quarta-feira, 7 de setembro de 2016

TÊNIS: Jogadas-base de fundo de quadra


Tudo na vida parte de um começo. O que se segue a tal começo são derivações do mesmo. E sem o começo não existiriam as derivações. Portanto, o começo é muito mais importante que as derivações. Assim, esta introdução filosófica serve para mostrar que, aplicada ao tênis ou esportes em geral, devemos nos preocupar mais com as jogadas mais usadas - haja vista que são mais decisivas para o resultado de um jogo. Além do mais, no caso específico do tênis, quando se reduz o número de jogadas-base possíveis o jogo fica mais rápido e os adversários ficam mais encurralados ou propensos ao erro, dado o nível grande de pressão que se impõe sobre eles. Quanto especificamente às respostas aos adversários no seu corpo (simbolizadas na figura no centro da quadra), estas devem ser moderadas ou secundárias - principalmente se não se puder imprimir bastante força à bola, pois se a respostas forem lentas ou fracas os adversários terão tempo para ajustar o corpo e desferir petardos indefensáveis contra nós, de forma que o feitiço pode se voltar contra o feiticeiro.
Outro ponto importante a se focalizar é o saque. Quem o tem com força e precisão, acertando muitos primeiros saques, tem uma considerável vantagem sobre os adversários que, ou levarão um ace ou rebaterão a bola ou para fora da quadra ou na rede. Agora, vamos tratar especificamente da técnica correta do saque. Pois bem, tudo deve começar bem no lançamento adequado ou perfeito da bola. Feito isto, fica mais fácil sacar exatamente da forma desejada ou local desejado ou planejado. Mas, antes de detalharmos mais, devemos saber que três formas de sacar devem ser utilizadas. Primeira, de forehand, com efeito - de forma a tirar o adversário da quadra e dificultando sua resposta exitosa. Segunda, sacar no corpo do adversário (o que também dificulta sua resposta exitosa). E terceira, sacar do outro lado, sempre adotando uma certa margem de risco entre o ponto a se sacar e as linhas da quadra (de recepção de saque). Feita esta observação, retornemos ao detalhamento da técnica correta de saque. Então, continuando, suponhamos que o lançamento da bola para o alto não foi perfeitamente efetuado (isto ocorre quando não se atinge um ângulo de reta de 90°  - noventa graus) e também que a bola não foi tocada pela raquete na altura ideal. Então, o que se deve fazer? Em primeiro lugar, devemos, antes de sacar, escolher uma das três opções de saque (esquerda, centro ou corpo e direita da área de saque da quadra). Em segundo lugar, e na mesma hipótese de lançamento não ideal da bola no momento do saque, devemos fazer um, digamos, remendo ou conserto. Assim, devemos adaptar uma das três opções escolhidas ao lançamento não ideal. Sabendo onde sacaremos, devemos pegar na bola com mais força ou efeito no ponto exato (e altura) que farão a correção ou convergência da bola para tal ponto desejado. E, é claro, isto tudo exige do jogador a devida concentração no que está fazendo ou que deverá fazer. Além do mais, tem a questão emocional em jogo: pensamentos negativos, pessimistas ou medrosos devem ser evitados. Assim, a confiança em si é importante. Assim, estes, na minha opinião, são os dois aspectos mais importantes de uma partida de tênis. Outros aspectos (os quais todo jogador profissional já deve saber: contrapé, drop shots, voleio (smach), slice, lobby, etc, deixemo-nos para seus técnicos. Mais duas dicas: 1) Sobre o lobby, quando ele não puder ser feito com calma e de modo ideal, devemos exagerar para MAIS. Ou seja, visar mais o fundo de quadra (caprichando na força) do que exagerar para menos (rebater próximo da rede), caso em que certamente o adversário fará o smach de forma indefensável e se perderá o ponto. 2) ALTURA DA BOLA passando sobre a rede ou tocando nela. Pois bem, em primeiro lugar, devemos saber que FORÇA (de um lado) com mais FORÇA (de outro, via de regra), tende a abaixar a bola, a ponto de ser levada de encontro à rede. Em segundo lugar, mais fatores podem influenciar tal altura de resposta: eventual efeito com que se recebe a bola, ponto em que a bola recebida toca na raquete. E, assim, quando recebermos uma bola com grande velocidade ou força, devemos não responder com mais força (quando a resposta se torna muito difícil, em função da considerável distância entre nós e a bola) mas se preocupar mais em escorar a bola, aproveitando a força adversária, fazendo com que possamos responder sem jogar a bola na rede. Enfim, devemos usar o feeling apurado para dosar corretamente a força para não perder o ponto - em situações dificílimas. Já em situações fáceis podemos descer o braço e imprimir grande força à bola. Espero ter ajudado. Um abraço a todos!

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