tenham dentinhos
30 dez 2020 10h00
Foto: Unplash

A higiene bucal dos pequenos começa desde cedo, mesmo quando eles ainda não tenham dentinhos. Ensinar as crianças a cuidar da saúde da boca desde o início da vida ajuda a torna-los adultos conscientes da importância dos cuidados com a saúde bucal e, de quebra, previne diversas doenças. Mas como educa-los a serem conscientes com relação à saúde bucal?

Os dentes de leite são provisórios, mas não é por isso que merecem menos atenção que os permanentes. Os pais devem ensinar as crianças desde cedo a manter a higienização correta da boca, pois isso se refletirá em uma dentição bonita e saudável no futuro.

Ainda durante a gestação, as mães precisam tomar alguns cuidados simples para assegurar a saúde dos dentes de seus bebês, como ter uma boa alimentação baseada em proteínas, cálcio e fibras. Depois do nascimento, mesmo antes de aparecerem os primeiros dentes, os cuidados devem continuar. Durante tal período, a higienização deve ser feita com uma gaze umedecida com água filtrada, sempre logo após as mamadas, para remoção dos resíduos de leite.

Os dentes de leite começam a nascer a partir dos seis meses de vida. Nessa idade, é necessária a utilização de uma dedeira especial e macia para escovar os dentes, pelo menos uma vez ao dia.

O hábito de escovar os dentes três vezes ao dia deve ser ensinado desde cedo aos pequenos, de maneira que se torne uma atividade prazerosa e cotidiana pelo resto de suas vidas. O pequeno deve escovar os dentes com uma escova macia e de cabeça pequena pelo menos três vezes ao dia, e, já nessa fase, uma pequena quantidade de pasta de dentes com flúor pode ser utilizada.

Tão logo a criança tenha habilidade para tal, o hábito de usar fio dental deve ser inserido no dia a dia do pequeno, a fim de evitar acúmulo de bactérias e a temida placa bacteriana.

Ter uma boa alimentação não é benéfica apenas para nossa saúde física, ela também influencia diretamente na saúde bucal das crianças. Evite doces e alimentos ultraprocessados, grandes vilões da boa dentição.

Por fim, leve seu filho para consultas regulares com o dentista. Quanto mais cedo ele se acostumar com esse hábito, maiores as chances de que ele continue a segui-lo ao longo da vida.