domingo, 21 de agosto de 2016

COMPOSIÇÃO 5

OS ANDARES


Já namorei meninas de todos os andares do meu prédio
Por isso minha vida nunca teve tédio
A minha morada foi o meu recorrente remédio
Mas não se pode dizer que foi assédio
Nem que foi galinhagem
Foi apenas na minha vida uma longeva passagem   
                          (refrão)


A menina do primeiro andar era a mais querida
Muito atrevida
Muito vivida
Muito chegada à bebida
Muito lascívia
Óh, minha doce Lívia


A menina do segundo andar já era a mais jovem
A que mais gostava de viagem
A que mais gostava de bobagem
A que mais gostava de uns amassos na garagem
A que mais parecia uma loba
Óh, minha doce Petkova



A menina do terceiro andar era a mais discreta
Com carinha de boneca
Gostava de jogar peteca
Tinha por apelido Leleca
Óh, minha doce Rebeca


Já namorei meninas de todos os andares do meu prédio
Por isso minha vida nunca teve tédio
A minha morada foi o meu recorrente remédio
Mas não se pode dizer que foi assédio
Nem que foi galinhagem
Foi apenas na minha vida uma longeva passagem   
                          (refrão)


A menina do quarto andar era a mais bonita
Andava mais enfeitada que uma periquita
Fazia-me lembrar do tempo em que jogava bolita
Era tudo o que se necessita
Óh, minha doce Rita


A menina do quinto andar era a mais intelectual
Mais inteligente não tinha igual
Mais ainda pontual
Só não era muito normal
Óh, minha doce Val

A menina do sexto andar era a mais faceira
Muito matreira
Muito bailadeira
Mas de vez em quando gostava de descer a ladeira
Mas às vezes preferia ser caseira
Era a que mais dizia asneira
Não era qualquer uma
Óh, minha doce Luma


A menina do sétimo andar era a mais abusada
Fingia não fazer nada
Mas saía em disparada
E dizia palavras transgressoras
Era a minha professora
Mulher muito dominadora
Óh, minha doce Leonora


Já namorei meninas de todos os andares do meu prédio
Por isso minha vida nunca teve tédio
A minha morada foi o meu recorrente remédio
Mas não se pode dizer que foi assédio
Nem que foi galinhagem
Foi apenas na minha vida uma longeva passagem   
                          (refrão)



A menina do oitavo andar era a mais sensível
De gênio terrível
De desejo insaciável
Reduzia-me a nada
No meio da madrugada
Óh, minha doce Leonarda


A menina do nono andar era a mais ambiciosa
Muito dengosa
Devorava meu cartão de crédito
Mas o seu maior mérito
Era apresentar-me à modernidade
Óh, minha doce Jade

Com qual delas me casei?
Sabe alguém?
A princípio diria que não sei
Mas acho que no final tudo acabou em harém


Já namorei meninas de todos os andares do meu prédio
Por isso minha vida nunca teve tédio
A minha morada foi o meu recorrente remédio
Mas não se pode dizer que foi assédio
Nem que foi galinhagem
Foi apenas na minha vida uma longeva passagem   
                          (refrão)


A menina do primeiro andar era a mais querida
Muito atrevida
Muito vivida
Muito chegada à bebida
Muito lascívia
Óh, minha doce Lívia


A menina do segundo andar já era a mais jovem
A que mais gostava de viagem
A que mais gostava de bobagem
A que mais gostava de uns amassos na garagem
A que mais parecia uma loba
Óh, minha doce Petkova



A menina do terceiro andar era a mais discreta
Com carinha de boneca
Gostava de jogar peteca
Tinha por apelido Leleca
Óh, minha doce Rebeca








Já namorei meninas de todos os andares do meu prédio
Por isso minha vida nunca teve tédio
A minha morada foi o meu recorrente remédio
Mas não se pode dizer que foi assédio
Nem que foi galinhagem
Foi apenas na minha vida uma longeva passagem   
                          (refrão)


A menina do quarto andar era a mais bonita
Andava mais enfeitada que uma periquita
Fazia-me lembrar do tempo em que jogava bolita
Era tudo o que se necessita
Óh, minha doce Rita


A menina do quinto andar era a mais intelectual
Mais inteligente não tinha igual
Mais ainda pontual
Só não era muito normal
Óh, minha doce Val







A menina do sexto andar era a mais faceira
Muito matreira
Muito bailadeira
Mas de vez em quando gostava de descer a ladeira
Mas às vezes preferia ser caseira
Era a que mais dizia asneira
Não era qualquer uma
Óh, minha doce Luma


A menina do sétimo andar era a mais abusada
Fingia não fazer nada
Mas saía em disparada
E dizia palavras transgressoras
Era a minha professora
Mulher muito dominadora
Óh, minha doce Leonora


Já namorei meninas de todos os andares do meu prédio
Por isso minha vida nunca teve tédio
A minha morada foi o meu recorrente remédio
Mas não se pode dizer que foi assédio
Nem que foi galinhagem
Foi apenas na minha vida uma longeva passagem   
                          (refrão)


A menina do oitavo andar era a mais sensível
De gênio terrível
De desejo insaciável
Reduzia-me a nada
No meio da madrugada
Óh, minha doce Leonarda


A menina do nono andar era a mais ambiciosa
Muito dengosa
Devorava meu cartão de crédito
Mas o seu maior mérito
Era apresentar-me à modernidade
Óh, minha doce Jade


Com qual delas me casei?
Sabe alguém?
A princípio diria que não sei
Mas acho que no final tudo acabou em harém

Já namorei meninas de todos os andares do meu prédio
Por isso minha vida nunca teve tédio
A minha morada foi o meu recorrente remédio
Mas não se pode dizer que foi assédio
Nem que foi galinhagem
Foi apenas na minha vida uma longeva passagem   
                          (refrão)

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