terça-feira, 9 de junho de 2026

CONSERVANTES de alimentos estão associados à hipertensão e doenças cardiovasculares

 


  
09/06/2026

Redação do Diário da Saúde
Conservantes de alimentos estão associados à hipertensão e doenças cardiovasculares
Conservantes alimentares comuns estão associados à hipertensão e doenças cardíacas.
[Imagem: Mathilde Touvier]

Não conservam a saúde

Pesquisadores franceses descobriram que o consumo elevado de conservantes alimentares não-antioxidantes, comumente usados para impedir o crescimento de mofo e bactérias nos alimentos, está associado a um risco 29% maior de hipertensão e 16% maior de doenças cardiovasculares, incluindo infarto, acidente vascular cerebral e angina.

Antioxidantes usados para evitar o escurecimento ou ranço dos alimentos também mostraram associação: Pessoas que consumiram as maiores quantidades tiveram risco 22% maior de hipertensão.

Anais Hasenbohler e colegas do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm) analisaram 112.395 voluntários durante um período de sete a oito anos e identificaram os conservantes mais problemáticos.

Os pesquisadores analisaram 17 dos conservantes mais consumidos e descobriram que oito deles estão especificamente ligados à hipertensão. São eles: Sorbato de potássio (E202), metabissulfito de potássio (E224), nitrito de sódio (E250), ácido ascórbico (E300), ascorbato de sódio (E301), eritorbato de sódio (E316), ácido cítrico (E330) e extratos de alecrim (E392). O ácido ascórbico (E300) também foi especificamente associado a doenças cardiovasculares.

No geral, as pessoas que consumiam as maiores quantidades de conservantes "não antioxidantes" apresentaram um risco 29% maior de hipertensão, em comparação com aquelas que consumiam as menores quantidades, e um risco 16% maior de doenças cardiovasculares, incluindo infarto, AVC e angina. Já as pessoas que consumiam a maior quantidade de conservantes antioxidantes apresentaram um risco 22% maior de hipertensão.

Conservantes alimentares

Os conservantes alimentares são onipresentes em centenas de milhares de alimentos industrializados. Estudos experimentais já sugeriam que alguns deles poderiam ser prejudiciais à saúde cardiovascular, mas faltavam evidências em humanos. Esta é a primeira investigação desse tipo a examinar uma ampla gama de conservantes e sua relação com a saúde do coração.

Os voluntários relataram tudo o que comeram e beberam durante três dias a cada seis meses, e os pesquisadores fizeram análises detalhadas dos ingredientes de todos os alimentos, incluindo os conservantes. Sendo compostos químicos tão disseminados, não é de surpreender que 99,5% dos participantes haviam consumido pelo menos um conservante alimentar nos primeiros dois anos de participação no estudo.

Embora os pesquisadores reconheçam as limitações inerentes ao desenho observacional do estudo - que não permite estabelecer causalidade -, os resultados foram ajustados para outros fatores que aumentam ou diminuem o risco cardiovascular. A equipe argumenta que os resultados indicam a necessidade de uma reavaliação dos riscos e benefícios desses aditivos pelas autoridades de saúde para melhor proteção do consumidor.

Enquanto isso, as conclusões reforçam recomendações já existentes: Favorecer alimentos não processados ou minimamente processados, evitar aditivos desnecessários, e que médicos e profissionais de saúde expliquem essas recomendações ao público.

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